Ummagumma: os álbuns que marcaram os redatores do site

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Ummagumma: os álbuns que marcaram os redatores do site


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As obras primas do progressivo (ou não) que definiram o gosto de Marco Batalha, Celso “Hammill” Araújo, Roberto Lopes e Tatiana “Oldfield” Porto, responsáveis pelo site Ummagumma.

Marco Batalha

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1. Kiss - Creatures of the night

Quando o Kiss veio ao Brasil pela primeira vez, em 1983, eu tinha dez anos. Moleque ainda, meu gosto musical seguia aquilo que tocava nas rádios. Devido a essa vinda da banda para o país, algo pouco freqüente naquela época, as rádios começaram a tocar bastante "Love it loud". Ao ouvir essa música, delirei e fui atrás do disco que a continha. Nele descobri outros clássicos: "Creatures of the night", "I still love you", "Killer" e "War machine". Fui atrás dos demais discos da banda e, depois, fui ao Morumbi, com o meu pai, para assistir a eles ao vivo. O estrago estava feito, o roquenrol já estava no sangue e ali ficaria para o resto da minha vida. O Kiss – com esse disco em particular – acabou moldando o meu gosto musical e me salvando da mediocridade das FMs da vida!

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2. Iron Maiden - Live after death

Aquela caveira saindo de um túmulo me chamou a atenção e resolvi comprar aquele disco duplo ao vivo que tinha acabado de sair. O discurso de Churchill no ínicio já me deixava arrepiado e "Aces high" se encaixava perfeitamente com ele. Com a banda no auge da forma e emendando um clássico atrás do outro, não havia como não curtir o disco, certamente um dos que mais ouvi na vida. Quem diria que quase um quarto de século depois eu teria oportunidade de ouvi-lo praticamente inteiro ao vivo!

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3. Metallica - Master of puppets

Na metade da década de 1980, aqui no Brasil, o Metallica era uma banda praticamente desconhecida. Os discos não haviam sido lançados no país e conseguíamos material da banda por meio de fitas cassete gravadas e vendidas por algumas lojas. Quando o "Master of puppets" foi lançado, fui correndo comprá-lo. Por um tempo, os membros do Metallica foram meus heróis, com aquela música fenomenal, as letras pungentes e a postura íntegra. Quem diria que, com o tempo, tudo isso foi ruindo, culminando com o medonho "St. anger". Como eles mesmos diriam, "Sad but true...". De todo modo, os primeiros discos da banda me marcaram muito, em especial esse "Master of puppets".

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4. Anthrax - Among the living

Minha principal fonte de informação naqueles anos 1980, eram algumas revistas como a Rock Brigade e um programa de rádio chamado "Comando metal", apresentado na 89FM. Certa vez, tocou nesse programa uma faixa intitulada "Indians" de uma banda que eu não conhecia até então, o Anthrax. Adorei a música, com aquela bateria matadora no começo, guitarras enfurecidas e letra indignada. Durante um bom tempo, um dos meus principais objetivos na vida foi conseguir o disco que tinha essa música. Finalmente ele foi lançado no país e pude comprá-lo. Além da estupenda "Indians", o disco vinha repleto de clássicos, como "I am the law", "Caught in a mosh" e "N.F.L.". Tornei-me um fã da banda e até hoje sou órfão do Anthrax com o Joey Belladona. Pena que a reunião entre eles tenha sido curta. Mas fica o legado de alguns discos perfeitos, entre os quais "Among the living" se destaca.

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5. Marillion - B'sides themselves

Em meados dos anos 80, eu ouvia basicamente metal. Embora conhecesse alguma coisa de progressivo, como Yes, Pink Floyd, Jethro Tull e Rush, meu interesse principal era nas excelentes bandas de metal que surgiam aos montes na época. Todo santo mês eu esperava ansiosamente a chegada no novo número da Rock Brigade às bancas. Quando ela chegava, eu a comprava na hora e ia correndo para casa devorá-la. Naquela época, informação era algo muito difícil de ser conseguido, e uma das poucas maneiras era por meio de revistas como a Rock Brigade. Certo dia, lá pelos idos de 1988, deitado em minha cama lendo o número recém-lançado da revista, chamou-me a atenção uma resenha de uma banda progressiva desconhecida por mim chamada Marillion. Essa banda tinha lançado uma coletânea de lados Bs chamada “B’sides themselves”. O crítico elogiava bastante o disco e a resenha me chamou a atenção. Fui até a Woodstock Discos, no centro de São Paulo, e consegui achar esse álbum em vinil. Ao ouvir “Grendel”, delirei! Que som era aquele!!! Ouvi o vinil até a agulha ficar gasta e, depois disso, é que o progressivo definitivamente entrou no meu sangue para não sair mais.

