Tradução - The Lamb Lies Down On Broadway - Genesis

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Tradução - The Lamb Lies Down On Broadway - Genesis

Traduzido por Wilson de Jesus Pereira Júnior

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Gravado e lançado em 1974, "The Lamb Lies Down On Broadway" é o sexto álbum de estúdio da banda e o último com o vocalista Peter Gabriel. O álbum conta a história surreal de um delinqüente juvenil porto-riquenho chamado Rael, que vivia em Nova York. Ele é sugado para uma 'dimensão alternativa' cheia de criaturas bizarras e perigos atemorizantes, no intento de resgatar seu irmão John. Muitas das histórias e dos lugares narrados vieram dos sonhos de Peter Gabriel, e o nome do protagonista é uma brincadeira com seu sobrenome. E as canções, individualmente, também fazem alusões satíricas a tudo, da mitologia à revolução sexual, da propaganda ao consumismo (Fonte: Wikipédia).

Imagem

Ao término da tradução das letras do disco, encontra-se disponível também a tradução na íntegra da história. No site do artista gráfico Herb Leonhard é possível encontrar imagens que ilustram as histórias narradas neste álbum.

Colaboração e revisão: Fernando P. Silva

THE LAMB LIES DOWN ON BROADWAY

And the lamb lies down on Broadway

Early morning Manhattan
Ocean winds blow on the land
The Movie-Palace is now undone
The all-night watchmen have had their fun
Sleeping cheaply on the midnight show
It's the same old ending-time to go
Get out!
It seems they cannot leave their dream
There's something moving in the sidewalk steam

And the lamb lies down on Broadway

Nighttime's flyers feel their pains
Drugstore takes down the chains
Metal motion comes in bursts
But the gas station can quench that thirst
Suspension cracked on unmade road
The trucker's eyes read 'Overload'
And out on the subway
Rael Imperial Aerosol Kid
Exits into daylight, spraygun hid

And the lamb lies down on Broadway.

The lamb seems right out of place
Yet the Broadway street scene
Finds a focus in its face
Somehow it's lying there
Brings a stillness to the air
Though man-made light
At night is very bright
There's no whitewash victim
As the neons dim, to the coat of white
Rael Imperial Aerosol Kid
Wipes his gun - he's forgotten what he did

And the lamb lies down on Broadway.

Suzanne tired her work all done
Thinks money-honey-be on-neon
Cabman's velvet glove sounds the horn
And the sawdust king spits out his scorn
Wonder women draw your blind!
Don't look at me! I'm not your kind
I'm Rael!
Something inside me has just begun
Lord knows what I have done

And the lamb lies down on Broadway
On Broadway-
They say the lights are always bright on Broadway
They say there's always magic in the air

O CORDEIRO JAZ NA BROADWAY

E o cordeiro jaz na Broadway

Início da manhã em Manhattan
Os ventos do Oceano sopram sobre a ilha
O Movie-Palace (1) está desmontado agora
Os vigilantes noturnos tiveram sua diversão
Dormindo descaradamente no espetáculo da meia-noite
É o mesmo velho final a acontecer
Saiam!
Parece que eles não podem deixar os seus sonhos
Há algo se movendo na boca-de-lobo

E o cordeiro jaz na Broadway

Voadores noturnos sentem suas dores
A drogaria derruba as proibições
O movimento do metal entra em estouro
Mas o posto de gasolina pode extinguir aquela sede
A suspensão rachou em uma estrada esburacada
Os olhos do caminhoneiro leram 'Sobrecarga’
E lá fora no metrô
Rael a Criança Aerossol Imperial
Sai para a luz do dia, revólver de spray escondido

E o cordeiro jaz na Broadway.

O cordeiro parece bem fora do seu lugar
Contudo a cena de rua da Broadway
Descobre um enfoque em seu olhar
De alguma maneira ele está lá parado
Traz uma quietude para o ar
Embora a luz seja artificial
À noite é muito claro
Não há falsa vítima
Enquanto os néons escurecem, ao paletó de branco
Rael a Criança Aerossol Imperial
Limpa sua arma - ele esqueceu o que ele fez

E o cordeiro jaz na Broadway.

