Burzum: álbum traz uma nova proposta a banda

Resenha - Sôl Austan, Mâni Vestan - Burzum

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Por Bruno Yudi Tamaki
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Lançado no dia 27 de maio de 2013, pela Byelobog Productions, o novo álbum do Burzum, Sôl Austan, Mâni Vestan, traz uma nova proposta a banda, diferente da sonoridade de antigos álbuns Dark-ambient, como o Dauði Baldrs de 1997 e o Hliðskjálf de 1999. Boa produção e uso sintetizadores são marcantes no novo álbum. Outro fato interessante acerca dele, foi que no mesmo mês, Varg Vikernes anunciou sua despedida ao black metal, dando uma expectativa aos fãs da banda sobre qual será a nova sonoridade da banda, na qual, particularmente me surpreendeu muito.

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Primeira faixa intitulada Sôl Austan, traz uma boa e notória introdução do que deve ser o álbum, calmo e sem excesso de instrumentos ou notas, trazendo uma ambientação escura e que talvez deverá ser surpreendente aos ouvidos.

A segunda música, Rûnar Munt þû Finna, traz uma bela ambientação da música folclórica viking, instrumentos de percussão, belas linhas de teclado e um ritmo quase dançante, traz uma bela experimentação e surpresa, após a introdução calma.

Sôlarrâs, terceira música do álbum, uma nova sonoridade tribal para o álbum, pouco uso da percussão, cria uma perspectiva mais triste e repetitivo, trazendo uma leveza de doom metal.

Haugaeldr, pouco se percebe a mudança de faixa, de uma música a outra, basicamente a mesma fórmula da terceira, o que apenas muda é a falta de percussão e uma suavidade, na metade da música um segundo sintetizador traz um clima mais "eletrônico" à música.

Feðrahellir, assim como na Rûnar Munt þû Finna, essa consegue resgatar uma semelhança com a música folclórica, bom uso de percussão e ótimas bases de teclado ajudam a criar uma música mais feliz e calma, contrária a morbidade de faixas anteriores.

Sôlarguði, tenho certas dúvidas de que há uma linha de baixo nesta faixa, fazendo um "groove" entre o baixo e a percussão, enquanto os sintetizadores fazem a melodia e um acorde de guitarra é tocado, dando um clima até que chato e repetitivo para tal longa faixa.

Ganga At Sôlu, o quê? Já mudou de faixa? Quase não se percebe a mudança de faixa, usa quase a mesma fórmula que a música anterior, criando um clima repetitivo para o ouvinte.
Hîð, talvez a música que mais se enquadre no gênero "eletrônico", marcantes sintetizadores dão um ar de psicodelia ao álbum, sendo e indispensável o comentário de que muito longa a faixa, mais entediante ela é.

Heljarmyrkr, a nona faixa, logo percebe-se sua mudança, tanto de estrutura, quanto de sonoridade, leveza e suavidade são o forte, além do mesmo ar de psicodelia da música anterior.
Mâni vestan, e retorna-se o ar folclórico, uso de percussão que agora misturados com a psicodelia, tudo sempre dando o ar de alívio e calmaria do álbum.

E por fim, Sôlbjörg, triste e leve despedida, talvez após tanto arranjos, esse é o mais belo de todo álbum, traz uma simples estrutura, emocionante aos fiéis fãs.
Melódico, repetitivo e calmo, o novo álbum traz o melhor de estruturas anteriores, porém ouvi-lo muitas vezes pode se tornar chato e tedioso, mas não se perde os créditos por mais uma coleção do Burzum.

Faixas:
1. Sôl austan
2. Rûnar munt þû finna
3. Sôlarrâs
4. Haugaeldr
5. Feðrahellir
6. Sôlarguði
7. Ganga at sôlu
8. Hîð
9. Heljarmyrkr
10. Mâni vestan
11. Sôlbjörg



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