Mateus Asato elege o último guitar hero que existe e compara com Slash e Van Halen
Por Gustavo Maiato
Postado em 21 de outubro de 2026
Nascido em Campo Grande e formado no Musicians Institute, em Los Angeles, Mateus Asato passou mais de uma década como guitarrista de apoio de nomes como Tori Kelly, Jessie J e Bruno Mars. Hoje ele roda o mundo com a turnê do próprio disco instrumental, que já passou pela Ásia e pela Austrália e chegou ao Brasil. Em entrevista ao podcast Corredor 5, numa conversa de mais de três horas com Clemente, ele revisitou as referências que moldaram seu som e colocou um nome numa categoria à parte.

O contato com esse nome começou de forma indireta. Em 2014, ainda estudante, Asato gravou violões e guitarras no DVD de Luan Santana a convite do produtor Dudu Borges, conterrâneo e frequentador da mesma igreja em Campo Grande. A banda montada para o projeto tinha o baixista Robinho Tavares e o baterista Aaron Sterling, que tocava com John Mayer. Meses depois, Mayer passou a seguir o brasileiro nas redes. Na NAMM Show, feira anual da indústria de instrumentos, ele citou Asato como o primeiro nome do cenário atual da guitarra, durante o lançamento de seu modelo no estande da PRS.
"É até polêmico o que eu falo, mas eu acredito que ele seja esse último guitar hero. A gente fala: 'Não, mas como assim? Vai querer comparar ele ao Slash, ao Van Halen?'. Eu digo no sentido de impacto. Porque quando ele lança aquela guitarra com a PRS, no primeiro momento eu falei: 'Não sei se isso aqui vai dar certo'. E hoje você vê que é um dos modelos mais vendidos do mundo. Isso para mim é o impacto de alguém que é um herói da guitarra."
O guitarrista descreveu Mayer como um divisor de águas na própria formação. Até então, seu repertório se resumia praticamente ao Oficina G3, de Juninho Afram, e ao Angra, de Kiko Loureiro. "Eu venho de uma escola muito virtuosa, com Oficina G3, os meninos do Angra. E aí vem o John Mayer na minha vida e eu começo a lapidar de uma forma um pouco diferente", contou. Foi por meio dele que Asato chegou a Stevie Ray Vaughan e Jimi Hendrix, numa cronologia que ele próprio define como "ao contrário".
A admiração, segundo ele, torna difícil até a conversa com o ídolo. Mesmo fluente em inglês, Asato diz que se sente para trás diante do repertório de referências do americano. "É difícil até ter uma conversa com ele, porque ele está tão à frente, fora também a barreira linguística. O trivial dele é muito extraordinário. A linguagem, as analogias", explicou. Para o brasileiro, o episódio mostra que a internet abre portas, mas as conexões feitas pelo caminho ainda pesam mais.
Confira o vídeo completo abaixo.
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