A banda de Regis Tadeu que a gravadora "amansou" nos anos 80
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de novembro de 2026
O esquecimento de artistas que já foram populares dominou a live semanal do canal de Regis Tadeu no YouTube, com Sérgio Martins e Fábio Cristianini. No meio da conversa, Fábio fez um "apelo" para que uma suposta nova boy band do rock nacional não caísse no mesmo destino. Ele se referia ao Muzak, grupo paulistano que tem o próprio Regis na bateria.
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O crítico entrou na brincadeira e lembrou que a banda comemora 40 anos de existência. Por isso, segundo ele, seria uma "boy band de velhacos". O trio regravou com a formação atual o disco lançado em 1986 pela EMI. O lançamento acontece em show no sábado (24), no Madame Satã, casa de São Paulo que celebra 43 anos com uma festa na mesma noite. Regis disse ainda que o nome do grupo, sinônimo de música ambiente de elevador, é uma ironia, já que o som da banda é "bem barulhento".
A regravação mexe com uma ferida antiga. Durante a conversa, foi lembrado que os integrantes ficaram desconfortáveis na época, porque o som original do Muzak era mais pesado e mais sujo do que aquilo que chegou ao vinil. Os participantes descreveram a suavização como uma tendência dos anos 80: as gravadoras pressionavam as bandas a adaptar o som para tocar no rádio, sob pena de nem assinarem contrato.
"Quando saiu esse EP, foi lançado na mesma gravadora, na mesma data, o EP da Plebe Rude, 'O Concreto Já Rachou', o Muzak e, se eu não me engano, um álbum do Finis Africae. A prioridade da EMI na época acabou sendo a Plebe Rude, até porque eles, de uma certa forma, cederam a uma pressão do Herbert Vianna, que produziu esse EP, que é espetacular. Naquela época, as gravadoras já trabalhavam com esse lance da prioridade. Mas, mesmo assim, as canções do Muzak e do Finis Africae tocavam nas rádios."
Para Regis, a nova gravação corrige essa distorção. "Essa coisa da suavização do som era uma coisa generalizada, todo mundo passou por isso. As novas versões estão bem mais pesadas, estão muito mais próximas do Gang of Four e do Killing Joke, que eram e ainda são as nossas influências mais básicas, do que obviamente naquela época", afirmou o baterista, que fechou o assunto convidando o público para o show.
Confira o vídeo completo abaixo.
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