Suzanne cansada, seu trabalho está terminado
Pensa (que) dinheiro, querida, está no néon
A luva de veludo do taxista soa a buzina
E o rei da serragem cospe seu desprezo
Magníficas mulheres puxam sua cortina!
Não me olhe! Eu não sou do seu tipo
Eu sou Rael!
Algo dentro de mim há pouco despertou
O Senhor sabe o que eu fiz

E o cordeiro jaz na Broadway
Na Broadway -
Dizem que as luzes são sempre luminosas na Broadway
Dizem que sempre há magia no ar

(1) Movie Palace é uma referência aos grandes prédios de cinema construídos entre as décadas de 1910 e 1940. A palavra "Palace" (palácio) é usada no lugar de "Theater" (teatro), originalmente "Movie Theater", para designar a suntuosidade, elegância, exotismo e luxuosidade desses lugares em vista dos prédios de cinema 'comuns' ou mais populares. Hoje o termo "movie palace" é utilizado como referência a esses grandes cinemas das décadas de 1910 a 1940, contrastando com os modernos Multiplex.

FLY ON A WINDSHIELD

There's something solid forming in the air
The wall of death is lowered in Times Square
No-one seems to care
They carry on as if nothing was there
The wind is blowing harder now
Blowing dust into my eyes
The dust settles on my skin
Making a crust I cannot move in
And I'm hovering like a fly
Waiting for the windshield on the freeway

MOSCA EM UM PÁRA-BRISA

Há algo sólido se formando no ar
O paredão da morte é abaixado em Times Square (1)
Ninguém parece se preocupar
Eles prosseguem como se nada estivesse lá
O vento está soprando mais forte agora
Soprando poeira em meus olhos
O pó se assenta em minha pele
Criando uma crosta e eu não posso me mover
E eu estou pairando como uma mosca
Esperando pelo pára-brisa na auto-estrada

(1) Times Square é um famoso bairro de Nova York, localizado na região de Manhattan. É uma área comercial, onde quaisquer prédios são obrigados a permitirem a instalação de painéis luminosos para propaganda. Em Times Square está localizada a NASDAQ, uma das principais bolsas de valores do mundo, bem como os famosos estúdios da MTV.

BROADWAY MELODY OF 1974

Echoes of the Broadway Everglades
With her mythical madonnas
Still walking in their shades:
Lenny Bruce declares a truce
And plays his other hand
Marshall McLuhan, casual viewin'
Head buried in the sand
Sirens on the rooftops wailing
But there's no ship sailing
Groucho, with his movies trailing
Stands alone with his punchline failing
Klu Klux Klan serve hot soul food
And the band plays 'In the Mood'
The cheerleader waves her cyanide wand
There's a smell of peach blossom
And bitter almond
Caryl Chessman sniffs the air
And leads the parade, he know in a scent
You can bottle all you made
There's Howard Hughes
In blue suede shoes, smiling at the majorettes
Smoking Winston Cigarettes
And as the song and dance begins
The children play at home with needles;
Needles and pins.

MELODIA DA BROADWAY DE 1974

Ecos dos Pântanos da Broadway
Com sua mística madonnas (1)
Ainda caminhando em suas sombras:
Lenny Bruce (2) declara uma trégua
E joga a sua outra mão
Marshall McLuhan (3), vestido casualmente
Enterra a cabeça na areia
Sirenes no teto tocando
Mas não há nenhum navio velejando
Groucho (4), com suas trilhas do cinema
Está sozinho com seu final de piada sem graça
A Klu Klux Klan (5) serve alma quente como comida
E a banda toca 'Com Vontade'
A líder da torcida abana sua varinha de cianeto
Há um cheiro de flor de pêssego florescendo
E amêndoa amarga
Caryl Chessman (6) cheira o ar
E conduz a parada, ele conhece em um faro
Você pode engarrafar tudo que você fez
Há o Howard Hughes (7)
De sapatos de camurça azul, sorrindo às balizadoras (8)
Fumando cigarros Winston (9)
E enquanto a canção e a dança começam
As crianças brincam em casa com agulhas;
Agulhas e alfinetes.

(1) Madonnas = Imagem da Virgem Maria.

