Varg Vikernes: comentando a prisão na França - parte 3

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Por Fernando Portelada, Fonte: Thulean Perspective, Tradução
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Matéria de 27/07/13. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O que segue abaixo é a tradução da terceira parte do texto postado por Varg Vikernes no Thulean Perspective, onde ele comenta sua recente prisão na França acusado de estar tramando um atentado terrorista:

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"No outro dia as entrevistas começaram normalmente, por volta das 8:00, e o assunto foi bem político e obviamente para a preparação de uma perseguição legal, baseadas em minhas possíveis violações aqui no Thulean Perspective do banimento francês da expressão de certas opiniões políticas. Mais tarde, neste mesmo dia, um juiz queria mais respostas e mais clareza em relação às questões que eu havia respondido antes neste mesmo dia e também nos dias anteriores, de acordo com a polícia, ele gostaria de receber uma imagem mais precisa.

Meu advogado contou-me no final do dia que eu provavelmente seria transferido para Paris, para um lugar dedicado especialmente para estes assuntos e após voltar para a cela eu comecei a me preparar mentalmente para outra longa e árdua batalha contra tudo e todos em um sistema hostil querendo me punir como um exemplo para assustar outros por falar contra a "Elite". Crimes Políticos. Punição por expressar minha opinião pessoal e minhas preocupações com o futuro.

Um dos investigadores retornou à cela um pouco depois, talvez somente 20 ou 30 minutos, e contou-me que o juiz leu o último interrogatório e eu poderia ir para casa. Havia recebida outras 48 horas em custódia e somente haviam passado 10 horas. Como isso é possível? Bem, eu recebi minha explicação, que pareceu ser bem justa, então pude sair. Fácil assim. Novamente eu encarava um choque cultural, sendo usado por insignificantes investigadores policiais da Noruega que nunca, jamais, liberam ninguém até o último minuto, não importa o que aconteça, e sempre tentam lhe manter trancafiado o máximo possível. Eles iriam com certeza me segurar pelas 48h! Não, a investigação tinha acabado e eu poderia voltar para casa... ok, como norueguês eu não estava esperando isso, mas eu, claro, não iria discutir.

O mesmo time da SWAT que me prendeu foi encarregado de me levar de volta, à paisana desta vez, mas ainda com máscaras de ski. Eles eram excepcionalmente autoritários, profissionais e claros, para assim dizer, e deixamos a delegacia dirigindo um carro através de um grupo de fotógrafos e repórteres, que tiveram de ser fisicamente afastados do caminho para dar espaço a saída do carro. Eles continuaram correndo atrás do carro por algum tempo, tentando tirar uma foto que pudessem usar. Meu Deus Pagão! Eu estava com vergonha de ser da mesma espécie destes indivíduos, que terrível grupo de pessoas! (Sim, minha esposa moderou-me bastante aqui. Isto não era originalmente o que eu tinha a dizer sobre eles...)

Durante a jornada de volta para casa os policiais dirigiram e se portaram de forma igualmente profissional à anterior, procurando por perseguidores (jornalistas) e comumente falando uns aos outros sobre as rotas que observava. 'Direita limpa.' 'Esquerda Limpa'. "Atenção! Volkswagen', quando um Volkswagen saiu dirigindo de um estacionamento pelo qual passamos. Como motorista de um Lada Niva, posso garantir que a viagem de Brive para minha casa demorou bem menos do que o normal.

Eles perguntaram aonde eu queria ser deixado, porque disseram que haveriam jornalistas em minha propriedade, e falei para eles pararem em um caminho atrás de um bosque próximo. Eles pararam o carro e me acompanharam em uma caminhada à casa. Eu expliquei como planejava entrar em nosso jardim e eles contaram-me que deviam ter certeza que eu estava em casa antes de sair. Sob sua vista eu me aproximei da casa e levantei os polegares quando cheguei ao jardim. Foi um pouco bizarro. Quatro jovens grandes e com máscara de ski, luvas de combate e camisetas parados sob as árvores. Se encontrasse tal grupo enquanto andava pelas florestas com as crianças eu ficaria bem preocupado. Eu estava pensando sobre a velha senhora que eu via algumas vezes por este caminho. Espero que ela não estivesse caminhando nesta tarde específica.

A entrada de trás estava trancada, então eu tive que passar pela frente, mas tentei fazê-lo quando não havia ninguém por perto. O caminho estava limpo e entrei pela porta da frente que estava destrancada (!?), e quando fechei a porta atrás de mim eu vi um fotógrafo tirando fotos.

Os gentalha de repórteres da estação de polícia em Brive começou a aparecer, um após o outro, e começaram a tirar fotos de tudo. A garagem, a casa, os carros, as árvores em nosso jardim, as janelas, os carros novamente. Os carros de outro ângulo. A casa de outro ângulo, etc. De novo e de novo. Isso demorou horas. Por que? Porque algum destes seria de interessa para qualquer leitor ou audiência?

Todos os carros foram deixadas destrancados no espaço aberto de nosso jardim. Um carro foi tirado da garagem e outro teve sua capa removida, deixando-o completamente exposto às lentes dos fotógrafos. Por Que?

Para dar fim a sua invasão de privacidade eu saí de meu esconderijo para colocar um carro na garagem e cobrir o outro. Os câmeras ficaram loucos, correndo como malucos e tirando fotos.

Muito cedo na outra manhã eu tirei o terceiro carro do caminho, ao redor da casa, mas os repórteres - que chegaram pouco depois - invadiram a propriedade dos vizinhos e continuaram a tirar fotos dele a partir de uma propriedade privada. Sim, eles quebraram a lei em ordem de continuar a tirar fotos do mesmo carro que fotografaram no dia anterior... que furo! 'O carro está embaixo da árvore ao lado da casa agora!' Oooo!

Tenho pena deles. Não há como eles terem orgulho de si mesmos

Esta foto foi tirada por mim nesta manha de 20 de julho. 'Aqui se faz, aqui se paga'.


A tarja preta na cara e na placa do carro é (sim, de forma e rápida) feita por mim usando o Paint, pelas leis da pirataria na França, que ao menos eu respeito.

Eu sou um sobrevivente, então se eu quiser permanecer fora dos holofotes eu posso fazer isto por anos. Eles levaram os rifles de minha esposa, mas não minha comida e água. Eu me pergunto se as emissoras de TV podem manter seus repórteres na França por muito tempo - ou se estão dispostos a manter isso só para tirar mais fotos de minha casa e meus pertences. Eles estão representando serviços que já se tornaram redundantes. Nós temos a Internet agora. Nós não precisamos mais de vocês. Até mais."

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Sobre Fernando Portelada

25 anos, Blogger, Podcaster, Gamer, Leitor de Quadrinhos, Ouvinte de Rock, Jornalista, e chato acima de tudo. Ouviu Imaginations From The Other Side do Blind Guardian aos 13 anos, emprestado por um amigo de escola. Ainda é um de seus álbuns preferidos.

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