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6. Yes - The Yes album

Fuçando em um loja de discos da Teodoro Sampaio, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, daqueles lojas que vendiam basicamente música brega, achei um vinil do “The Yes album”, por um preço excepcionalmente bom. Imediatamente comprei-o e passei vários horas ouvindo os seis clássicos que ele continha. Depois, fui atrás dos demais discos, garimpando em sebos e em outras lojas. O Yes continua sendo uma das bandas mais queridas para mim.

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7. Rush – Signals

Eu comecei a ouvir Rush não pela sua fase clássica, mais progressiva, mas sim por esse “Signals”, que marcou o início da fase mais acessível da banda. Quando ouvi esse disco pela primeira vez, ainda em vinil, fiquei impressionado, como não poderia deixar de ser, pelo baixo do Geddy Lee e pela bateria de Neil Peart. As letras dele, aliás, eram outra atração à parte. “Subdivisions”, “Analog kid”, “Chemistry”, “Digital man”, “New world man” são todas músicas que me marcaram. Até hoje, mesmo depois de conhecer toda a discografia da banda, “Signals” é o meu disco preferido.

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8. Genesis - Wind and wuthering

Depois de conhecer o Marillion e conseguir todos os seus discos lançados até então, fui atrás da principal influência deles, o Genesis. Não conhecia nada do Genesis até então, pelo menos da fase progressiva da banda. Garimpando discos deles, acabei levando, já em cedê, dois álbuns: “The lamb lies down on Broadway” e “Wind and wuthering”. O primeiro não me entusiasmou muito, mas achei o segundo maravilhoso. Fiquei surpreso, mais tarde, ao saber que aquele era considerado um clássico e este não. Para mim, “Wind and wuthering” era infinitamente superior – opinião que mantenho até hoje. Conhecendo os demais discos da banda, vi que os outros álbuns com o Peter Gabriel eram excelentes também, especialmente “Nursery cryme”.

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9. King Crimson - In the court of the crimson king

No início dos anos 90, ainda era difícil conseguir cedês importados de bandas menos conhecidas. Quando a gente achava, os preços eram altíssimos. Juntando meu dinheirinho da bolsa de iniciação científica que ganhava, comprei ao mesmo tempo dois cedês que estava caçando há muito tempo. Um deles era “In the court of the crimson king”. Aos primeiros acordes da guitarra em “21st century schizoid man”, já percebi que havia algo diferente e especial ali. “I talk to the wind”, “Epitaph”, “Moonchild” e a faixa-título completavam esse álbum perfeito. Com o tempo, esse disco se transformou no meu preferido de todos os tempos e hoje é aquele que eu levaria para um ilha deserta.

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10. Univers Zero – Heresie

Uma outra influência que a Rock Brigade teve em mim foi por meio da coluna “Univers music”, escrita por Valdir Montanari em alguns números. Nessa coluna, ele comentava álbuns progressivos de estilos diferentes daqueles a que estava acostumado, álbuns considerados mais vanguardistas. Em uma dessas colunas, ele discutia o Univers Zero. A sua descrição me chamou a atenção e consegui comprar o “Heresie” na Record Runner, uma loja que existia na av. Faria Lima, em São Paulo. Que disco sombrio! Nunca tinha ouvido nada parecido com aquilo e, passado o estranhamento inicial, passei a ouvir o álbum ininterruptamente. Para mim, ainda permanece o disco mais sombrio de todos os tempos e uma obra-de-arte poucas vezes igualada na história da música.

Celso “Hammill” Araújo

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1. Van der Graaf Generator – Pawn hearts

Foi um disco (long-play na época) comprado por impulso, já que eu não conhecia o grupo e soube que Robert Fripp, do King Crimson, tocava guitarra com o mesmo. Paixão à primeira vista, mágica instantânea.

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2. Pink Floyd – Dark side of the moon

Foi meu primeiro long-play. Eu já conhecia os trabalhos anteriores do grupo (gravados em fita cassete), mas esse veio para marcar, seja pelo seu conteúdo seja pelo primor técnico da gravação.