(2) Lenny Bruce = Pseudônimo de Leonard Alfred Schneider (13/10/1925 - 03/08/1966), foi um controverso comediante entre os anos 50 e 60. Foi preso várias vezes por obscenidades e porte de drogas.

(3) Marshall McLuhan = Herbert Marshall McLuhan nasceu a 21 de Julho de 1911, em Edmonton, Canadá. Começou por estudar Engenharia, na Universidade de Manitoba, em 1932, mas acabou por se formar em Literatura Inglesa, em 1934. Lecionou na Universidade de Wisconsin, entre 1936 e 1937. Fez o mestrado em Cambridge, em 1939, e doutorou-se, em 1943, com uma tese sobre o autor satírico inglês Thomas Nashe. McLuhan introduz as frases o impacto sensorial, o meio é a mensagem e aldeia global como metáforas para a sociedade contemporânea, ao ponto de se tornarem parte da nossa linguagem do dia-a-dia. É considerado um dos maiores teóricos da comunicação do século XX.
(4) Groucho = Groucho Marx, pseudônimo de Julius Henry Marx (02/10/1890 -19/08/1977), foi um comediante estadunidense. Filho de um alfaiate que jamais usava fita métrica, ele preferiu seguir o caminho da família de sua mãe, o avô era mágico e a avó tocava harpa. Acabou indo para o teatro de comédia junto com seus três irmãos. Trabalhou no grupo Marx Brothers (irmãos Marx). Ele se caracterizou pela irreverência, pelo inesperado e pelo humor inteligente. Fez 14 filmes e o último foi "Skidoo Se Faz a Dois" em 1969. Morreu aos 86 anos, vítima de uma pneumonia.
(5) Klu Klux Klan (também conhecida como KKK) é o nome de várias organizações racistas dos Estados Unidos que apóiam a supremacia branca e o protestantismo (padrão conhecido também como WASP) em detrimento a outras religiões. A KKK, em seu período mais forte, foi localizada principalmente na região sul de tal país.

(6) Caryl Chessman = Um prisioneiro condenado à morte em 1948 e executado em 1960. Escreveu livros sobre a câmara de gás da prisão de San Quentin, Califórnia, na qual se usavam cápsulas concentradas de cianureto (cianeto) dissolvido em ácido, liberando vapores letais.

(7) Howard Hughes = Howard Robard Hughes Jr. (1905-1976) foi um grande intelectual do século XX e uma das pessoas mais ricas do mundo. Nascido no Texas, foi uma das figuras mais envolventes desse período. Apesar de Engenheiro, Produtor de Filmes e um sábio Industrial, sua paixão pela Aviação se sobressaía.

(8) Marjorettes = Balizadoras. Pessoas que, em desfiles cívicos ou esportivos, vão à frente da banda de música abrindo a marcha e em geral fazendo evoluções acrobáticas e demonstrações de destreza.

(9) Os cigarros Winston são fabricados pela companhia de tabaco R.J. Reynolds. A marca foi introduzida no mercado em 1954 e tornou-se uma das mais vendidas nos Estados Unidos, graças em parte ao slogan “Winston é sinônimo de bom gosto como todo cigarro deve”.

CUCKOO COCOON

Wrapped up in some powdered wool
I guess I'm losing touch
Don't tell me I'm dying
'cos I ain't changed that much

The only sound is water drops
I wonder where the hell I am
Some kind of jam?
Cuckoo Cocoon have I come to
Too soon for you?
There's nothing I can recognize;
This is nowhere that I've known

With no sign of life at all
I guess that I'm alone
And I feel so secure that I know
This can't be real but I feel good

Cuckoo cocoon have I come to
Too soon for you?
I wonder if I'm a prisoner locked up
In some Brooklyn jail

Or some sort of Jonah
Shut up inside the whale
No - I'm still Rael and I'm stuck
In some kind of cave
What could've saved me?
Cuckoo cocoon have I come to
Too soon for you?

