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Mayhem: Euronymous tinha receio que a Interpol estivesse ouvindo suas ligações

Por Emanuel Seagal
Postado em 28 de julho de 2021

Mirai Kawashima, frontman da banda japonesa de black metal Sigh, foi entrevistado por Nick Ruskell, da revista Kerrang, e falou sobre "Scorn Defeat", o primeiro álbum da banda, que foi lançado pela Deathlike Silence, a gravadora do Euronymous, integrante do Mayhem assassinado por Varg Vikernes (Burzum).

"Eu nunca achei que conseguiríamos lançar um álbum, simplesmente porque não havia nenhuma banda japonesa de metal extremo com um álbum lançado internacionalmente. Originalmente eu mandei uma cópia do 'Requiem For Fools' para o Dead mas por alguma razão recebi uma resposta do Euronymous. A carta dizia que Dead havia se suicidado com um tiro e que Euronymous encontrou seu corpo, e que a primeira coisa que ele fez foi pegar uma câmera para tirar uma foto da cena. Eu não tinha certeza do quão sério ele estava sendo mas você sabe, a foto foi usada para a capa do (álbum ao vivo do Mayhem) 'Dawn Of The Black Hearts' alguns anos depois. Euronymous me disse que ele gostou da nossa música e queria assinar conosco. Eu imediatamente disse sim porque não tinha nenhuma outra gravadora interessada em nós", revelou Mirai.

Estando longe da Noruega e dos acontecimentos que hoje fazem parte do folclore do gênero, tudo parecia bastante surreal para Mirai: "Uma vez falando com Euronymous no telefone ele me disse para não falar sobre aqueles crimes (se referindo às igrejas queimadas na Noruega porque a INTERPOL poderia estar escutando nossa conversa. INTERPOL ouvindo o que nós estávamos falando? Aquilo era difícil de acreditar mas em retrospecto, é claro que poderia ser verdade. As histórias que eu ouvi deles soavam bastante surreais pra mim. Eu era jovem e honestamente achava aquelas histórias empolgantes, mas provavelmente porque eu estava muito longe deles. Eu não sei como teria me sentido se estivesse na Noruega."

O contrato com Euronymous acabou mudando para sempre a vida do músico, que acredita que o Sigh seria apenas uma banda com demos e que acabaria nos anos 90. O aval dado pelo líder do Mayhem e o lançamento por sua gravadora, mudaram tudo isso, mesmo que o disco tenha saído somente meses após Euronymous ter sido esfaqueado até a morte por Varg Vikernes. Esse lançamento póstumo acabou até mesmo colaborando para distribuidores venderem mais facilmente o disco da banda.

"Scorn Defeat", lançado originalmente em 1993, foi relançado em agosto de 2020 pela Peaceville Records. Mirai lembrou como foi sua última conversa com Euronymous: "Ele parecia meio pra baixo e disse que talvez tivesse que ir pra cadeia e o lançamento do 'Scorn Defeat' poderia atrasar. Ele foi assassinado três dias depois depois."

"Quando gravamos 'Scorn Defeat', nunca pensei que nossa música ainda seria apreciada por algumas pessoas 30 anos depois, provavelmente nunca pensei sobre quanto tempo ela iria sobreviver. Eu tinha apenas 20 anos ou algo assim, e não tinha como imaginar o futuro 30 anos depois. Nunca pensei que estaria em uma banda de metal extremo com 30 anos. Sabe, naquela época, até os membros do Venom e do Slayer estavam com uns 20 anos, e não era fácil me imaginar tocando metal extremo com 30. Bem, agora tenho 50 anos e ainda estou no Sigh", concluiu ele.

O último álbum do Sigh, "Heir to Despair", foi lançado em 2018 e pode ser ouvido no player abaixo.

Confira a matéria na íntegra (em inglês).

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Sobre Emanuel Seagal

Descobriu o metal com Iron Maiden e Black Sabbath até chegar ao metal extremo e se apaixonar pelo doom metal. Considera Empyrium e X Japan as melhores bandas do mundo, Foi um dos coordenadores do finado SkyHell Webzine, escreveu para outros veículos no Brasil e exterior, e sempre esteve envolvido com metal, seja com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa. Escreve para o Whiplash! desde 2005 mas ainda não entendeu a birra dos leitores com as notícias do Metallica. @emanuel_seagal no Instagram.

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