Regis Tadeu aponta problema no show do Iron Maiden e explica atitude do atual baterista
Por Bruce William
Postado em 27 de outubro de 2026
O Iron Maiden iniciou sua passagem pelo Brasil com um show no domingo (25), em São Paulo, como parte da turnê "Run for Your Lives", que celebra os 50 anos de existência da banda. Entre os presentes estava o jornalista e crítico musical Regis Tadeu, que publicou um vídeo em seu canal no YouTube avaliando a apresentação. Embora tenha elogiado o espetáculo e a disposição dos músicos, ele identificou um problema que, segundo sua avaliação, ficou evidente logo nas primeiras músicas.
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Regis observou que "Murders in the Rue Morgue", "Wrathchild" e "Killers", executadas na abertura, apresentaram andamentos consideravelmente mais lentos do que os das gravações originais. Para ele, a desaceleração comprometeu parte da agressividade característica dessas composições, embora não tenha impedido que a banda entregasse um bom espetáculo.
A análise passou inevitavelmente pelo baterista Simon Dawson, contratado para substituir Nicko McBrain nas turnês. Regis reconheceu que o músico trouxe estabilidade à execução das músicas, mas considera que lhe falta a pegada necessária para reproduzir determinados momentos do repertório clássico. Curiosamente, o jornalista fez questão de defender Dawson de uma acusação que poderia parecer óbvia diante de suas críticas.
"É um erro muito grande culpar o Simon, o coitado do Simon, por essa desaceleração, porque ficou cristalino que o batera toca ali exatamente no ritmo que lhe foi solicitado pelos demais integrantes da banda e, em especial, pelo patrão, pelo dono da banda, Steve Harris", afirmou. Regis acrescentou que Dawson simplificou algumas viradas tradicionais, mas acredita que essas decisões obedecem à orientação musical estabelecida pelo grupo.
Apesar dessa ressalva, o crítico considera que o Iron Maiden desperdiçou uma oportunidade ao escolher o substituto de McBrain. Ele lembrou que o veterano baterista revelou recentemente, em sua autobiografia, ter sugerido o brasileiro Aquiles Priester como uma alternativa para ocupar seu lugar. Regis acredita que o ex-integrante do Angra teria oferecido uma combinação superior de técnica, velocidade e peso.
"A banda poderia, sim, ter contratado um batera infinitamente mais hábil e mais técnico. E o próprio Nicko McBrain, por exemplo, quando anunciou a saída dele, indicou o Aquiles Priester. E eu vou dizer, meu amigo, minha amiga: o Aquiles teria sido uma escolha muito, mas muito superior em termos de peso, em termos de pegada, em termos de velocidade", declarou.
Os comentários sobre a bateria não impediram Regis de destacar os méritos da apresentação. Ele elogiou especialmente Bruce Dickinson, que começou o show de maneira mais contida, mas encontrou sua melhor condição vocal a partir de "Phantom of the Opera". O crítico também ressaltou a precisão do trio de guitarristas, a energia de Steve Harris e o espetáculo visual proporcionado pelos novos painéis de LED, especialmente durante "Rime of the Ancient Mariner".
Para Regis, a apresentação representou um triunfo da nostalgia, acompanhado dos sinais naturais da idade dos integrantes. Ele ressaltou que, mesmo com os andamentos reduzidos e algumas limitações, o Iron Maiden continua oferecendo shows de alto nível. Seu balanço foi positivo, mas com uma ressalva importante: na opinião do jornalista, a banda poderia ter escolhido um baterista mais adequado para preservar a intensidade das músicas que ajudaram a definir o heavy metal.
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