CASULO DO CUCO

Coberto por algum tipo de lã pulverizada
Eu acho que estou perdendo o tato
Não me diga que estou morrendo
Porque eu não mudei tanto

O único som é o de gotas d’água
Eu imagino onde diabos eu estou
Algum tipo de enrascada?
Casulo do cuco eu cheguei
Cedo demais para você?
Não há nada que eu possa reconhecer;
Este não é nenhum lugar que eu tenha conhecido

Sem sinal de vida enfim
Acho que estou só
E me sinto tão seguro que eu sei (que)
Isto não pode ser real, mas me sinto bem

Casulo do cuco eu cheguei
Cedo demais para você?
Eu pergunto se eu sou um prisioneiro trancafiado
Em alguma prisão do Brooklyn

Ou alguma espécie de Jonas (1)
Aprisionado dentro da baleia
Não - Eu ainda sou Rael e estou preso
Em algum tipo de caverna
O que poderia me ter salvado?
Casulo do cuco eu cheguei
Cedo demais para você?

(1) Jonas e a Baleia = Jonas (do hebraico yõnãh, "pomba", pelo grego e, posteriormente pelo latim Ionas) foi um profeta israelita da Tribo de Zebulão, filho de Amitai, natural Gete-Héfer. Profetizou durante o reinado de Jeroboão II, Rei de Israel Setentrional. (II Reis 14:25; Jonas 1:1) Crê-se que tenha sido o escritor do livro bíblico do Antigo Testamento que leva o seu nome. Jonas é comissionado pelo Deus de Israel para ir a Nínive, capital da Assíria. A sua missão era admoestar os assírios que devido a sua crueldade e ao muito derramamento de sangue, iriam sofrer a ira Divina se não se arrependessem dentro de quarenta dias. Os assírios eram famosos, por exemplo, por decapitar os povos vencidos, fazendo pirâmides com seus crânios. Crucificavam ou empalavam os prisioneiros, arrancavam seus olhos e os esfolavam vivos. Temendo pela sua vida, Jonas foge rumo a Társis, no SE da Península Ibérica (na moderna região da Andaluzia). Situa-se a aproximadamente três mil e quinhentos quilômetros do porto de Jope (a moderna Tel Aviv-Yafo). Segundo o relato bíblico, durante a viagem acontece uma violenta tempestade. Esta só acaba quando Jonas é lançado ao mar. Ele é engolido por um "grande peixe (em grego këtos)" (Jonas 1:17) e no seu estômago, passa três dias e três noites. Sentindo-se como se estivesse sepultado, nesta situação arrependido reconsidera a sua decisão. Tendo se arrependido, é vomitado pelo "grande peixe" numa praia e segue rumo a Nínive.

IN THE CAGE

There's sunshine in my stomach
Like I just rocked my baby to sleep
There's sunshine in my stomach
And I can't keep me from creeping sleep
Sleep, deep in the deep
Rockface moves to press my skin
White liquids turn sour within
Turn fast-turn sour
Turn sweat-turn sour
Must tell myself that I'm not here
I'm drowning in a liquid fear
Bottled in a strong compression
My distortion shows obsession
In the cave
Get me out of this cave!
If I keep my self-control
I'll be safe in my soul
And the childhood belief
Brings a moment's relief
But my cynic soon returns
And the lifeboat burns
My spirit just never learns
Stalactites, stalagmites
Shut me in, lock me tight
Lips are dry, throat is dry
Feel like burning
Stomach churning
I'm dressed up in a white costume
Padding out leftover room
Body stretching, feel the wrenching
In the cage
Get me out of this cage!

In the glare of a light
I see a strange kind of sight;
Of cages joined to form a star
Each person can't go very far;
All tied to their things
They are netted by their strings
Free to flutter in memories
Of their wasted wings
Outside the cage I see my Brother John
He turns his head so slowly round.
I cry out help! Before he can be gone
And he looks at me without a sound
And I shout 'John please help me!'
But he does not even want to try to speak.
I'm helpless in my violent rage
And a silent tear of blood
Dribbles down his cheek
And I watch him turn away and leave the cage
My little runaway
In a trap, feel a strap
Holding still. Pinned for kill
Chances narrow that I'll make it
In the cushioned straight-jacket
Just like 22nd Street
When they got me by my neck and feet
Pressures building
Can't take any more
My headaches charge
My earaches roar
In the pain
Get me out of this pain
If I could change to liquid
I could fill the cracks up in the rock
But I know that I am solid
And I am my own bad luck
But outside John disappears
And my cage dissolves
And without any reason my body revolves
Keep on turning
Keep on turning
Turning around
Spinning around

