Carol Morreu - Mas como assim dentro do freezer?

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Por Felipe Ricotta
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NOTA RICÓTICA: PARA UMA MELHOR COMPREENSAO DESSA RICOTTA, RECOMENDO LANCHINHOS AGROPÔNICOS.

Humor: o que os fãs de rock pedem para beber em um bar?Metallica: Jason Newsted, 14 anos de humilhação

(special features. texto deletado 1.)

"Vem cá, tu é gorda pra carai, hein? Tu é muito gorda mermo, hein? Puta que pariu. O que você tem a dizer sobre isso?

"(...)"

Ela não se pronunciou.

Chamei o Toother e ele também tava pasmo com a gordura em largo espectro.

"Aí, Toother, saca só. Ela é gorda pra caralho, num é não? Diz aí."

"Ela é gorda pra carai. Em largo espectro."

"E o que você acha desse tanto de gordura num ser só?"

"É felicidade por pouco tempo. Mas ela é muito feliz, muito feliz durante pouco tempo."

"É, né? Pô, gordaça, né?"

"A gente tá conversando aqui há mó tempo já e ela continua comendo."

"Ela não pára de comer, né?"

"Olha o rabinho, é pequenininho."

"Ela tem um rabinho, né?"

"Rabinho Laikinha."

"Mas sabe o mais legal de tudo?"

"O quê?"

"É que quando eu transcrever essa conversa que a gente tá gravando pro papel e isso virar um texto, todo mundo vai ficar achando que a gente tava falando de uma mulher e não da gata gorda do T.A.T.U."

Tributo ao Bob (Marley).
Fundição Progresso.

"O mundo não vai me entender mas a gente faz arte quando tá louco, então a gente tem que registrar a arte, entendeu?"

(dentro do carro)

"Mas então...fala um pouco sobre o início do funk."

"O início do funk foi foda. Era só bandido e funk e é isso aí."

"Mas o que você lembra dessa época de festinhas americanas de play?"

"Eu lembro que rolava muito funk, muita música legal. Tipo Furacão 2000 Internacional."

"Mas nessa época você já pegava alguém?"

"Pegava."

"Eu não pegava ninguém naquela época."

"Ah não?"

"Não. Eu era mané. Na verdade, eu sou até hoje."

"Entendi. Não, mas você não... errr.... é sim, um pouco."

"Mas conta mais aí. Conta uma história maneira do passado pr'eu fazer uma Ricotta."

"O Betinho uma vez no Carnaval de Cabo Frio...essa é boa, hein?"

"Vai, fala."

"Geral doidão na madrugada, o cara tava andando no meio da multidão, ele tropeçou e deu uma cabeçada na porta de um carro." - (risos frenéticos por todo o carro) - "Isso é vero, aconteceu essa parada. Inclusive ele foi apelidado de Aríath porque, maluco, amassou a porta, rolou uma moça na porta! Deu mó cabeçadão!"

"Mas por que Aríath?"

"Você não lembra do Aríath, aquele maluco do He Man que tinha uma parada de ferro na cabeça?"

"Podecrer. Mas e depois?"

"Ele levantou com a cabeça doendo pra carai, fingiu que não aconteceu nada, se integrou à galera e continuou bebendo."

"Mas e o Bob Marley com isso?"

(...)

"Você já me viu peidando alguma vez? Cara, eu nunca peido, sabia? Nem quando eu tô sozinho, por que será que eu nunca peido?"

"É porque você tem cu frouxo. Você nem sente."

"Você acha que se eu ficar regulando peido a vida inteira, minha alma vai feder mais que a sua?"

"Cara, eu vou te agredir."

"E você aí, Toother? Você acha que quem regula peido vai ter uma alma mais fedida no fim da vida?"

"Não. Eu acho que você tá viajando, cara."

(...)

"Marba, quem é jah?"

"Jah Rastafari era o imperador da Etiópia."

"Em que época isso? Na época medieval?"

"Não! Numa época um pouco antes do Bob. Ele que é considerado Deus."

"E o Toni Garrido? Você acha que ele representa bem o Bob Marley?"

"Olha, eu acho ele um mendigo."

