Rocktulando: Riot Grrrl

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Por Fábio Cavalcanti, Fonte: Rock em Análise
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Bikini Kill
Bikini Kill
L7
L7
Betty Blowtorch
Betty Blowtorch

Todo mundo adora odiar rótulos. Milhares de pessoas bradam aos quatro ventos que rótulos servem apenas para limitar a arte, mas ao mesmo tempo, dizem com orgulho que amam rótulos como rock e/ou metal. Partindo da premissa de que rótulos são importantes para a subdivisão deste estilo variado e fascinante que é o rock 'n' roll, abordarei aqui alguns subgêneros ou movimentos musicais que, bem sucedidos ou não, conseguiram deixar sua marca no estilo. E o rótulo do dia é: Riot Grrrl!

Não é de hoje que as mulheres conseguiram seu espaço no rock. Ainda nos anos 70, artistas como Suzi Quatro e Runaways chocaram o mundo ao mostrar que garotas podem fazer um rock de qualidade. Com o advento do grunge, no início dos anos 90, as garotas também conseguiram o seu "pedaço da torta", realizando uma mistura que incluía o já citado grunge, o punk rock, e algo de rock alternativo. Nasceu assim o movimento Riot Grrrl, calcado em letras com atitude e uma boa dose de feminismo.

Se você pedir sugestões para qualquer garota especializada no assunto, é bem provável que a primeira recomendação seja o Bikini Kill, a banda mais associada ao rótulo em questão. Quarteto norte-americano formado por garotas punk rockers bem "nervosas", o Bikini Kill não durou muito, mas deixou a sua marca (de dente, inclusive) com o álbum "Pussy Whipped" (1994), que é constituído por 12 faixas, em apenas 25 minutos de punk realmente sujo - pra não dizer "imundo".

Ainda falando em punk rock, vale citar a pouco conhecida Lunachicks, talvez a banda mais divertida do gênero. A produção dos seus álbuns pode ser bastante primária, mas o som é realmente contagiante. Seu ponto alto foi justamente o seu último trabalho: o inspiradíssimo "Luxury Problem", de 1999.

Puxando mais para o grunge, destaque para o som áspero das Babes in Toyland, e a levada quase hipnótica - mas quase sempre pesada - do L7. É uma pena que o grunge tenha "morrido" pouco tempo depois, privando os fãs de mais bandas puxadas para tal vertente. Por sinal, até a banda Hole (conhecida por ser liderada pela sempre polêmica Courtney Love) se afastou da sonoridade Riot Grrrl após a "morte" do grunge.

Entrando nos anos 2000, tínhamos ainda duas boas representantes daquilo que restou do movimento: The Distillers e Betty Blowtorch. Bastante fiéis à essência do gênero, com vocais rasgados - e algumas vezes, até desafinados - e produção crua, os grupos lembravam o ouvinte de que o Riot Grrrl continuava vivo e forte! Porém, este foi o último suspiro do gênero, visto que as duas bandas encerraram as suas atividades após os seus melhores trabalhos.

Atualmente, ainda temos as conhecidas californianas do The Donnas, com a sua sonoridade mais limpa e polida, mas com a atitude punk do bom e velho Riot Grrrl ainda intacta. Mas, como o estilo se encontra em baixa no momento, está na hora da nova geração do rock feminino trazer em definitivo a essência do Riot Grrrl para os dias atuais, não acham? Ainda mais nesses tempos de "machos coloridos"...



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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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