NA GAIOLA

Há alegria em meu estômago
Como se eu acabara de embalar meu bebê para dormir
Há alegria em meu estômago
E eu não consigo resistir a esse sono rastejante
Durma, profundo no fundo
A frente da rocha se move apertando minha pele
Líquidos brancos se coagulam
Transformam-se rápido - tornam-se coagulados
Tornam-se frescos - de volta coagulados
Tenho que dizer a mim mesmo que não estou aqui
Estou me afogando em um líquido medonho
Engarrafado em uma forte compressão
Minha distorção mostra obsessão
Na caverna.
Tire-me desta caverna!
Se eu mantiver meu autocontrole
Eu estarei seguro em minha alma
E a convicção da infância
Trará o alívio por um momento
Mas o meu lado cínico logo volta
E o barco salva-vidas se queima
Meu espírito nunca aprende
Estalactites, estalagmites
Fecham-me, trancam-me firmemente
Lábios estão secos, a garganta está seca
Sinto-me como se estivesse queimando
Estômago roncando
Eu estou vestido a rigor em uma fantasia branca
Fechando a saída da sala
Corpo estirado, sinto a violência
Na jaula
Tire-me desta jaula!

No clarão de uma luz
Eu tenho uma estranha visão;
De jaulas unidas formando uma estrela
Cada pessoa não pode ir muito distante;
Todos amarrados às suas coisas
Eles estão ligados pelos seus fios
Livre para adejar em recordações
De suas asas perdidas
Fora da jaula eu vejo meu Irmão John
Ele vira sua cabeça bem lentamente
Eu clamo ajuda! Antes que ele possa ir embora
E ele me olha sem uma resposta
E eu grito ‘John, por favor, me ajude!’
Mas ele nem mesmo quer tentar falar
Eu estou acuado em minha ira violenta
E uma lágrima silenciosa de sangue
Escorre por sua bochecha
E eu o assisto se virar e deixar a jaula
Meu pequeno fugitivo
Em uma armadilha, sinto uma correia
Segurando firme. Fixada para a matança
Chances reduzidas para que eu consiga
Na jaqueta-lisa almofadada
Exatamente como na 22ª Rua
Quando me pegaram pelo pescoço e pés
A compressão está aumentando
Não posso mais agüentar
Minha enxaqueca ataca
Minhas dores de ouvido rugem
Na dor
Tire-me desta dor
Se eu pudesse me tornar líquido
Eu poderia encher as rachaduras pela rocha
Mas eu sei que eu sou sólido
E eu sou minha própria má sorte
Mas lá fora John desaparece
E minha jaula se dissolve
E sem qualquer razão meu corpo revolve
Continua virando
Continua virando
Se virando
Girando ao redor

THE GRAND PARADE
OF LIFELESS PACKAGING

"The last great adventure left to mankind"
-Screams a drooping lady
Offering her dreamdolls
At less than extortionate prices
And as the notes and coins are taken out
I'm taken in, to the factory floor

For the Grand Parade of Lifeless Packaging
-All ready to use
The Grand Parade of Lifeless Packaging
-Just need a fuse

Got people stocked in every shade
Must be doing well with trade
Stamped, addressed, in odd fatality
That evens out their personality
With profit potential marked by a sign
I can recognize some of the production line
No bite at all in labour bondage
Just wrinkled wrappers or human bandage

The Grand Parade of Lifeless Packaging
-All ready to use
It's the Grand Parade of Lifeless Packaging
-Just need a fuse

The hall runs like clockwork
Their hands mark out the time
Empty in their fullness
Like a frozen pantomime
Everyone's a sales representative
Wearing slogans in their shrine
Dishing out failsafe superlative
Brother John is No. 9.

For the Grand Parade of Lifeless Packaging
-All ready to use
It's the Grand Parade of Lifeless Packaging
-Just need a fuse

The decor on the ceiling
Has planned out their future day
I see no sign of free will
So I guess I'll have to pay
Pay my way
For the Grand Parade.