(...)

(rolava uma música do maskavo no som.)

"Olha, isso tem que ficar registrado. Eu tava aqui amarradão contando pra geral que o vocalista do Maskavo Lê Ricotta, tá na minha comunidade do Orkut e tal. Aí o Marba virou pra mim e falou SABE O QUÊ O VOCALISTA DO MASKAVO REPRESENTA PRA MIM? NADA. Foi um NADA bem enfático, ele acabou com toda minha alegria, eu aqui todo orgulhoso pagando de fodão porque tenho leitores ilustres e ele simplesmente acabou comigo. Por que você faz isso comigo, hein? Por que você me bota pra baixo? Você não é meu amigo?"

"Sou."

"Então por que você me bota pra baixo?"

(...)

(rolava "just a girl" do no doubt no som.)

"No show que teve aqui no Rio do No Doubt, a mulher parou essa música no meio e mandou só os homens cantarem I'M JUST A GIRL IN THE WORLD e aí ela meio que deu uma risadinha bem OLHA ISSO AÍ, HEIN? E esse foi um momento muito foda. Mas T.A.T.U, canta um pouquinho de WISH YOU WERE HERE aí pra gente..."

"SOOOO SO YOU THINK YOU CAN TELL..."

"Valeu, tá bom. T.A.T.U será uma das atrações do RICOTTA'N'ROLL que vai acontecer dia 22 de junho no Teatro Odisséia. Aguardem."

(...)

"Meus amigos são playboys, mas eu amo eles. Se eles não fossem meus amigos, eles iam ser uns playboys que eu provavelmente odiaria muito, mas eles são meus amigos e eu amo eles pra carai."

(...)

"Estamos chegando na Lapa, esse antro de promiscuidade sadia, né? Diferente de uma Micareta, na Lapa se pratica a promiscuidade Inteligente Sadia Sanguibon Carioca."

Explicava pro T.A.T.U que a primeira cerveja na Lapa sempre é no SKOLLONGNECKUMECINQUENTALATAOÉDOIS, que era uma tradição e tal.

"Estamos chegando aqui, vamos deixar registrado o..."

"SKOL LONG NECK É UMA E CINQUENTA! LATAO É DOIS! Vai gravar, é?"

"Sempre!" - eu sempre gravo - "Cara, me dá uma entrevista. Você que é uma celebridade aqui na Lapa já, como é essa vida que tu leva sendo o SKOLLONGNECKUMECINQUENTALATAOÉDOIS?"

"E Cicarelli é dois e cinquenta!"

"Nossa, é verdade. Mas então..." - tinha até esquecido de que de uns tempos pra cá, ele e sua esposa também gritam que a Cicarelli, aquela garrafa do bocão, é dois e cinquenta - "...como é ser tudo isso ao mesmo tempo?"

"Fascinante, né? Inda mais pela Cicarelli."

"Ó, tua mulé tá aí atrás, rapá. Toma cuidado com o que você fala. Vai pra imprensa, hein?"

"Pô, mas eu falei com respeito."

"Ah, então tá tranquilo. Vê um latão pra mim aí."

"Tá na mão."

"Peraí, vou pegar o dinheiro aqui. Quanto que é mermo?"

(...)

Na porta lotada da Fundição, comecei meu trabalho de reportagem.

"Bem, eu estou aqui com... Qual o nome de vocês?"

"Jaqueline." "Suane."

"Bom, vocês vieram ver o Bob Marley, certo? Qual a importância dele na vida de vocês?"

"Olha, eu acho que influenciou na geração dos anos 80, que foi a época em que ele fazia sucesso e agora, eu acho que influencia em muita coisa na cultura do reggae mesmo. Ele é o pai do reggae, eu acho." - hã?

"E você?"

"Bem, é exatamente isso o que ela falou, né? A maior referência em reggae é Bob Marley, não tem nem comentários. Falou em reggae, falou na bandeira do Bob Marley."

"E vocês acham que o Kaoma foi uma das principais bandas de reggae do Brasil? Vocês acham que o Kaoma é um dos pilares do reggae brasileiro?"

