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Varg Vikernes: ele diz odiar o Brasil e cita brasileiros como "inferiores"

Por Igor Miranda
Em 19/08/20

O músico e youtuber Varg Vikernes publicou, em seu perfil no Twitter, uma lista com os 10 países, continentes ou regiões que mais odeia, convidando seus seguidores a também compartilharem seus "top 10". Na listagem do único membro do Burzum, o Brasil e a América do Sul ocupam a quarta colocação.

Varg Vikernes: ele teve que trancar conta no Twitter após "Vampetaço" de brasileiros

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Os três países mais odiados por Varg Vikernes, na ordem, são Israel, Estados Unidos e Índia. Conforme já citado, Brasil e América do Sul ocupam, juntos, a posição de número quatro. Turquia (5°), Irã (6°), Arábia Saudita (7°) África Subsaariana (8°), Tailândia (9°) e Polônia (10°) completam o top 10, tendo ainda a cidade de Oslo, na Noruega, em 11° lugar.

Um internauta perguntou por que Varg odeia o Brasil. Ele, então, respondeu: "O que NÃO há para odiar o Brasil? Gostaria de um Brasil completamente despovoado. Isso é quase tudo que estou disposto a dizer aqui".

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Usuários de Twitter do Brasil reagiram com deboche. Muitos publicaram fotos de homens como o ex-jogador Vampeta e o ator pornô Kid Bengala para "trollar" a postagem original de Varg.

Em outra interação, relacionada a uma postagem diferente, seguidores perguntaram ao músico do Burzum por que tantos brasileiros estavam inundando os tweets de Varg. "Essa onda de postagens é por causa do meu top 10 (de países mais odiados). Que bando de Untermenschen", respondeu Vikernes, citando um termo de ideologia nazi utilizado para descrever povos considerados "inferiores".

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Já ao comentar a declaração de outro internauta que perguntou por que brasileiros são tão "estúpidos", Varg disse: "eles são MUITO misturados", em provável menção à miscigenação.

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Houve, também, uma resposta a um usuário que perguntou sobre os 3,6 milhões de alemães que vivem no Brasil. "Pelo menos metade deles são mestiços e nenhum deles se preocupa o suficiente com suas raízes para viver em qualquer lugar perto de seu próprio continente. Não, obrigado. Fique com eles", disse o músico.

Varg ainda entrou em uma discussão sobre como a miscigenação está presente em outros países, inclusive da Europa, e que haveria mais pessoas loiras no Brasil do que em locais como Suécia ou Finlândia. Em meio a tweets de outros internautas, ele declarou: "Pelo menos metade de seus 'brancos' são mestiços e quase todos são lunáticos religiosos e misturados com 'alguma coisa'. Vocês têm 10 milhões de judeus entre os 'brancos' e o resto da população está muito misturada com eles e outros 'brancos' também, como outros semitas".

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O teor das publicações de Varg Vikernes viola uma série de diretrizes e políticas do Twitter, especialmente relacionadas à propagação de ódio. Porém, a administração da rede social ainda não tomou nenhuma atitude quanto às postagens.

Desde que deixou a prisão, em 2009, por assassinar o músico Euronymous, do Mayhem, Varg Vikernes tem utilizado a internet para publicar suas ideias, parte delas ligadas ao neonazismo. Em 2013, ele chegou a ser detido junto de sua esposa, na França, sob suspeita de planejar atos de terrorismo, mas foram liberados após nenhum alvo da suposto ato ser identificado.

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Todavia, na mesma ocasião, Varg foi acusado de incitar ódio racial contra judeus e muçulmanos, o que é crime na França, devido a postagens em seu blog. Ele afirmou que não era o autor dos textos em questão, embora sejam creditados a ele. Ele foi condenado a seis meses de liberdade condicional e pagamento de multa de 8 mil euros.

Em 2019, o canal de YouTube de Varg foi removido da plataforma em meio a um "limpa geral", onde diversas páginas foram excluídas em uma medida que visa coibir a propagação de ideais neonazistas.

Em um dos vídeos, por exemplo, ele disse que os brancos deveriam "apreciar e proteger" sua raça. Em outro, ele faz uma espécie de manual sobre "como atrair uma boa esposa" usando a eugenia (conceito que acredita em suposto controle social para melhorar ou empobrecer qualidades raciais das futuras gerações - e que chegou a ser usado na ideologia nazista) como base de argumentação. Era comum, em suas filmagens, que Varg afirmasse que os judeus controlam o mundo por meio de uma conspiração secreta.

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Varg Vikernes: canal no YouTube é removido em novo "limpa" da plataforma

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

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