For the Grand Parade of Lifeless Packaging
-All ready to use
The Grand Parade of Lifeless Packaging
-Just need a fuse

O GRANDE DESFILE
DOS PACOTES INANIMADOS

“A última grande aventura restante à humanidade”
-Grita uma senhora se inclinando
Ofertando suas bonecas de sonhos
Por nada menos que preços extorsivos
E enquanto as notas e as moedas são pegas
Eu sou levado, para o pavimento da fábrica

Para o Grande Desfile dos Pacotes Inanimados
-Todos prontos para usar
O Grande Desfile dos Pacotes Inanimados
-Só precisa de um fusível

Temos pessoas estocadas em todos os tons
Devemos atender bem a clientela
Timbrado, endereçado, em caso de inesperada fatalidade
Isso desiguala a personalidade deles
Com potencial de lucro marcado por um sinal
Eu posso reconhecer alguns da linha de produção
Nenhuma refeição enfim na escravidão do trabalho
Apenas envolturas enrugadas ou ataduras de humano

O Grande Desfile dos Pacotes Inanimados
-Todos prontos para usar
O Grande Desfile dos Pacotes Inanimados
-Só precisa de um fusível

O salão trabalha como o mecanismo de um relógio
Suas mãos marcam o tempo
Vazias em sua abundância
Como uma pantomima congelada
Todo mundo é um representante de vendas
Vestindo slogans em seu santuário
Servindo propaganda enganosa
Irmão John é o Número 9.

Para o Grande Desfile de Pacotes Inanimados
-Todos prontos para usar
É o Grande Desfile de Pacotes Inanimados
-Só precisa de um fusível

A decoração no teto
Planejou o dia futuro deles
Eu não vejo nenhum sinal de livre arbítrio
Então eu acho que terei que pagar
Pagar do meu modo
Pelo Grande Desfile.

Pelo Grande Desfile de Pacotes Inanimados
-Todos prontos para usar
O Grande Desfile de Pacotes Inanimados
-Só precisa de um fusível

BACK IN N.Y.C.

I see faces and traces of home back
In New York City
So you think I'm a tough kid?
Is that what you heard?
Well I like to see some action
And it gets into my blood.
They call me the trail blazer-Rael-electric razor
I'm the pitcher in the chain gang
We don't believe in pain
'cos we're only as strong
As the weakest link in the chain
Let me out of Pontiac
When I was just seventeen
I had to get it out of me
If you know what I mean, what I mean

You say I must be crazy
'cos I don't care who I hit, who I hit

But I know it's me that's hitting out
And I'm not full of shit
I don't care who I hurt
I don't care who I do wrong
This is your mess I'm stuck in
I really don't belong
When I take out my bottle
Filled up high with gasoline
You can tell by the night fires
Where Rael has been, has been

As I cuddled the porcupine
He said I had none to blame, but me
Held my heart, deep in hair
Time to shave, shave it off, it off
No time for romantic escape
When your fluffy heart is ready for rape. No!

Off we go
You're sitting in your comfort
You don't believe I'm real
You cannot buy protection
From the way that I feel
Your progressive hypocrites hand out their trash
But it was mine in the first place
So I'll burn it to ash.
And I've tasted all the strongest meats
And laid them down in coloured sheets
Who needs illusion of love and affection
When you're out walking the streets
With your mainline connection?

As I cuddle the porcupine
He said I had none to blame, but me
Held my heart, deep in hair
Time to shave, shave it off, it off
No time for romantic escape
When your fluffy heart is ready for rape. No!

DE VOLTA A N.Y.C.

Eu vejo faces e rastros de casa
De volta a Nova Iorque
Então você acha que sou uma criança dura, é?
É isto o que você ouviu?
Bem, eu gosto de ver algum tipo de ação
E isso tá no meu sangue.
Me chamam de desbravador-Rael-navalha elétrica
Eu sou o líder da turma de detentos
Nós não acreditamos em dor
Porque somos apenas tão fortes
Quanto o elo mais fraco da corrente
Deixaram-me sair de Pontiac
Quando eu tinha apenas dezessete
Eu tive que tirar isto de mim
Se você sabe o que quero dizer, o que quero dizer.