"Com certeza. Eu curto pouco reggae, eu gosto da batida assim pra relaxar, é uma musica que traz uma paz sem noção mas isso com certeza! Kaoma é referência total."

"Podecrer. Não sei se vocês sabem, mas o Bob Marley ainda na época em que tava vivo, falou que os únicos discípulos verdadeiros dele tavam aqui no Brasil e que era o Kaoma. Eles tão sumidos aí no pedaço mas tão pra fazer uma turnê de reunião, vocês iriam num show do Kaoma se eles tocassem aqui na Fundição?"

"Lógico, com certeza. Viria sim."

(...)

Entramos cedo e fomos direto aos camarins. Expliquei pro Toother, meu fotógrafo sem câmera e Irmão Brother, que a manha é sair entrando na pressa, sem olhar na cara do segurança e fazendo cara de que quem tá indo fazer algo importante. Deu certo.

Subimos até onde a galera do Bob Marley Cover se retirava espiritualmente, falamos que éramos da imprensa só que mandaram a gente voltar mais tarde.

"Estamos aqui descendo as escadas do camarim do Bob Marley Cover, ninguém deu bola pra gente mas vem cá, esses caras tão achando que são quem? Bob Marley?"

"Cheio de estrelismo, pô."

"Pô, os cara são Cover, fala sério!"

"Cheio de estrelismo e ficam só tocando música dos outros!"

"Eles não quiseram receber os Irmãos Brothers, isso é um absurdo."

(...)

"Aì, vamos falar que a gente é da Lab Pop e que viemos fazer uma matéria sobre como é o camarim do Natiruts, beleza?"

Entrei no camarim do Natiruts e fui trocar uma idéia com o produtor da banda. Ah, eu não escrevo pra Lab Pop, tá? Diga-se de passagem...

"Beleza, cara? A galera do Natiruts não chegou ainda?"

"Eles tão chegando, quem é você?"

"O meu editor marcou uma entrevista com eles, o Mário Marques. Foi contigo que ele marcou?"

"Olha, não tô sabendo disso não."

"Mas é rapidinho, lance de cinco minutos e tal."

"Fica por aí então."

A gente voltou pro hall que separava os camarins do Natiruts, da Tribo de Jah e do Edson Gomes e já estávamos de saco cheio de esperar pela entrevista, até que a gente teve a brilhante idéia de se fechar no camarim do Edson Gomes e entrar em contato com Jah.

"A gente tá sentindo todas as vibrações positivas de Edson Gomes e, tipo assim, você tem noção de que a gente mijou no único rolo de papel higiênico do banheiro do Édson Gomes, cara?"

Na verdade, entramos na nóia de que alguém ia entrar no camarim e descobrir que tinha sido a gente. Mas eu juro que foi sem querer, pô! Foi um jato rebelde que se perdeu da direção da privada, eu não tive culpa. Talvez se eu tivesse um pouco mais lúcido, sei lá.

Mas enfim, sentamos no sofá e eu contava pro Toother que achava que o empresário/produtor/sei-lá-quem do Natiruts não tinha levado fé no meu caô da entrevista. Durante a conversa, passamos por um momento de crise quando Toother disse que eu gosto de ser a estrela, o que achei um absurdo. Ele disse também que eu sou um cara competitivo e que sempre quero fazer a melhor pergunta(?!).

"Cara, você tá ligado que eu sempre libero sentimentos negativos no amigo, certo?" - acho saudável mesmo e todo mundo deveria experimentar fazer isso algum dia - "Mas eu não concordo com o que você tá falando. Por mim, você pode falar o tanto que quiser, mas você funciona bem melhor sendo aquele cara que nunca fala nada, mas que quando fala, fala A PARADA, entendeu?"

"Olha, eu fico quieto e...blahblahblah..." - mas na hora em que eu tava registrando pra posteridade a resposta do Toother, entrou alguém no camarim, olhou pra gente e saiu logo em seguida, provavelmente achando que tava atrapalhando a entrevista que o Edson Gomes tava dando pra imprensa - "...e você viu que eu acabei de dar uma de popstar agora?"

"Cara, você tem noção de que você ERA o Edson Gomes agora?"

