Tarja Turunen explica porque é difícil para ela ouvir os primeiros álbuns do Nightwish
Por Bruce William
Postado em 30 de abril de 2026
Tarja Turunen falou com franqueza sobre um sentimento que muita gente talvez não imagine ao ouvir os discos clássicos do Nightwish. Em entrevista ao Metal Addiction, a cantora disse que tem dificuldade até para escutar os primeiros trabalhos da banda, especialmente porque não gosta de como sua voz aparece ali.
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Ao comentar se existe alguma música do Nightwish que gostaria de cantar de novo, Tarja explicou que boa parte daquele repertório já ficou muito para trás em sua memória. Ela citou diretamente "Oceanborn" e até "Angels Fall First", o álbum de estreia da banda, que completa 30 anos em 2027. "Há muita coisa que eu já esqueci. Se eu pegar agora um álbum, 'Oceanborn', ou até o primeiro, 'Angels Fall First', eu não lembro mais dessas músicas. Sério", disse.
O ponto mais forte da fala veio logo depois, em uma declaração que ajuda a mostrar como Tarja enxerga hoje aquela fase inicial: importante, claro, mas ainda marcada por busca e adaptação: "Para mim é até difícil ouvir esses álbuns porque mal consigo escutar a minha voz. Eu realmente não gosto de como eu soo nesses discos, porque aquilo era o começo para mim, e eu ainda não sabia como usar a minha voz. Meu foco estava no canto operístico, e era muito difícil me afastar disso."
Entre as músicas antigas, ela destacou "Swanheart", balada de "Oceanborn", como uma das que gostaria de revisitar. Tarja contou que já a cantou algumas vezes com orquestra sinfônica, mas há bastante tempo, e lembrou que a faixa sempre foi desafiadora para ela. "Não sei como consegui naquela época. Lembro que sofri bastante. Lembro de realmente ter passado aperto no estúdio quando aquele álbum foi gravado", afirmou, acrescentando que hoje talvez fosse mais divertido encarar a música novamente.
A entrevista também apareceu num momento importante da carreira solo da cantora. Tarja prepara o lançamento de "Frisson Noir", previsto para 12 de junho pela earMUSIC. O disco foi descrito como o trabalho mais pesado de sua trajetória e traz participações de nomes como Dani Filth, Apocalyptica, Marko Hietala e Chad Smith.
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