Você diz que eu devo estar louco
Pois não me preocupo em quem eu bato, quem eu bato

Mas sei que sou eu que estou batendo
E não tenho merda na cabeça.
Eu não me preocupo com quem eu machuco
Eu não me preocupo com quem eu prejudico
É por sua culpa que estou preso
Eu realmente não faço parte
Quando tirar minha garrafa
Cheia de gasolina
Você pode dizer pelos fogos da noite
Onde Rael esteve, esteve

Enquanto eu abracei o porco-espinho
Ele disse que eu não tinha nada a culpar, exceto a mim
Segurou meu coração, profundamente pelo cabelo
Hora de cortá-lo, raspá-lo.
Não há tempo para fuga romântica
Quando seu coração peludo está pra ser saqueado. Não!

Aí vamos nós
Você está sentado em seu conforto
Não acredita que sou real
Você não pode comprar proteção
Do modo que me sinto
Seus hipócritas progressivos entregam o lixo deles
Mas era meu em primeiro lugar
Então eu queimarei em cinza.
E eu provei todas as carnes mais fortes
E deitei-as em folhas coloridas
Quem precisa da ilusão de amor e afeto
Quando você está caminhando nas ruas

Com sua conexão de linha principal?
Enquanto eu abracei o porco-espinho
Ele disse que eu não tinha nada a culpar, exceto a mim
Segurou meu coração, profundamente pelo cabelo
Hora de cortá-lo, raspá-lo
Não há tempo para fuga romântica
Quando seu coração peludo está pra ser saqueado. Não!

HAIRLESS HEART

(Instrumental)

CORAÇÃO CALVO

(Instrumental)

COUNTING OUT TIME

I'm counting out time
Got the whole thing down by numbers
All those numbers!
Give my guidance!
Oh Lord I need that now
The day of judgement's come
And you can bet that I've been resting
For this testing
Digesting every word the experts say
Erogenous zones I love you
Without you, what would a poor boy do?
Found a girl I wanted to date
Thought I'd better get it straight
Went to buy a book before it's too late
Don't leave nothing to fate
And I have studied every line
Every page in the book
And now I've got the real thing here
I'm gonna take a look, take a look.
This is Rael!
I'm counting out time
Hoping it goes like I planned it
'cos I understand it.
Look! I've found the hotspots, Figs 1-9.

-Still counting out time
Got my finger on the button
"Don't say nuttin-just lie there still
And I'll get you turned on just fine."
Erogenous zones I love you
Without you, what would a poor boy do?
Touch and go with 1-6
Bit of trouble in zone No. 7
Gotta remember all of my tricks
There's heaven ahead in No. 11!
Getting crucial responses
With dilation of the pupils.
"Honey, get hip!
It's time to unzip, to unzip. Whipee!"
-Move over Casanova-
I'm counting out time
Reaction none to happy
Please don't slap me
I'm a red blooded male
And the book said I could not fail

I'm counting out time
I got unexpected distress from my mistress
I'll get my money back
From the bookstore right away
Erogenous zones I question you
Without you, what would a poor boy do?
Without you, mankind handkinds thru' the blues

CONTANDO O TEMPO

Eu estou contando o tempo
Fazendo a coisa toda através de números
Todos aqueles números!
Dê o meu guia!
Oh Senhor, eu preciso dele agora
O dia do julgamento chegou
E você pode apostar que eu estava me concentrando
Para esta prova
Digerindo toda palavra que os entendidos dizem
“Zonas Erógenas” (1) eu amo vocês
Sem vocês, o que faria um pobre menino?
Encontrei uma menina que eu quis marcar um encontro
Pensei que seria melhor pegá-la corretamente
Fui comprar um livro antes que fosse muito tarde
Não deixe nada para amanhã.
E eu estudei cada linha
Todas as páginas do livro
E agora eu tenho a coisa real aqui
Eu vou dar uma olhada, dar uma olhada
Este é Rael!
Eu estou contando o tempo
Espero que ocorra como eu planejei
Porque eu entendo disto.
Olhe! Eu achei os pontos excitantes, Figuras 1-9.

