O álbum do Pink Floyd que Roger Waters gostaria de refazer
Por Bruce William
Postado em 09 de outubro de 2026
Roger Waters não é exatamente conhecido por olhar para trás com muitos arrependimentos. Ainda assim, existe pelo menos um álbum do Pink Floyd que ele gostaria de alterar se tivesse a oportunidade: "The Final Cut", lançado em 1983.
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Em entrevista à "Esquire", repercutida pela Far Out, Waters foi questionado sobre o que mudaria em sua carreira e apontou diretamente para o último disco que gravou com o Pink Floyd. "Há algumas músicas em 'The Final Cut' e algumas coisas na produção daquele álbum que acho um pouco desajeitadas e pesadas demais", afirmou.
O músico também destacou um ponto específico que hoje o incomoda. "Eu não adoro o som da bateria e, se pudesse fazer de novo, seria muito mais natural na maneira como as coisas são construídas", explicou. Segundo Waters, também evitaria tentar criar contrastes tão exagerados de volume e dinâmica ao longo do disco.
"The Final Cut" nasceu em um dos períodos mais conturbados da história do Pink Floyd. Richard Wright já havia deixado o grupo, a relação entre Waters e David Gilmour estava em frangalhos e a gravação acabou funcionando, em muitos aspectos, mais como um projeto pessoal do baixista do que como um esforço coletivo.
Parte do material havia surgido a partir de ideias que sobraram de "The Wall", mas Waters ampliou o conceito para tratar principalmente de guerra, política e da morte de seu pai durante a Segunda Guerra Mundial. O álbum acabaria sendo o último do Pink Floyd com sua participação.
Anos depois, Waters também reconheceu que a tensão daquela fase afetou o resultado. Em entrevista de 1987, disse que "The Final Cut" havia sido "uma miséria" de fazer e admitiu que ainda gostava de boa parte do disco, embora não apreciasse o próprio canto e conseguisse ouvir a tensão atravessando as gravações.
A crítica atual de Waters, portanto, não significa que ele rejeite "The Final Cut". O que gostaria de mudar está principalmente na forma: menos peso artificial, menos grandiosidade forçada e uma produção mais natural para um álbum que já carregava bastante tensão por conta própria.
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