Leitura progressiva

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Leitura progressiva


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Para os músicos ou fãs que buscam uma literatura ou publicações que tratam do rock progressivo e de suas bandas, aqui está uma pequena lista de livros. Apesar de não ser muito extensa e de infelizmente a grande maioria das publicações serem importadas (quando não esgotadas), ainda são uma fonte eficiente para se obter boas informações sobre o estilo, por mais que a Internet tente provar o contrário. Aqui serão citadas apenas obras de referência ou que tratam especificamente das carreiras ou do desenvolvimento musical das bandas e artistas.

Guias gerais

Para quem procura livros que fazem uma análise critica do rock progressivo, podem ser citados os livros “Rocking the classics: English progressive rock and the counterculture” (1996) de Edward Macan, “The progressive rock files” (2000) de Jerry Luck, “Progressive rock reconsidered” (2001) de K. Holm-Hudson e “Radiografía del rock experimental” (2006) de Sergio Guillén Barrantes e Andrés Puente Gomez.

Boas informações acerca do estilo também podem ser encontrados em “History of rock music” do jornalista italiano Pierro Scaruffi, disponível na Internet em http://www.scaruffi.com/history/index.html.

Para quem busca guias de bandas e estilos, podem ser indicados o “Scented gardens of the mind” (2001) de Dag Erik Asbjornsen, “Essential mini-guide to progressive rock part I: past & present” (2006), o “The encyclopedia of Swedish progressive music” (2007) de Tobias Petterson, interessante para quem quer conhecer a produtiva cena sueca e o “La discographie du rock français” (1982) de Bernard Gueffier e Francis Grosse, para a cena francesa. Já a “Enciclopédia do rock progressivo” (1994, segunda edição lançada em 2005) de Leonardo Nahoum infelizmente perdeu muito do seu teor informativo, mas se mantém como a única publicação nacional confiável nesse formato.

Rock progressivo dos anos 70

Outra parte bem generosa em relação a publicações e livros são os ligados aos medalhões ou as bandas precursoras do estilo.

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Talvez o principal ícone progressivo, o Pink Floyd tem publicações de sobra acerca de sua carreira e de seus membros. De toda essa produção, destacam-se os livros “Saucerful of secrets” (1992) de Nicholas Schaffner, “Inside out” (2004) do baterista da banda Nick Mason, “Pigs might fly” (2007) de Mark Blake e “The dark side of the moon” (2006) de John Harris, esse último publicado no Brasil.

O Genesis, em especial sua aclamada fase progressiva (1970 a 1978), é um dos grupos prog que também possui variada bibliografia. “A live guide 1969-1975: play me my song” (2004) de Paul Russell, um detalhado guia do grupo ao vivo na fase Peter Gabriel (incluindo informações sobre os obscuros primeiros shows da banda) e o recente “Chapter and verse” (2007), um conjunto de entrevistas com alguns membros do grupo, podem servir como um bom começo para conhecer melhor a banda.

O Yes, com uma longa e conturbada história, é outro medalhão que recebeu considerável atenção e que possui extensa bibliografia. Para uma abordagem acerca da trajetória da banda, são indicados os livros “Perpetual change” (2001) de David Watkinson com prefácio de Rick Wakeman, “Close to the edge: The story of Yes” (2003) de Chris Welch, “The extraordinary world Of Yes” (2004) de Alan Farley e “Yes - uma rara música de quinteto” (1997) de Décio Estigarribia.

O trio Emerson Lake & Palmer possui duas boas publicações. “The show that never ends” (2001) de George Forrester, Martyn Hanson e Frank Askew e “Endless enigma” (2006) de Edward Macan.

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Já o King Crimson e seu líder Robert Fripp tiveram sua trajetória contada nos livros “Robert Fripp: from King Crimson to guitar craft” (1990) de Eric Tamm, disponível online em http://www.progressiveears.com/frippbook e “In the court of King Crimson” (2002) de Sid Smith. O ex-King Crimson, Uriah Heep, UK e atualmente Asia John Wetton teve sua carreira dissecada na biografia “My own time” (1997) de Kim Dancha.

O Van Der Graaf Generator recebeu uma detalhada atenção em “The book” (2005) de Jim Christopulos e Phil Smart e em “Peter Hammill & Van Der Graaf Generator: 1967-2006” (2007) de Marcelo Gobello.

O Jethro Tull possui o livro “Jethro Tull: a history of the band, 1968-2001” (2001) de Scott Allen Nollen, com prefácio do líder da banda Ian Anderson, e o trio canadense Rush foi retratado nos livros “Contents under pressure: 30 years of Rush” (2004) de Martin Popoff e em “Chemistry” (2006) de Jon Collins.

Um dos ícones do space rock, o Hawkwind, possui duas biografias, “Sonic assassins” (2004) de Ian Abrahams e o “The saga Of “Hawkwind”“ (2006) de Carol Clerk.

Rock progressivo pós-anos 70

Em relação ao principal ícone da cena neoprogressiva, o Marillion, sua história foi contada no livro “Marillion: separated out” (2002) de Jon Collins. A banda possui também uma extensa publicação online dedicada aos primeiros anos do grupo até a saída do vocalista Fish em 1988, “In shades of green trhough shades of blue: the story of Marillion with Fish” disponível em http://www.clausnygaard.dk/inshades.htm.