"É, eu me senti como Edson Gomes."

"E como é se sentir como Edson Gomes?"

"É ser interrrompido durante uma entrevista e a pessoa olhar pra você e fechar logo a porta com MEDO."

"Edson Gomes é o cara, pelo visto."

Mas a nossa grande bolação era mesmo com o maldito papel higiênico. E se por acaso o Edson Gomes resolvesse dar uma cagadão antes de subir ao palco?

"Sempre quando eu pergunto pra alguém sobre reggae nacional, as pessoas falam que Edson Gomes é muito bom mas eu nunca escutei, eu tô muito curioso e _______________________________________________________."

(* Se você quer saber o que o Toother falou, me manda um email que eu te digo. Pô, minha mãe lê meus textos, saca?)

"Cara, Edson Gomes parece nome de médico. Doutor Edson Gomes."

"Edson Gomes é nome de tecladista."

"Por que você falou isso?"

"Porque é, porra!"

"Por que não guitarrista?"

"Porque os tecladistas são sempre mais toscos."

"E qual seria o nome do guitarrista da banda do Edson Gomes Tecladista?"

"Err... Edgar. Edgar Russolo."

Na falta do que fazer, entrei dentro do freezer desligado que tinha dentro do camarim e a idéia era dar um susto no Edson Gomes quando ele aparecesse. Então, Toother apagou as luzes e saiu do camarim me largando lá dentro. Abaixo segue o meu relato.

"Cara, eu tô aqui no freezer do camarim do Edson Gomes e a minha viagem é que eu sou o Edson Gomes e que eu morri e esse é o caixão do Edson Gomes. Cara, vocês têm noção de que eu tô dentro do freezer do Edson Gomes? Daqui a pouco a galera da banda vai chegar e pensar OPA, VAMOS TOMAR UMA CERVEJA, ABRE ESSE FREEZER AÍ. E eles vão abrir o freezer e vão dar de cara com o RICOTTA. Aí, eles vão falar CARA, NAO TEM CERVEJA. SÓ TEM RICOTTA."

(uns minutos depois da mega crise de riso que eu tive com minha própria piada infame, eu desisti da idéia.)

"Acabei de sair do frezzer e não tava dando mais pra ficar lá dentro. Foi uma experiência traumática, cara."

(...)

Resolvemos desencanar desse lance de entrevista e fomos trocar idéia com quem realmente importa : os fãs.

"Quem é o cara que melhor representa o Bob Marley aqui no Brasil? O Jorge Vercillo ou o Maurício Manieri?"

"Nem. Tem uma galera aí, Tribo de Jah, Edson Gomes..."

"Cara, se eu te falar que eu tava agora mermo no camarim do Edson Gomes e na hora em que eu fui usar o banheiro, rolou uma respingada sem querer no papel higiênico dele, você iria acreditar em mim?"

(...)

(ps: quando eu tiver escrevendo o texto, lembrar de falar desse lance de que a respingada no papel higiênico do cara foi sem querer e tal. mas que as pessoas podem duvidar do que eu estou falando um pouquinho. só um pouquinho.)

(...)

"Pô, pra minha vida foi fundamental o Bob Marley, cara."

"É mermo? Por quê?"

"Porque..."

"Foi ele que te apresentou à maconha?"

"Não, aí foi um amigo meu. O Rominho."

(...)

(special features. texto deletado 2.)

"A verdade é que toda publicidade é enganação. A raiz da publicidade é o quê? É o engano, certo? Você tem que comprar aquele produto porque ele é melhor mas por quê aquele produto é melhor?"

"Verdade."

"Então, você ainda vai continuar fazendo publicidade depois de tudo que eu te falei?"

"Poxa, agora eu tenho que acabar a faculdade, né?"

"Você já leu aquele livro do Toscani A PUBLICIDADE É UM CADÁVER QUE NOS SORRI?"

"Sei qualé esse livro..."

"Pega pra ler, você vai querer largar a publicidade depois desse livro."

(...)

"Mas afinal, maconheiro é fã de Bob Marley ou fã de Bob Marley que é maconheiro?"

