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Burzum: Varg fala sobre novo álbum instrumental

Por César Enéas Guerreiro
Fonte: BURZUM.ORG
Em 08/03/13

O texto abaixo foi publicado no site oficial do Burzum.

A Leste do Sol, A Oeste da Lua

Como muitos de vocês devem saber, eu ganho a vida como músico. Faço outras coisas também, nenhuma delas muito lucrativa ou boa para a minha reputação entre aqueles que governam nosso mundo, mas música é o que traz comida para minha mesa. Eu me sinto privilegiado por isso e gostaria de agradecer a todos que me ajudam a continuar com esta existência privilegiada. Sou muito grato pelo seu sincero apoio.

Alguns de vocês também devem saber que venho lançando por volta de um álbum por ano desde que eu, em 2009, fui forçado a sair da Noruega por advogados gananciosos que representam o estado "que já foi norueguês" e que alegam que devo a seus clientes algumas dezenas de milhões de coroas norueguesas (alguns milhões de euros) após circunstâncias afortunadas terem feito com que vários templos satânicos fossem incendiados por toda a Noruega no começo dos anos 90. Então, mesmo que eu tenha conseguido me esgueirar de volta à Noruega sem ser muito notado e gravar três álbuns do Burzum, "Belus", "Fallen" e "Umskiptar", a música deles foi, na verdade, fabriqué en France, ou, no caso do "Belus" , feita parcialmente na França (na Bretanha), onde tenho vivido a maior parte do tempo desde então.

Sendo um músico, eu continuo compondo música e recentemente surpreendi meu empresário com uma pergunta relacionada com o lançamento de um novo álbum. Ele ainda não sabia que eu tinha realmente composto um novo álbum. Infelizmente eu também não tinha contado a mais ninguém ainda, então minha gravadora e distribuidores também foram pegos de surpresa e, no fim das contas, eles precisam de uns três meses para lançar o próximo álbum do Burzum. E eles farão isso um pouco relutantes, eu acho, porque aparentemente não é uma boa idéia para os negócios lançar um álbum todo ano. Ah, que seja; acho que assim está bem então, lançarei entre Junho e Setembro um novo álbum do Burzum, com o título "Sôl austan, Mâni vestan" (veja a tradução no título deste post).

"Sôl austan, Mâni vestan" terá aproximadamente 58 minutos de música eletrônica instrumental que pode ser mais bem descrita como relaxante, de ritmo lento, contemplativa e muito original. Você nunca ouviu nada como isto antes, embora posamos comparar com outros tipos de música eletrônica, como Tangerine Dream e acho que também com a velha música eletrônica do Burzum.

Muito da música escandinava deste álbum é usado como trilha sonora do filme "ForeBears" que minha esposa acabou de filmar. Neste filme haverá também algumas faixas que não estarão no próximo álbum e acho que eu simplesmente irei lançá-las como faixas grátis para download, ou possivelmente como vídeos do YouTube ou coisas desse tipo. Elas não têm o mesmo estilo do resto das faixas de "Sôl austan, Mâni vestan" e uma chega a ser uma faixa de guitarra e baixo "razoavelmente acústica", então elas não se encaixam e não vejo razão para não dar algumas músicas de graça também. Eu, de qualquer maneira, provavelmente serei capaz de alimentar minha família e espero ter dinheiro para manteiga e sal também.

"Sôl austan, Mâni vestan" é, como os outros três álbuns do Burzum pós-prisão, um álbum conceitual. Eu ainda não consegui deixar para trás o conceito religioso-espiritual pagão de uma descida até a escuridão e da ascensão de volta à luz; a iniciação pagã, a elevação do homem ao divino, a iluminação da mente e o brilho da luz dos elfos no homem. Também não fui capaz de deixar pra trás a língua norueguesa antiga (isto é, nórdica), embora que, como o álbum é instrumental, desta vez ela é utilizada apenas para os títulos das músicas.

As faixas de "Sôl austan, Mâni vestan" são as seguintes:

1. Sôl austan ("A Leste do Sol")
2. Rûnar munt þû finna ("Você encontrará segredos")
3. Sôlarrâs ("Jornada pelo Sol")
4. Haugaeldr ("Fogueira no túmulo")
5. Feðrahellir ("Caverna dos ancestrais")
6. Sôlarguði ("Deus Sol")
7. Ganga at sôlu ("No caminho do Sol")
8. Hîð ("Caverna do urso")
9. Heljarmyrkr ("Escuridão da morte")
10. Mâni vestan ("A Oeste da Lua")
11. Sôlbjörg ("Pôr-do-sol")

Sendo um álbum instrumental, e também puramente eletrônico, "Sôl austan, Mâni vestan" é, naturalmente, muito diferente de, por exemplo,"Umskiptar" meu último álbum de Metal. Novamente eu deixei para trás o gênero Metal e escolhi um caminho diferente por nenhuma outra razão além do fato de estar seguindo o meu espírito Pagão de minha própria vontade para onde ele me levar. Desta vez ele gentilmente me levou para A Leste do Sol, a Oeste da Lua (que também é o título de um conto folclórico norueguês).

Varg Vikernes

Tellus (a Terra), 11.02.2013

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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