Ted Nugent: ele não é racista, muito menos fascista!

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Por Tony Velho, Fonte: tednugent.com
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SAMMY HAGAR certa vez o definiu como "o maior louco de todos os tempos". E ele estava certo.

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Theodore Anthony Nugent, previamente conhecido como TED NUGENT, apelidado carinhosamente de "Motor City Madman", "The Whackmaster", "The Nuge" ou simplesmente "Tio Ted", é sim, uma das pessoas mais insanas de todo o mundo... em cima de um palco.

Uma breve recapitulação nos mostra o início de sua carreira em 1965, com o rock psicodélico dos AMBOY DUKES, banda a qual tornaria Ted conhecido, devido as suas apresentações ultra energéticas.

Na sua fase final, a banda já se apresentava sobre o nome de TED NUGENT'S AMBOY DUKES, devido à presença de palco e de espírito de Ted.

Após o fim dos Dukes, em 1975, Ted assina com a Epic Records e dá início à sua carreira solo. A formação original contava com o excelente vocalista Derek St. Holmes, o baixista Rob Grange e o baterista Cliff Davies.

Com essa formação, a banda lança os seus três álbuns de maior sucesso comercial: "Ted Nugent" (1975); "Free For All" (1976) - que também contou com os vocais de MEAT LOAF em algumas faixas - e "Cat Scratch Fever" (1977).

Era Hard/Shock Rock puro! Nugent havia se tornado um verdadeiro guitar hero e nada parecia poder dete-lo.

Com algumas mudanças de formação e de produtores, a banda continuou à lançar excelentes discos, mantendo o padrão, até o final da década de 70.

Já nos anos 80, o material lançado beira um Hard Rock com pitadas de Pop, com a inclusão de teclados, sintetizadores e outras fanfarronices musicais comuns da época.


Apesar do exagero de álbuns como "Penetrator" (1984) ou "Little Miss Dangerous" (1986), nessa fase, Nugent se aventura em solos de guitarra com uma dose mais alta de virtuosidade, acrescentando técnicas como tapping e arpeggios.

Nos anos 90, formou o DAMN YANKEES, supergrupo de Hard/Glam Rock, ao lado de Jack Blades (NIGHT RANGER), Tommy Shaw (STYX) e Michael Cartellone (LYNYRD SKYNYRD). Lançaram dois álbuns: "Damn Yankees" (1990) e "Don't Tread On Me" (1992).

De volta à carreira solo, lançou o excelente "Spirit Of The Wild" (1995), uma volta às origens sonoras - Shock Rock - do começo da sua carreira.

Em 2002, flertou com o Heavy Metal e lançou "Craveman", que contou com o mexicano Marco Mendoza (THIN LIZZY) no baixo e Tommy Clufetos (BLACK SABBATH) na bateria.

Em 2007 sai "Love Grenade". Não tão pesado quanto o anterior e no melhor estilo clássico Ted Nugent. O álbum conta com uma regravação de "Journey Of The Center Of The Mind", hit da época dos Amboy Dukes.

Seu próximo álbum, batizado de "Shut Up & Jam!", será lançado no mês de Julho deste ano, via Frontier Records e contará com a presença de Derek St. Holmes, vocalista da formação clássica.

Fora dos palcos, Ted vive na sua fazenda, em Waco, Texas, um estilo de vida na base da caça, pesca e do tiro esportivo.

Já foi acusado de racismo por contar algumas piadas e utilizar o termo "nigger". Obviamente tudo não passa de uma grande bobagem, manipulada pelos que não gostam dele.

Nugent é idólatra de diversos artistas negros, como CHUCK BERRY, CLARENCE "GATEMOUTH" BROWN, B.B. KING, BO DIDDLEY, JAMES BROWN, MUDDY WATERS, LITTLE RICHARD e etc. Sempre se refere à eles, em entrevistas, como "os pais fundadores" e brinca que se considera o guitarrista branco mais negro que existe.

Muitos "críticos musicais" aqui no Brasil, denigrem a imagem dele, chegando até mesmo à chama-lo de fascista.

Dicas para quem não o conhece muito bem: Pesquise os seus projetos de caridade. Projetos de apoio aos militares mutilados em combate, projetos de almoço comunitário em igrejas, onde é servida carne que o proprio Nugent sai para caçar.

Isso soa como fascismo para vocês?

Ted Nugent em cima dos palcos é um grande guitarrista, um dos mais importantes na história do rock.

Fora dos palcos é um fazendeiro estadunidense tranquilo. Não tem absolutamente NADA de racista ou fascista.



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