O músico que mudou o som do Scorpions; "vamos tornar essa porra pesada novamente"
Por Bruce William
Postado em 09 de outubro de 2026
Mikkey Dee entrou no Scorpions em 2016 depois de passar mais de duas décadas atrás da bateria do Motörhead. E, segundo ele, a ideia nunca foi simplesmente aprender as músicas e ocupar o lugar deixado por James Kottak. Desde o começo, o sueco queria mexer na maneira como a banda tocava.
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Em entrevista ao Loudwire Nights, Dee explicou que não consegue trabalhar apenas como músico de apoio. "Eu nunca tocaria com uma banda ficando sentado lá atrás apenas tocando as músicas deles. Isso não sou eu. Eu gosto de acrescentar alguma coisa à banda."
Foi exatamente isso que ele disse aos colegas quando entrou no Scorpions. "Eu falei aos caras: 'Vou motorizar vocês da melhor maneira que conseguir. Vamos deixar isso mais pesado juntos, vamos nos divertir muito mais e vamos tornar essa porra pesada novamente'." Para o baterista, a missão acabou dando certo: "Sinto que fiz isso. Eu realmente fiz diferença para essa banda".
A expressão "motorizar" não apareceu agora. Dee já havia contado em declaração publicada no Blabbermouth que, ao chegar ao grupo, queria colocar mais energia, peso e precisão na execução. Sua proposta era tornar o Scorpions "mais duro, mais firme e mais pesado", sem destruir a identidade construída pela banda ao longo de décadas.
O próprio Rudolf Schenker percebeu a mudança. Em uma entrevista anterior, Dee contou que o guitarrista disse, depois de uma turnê, que pensava ter contratado apenas "um novo motor", mas acabou descobrindo que havia recebido "um carro inteiro novo".
E Dee fez questão de elogiar James Kottak e afirmou que nunca teve intenção de diminuir o trabalho do antecessor. A diferença, segundo ele, estava na energia e no estilo que ele próprio poderia acrescentar a um grupo já completamente estabelecido.
Dez anos depois de chegar inicialmente como substituto temporário, Mikkey Dee continua no Scorpions e parece satisfeito com o resultado. Para ele, entrar numa banda com mais de meio século de história só fazia sentido se ainda houvesse alguma coisa nova que pudesse colocar na mesa - e peso, pelo visto, era uma delas.
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