Graveland: Graveland Vs NSBM - Parte II

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Por Carlos Henrique Schmidt, Fonte: Graveland Official, Tradução
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Dando continuidade a esta entrevista do GRAVELAND onde seu líder, Rob Darken, fala acerca de temas como o NSBM, paganismo, censura, fãs e política internacional.

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Lembrando que a opinião contida nesta entrevista é do artista e não do tradutor ou do site, e muitos tópicos tratados aqui são tabus e muitas vezes é importante ter-se uma ideia clara de determinados pontos de vista para formalizarmos uma opinião concreta pró ou contra determinado assunto.

Entrevista dirigida por Peter Dean (UK) (2017).

4. Sobre o que falam as letras da GRAVELAND? Quais são suas influências?

Minhas letras são semelhantes entre si, talvez não primem por sua originalidade, mas é o que eu gosto. Todas são inspiradas em pelo paganismo, mitologias e arqueologia que não são mencionados durante os estudos acadêmicos. Algumas letras também têm algum histórico e religião. Os que eu escrevi durante os anos de 1992 a 1998 também foram inspirados pelo oculto. Várias foram escritas por Capricornus que se referiu a si mesmo como um tenebrista porque estudou os segredos desta arte. Essas letras estão cheias de heresia e estão conectadas com bruxas e cultos escuros. Quando a GRAVELAND começou a tocar Pagan Metal, minhas letras já não tinham nenhuma conexão com a obscuridade, eu me tornei mais apegado às coisas épicas. Minhas letras são geralmente sobre guerreiros solitários lutando contra diferentes forças da escuridão em diferentes frentes. Há também algumas coisas sobre a natureza, a harmonia do universo, as crenças e as tradições ancestrais, o culto do guerreiro, as tradições dos cavaleiros, a consciência do nosso dever, a vontade de sobreviver e permanecer inquebrável. Eu realmente gosto de mitologia e literatura fantástica. Meus interesses também incluem religião e culturas antigas. Eu gosto de filmes como "Senhor dos Anéis" e histórias do Conan. Gosto de séries de TV como "Vikings" ou "Game Of Thrones", séries históricas como "Tudors", " "White Queen", "Roma", "I", "Claudius" ... tudo isso tem um impacto na minha imaginação e uma influência nas minhas letras e músicas.

5 . Quão grande é o problema NSBM na Polônia? Foi dito que o seu país tem um significativo movimento NSBM -, bem como a Ucrânia e outros estados da Europa Oriental. Ao que se deve isso¿

Eu não notei nada acerca disso, mas vejo que algumas forças políticas mundiais estão tentando prejudicar a Polônia. O novo governo polaco está fazendo muito para este país e tem um apoio significativo dos cidadãos. O governo é da direita e é por isso que não é aceito fora dos círculos esquerdos. A Polônia está sendo atacada com mentiras sobre ela mesma, a informação que é publicada sobre a situação atual do país é manipulada. Há um grande ódio esquerdista nela. É uma estupidez completa alegar que o NSBM tem uma boa chance de espalhar suas asas aqui. Essas ideologias nunca encontrarão apoio aqui. A ocupação dos alemães deixou uma marca grande e dolorosa neste país e em nossa sociedade. As pessoas ainda se lembram do que aconteceu naquela época. O nazismo alemão deixou uma ferida profundamente dolorosa aqui. A ocupação alemã nos deixou com alguns "monumentos" aqui como campos de extermínio por exemplo. Estes são os símbolos do que um fanatismo ideológico pode alcançar, independentemente de falarmos do nazismo ou do comunismo. Os poloneses lembram disso e vão se lembrar por um longo tempo. Querendo sujar, o nome da Polônia pode assumir formas diferentes, por exemplo, alguns políticos que trabalham lado a lado com a mídia para falsificar a história do país, alguns vêm de países onde a democracia é dita forte. Eles são os mesmos que dizem que esses campos de extermínio foram construídos pelos poloneses, o que não é verdadeiro. É simplesmente doentio e, sem dúvida, traz dentro dela uma marca de atividade anti-polanesa, tentando interferir nas decisões políticas do país.

A Ucrânia é um país que muito deseja liberdade e democracia, tentando escapar da influência da Rússia. É um país onde muitas forças externas desempenham seu jogo político conspiratório, que não é aceito pelos ucranianos. Eu realmente espero que esse país vença seu futuro em breve, que sobreviva a esses tempos difíceis e alcance paz e a justiça. Se qualquer banda de Metal da Ucrânia tomar a decisão de defender seu país daqueles que o querem escravizar, eles têm todo o direito de fazer isso. Eles são seus cidadãos em primeiro lugar. Seu patriotismo é forte, porque isso é o que a situação política atual exige deles.

6. Você mencionou em outra ocasião que você disse ter fãs de diferentes partes - Myanmar, Israel, etc. - Alguma vez os fãs já lhe fizeram perguntas sobre estas acusações de pertencer ao NSBM ou de vocês serem anti-semitas?

Os fãs da GRAVELAND estão muito familiarizados com minha música e meu modo de pensar. Eles conhecem minhas intenções, assim como sabem que eu mudei e não sou o radical que costumava ser nos velhos tempos de Black Metal. No final da década de 90, comecei a mudar para o Pagan Metal. Desde então, eu mudei completamente. Meus fãs me mudaram, pelo menos aqueles que, independentemente do fluxo de falsas acusações, nunca me deram as costas. Os contatos e os laços alcançados através da Internet promoveram o intercâmbio de inspirações e valores. Eu acredito que o paganismo que me inspira até hoje pode ser entendido de forma universal. Nas minhas letras, nunca tentei me dar um ar de superioridade, algumas características da letra buscam enfrentar as forças da escuridão e defender valores mais importantes. Qualquer um pode comparar com as letras. Não há nenhum tipo de anti-semitismo nas minhas criações. No entanto, houve uma época, que eu criticava Israel e os lobbies pro-Israel. Mas isso ocorreu antes de 11 de setembro! O que aconteceu naquele dia mudou minha perspectiva sobre o mundo. Os fãs israelenses notaram uma mudança na minha pessoa desde então. Eles começaram a comprar camisetas e casacos da minha banda. Parece que a música de Metal transcende qualquer tipo de barreira, e não falo apenas do que é politicamente correto com isso. Eu trato as pessoas da mesma maneira que elas me tratam. Há pessoas que gostam de você e você as aceita, assim como outras que você evita. A cor da pele ou a religião não tem importância. Eu quero passar o resto da minha vida fazendo o que eu quero, sem me preocupar com a politicamente correto.


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Sobre Carlos Henrique Schmidt

Graduado em Computação e Administração, a paixão pela música pesada surgiu nos primeiros anos da adolescência e permanece até os dias de hoje. Apesar da preferência pelos estilos mais x-tremos da música pesada (Black, Death, Grind), o seu universo musical não limitado por estes rótulos, mas pelo que a música em si transmite.

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