Os momentos em que Eddie Vedder sempre acaba se lembrando de Kurt Cobain
Por Bruce William
Postado em 08 de outubro de 2026
A relação entre Eddie Vedder e Kurt Cobain nunca foi simples. A imprensa dos anos 1990 adorava colocá-los em lados opostos, e o líder do Nirvana chegou a atacar publicamente o Pearl Jam por considerar a banda comercial demais. Ainda assim, Vedder sempre falou de Cobain com muito mais respeito do que ressentimento.
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Décadas depois, ao recordar aquela fase no livro Pearl Jam Twenty, o vocalista contou que a presença de Kurt continuava aparecendo nos momentos mais simples. "Kurt ainda ressoa na minha vida. Isso sempre aparece ao redor de uma fogueira, ou tocando música com alguns caras numa sala ou numa garagem, sem nenhuma razão específica."
Vedder dizia ainda que, em situações assim, costumava pensar que Cobain teria gostado de estar ali. Era menos uma lembrança ligada aos grandes palcos e mais à intimidade de tocar por prazer, longe da pressão, da indústria e da disputa que cercava as duas bandas no auge do grunge, explica a Far Out.
Essa postura combina com a forma como Vedder passou a falar sobre Kurt depois de sua morte. Em entrevista de 1994, pouco depois da tragédia, reproduzida no site oficial de Kurt Cobain, ele admitiu que ainda tinha dificuldade para aceitar o que havia acontecido. "Eu não me sinto direito estando aqui sem ele. É muito difícil acreditar que ele se foi."
O choque também foi brutal no momento em que recebeu a notícia. Ao Los Angeles Times, Vedder contou que estava em um quarto de hotel em Washington quando soube da morte de Cobain e acabou destruindo o local antes de ficar sentado entre os destroços.
Apesar das provocações públicas feitas por Kurt ao Pearl Jam, a relação entre os dois teve momentos de aproximação. Um dos mais conhecidos foi registrado nos bastidores do MTV Video Music Awards de 1992, quando Vedder e Cobain chegaram a dançar juntos enquanto Eric Clapton tocava "Tears in Heaven". Anos depois, Vedder disse que rever aquela imagem era doloroso justamente porque Kurt aparecia sorrindo.
Talvez por isso as lembranças mais fortes não fossem as de entrevistas, premiações ou manchetes, mas aquelas em que não havia nada grandioso acontecendo. Bastava um violão, alguns amigos e um momento de calma para Vedder imaginar que Kurt Cobain teria gostado de estar ali.
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