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3. Gentle Giant - Three friends

O terceiro disco de estúdio do Gentle Giant me marcou, pois se trata de um disco conceitual sobre a vida de três amigos, desde a infância até a vida adulta, e faz-me lembrar da amizade que eu tinha com dois colegas de escola na época.

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4. Led Zeppelin – The song remains the same

Em 1973, eu era estudante de intercâmbio nos Estados Unidos e morava na Pennsylvannia. Quando soube que o Led Zeppelin ia se apresentar no Madison Square Garden, fiquei maluco e tratei de comprar o ingresso; sou um testemunho vivo desse magnífico show (foram três dias para poder gravar o filme), sua energia e som no último volume: fiquei 4 dias com os ouvidos zumbindo!

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5. Genesis – Foxtrot

Foi quando prestei atenção às letras das músicas é que eu pude sentir a genialidade do grupo, principalmente pela épica "Supper's Ready".

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6. Black Sabbath – Paranoid

Foi o primeiro disco do grupo que comprei, marcou pela magnífica "War Pigs", o peso do disco, os "riffs" impressionantes de Iommy e pelo pioneirismo do "heavy metal", estilo que despontava na época.

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7. Moody Blues - Every good boy deserves favour

A princípio, o que mais me atraiu nesse disco foi a capa, já que eu não conhecia o grupo na época. Foi empatia desde a primeira audição por causa da harmonia das músicas e delicadeza do som.

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8. Curved Air – Live

Na época em que comprei esse disco, eu estava curtindo muito música clássica e, na capa, eu li que havia uma música chamada "Vivaldi", o que me levou a comprá-lo. Eu não podia estar mais equivocado! Fiquei cativado com a energia do grupo e a voz cativante de Sonja Kristina.

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9. Queen – A night at the opera

Eu já tinha os trabalhos anteriores do grupo, mas esse lançamento me marcou, principalmente por causa do trabalho técnico do grupo em “Bohemian Rhapsody”, além da qualidade excepcional do som do disco, feito para ser escutado com os fones de ouvido.

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10. King Crimson – Red

Foi o primeiro disco do King Crimson que comprei. Fiquei fascinado pelo som do trio, pelas belas letras, excelente capa, o peso da música e pela voz de John Wetton.

Roberto Lopes

Até aproximadamente os 11, 12 anos, não tive muito contato com o rock. Meu pai (já falecido) era radialista e gostava de Rick Wakeman e Kitaro, chegando a mostrar uma ou outra coisa deles para mim, mas na época, ainda criança, não ligava muito para música. Tive uma certa simpatia pelo BR-rock e de alguns grupos pop/new wave oitentistas, mas também nada que me fizesse cair mais a fundo nesses estilos. A única coisa que ficou musicalmente falando para mim nesses primeiros anos foi um pouco de MPB, que meu pai escutava e tocava em seus programas. Discos como o “Clube da Esquina (I e II)” do Milton Nascimento e alguns trabalhos isolados do Gil e Djavan são talvez os únicos discos que me lembro de gostar e ouvir desde aquela época. Porém, mal sabia que as coisas logo iriam mudar...

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1. Slayer – Reign In Blood

A partir de 1990, quando eu cheguei ao Rio de Janeiro em definitivo, comecei a cair de cabeça no rock, e já fui indo pelo caminho do punk, death metal, hardcore... ou seja, tudo relacionado a peso. Quanto mais violento e brutal, melhor. Esse disco do Slayer foi um dos primeiros de metal que eu comprei e lembro de ter sido um choque, pois era uma música matadora atrás da outra e, a partir dessa banda, comecei a conhecer outros grupos ligados ao thrash metal (Metallica, Anthrax, Testament, Exodus, Sepultura, Kreator...), que, pra mim, continua sendo o subestilo de metal de que mais gosto e que continuo ouvindo com a mesma paixão até hoje. Em relação ao álbum em si, só posso dizer que é uma senhora de uma porrada escutá-lo e considero um dos melhores discos de metal já feitos.

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2. Living Colour – Time’s up

Um dos primeiros vinis que eu comprei e que gosto muito de ouvir até hoje, mesmo que a banda tenha meio que perdido o rumo depois dele. Minhas preferidas dele são "Type", a faixa título, "Elvis is dead" e "Solace of you".