"Olha, eu acho que isso não tem nada a ver. A maconha não faz parte do reggae ou do Bob Marley, a maconha faz parte da cabeça de cada um."

(...)

Vi um cara com uma camisa do 50 cent e fui pegar um depoimento dele.

"Você acha que o 50 cent é um cara que segue a ideologia do Bob Marley?"

"Pô, eu nem sei não. Na verdade, eu tô com a camisa do 50 cent porque meu pai trabalha na gravadora e ele me deu. Mas eu botei porque é hip hop, assim, entendeu? É mais ou menos o que eu gosto e era uma roupa que dava pra vir pra cá, normal."

"Podecrer. E você acha que o Bob Marley curtiria 50 cent se ele tivesse vivo hoje?"

"Com certeza. Pela batida, pelo ritmo."

"Até aqueles lances que ele fala VOCÊ É UMA VADIA, EU SOU CAFETAO, VAMO DAR UM ROLÉ NO MEU MERCEDES? Você acha que tem a ver com a filosofia que o Bob pregava?"

(...)

Na hora em que a gente resolveu ir pros andares de cima da Fundição ver o show lá do alto, acabei cruzando com uma garota que tava indo na direção contrária e como ela olhou pra mim, eu pedi uma entrevista. Mas a amiga dela tava com pressa e a entrevista acabou rolando em movimento, ela andando e eu indo atrás pentelhando, paparazzi style.

"Qual a importância do Bob Marley na tua vida?"

"Toda."

"Por quê?"

"Porque ele é tudo."

"Foi ele que te introduziu à maconha?"

"Foi, foi."

"Mas como? Ele te passou uma bola?"

"Ele me passou tudo."

"Mas então o Bob repres..." - cheguei bem perto e...

"Ai, meu pé, pô!"

"Desculpa, desculpa, cara. Puta merda, pisei no pé da menina."

"Aiiiiiiii..."

"Hein?"

"Aiiiiiiii..."

"Tá doendo muito?"

Pô, na hora em que ela finalmente parou pra me dar atenção e ia falar algo legal sobre o Bob, eu pisei no pé da infeliz, ela ficou se contorcendo de dor, fiquei com vergonha e achei melhor ir embora.

(...)

"Eu não pratico bruxaria, não tenho bola de cristal."
("Santeria", versão do Tribo de Jah)

"Putz, a gente tá aqui assistindo o show do Tribo De Jah e eles tão tocando aquela versão muito horrível de Santeria em português."

Cara, eu sou muito fã de Sublime e eu acho um absurdo essa versão. Tribo de Jah é uma banda bem legal mas essa versão ficou uma merda, pelamordedeus.

Olha, com todo respeito à Tribo de Jah, mas eu sou o Bradley Nowell incorporado, entende? Eu sei tocar todas as músicas, sei todas as letras, minha ligação com Sublime é cósmica, pô. E eu me acho no direito de me revoltar com uma versão em português tosca."

Aliás, nada mais normal você se revoltar quando alguém faz uma cover dos seus ídolos.

Como a vez que eu tive que falar pro Chuck do Forgotten Boys CARA, TUA BANDA É MUITO LEGAL MAS POR FAVOR, NAO TOCA MAIS LIVING LOVING MAID DO LED ZEPPELIN PORQUE FICOU MUITO RUIM MESMO. NUMA BOA.

(...)

O DESABAFO EMO PARA OS QUERIDOS LEITORES.

"Eu queria deixar bem claro pras pessoas que eu tô aqui na Fundição fazendo minha gracinhas, brincando com esse lance de Jah e tal, a galera do reggae, enfim, mas eu queria pedir pra ninguém me levar a mal, não tem nada de errado com as pessoas aqui, com a galera do reggae ou com a galera do rock ou com a galera do funk. O tosco sou eu, eu tô sempre errado. E não tenho nada a perder. Só queria que vocês soubessem."

(...)

(ps: as balas supra sumo voltaram. e com direito à xuxa fazendo propaganda! ainda não sei o que isso significa, mas algo doido está acontecendo com o nosso mundo. e acho que a gente pode botar a culpa no perdidos na selva e nas ploc 80's da vida.)