Progressivo italiano

A cena progressiva Italiana, uma das mais produtivas da Europa na primeira metade dos anos 70, também possui generosa bibliografia. Bons guias sobre a cena podem ser vistos nos livros “Il ritorno del pop italiano. Dal 1970 al 2000” (quinta edição, 2003) de Paolo Barotto e “Rock progressivo italiano” (1997, dois volumes) de Francisco Mirenzi.

Ícones progressivos do país também ganharam interessantes biografias. O PFM, por exemplo, teve sua história retratada em “Premiata Forneria Marconi: due volte nella vita” (1996) de Franz Di Ciocco e em “Premiata Forneria Marconi: 1971-2006. 35 anni di rock immaginifico” (2006) de Donato Zoppo, e o grupo Le Orme em “Storia e leggenda. Orme music” (2006) de Gian Trifiró e “Il mito, la storia, la leggenda” (2007) de Oronzo Balzamo.

Autobiografias

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Autobiografias muitas vezes são facas de dois gumes, pois se podemos ver a história de determinado artista em “primeira pessoa”, podemos ver também fatos e acontecimentos um tanto “maquiados” por seus autores, o que felizmente não é o caso dos tecladistas Rick Wakeman em “Say Yes” (1995) e Keith Emerson em “Pictures of an exhibitionist: from The Nice to Emerson Lake and Palmer” (2004), onde vemos dois relatos sinceros e irônicos de suas carreiras, sem muitas embromações.

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Já o multi-instrumentista Mike Oldfield em “Changeling: the autobiography of Mike Oldfield” (2007), apesar de passar um tanto batido ao analisar sua carreira nas décadas de 80 e 90, dá um generoso recorte do inicio de sua carreira e da sua chamada “fase de ouro”, entre 1973 e 1979.

O estranho e um tanto confuso “Gong dreaming 1: from Soft Machine to the birth of Gong” (2007) de Daevid Allen, serve mais como curiosidade e o “Real Frank Zappa book” (1990) é uma interessante pedida para conhecer o gênio norte-americano em suas próprias palavras.

Progressivo Eletrônico

Outra banda que recebeu considerável atenção foi o grupo alemão Kraftwerk. “Man, machine and music” (2004), de Pascall Bussy, é até o momento o trabalho que melhor conseguiu descrever a carreira da banda.

Já o “pai” e principal nome da musica ambiente, Brian Eno,teve sua carreira analisada em “Brian Eno: his music and the vertical color of sound” (1989) de Eric Tamm, disponibilizado online em http://www.erictamm.com/tammeno.html.

O tecladista francês Jean Michel Jarre ganhou uma interessante biografia em português, “O homem que faz a luz dançar” (2006) de Renato Mundt.

Avant-prog

“Soft Machine: Out-bloody-rageous” (2005) de Graham Bennett é uma interessante biografia que não só disseca o principal grupo de Canterbury, mas que mostra importantes informações acerca das bandas e do movimento oriundo dessa cidade inglesa em meados da decada de 60. O ex-Soft Machine e um dos mais prolíficos músicos dessa cena, Robert Wyatt, teve sua carreira analisada em “Wrong movements: a Robert Wyatt history” (1999) de Mike King.

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A cena Krautrock alemã foi discutida em duas publicações. Uma é o cultuado “Krautrocksampler” (1995) do critico inglês Julian Cope, uma espécie de guia de bolso que apresenta informações acerca da história da cena e das principais bandas que fizeram parte do movimento. Outro livro é o “Faust: stretch out time 1970-1975” (2006) de Andy Wilson, uma biografia que explica a história e o trabalho de um dos grupos mais cultuados desse cenário, o Faust.

Caindo para o jazz-rock e o fusion, uma boa pedida é o livro “Power, passion and beauty” (2005) de Walter Kolosky , que conta a história do Mahavishnu Orchestra e do seu líder John McLaughlin. “Demétrio Stratos: em busca da voz-música” (2002), de Janete El Haouli, traça o perfil e a biografia do talentoso líder do grupo Area, morto prematuramente em 1979.

Publicações nacionais

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Apesar de escasso existem livros publicados no Brasil acerca do progressivo. O precursor foi o “Rock progressivo” (1985), de Valdir Montanari, disponibilizado eletronicamente em http://www.universmusic.jor.br/livrorockprog.html. Já o “As obras-primas do rock progressivo” (2000), de Jeferson Pereira Araújo, possui boas informações, mas peca por uma analise regada a polêmicas e preconceitos. “A divina comédia dos Mutantes” (1994) de Carlos Calado é uma abrangente biografia do cultuado grupo que flertou com a MPB, a psicodelia e o progressivo.

Outros bons textos e artigos podem ser achados nos periódicos “Metamúsica”, “Clava do Som” e “Musical Box”, que dedicavam generosos espaços para o prog rock, mas que infelizmente saíram (há um bom tempo, aliás) de circulação.

Onde encontrar:

Muitas dessas publicações podem ser adquiridas em sítios de compras, tanto estrangeiros como na Amazon ou quanto em nacionais como na Livraria Cultura, ou em sítios especializados em rock progressivo. Uma busca ou encomendas em livrarias ou sebos também são boas pedidas para se tentar encontrar algumas publicações. E, claro, um pouco de sorte também pode ajudar em alguns casos.


Roberto Lopes, 29, é arquivista e moderador do Ummagumma, onde é conhecido como bobblopes. O Ummagumma é um fórum que procura discutir todas as vertentes do progressivo. Todos estão convidados a visitá-lo e discutir a música progressiva, desde os medalhões sinfônicos até as bandas mais experimentais.

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Sobre Roberto Lopes

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