Regis Tadeu aponta o grave erro que o Metallica está cometendo em shows recentes
Por Bruce William
Postado em 08 de outubro de 2026
O Metallica está fazendo uma residência no Sphere, em Las Vegas, cercado por uma produção gigantesca, telões de altíssima definição e efeitos visuais de proporções quase absurdas. Para Regis Tadeu, porém, toda essa tecnologia criou um problema sério: a banda deixou de ser o centro do próprio show.
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Em vídeo publicado em seu canal no youtube, o crítico reconheceu que o som e o impacto visual são impressionantes. Ele elogiou a qualidade acústica, a nitidez dos instrumentos e até o repertório, que vem trazendo músicas pouco tocadas pela banda nos últimos anos. Ainda assim, resumiu sua crítica de forma dura: "No planeta Metallica, o som é de primeira, mas a banda é de miniatura."
Segundo Regis, o problema está na escala do espetáculo. As animações, a tela de 16K e os efeitos acabam disputando diretamente a atenção com James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo. "Os integrantes do Metallica ali estão pequenininhos lá embaixo, parecem meros pontos de luz perdidos no rodapé do cenário."
Ele também criticou o perfil de parte da plateia, que em sua visão estaria mais interessada em consumir uma experiência de Las Vegas e registrar tudo no celular do que acompanhar efetivamente a banda. Regis chamou isso de triunfo do "turista corporativo sobre o fã de verdade" e afirmou que o público atual muitas vezes parece mais interessado em telões e experiências imersivas do que nos músicos tocando.
A crítica vai além do Metallica. Para Regis, existe uma tendência em grandes shows atuais de transformar músicos em coadjuvantes de produções tecnológicas cada vez maiores. Ele chegou a questionar até que ponto, nesse modelo, o artista continuará sendo indispensável caso a atração principal passe a ser o espetáculo visual.
Mesmo com toda a bronca, ele não acusou o Metallica de estar tocando mal. Pelo contrário: destacou que a banda continua executando bem as músicas e resgatando raridades. O que incomoda é justamente outra coisa: "O Metallica acaba sendo engolido pelo monstro de 16K que ajudou a alimentar."
Para Regis, portanto, o erro não está em usar tecnologia, mas em permitir que ela cresça a ponto de disputar protagonismo com aquilo que deveria continuar sendo o principal motivo para comprar o ingresso: ver uma banda tocando ao vivo.
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