(...)

"Você acha que o Bob Marley te incentivou a usar drogas?"

"É isso aí."

"E isso te fez mal ou te fez bem?"

"Pô, ele me relaxou, cara. Eu acho ele muito gato."

As duas eram bem gatas e uma delas tava achando que esse papo de entrevista era mó caô meu.

"Que nada, é sério, te juro. Mas deixa eu te perguntar...se você tivesse aqui na tua frente o Bob Marley e eu, quem você preferiria pra sair por aí e trocar uma idéia sobre a vida e a existência?"

"Bob Marley, claro."

"Poxa, mas eu saco muito sobre esses lances filosóficos e tal. E aí?"

"Nem, o Bob é meu ídolo."

Mas trocar idéia com os nossos ídolos é uma merda, será que ela num sabe que idealização é tudo nessa vida?

(...)

"Cara, que ridículo. Cheguei pra duas arrumadinhas quaisquer pedindo um depoimento, elas passaram reto crente que eu tava chegando nelas! Vê se pode. Ficar tomando fora de bobeira ninguém merece. Ninguém valoriza a imprensa brasileira hoje em dia! Você tenta entrevistar alguém, as pessoas ficam achando que é piada, que é pegadinha! É uma merda isso, cadê o Observatório Da Imprensa que não percebe essa parada? Cadê a Associação Nacional Dos Jornalistas que não toma uma providência?"

(...)

"Mulher é um bicho muito lindo mesmo, né? Acabou de passar uma loirinha aqui, ela sabia que eu tava olhando pra ela. Então ela meio que olhou, fingiu que não viu, olhou pro outro lado e ficou balançando o cabelo. Isso é típico de uma garota que tá querendo jogar charme, na verdade ela não tá nem aí pra você, ela só quer te instigar. Depois vem aqueles caras contando papinhos de que a mulher deu mole pra ele. Não existe isso.

Mulher não dá mole. Mulher precisa ser desejada. Ponto final.

O engraçado é que elas não olham na tua cara, mas ficam perto porque querem que você chegue nelas, aí você não chega e elas vão embora putas, isso é muito foda." - (essa foi mais uma da série O QUE EU APRENDO SOBRE AS MULHERES QUANDO ESTOU BÊBADO E FAZENDO TRABALHOS JORNALÍSTICOS SÉRIOS) - "Um dia eu vou sacar as mulheres muito mais do que Stanley Kubrick, guarda isso." - definitivamente, eu tava muito bêbado pra falar algo do tipo.

Mas nessas horas de fim de noite é que eu penso PUTZ, QUE MERDA QUE EU SOU PARTE DESSES 20% DA HUMANIDADE QUE JÁ ENCONTROU O AMOR MAS NAO QUERIA TER TIDO ESSA SORTE. Porque você olha ao redor e é tão difícil sentir alguma coisa, não?

(...)

"Você acha que a galera hoje em dia capta o espírito do Bob Marley?"

"Tem uma galera que capta sim, mas muita gente não."

"Pois é, eu acabei de ver um maluco agora bebaço tentando puxar o braço de uma mulher, parecia que tava numa Micareta. Quê que um cara desse tá fazendo aqui?"

Até porque isso aqui é um Tributo ao Bob Marley e o cara nunca ia tratar uma mulher desse jeito, certo? Provavelmente ia ter que rolar uma troca de olhares antes, um lance de chegar nela e i don't wanna wait in vain for your love e tal...

"É, mas ele era mó safadão também. Tinha um monte de mulher!"

"Isso é verdade. Você acha que Bob Marley era promíscuo então, é isso?"

"Não, é que eu tava vendo um DVD e pô, ele tinha 12 filhos, com várias mulheres!"

"Podecrer. Você tá ligada que o Toni Garrido é filho do Bob Marley com a Elza Soares, né?"

"Você tá de sacanagem, né?"

"Lógico que eu tô."

(...)

"Toother, dá pra explicar melhor esse lance de que a luz amarela da Fundição dá onda?"


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Sobre Felipe Ricotta

Felipe Ricotta, 24, é vocal e guitarra do Carol Azevedo.

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