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3. Metallica – Ride the lightning

Esse foi o primeiro CD que eu comprei, por volta de 1993. Era o único disco do Metallica que não tinha escutado e resolvi comprá-lo, e foi paixão a primeira “ouvida”, principalmente quando começa a porrada "Fight fire with fire", passando pela bela "Fade to black" e a quase prog "The call of Ktulu". Não é meu disco preferido da banda (que é o “...And justice for all”), mas tenho especial carinho por este trabalho deles.

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4. Motörhead – No sleep 'til Hammersmith

Um disco que me faz relembrar os bons contatos que eu tive com o meio punk-metal-alternativo – a apesar de nunca ter sido realmente um “membro” dessas cenas, mantive algumas boas amizades que se mantiveram até hoje. É um disco que escuto de cabo a rabo, pois só tem clássico nele.

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5. The Police – Message in a box

The Police sempre foi um dos grupos ligados ao punk/new wave que eu mais escutava e furei todos os discos deles de tanto ouvir. Essa caixa (um perdição total, com TUDO que a banda gravou em estúdio) eu comprei quando fui para os Estados Unidos em 1995 e até hoje a escuto com muita empolgação. É muito bom pra passar o dia, pulando ao som de "Fall out", "Message in a bottle", "Roxanne", "Synchronicity I", "Spirits in the material world", entre muitas outras pérolas da banda.

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6. Pink Floyd – Dark side of the moon

O meu primeiro disco de progressivo eu comprei em meados de 1992. Lembro-me bem quando entrei na Halley, uma loja especializada em progressivo que funciona até hoje no RJ, e fiquei meio na dúvida de qual disco de “prog” (pois não conhecia o estilo e tinha certa estranheza com ele por causa da formação punk e metal que eu tinha na época) eu levava e acabei “pegando esse mesmo”. Foi uma maravilhosa surpresa e o início de uma paixão pela banda que me apresentou ao rock progressivo, com sua proposta certeira e seus diversos efeitos sonoros. Mesmo que eu não escute a banda constantemente hoje em dia (apesar de ter comprado a coleção toda deles em vinil e depois em CD), esse é um disco que continuo a ouvir com carinho e certa nostalgia.

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7. Henry Cow - Western culture

Um pouco depois de conhecer o Floyd, comprei esse disco do Henry Cow em Niterói, sendo que a banda foi apresentada também como progressiva, sem saber que a proposta era totalmente diferente. Também foi paixão à primeira vista, pela proposta meio caótica e propositalmente sem coesão que o trabalho apresentava (o que para muitos seriam bons motivos pra se detestar o trabalho). Apesar de ser muito difícil de se conseguir álbuns ligados à vertente vanguardista do progressivo (o vinil ainda resistia ao CD na época), consegui os cinco discos da banda em bolachão e, depois, em CD. Também foi um grupo que não escuto mais com freqüência, mas que sempre pego esse trabalho em especifico pra ouvir e também com certa nostalgia.

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8. King Crimson – USA

Minha formação preferida do Crimson (Fripp-Wetton-Cross-Bruford) em uma apresentação matadora e crua. Pessoalmente acho que não fica atrás de nenhum álbum de heavy metal. Foi um dos primeiros contatos com a banda e lembro bem de quase bater cabeça nos acordes iniciais da “Larks’ tongues in aspic part II”.

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9. Marillion – Misplaced childhood

Quando comprei esse CD há alguns anos, já conhecia outros trabalhos da banda com o Fish, mas esse disco foi o que mais me empolgou. Tudo tem um certo clima mágico nele, seja pela capa, pelas letras, pelas melodias e pelo clima oitentista que ele sempre vai evocar. É um disco redondinho, um dos poucos de neoprogressivo que realmente adoro.

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10. Yes – Yesyears

Há alguns anos, estava procurando conhecer algo do Yes e achei esse box-set em promoção e não pensei duas vezes em comprá-lo. Foi uma excelente surpresa, pois a mesma fez um belo apanhado da carreira da banda, pegando o grupo dos primórdios até o final da década de 80. O repertório da caixa é primoroso, com várias faixas raras e com vários clássicos do grupo (“Survival”, “Time and a word”, “Starship trooper”, “Roundabout”, “Close to the edge”, “Ritual”, entre vários outros). Fiquei meses ouvindo várias e várias vezes essa caixa, que, com certeza, fez com que o Yes fosse por muito tempo um dos meus grupos preferidos.

