O ídolo histórico de Flamengo e Palmeiras que adora Legião Urbana, Titãs e The Smiths
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de outubro de 2026
Revelado pelo Flamengo e campeão espanhol pelo Deportivo La Coruña, Djalminha tem uma trilha sonora que pouca gente associaria a um vestiário de futebol. Em entrevista ao canal Corredor 5, o ex-meia contou que cresceu ouvindo rock nacional, mas que a virada aconteceu na adolescência, quando conheceu The Smiths. Hoje comentarista da CazéTV, ele relembrou a época em que dividia o tempo entre os gramados e as festas do subúrbio carioca.
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"Eu gostava do rock brasileiro, né? Sempre gostei de Legião na época, Capital Inicial, Titãs, todos eles. Gostava muito do rock nacional. E aí fui apresentado, nessa idade aí, 14, 15 anos mais ou menos, ao rock internacional e principalmente aos Smiths", disse. O ponto de encontro era a casa de um amigo em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro, para onde o grupo seguia ao fim dos treinos.
Ali, segundo o ex-jogador, a playlist era quase toda importada. "Depois do treino era só música, era ouvindo o som o tempo inteiro. Smiths, The Cure, The Clash, enfim, rock internacional total. Mas os Smiths, sem dúvida, foi uma banda que identificou muito, cara, a maneira deles, do grupo. Bom demais", afirmou. Djalminha citou os amigos Rogério, Luiz Antônio e Mário Xavier como parte de uma geração que curtia esse som e que, segundo ele, mantém o gosto até hoje.
A paixão também saía de casa e ia para a pista. O ex-meia contou ao Corredor 5 que frequentava as baladinhas da época, quando havia festas dedicadas só a esse tipo de música. Uma delas, em Jacarepaguá, perto da Praça Seca, tocava apenas Smiths e bandas do mesmo estilo. Ele explica a força dessa memória pela idade em que tudo começou: "Quando você leva uma coisa de pequeno, acho que é o que te mexe mais. Eu sou muito eclético, mas parece que você volta às tuas raízes quando escuta um som desse."
Nascido em Santos em 1970, Djalminha é filho de Djalma Dias, ex-zagueiro da Seleção Brasileira. Curiosamente, a música não veio do lado paterno. O ex-jogador descreveu a relação com o pai como de amizade estreita, mas lembrou que em casa ele ouvia pouquíssima música. "Do meu pai era resenha, era futebol o tempo inteiro", disse. A influência veio da mãe, que dançava bem nos bailes e mantinha na vitrola discos de bolero e de Benito de Paula.
O rock, porém, nunca apagou o samba de sua formação. "Eu curto samba demais, tá muito também na minha essência, porque na infância eu via muito samba, mas samba mesmo, até de escola de samba", contou. Depois do Flamengo, Djalminha brilhou no Guarani e no Palmeiras, onde ganhou a Bola de Ouro da revista Placar em 1996, e conquistou a Copa América de 1997 com a Seleção antes de virar ídolo na Galícia.
Confira o vídeo completo abaixo.
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