Imperium Infernale: uma trajetória que já completa uma década

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Por Genilson Alves, Fonte: Radio Sehnsucht
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Com uma trajetória que já completa uma década, os paulistas do Imperium Infernale (I.I) soltaram em outubro de 2012 seu disco de estreia, "Primitivo", pela Soul Erazer, selo também de São Paulo. Porém, antes de chegar ao primeiro full length, a banda passou por uma reformulação. Originalmente um projeto de Áscaris e Rafael Lopes, respectivamente vocalista e guitarrista do Eternal Malediction, o I.I ficou em "stand-by" após o lançamento do demo-CD "Ordo AEon Caos", em 2006. Dois anos depois, Áscaris retomou o projeto, desta vez ao lado do guitarrista Morbius, e juntos iniciaram um longo processo de composição. Atualmente, a formação é completada por Salles (baixo) e Impaler (bateria), que se juntaram a dupla após a finalização do novo trabalho. Produzido pelo ex-colaborador Lopes, "Primitivo" é calcado na sonoridade típica da segunda geração do black metal, com letras em inglês e em português. No papo a seguir, Áscaris conta sobre esse novo começo e os próximos passos da banda.
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Radio Sehnsucht: O Imperium Infernale começou como um projeto seu e do guitarrista Rafael Lopes, paralelamente às atividades do Eternal Malediction. Com a substituição de Lopes por Morbius e a entrada do baixista Salles e do baterista Impaler, podemos dizer que agora o Imperium Infernale é uma banda em tempo integral?

Áscaris: Sim, essa é a ideia. Quando produzimos o "Primitivo", éramos somente Morbius e eu, mas já com o álbum pronto, ainda negociando seu lançamento, achei que seria interessante montar uma banda real para ensaiar e tocar ao vivo as músicas do disco. Mas não foi uma decisão fácil. É cada dia mais complicado achar pessoas que se comprometam com uma banda, que queiram fazer por ela algo além de chegar e tocar. Além disso, a banda não é um negócio rentável, o que impede que ela seja prioridade para todos que a integram, fazendo de qualquer compromisso um parto mediante as agendas, principalmente profissionais, de cada um. De todo modo, acho que consegui uma boa formação, que vem se integrando cada vez mais ao I.I e que logo poderá contribuir com nossa música de maneira efetiva.

Entre a demo "Ordo AEon Caos" e o álbum "Primitivo" há um evidente salto qualitativo, afinal, seis anos separam os dois registros. Entretanto, uma característica que se manteve intacta é a abordagem "old school" da banda. Mesmo contando com uma produção mais elaborada, houve a preocupação em manter a crueza sonora neste novo trabalho?

De fato houve essa preocupação, mas, além disso, a preocupação de fazer mais que os bleast beats alucinados de nosso demo-CD. Quando criei o Imperium Infernale, não tinha quaisquer pretensões de fazer disso uma banda, então, junto com o Lopes, fizemos o que eu tinha em mente, que era um som com bases muito velozes e letras escrachadas em português, pra ficar bem "na cara" mesmo. Ao ressuscitar o projeto, precisava fazer alguma coisa mais real, executável eu diria (risos). De todo modo, a ideia foi recriar um som cru, com influências de diversos tipos de black metal, mas com uma produção clara, que deixasse o som pra frente, sem muita compressão, e Lopes foi o produtor que nos levou aos melhores caminhos para o som do álbum.

Além da versão em CD, "Primitivo" também ganhou uma tiragem em cassete. Por que resolveram investir nesse formato? Há alguma diferença entre essas duas edições?

Recebemos uma proposta para o formato e quando notei que ainda existe mercado para cassetes, principalmente no meio black metal, achei que seria interessante. É um trabalho quase artesanal, as fitas são gravadas uma a uma, diretas do arquivo master do álbum, fora o fato de serem numeradas a mão. E em nosso caso, é mais que um item de colecionador, pois as músicas de nosso demo-CD entraram como bônus, um atrativo a mais para aqueles que apreciam um formato tão clássico como esse.

Você também é o responsável pela arte visual do álbum, além de ter dirigido o clipe da música "A.N.U.S.", que abre o trabalho. Qual a importância da imagem para a mensagem que o Imperium Infernale busca passar?

Acredito que todos os estilos de metal tenham uma imagem forte que gera a identificação do ouvinte, e sem dúvida o black metal é um dos que mais sofre essa influência da imagem. Em nosso caso, a ideia é ser abstrato. Não que as imagens sejam abstratas, mas a mensagem é. O que prevalece é o obscuro em todo encarte, só a capa tem um significado real, já que se trata de uma igreja condenada por estar em risco de cair sobre os fiéis. Aí sim, uma alusão à queda do sistema cristão. Já o clipe foi todo criado em cima da letra, mostrando imagens de corpos caídos ao chão, mortos em guerras em nome da fé. Assim como há as imagens dos ratos cinzentos e imundos comandados pelo rato branco, uma metáfora sobre as igrejas com seus fieis pobres de mentes fracas, dominados pelas palavras de um pastor que sobe na vida às suas custas.

No momento existem planos para shows?

Planos, não. Existe vontade e uma banda preparada para tal, mas conseguir voltar aos palcos está mais complicado do que imaginei. Há todo um círculo fechado do qual entrar é quase um segredo místico (risos). Com isso, desviei o foco e já estamos compondo músicas novas, inclusive com o intuito de lançar uma faixa inédita como single, ainda em maio. Mas deixo claro: queremos tocar. Espero que surjam convites para isso em breve.

Espaço aberto para suas considerações finais.

Agradeço o espaço e convido a todos a curtir a página oficial da banda no Facebook:
http://www.facebook.com/imperiuminfernale?ref=ts&fref=ts...

Assista ao vídeo da música "A.N.U.S."

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Sobre Genilson Alves

Genilson Alves é jornalista e autor do blog Radio Sehnsucht.

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