Tatiana “Oldfield” Porto

A música sempre foi e sempre será a trilha sonora da minha vida, e tenho uma relação muito forte com ela, visto que muitos sons que curto marcaram várias fases da minha vida e são uma válvula de escape, um refúgio nos momentos mais difíceis. Meus pais nunca gostaram de rock, ouviam muito easy-listening e música clássica em casa, mas isso não me impediu de, ao longo dos anos, buscar sonoridades que me agradassem. Até hoje gosto de música clássica, e isso contribuiu em muito pela minha predileção pela parte instrumental das músicas e, posteriormente, quando comecei a ouvir rock progressivo, pela proximidade dos dois estilos. Além do rock, a música eletrônica convive muito bem no meu som, desde os pioneiros do estilo (Kraftwerk, Jean Michel Jarre, Tangerine Dream, Vangelis) até estilos mais atuais como o trance europeu (não o psy de raves), assim como o pop/rock internacional que reinam absoluto em festas de anos 80. Escolher estes 10 discos não foi tarefa fácil, mas refletem o espectro musical formado ao longo dos anos como ávida amante de música.

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1. The Police – Every Breath You Take

Minha primeira recordação de rock vem de 1986, quando tinha cinco anos apenas, quando ia para a casa de um primo meu seis anos mais velho que morava perto de casa. Na época, ele era superfã do Police e ouvia direto os LPs deles quando estava em casa. Além do Police, ele ouvia outros artistas e bandas, como vários artistas internacionais dos anos 80 de que gosto até hoje. Ouvir “Don’t stand so close to me ‘86”, “Invisible sun”, “Message in a bottle”, “Every breath you take” e “Walking on the moon” ficaram marcados em minha memória. É impressionante o efeito de eventos assim na sua vida, porque remetem a um tempo agradável, cujas lembranças você irá carregá-las.

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2. Phil Collins – Hello, I must be going!

Em 1989, meninas de oito anos de idade queriam comprar discos da Xuxa, mas eu ia contra a maré mesmo, porque achava música infantil muito boba e sem graça. Descobri esse disco do Phil Collins durante as aulas de dança que fazia na época, plantando uma semente para vôos musicais mais altos. Um ano depois, descobri o rock progressivo na minha vida por meio do Genesis e de um especial do extinto programa “Som Pop” da TV Cultura sobre o estilo de que mais gosto até hoje, especial esse que foi meu guia musical dentro do estilo ao longo dos anos 90, durante minha adolescência. Minhas músicas preferidas desse disco sempre foram as mais agitadas e mais ricas musicalmente, não as baladas, pelas quais ele é sempre lembrado pelas pessoas.

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3. Blur – Parklife

Bandas que evoluem musicalmente me atraem bastante. Era 1994, quando vi na MTV o clipe da faixa-título desse disco desta banda de brit-pop. Sempre fui apaixonada pela Inglaterra desde muito nova, e por meio das letras e da sonoridade, o Blur conseguia me transportar para lá, trazendo um retrato bem fiel da vida e dos costumes britânicos com um senso de humor tipicamente britânico, em faixas como a faixa-título, “Girls and boys”, “Bank holiday”, “London loves”. Posteriormente, partiram para um lado mais experimental em discos como “Blur” (1997) e “13” (1999), coisa que a arqui-rival Oasis nunca conseguiu com seu som mais do mesmo.

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4. Kraftwerk – Computer world

Música eletrônica para mim sempre esteve associada ao futuro, com aqueles sintetizadores e batidas eletrônicas, rompendo com os padrões. E o Kraftwerk sempre esteve à frente do seu tempo; quando penso que esse disco é de 1981 (ano em que nasci), fico pasma. Continua moderno em sua sonoridade e muito atual. E dá pra ser minimalista sem ser chato e pedante. Conheci a banda durante uma apresentação na escola em 1991, e aquelas melodias me chamaram a atenção imediatamente, mas levei anos para descobrir de quem era aquela música maravilhosa.

