A "mesa de boteco" mais ilustre em que Andreas Kisser já se sentou, segundo o próprio
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de julho de 2025
Durante entrevista ao Bucket List Podcast, o jornalista Gustavo Ziller perguntou a Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, qual foi o episódio em que ele se viu cercado pelas pessoas mais ilustres — uma "mesa de boteco" metafórica. O jornalista trouxe à tona a lembrança de Nelson Motta, que certa vez contou ter encontrado Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Nelson Rodrigues num bar. E qual foi o momento mais marcante na vida de Kisser?
Segundo ele, foi no show de despedida do Ozzy Osbourne, em 1992.
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"A gente abriu para o Metallica e também tocou na primeira despedida do Ozzy, o ‘No More Tours’, em 1992", revelou Kisser. "Estava lá o Geezer Butler e o Ozzy. Pensa: sentados trocando ideia com esses caras... mano, eu fiquei muito emocionado." Ele lembra do abraço e do beijo na testa de Ozzy, reconhecendo o Sepultura — algo que, para ele, ainda soa surreal.
O guitarrista ainda comentou o impacto dessa vivência. "Passou um filme na cabeça. Muito da equipe do Ozzy acabou trabalhando com o Sepultura depois — o Bob Thomason, que trabalhou com o Deep Purple nos anos 70, e outros caras com histórias lindas."
Kisser não deixou de lado seus encontros afetivos com músicos de outras gerações. "Conheci o Altamiro Carrilho, o Tonico ou Tinoco — meu pai os ouvia sempre — e o Sérgio Reis. Já era gente que fez parte da minha infância." Outro momento emocionante foi entrevistar Jerry Lee Lewis para o Altas Horas, em Porto Alegre, quando ele tinha 92 anos. "Ele me recebeu no hotel depois do show. Falamos de Elvis Presley, Johnny Cash... uma conversa surreal."
Para ele, esses encontros revelam a universalidade da música. "Não é sobre estilo musical. Todo mundo ali é músico e conversa sobre coisas que importam, não importa se toca guitarra distorcida, flauta ou arpa. É uma conexão real."
Confira a entrevista completa abaixo.
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