A condição que Kai Hahto aceitou ao gravar seu primeiro disco no Nightwish
Por Gustavo Maiato
Postado em 15 de outubro de 2026
Kai Hahto entrou no Nightwish em 2014 para ocupar o lugar de Jukka Nevalainen, que precisou se afastar da banda. De lá para cá, foram 12 anos, cerca de 300 shows e três discos de estúdio. Às vésperas da apresentação que celebra seus 35 anos de carreira, o baterista revisitou essa trajetória em entrevista ao Kaaoszine. Ele também detalhou como sua forma de tocar mudou de um álbum para outro.
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O processo criativo do Nightwish é bem diferente do que Hahto viveu em outras bandas. No Rotten Sound, especialmente no início, tudo nascia na sala de ensaio, com o grupo reunido duas vezes por semana. No Nightwish, Tuomas Holopainen entrega uma demo que serve de direção, e só então os arranjos são discutidos. O baterista contou que o tecladista às vezes aparece com ideias de bateria que ele mesmo jamais teria imaginado. Quando isso acontece, ele as aproveita como ponto de partida.
"O primeiro disco foi feito meio que pensando no Jukka, porque ele teve que se afastar, e a gente achou que as minhas linhas de bateria não deveriam ser pessoais demais, para que o Jukka pudesse tocá-las depois. Era basicamente isso que eu tinha na cabeça com o 'Endless Forms'. E também não havia muito tempo: tive uns dois dias para aprender o disco e mais uns dois dias para gravar. O cronograma foi muito apertado."
A virada veio no álbum seguinte. Durante a produção de "Human. :II: Nature.", ficou claro que Nevalainen não voltaria à banda, e Hahto passou a encarar os arranjos com mais liberdade. Segundo ele, foi a partir daí que pôde assinar as faixas um pouco mais com o próprio nome. Em "Yesterwynde", o processo foi ainda mais solto. "Eu já estava mais à vontade com tudo. Não pensava demais no passado, de onde a gente tinha partido, e tentava me concentrar no momento, no que queremos fazer daqui para frente", afirmou.
O próximo capítulo já começou a ser desenhado. Hahto ainda não recebeu as músicas novas, mas conhece os títulos e os temas, discutidos no início do verão na casa de Tuomas e Johanna, em Kitee. Na primavera, Holopainen grava as demos com Tero Kinnunen, sempre no mesmo formato enxuto. São só melodias num timbre de piano do sintetizador, sem orquestra nem coros. Segundo o baterista, é só nas gravações em Londres, com a orquestra, que se entende o tamanho que as canções podem ganhar.
Confira o vídeo completo abaixo.
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