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5. Metallica – Metallica (The black album)

Esse mesmo primo que me introduziu Police gostava de heavy metal, de ouvir Ozzy e Iron Maiden, e aquela agitação era prato cheio para meus ouvidos. Mas levou um tempo para que sons mais pesados pudessem me agradar. Quando esse disco foi lançado, me lembro muito bem de como ele fez muito sucesso nos programas de videoclipes da época, e eu, nos meus 10,11 anos, curtia aquele som pesado, de menino (naquela época, eram poucas as meninas que curtiam sons como o deles), com guitarras pesadas e bateria descendo a lenha. Todos os singles desse disco eu curti muito, em especial “Wherever I may roam”, “Enter Sandman”, “Sad but true”, “The unforgiven”. Via os clipes da banda e já brincava de air guitar no quarto, pegando vassouras, como se estivesse no palco tocando.

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6. Rammstein – Mutter

O inglês é a língua oficial do rock, mas existem grupos que cantando em sua língua-materna é que se destacam, como é o caso dos alemães do Rammstein. Musicalmente, trazem uma mistura entre o rock industrial e o eletrônico bem característico da Alemanha, na medida certa para o meu gosto, com uma pegada interessante. O peso no som do Rammstein agradou em cheio a meus ouvidos, aliado a rispidez da língua alemã com seus sons guturais, que dão uma encorpada bastante interessante no som, sendo um diferencial.

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7. Porcupine Tree - In absentia

Por muitos anos, procurei bandas e mais bandas atuais que buscassem aquela inovação que as bandas de progressivo dos anos 70 trouxeram na época, mas a grande maioria delas me soava saudosista demais, muitas clonavam a sonoridade dos medalhões. Já o Porcupine Tree saía dessa linhagem e, mesmo sem uma música baseada em sintetizadores, trazia novos ares musicais para o estilo. A ambientação, as letras, os arranjos, a instrumentação... quem acha que o progressivo está morto está enganado! “Trains” e “The sound of muzak” são músicas que mostram esses novos caminhos progressivos que andei buscando por anos. E o novo disco deles, o “Fear of a Blank Planet” também é ótimo.

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8. King Crimson – Discipline

Robert Fripp é o cara que rompe com a postura de que todo guitarista precisa ser firuleiro se você é um virtuose, ao tocar sentado e com um semblante sério. Mas isso não lhe impede de ser um guitarrista inovador, com seus timbres particulares e peculiares com seu Frippertronics. “Discipline” é um disco que mostra que mesmo com o progressivo em baixa na mídia, não foi preciso apelar para deixar o som mais acessível, como ocorreu com vários artistas progressivos dos anos 70 durante os anos 80. Junto a Adrian Belew, Tony Levin e Bill Bruford, criou um disco poderoso. Ouvir as guitarras de “The sheltering sky”, criando a atmosfera sonora, o caos de “Frame by frame”. Dá pra ser punk com classe – “Indiscipline” neles.

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9. Armin van Buuren – Shivers

Música eletrônica para mim não é sinônimo de DJs, vai muito mais além, valorizo artistas que botam a mão na massa e produzem suas próprias músicas. O que me chamou a atenção neste produtor e DJ holandês de trance europeu foi as influências de Jean Michel Jarre e Vangelis (que ouvia quando pequena) em suas melodias e atmosfera musical, resultando num som que vai muito além de ser música para baladas, que realmente me faz entrar no meu estado de transe. Vejo muitas semelhanças entre o trance europeu e o rock progressivo em muitos aspectos, em termos de climas e potencial de viagem no som, mas musicalmente diferentes na sua criação.

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10. Mike Oldfield – Amarok

Nunca um artista me chamou tanto atenção musicalmente quanto o Mike Oldfield, devido à riqueza de estilos musicais que se encontra em sua carreira, sempre com sua marca registrada estampada na composição e instrumentação, característica que valorizo demais em um artista. Uma música de uma hora de duração que desafia o ouvinte, rica em texturas e atmosferas sonoras e estilos musicais coexistindo em harmonia, totalmente não-comercial em sua proposta. Gosto de músicas que demoram um tempo para podermos conhecer melhor sua essência, e “Amarok” é um ótimo exemplo disso. As pessoas normalmente associam Mike Oldfield a “Tubular bells”, a famosa música do filme “O Exorcista” e nada mais, o que é uma pena, visto que, dentro da cena progressiva, é um músico muito subestimado, tanto aqui no Brasil quanto lá fora. Como sua obra acaba refletindo um pouco de tudo que eu gosto musicalmente, é o músico por que tenho um carinho muito especial, meu músico preferido.


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