Mayhem: "Varg é um cara muito talentoso e inteligente!"

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Por Emanuel Seagal, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Victoria Maksimovich do Music-Photocalypse.net, entrevistou Attila Csihar, frontman do MAYHEM durante o show do grupo no dia 20 de Novembro de 2009 em Helsinque, Finlândia. Confira abaixo alguns trechos da entrevista.
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Music-Photocalypse.net: Um ano atrás o guitarrista Blasphemer deixou a banda. Ele disse entre outras coisas que não estava satisfeito com seu papel na banda. O que você acha que o fez se sentir assim?

Attila: É uma história muito complicada que se desenvolveu durante um longo período de tempo. Ele sempre foi comparado aos outros guitarristas, e ao Euronymous em particular. Ele passou por isso por muitos anos na verdade: por parte da imprensa e fãs. No entanto, ele tinha 100% de respeito na banda e de fato tinha o papel principal nela: ele foi o compositor de muitos álbuns. Ele é um guitarrista muito bom e talentoso. Mas algumas pessoas não o tratavam como um membro completo do MAYHEM, então isso o irritou após algum tempo. Ele estava na banda por quase dez anos. Sabe, as pessoas mudam. Ele tem interesses diferentes agora. Sua namorada é de Portugal e ele tem seus próprios assuntos a tratar, e claro, nós tínhamos uma agenda apertada com o Mayhem. Então Blasphemer não quis mais continuar banda. A sua decisão de sair foi dele, não nossa.

Music-Photocalypse.net: Sobre a formação que vocês usaram para a turnê: Morpheus e Silmaeth, com duas guitarras. Esta é a formação que vocês utilizarão para estúdio também?

Attila: Veremos como as coisas acontecerão ao compor novas músicas. Com a formação atual é muito mais fácil tocar ao vivo - soa bem com dois guitarristas. Devido a isso, podemos tocar músicas mais antigas. Mas o futuro mostrará e tudo dependerá disso, veremos o que acontecerá e qual formação final teremos.

Music-Photocalypse.net: Você já trabalhou em material novo ao menos um pouco?

Attila: Já tentamos algumas coisas, é claro. Não estamos com pressa. E o Mayhem não é o tipo de banda que lança muitos álbuns. Durante dez anos fizemos apenas quatro álbuns. Então eu acho que um novo álbum levará algum tempo. Não o lançaremos até estarmos 100% satisfeitos com ele. Já tentamos uma música nova. Então, sim, há algo acontecendo.

Music-Photocalypse.net: Agora que Varg Vikernes (líder do Burzum preso por queimar igrejas e assassinar Euronymous, guitarrista do Mayhem, em 1993) foi solto, você tem algum contato com ele?

Attila: Não, não após ele ter ido para a prisão. Apenas ouví algum tempo atrás os rumores de que ele estava fora da prisão, e agora que você diz, é obviamente um fato que ele saiu. Eu tinha uma boa relação com ele nos anos noventa. Mas, é claro, eu fiquei muito irritado pelos seus atos e discordei do que ele fez. Mas, por outro lado, eu acho que ele já cumpriu sua pena agora. Ele merece sua liberdade e deve continuar vivendo sua vida. Eu ouví que ele iria fazer um novo álbum - é muito interessante! Eu acho que ele é um cara muito talentoso, um cara muito inteligente. São estas as minhas memórias dele. Ele é muito educado e gentil também.

Music-Photocalypse.net: Você era amigo do Varg. Agora que você olha para o passado sobre a queima de igrejas, o que você pode dizer a respeito?

Attila: Bem, ele era 16 anos mais novo naquela época. Era uma cena diferente, uma era diferente. E então ele era louco o suficiente para queimar uma igreja ou duas. Por um lado, é uma forma muito boa de mostrar sua resistência, mas por outro lado talvez não seja muito esperto destruir construções antigas que fazem parte da cultura do país. Eu estou um pouco confuso quanto a isso. Mas, novamente, não estou lamentando ou negando isso.

Music-Photocalypse.net: Todas estas queimas de igrejas, anticristianismo, letras provocantes, usando símbolos nazistas, sobre o que se trata tudo isso? Você está tentando provocar alguma reação nas pessoas usando elas?

Attila: Eu acho que o único lugar onde você pode ver símbolos nazistas no Mayhem é no merchandise da banda, o que de fato faz parte da provocação. Isso não tem um significado político. Por algum tempo pensamos que era legal: aqueles uniformes e alguns aspectos da Segunda Guerra Mundial. Se você pesquisar a história há muita coisa interessante. Eu sou contra a merda nazista e não tenho nada a ver com a política. O Mayhem nunca mencionou nada político em nossos discos. Mas eu li muito sobre a grande quantidade de coisas espirituais e esoterícas que foram utilizadas no simbolismo e propaganda nazista.

Attila: Há ainda muitas perguntas a serem respondidas sobre a Segunda Guerra Mundial. Por exemplo, quem estava nos bastidores? Quem apoiou os nazistas financeiramente? Mas você nunca ouve a respeito. As pessoas apenas focam no aspecto superficial e é isso. E a Alemanha está sofrendo eternamente devido ao seu karma malévolo. No entanto eles não foram os únicos na história que executaram nações inteiras.

Attila: Voltando a sua pergunta, em nosso merchandise nós temos alguns símbolos Alemães, mas no momento, pegue por exemplo a cruz. Você olhar no período pré-histórico e procurar pelo significado deste símbolo e descobrir que ele era um símbolo esotérico para o sol. Mesmo a suástica foi retirada de culturas orientais. A idéia base dos arianos é uma idéia da mitologia indiana. Então os nazistas ou alguém que estava por trás instalou todos estes símbolos, mas não era algo realmente novo: apenas algumas ideologias roubadas de outro lugar. Tudo isso é um pouco provocante e se encaixa bem no Mayhem que trata de lidar com o caos e os aspectos negativos do universo.

Leia a entrevista completa no link abaixo.

http://www.music-photocalypse.net/interviews/mayhem.php

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Sobre Emanuel Seagal

Descobriu o metal com clássicos como Iron Maiden e Black Sabbath. Hoje em dia, entre outros gêneros musicais, e sem se limitar a rótulos, ouve principalmente doom, viking e folk metal. Sempre que possível está em busca de novas bandas que tenham algo a transmitir alem de clichês, e mesmo em meio a tantas novidades não dispensa pérolas como o bom e velho Candlemass. Acompanha o Whiplash! desde os primórdios, tendo iniciado sua vida de internauta no mesmo ano de criação do site (1996). Há algum tempo está envolvido com metal, seja trabalhando com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa, na tentativa de contribuir de alguma forma para o crescimento desse que é um dos segmentos mais apaixonantes da música, o metal.

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