É isso aí bicho: livro sobre contracultura e psicodelia no Brasil

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Por Igor Fernandes Pinheiro, Fonte: Éditora Multifoco
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No dia 19 de agosto foi lançado o livro "É isso aí bicho! Contracultura e psicodelia no Brasil" pela editora Multifoco. O livro é um estudo sobre a música de estética relacionada à contracultura realizada no Brasil. O intuito da publicação é o de valorizar a música psicodélica brasileira pouco estudada nos meios acadêmicos, a não ser pelos nomes famosos, sempre tratados de forma exaustiva. A ideia da pesquisa surgiu devido a observação da existência de inúmeros blogs e sites de admiradores de bandas psicodélicas das décadas de 60 e 70 formadas no Brasil como Módulo 1000, Spectrum, Ave Sangria e A Bolha. Como não existiam livros sobre está temática o historiador Igor Fernandes Pinheiro resolveu se debruçar na grande pilha de LPs, compactos e jornais em busca realizar uma pesquisa que debatesse o papel destas bandas hoje pouco conhecidas pelo grande público.

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Release do livro

Filha do blues, rock and roll e da geração beat, a contracultura criou os heróis da guitarra nos anos sessenta e perpassou mais de meio século com enorme sucesso sem jamais ter sido esquecida. Mas será que foi assim mesmo?

O modo de se vestir e de viver, os tabus enfrentados e as apresentações mal comportadas nos palcos demonstraram uma liberdade jamais vista até então. Porém estas novidades e experimentalismos esbarraram na censura militar, no conservadorismo da sociedade e até mesmo no estranhamento por parte das gravadoras. Todos estes fatores e outros que serão abordados no decorrer desta pesquisa apontam para o esquecimento relegado a centenas de bandas, hoje encontradas no underground da música brasileira. A história destes jovens parece estar dispersa no tempo, longe dos livros que compõem a bibliografia relacionada à música brasileira.

Este livro busca trazer uma narrativa sobre a contracultura sem eleger grandes protagonistas, revelando assim outra abordagem que privilegia os esquecimentos, buscando desta forma debater o papel da memória na música brasileira.

Trecho do livro:

Com o advento da internet muitos destes artistas que integraram as bandas brasileiras que receberam influências da contracultura estão sendo redescobertos através de blogs e sites escritos por fãs. Estes endereços eletrônicos fornecem informações, imagens e músicas integrantes de LPs e compactos. A grande maioria destes LPs está atualmente fora de circulação e indisponível em CD. Antigos artistas estão sendo apresentados a um novo público. As criações e pensamentos elaborados nos anos sessenta e setenta mesmo após décadas continuam despertando cada vez maior interesse entre as novas gerações.

[...]No que diz respeito à História, embora distante dos enquadramentos de memória, a produção de estética psicodélica contracultural realizada no Brasil continua existindo no que o historiador Paulo César de Araújo chamou de patrimônio afetivo. Em uma rápida busca na internet é possível ter acesso a uma grande quantidade de LPs raros e as mais diversas informações sobre estas bandas que ainda são incógnitas, verdadeiras raridades. Informações guardadas, compartilhadas e apreciadas por gerações distintas: a que viveu as décadas de 1960-70 e a dos jovens de hoje que possuem admiração por aquele período.




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Sobre Igor Fernandes Pinheiro

Natural do Rio de Janeiro, historiador, autor do livro "É isso aí bicho! Contracultura e psicodelia no Brasil". Atualmente cursa mestrado em História Social. Entre as bandas preferidas estão Beatles, Pink Floyd e Iron Maiden.

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