Burzum: "Umskiptar" eleva o grupo a outro patamar

Resenha - Umskiptar - Burzum

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Por Guilherme Pirlo
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Após vários anos na prisão, o lendário Varg Vikernes traz de volta ao mundo do Black Metal dois álbuns aleatórios, "Belus" (2010) e "Fallen" (2011), trazendo aquela sonoridade angustiante e gélida, porém com novos elementos. Talvez preparando o ouvinte para a surpresa que "Umskipstar" iria causar.

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Que surpresa grata! "Umskiptar" eleva o BURZUM a outro patamar: o Viking Metal. Logicamente, aquela atmosfera sombria e crua dos álbuns anteriores permanecem, porém os experimentalismos são mais claros nesse álbum.

E que isso seja visto como algo bom (diferentemente de "Illud Divinum Insanus", do MORBID ANGEL, claro; vertentes totalmente diferentes; digo em relação a história de cada uma delas e suas experiências). Desde o início do álbum há a evidência de o quão é diferente ouvir BURZUM com uma gravação tão limpa e nítida; uma das inovações mais claras do álbum. É um misto de Viking com Black Metal; vanguarda com o arcaico. Desde "Filosofem", com certeza, esse é o álbum que melhor assimilei a proposta de música e temática, há aquela estranheza inicial, porém é um excelente trabalho; e a bela arte gráfica ("Slindeberken", de Thomas Fearnley), continua sendo um toque especial.

Outro fator importante é a maturidade musical de Varg Vikernes; destaco nesse álbum 'Alfadanz' (a cadência e a mudança de tempo são espetaculares), 'Æra' (aquele timbre clássico da guitarra, vocais mais guturais. Aquele Black Metal mais cru e ríspido que fez a história da banda); as grandiosas 'Valgaldr', 'Galgviðr' e 'Gullaldr' (possuem aquele clima presente nos primórdios do Viking Metal; fazendo algumas bandas que estão em evidência do estilo parecerem 'água com açúcar').

"Umskiptar" é mais um passo nessa história gradativa do Burzum: nenhum álbum se equivale ao outro, ou seja; vanguarda. E ainda digo: o próximo álbum terá mais passagens limpas; e na minha opinião, o BURZUM pode estar seguindo o mesmo caminho do saudoso BATHORY. Na temática nórdica atualmente, destaco o AMON AMARTH, e o IMMORTAL sempre manteve seu legado, o BURZUM alcançou esse espaço. Se possuir a mesma qualidade, que seja longa essa história.

Faixas:
1- Blóðstokkinn (01:16)
2- Jóln (05:51)
3- Alfadanz (09:22)
4- Hit helga Tré (06:51)
5- Æra (03:58)
6- Heiðr (03:02)
7- Valgaldr (08:03)
8- Galgviðr (07:16)
9- Surtr Sunnan (04:14)
10- Gullaldr (10:20)
11- Níðhöggr (05:00)


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