-Ainda contando o tempo
Estou com meu dedo no botão
“Não diga nada-apenas continue deitada aí parada
E eu a farei ficar bem melhor."
“Zonas Erógenas” eu amo vocês.
Sem vocês, o que faria um pobre menino?
Toque e continue com 1-6.
Um pouco de dificuldade na zona No. 7.
Tenho que me lembrar de todos os meus truques
Há o paraíso à frente no N° 11!
Tendo respostas cruciais
Com atraso dos alunos
"Docinho, pegue no quadril!
É hora de abrir o zíper. Whipee!”
-Chega pra lá, Casanova-
Eu estou contando o tempo
Reação nenhuma para a felicidade
Por favor não me bofeteie
Eu sou um macho de sangue vermelho
E o livro disse que eu não podia falhar

Eu estou contando o tempo
Eu obtive uma angústia inesperada de minha amante
Eu pegarei meu dinheiro
Imediatamente de volta da livraria
“Zonas Erógenas”, eu questiono vocês
Sem vocês, o que faria um pobre menino?
Sem vocês, a humanidade se entregaria pela tristeza

(1) Zonas Erógenas = Este é o nome do livro que o personagem Rael recorre em seu “flashback” de sua primeira relação sexual.

THE CARPET CRAWLERS

There is lambswool under my naked feet
The wool is soft and warm
-gives off some kind of heat.
A salamander scurries into flame
To be destroyed
Imaginary creatures are trapped
In birth on celluloid
The fleas cling to the golden fleece
Hoping they'll find peace.

Each thought and gesture
Are caught in celluloid
There's no hiding in my memory
There's no room to void
The crawlers cover the floor
In the red ochre corridor
For my second sight of people
They've more lifeblood than before

They're moving in time
To a heavy wooden door
Where the needle's eye is winking
Closing in on the poor.
The carpet crawlers heed their callers:
"We've got to get in to get out
We've got to get in to get out."

There's only one direction in the faces that I see
It's upward to the ceiling
Where the chambers said to be.
Like the forest fight for sunlight
That takes root in every tree
They are pulled up by the magnet
Believing that they're free
The carpet crawlers heed their callers:
"We've got to get in to get out
We've got to get in to get out."

Mild mannered supermen
Are held in kryptonite
And the wise and foolish virgins
Giggle with their bodies glowing bright
Through a door a harvest feast
Is lit by candlelight
It's the bottom of a staircase
That spirals out of sight
The carpet crawlers heed their callers:
"We've got to get in to get out
We've got to get in to get out."

The porcelain mannequin
With shattered skin fears attack
The eager pack lift up their pitchers
They carry all they lack.

The liquid has congealed
Which has seeped out through the crack
And the tickler takes his stickleback
The carpet crawlers heed their callers:
"We've got to get in to get out
We've got to get in to get out."

OS RASTEJANTES DO TAPETE

Há lã debaixo de meus pés descalços.
A lã é suave e quente
-Dá um tipo de calor.
Uma lagarta corre para dentro da chama
Para ser destruída
Criaturas imaginárias são apanhadas
Nascendo em celulóides.
As pulgas agarram-se à lã dourada
Crentes de que encontrarão paz.

Cada pensamento e gesto
São pegos em celulóides
Não há esconderijo em minha memória
Não há nenhum quarto para desocupar
Os rastejantes cobrem o chão
Do corredor vermelho ocre.
Pela minha intuição das pessoas
Elas têm mais alma que antes.

Eles estão se movendo no tempo
Para uma porta pesada de madeira
Onde o olho da agulha está piscando
Focando os miseráveis.
Os rastejantes do tapete atendem seus invocadores:
“Nós temos que entrar para sair
Nós temos que entrar para sair".

Há só uma direção nos rostos que eu vejo
É lá em cima no teto
Onde é dito que as câmaras estão.
Como a luta na floresta pela luz do sol
Que leva raiz em cada árvore
Eles são puxados pelo imã
Acreditando que estão livres
Os rastejantes do tapete atendem seus invocadores:
“Nós temos que entrar para sair
Nós temos que entrar para sair".

Super-homens amavelmente educados
Estão presos em criptonita
E as sábias e tolas virgens
Riem à toa com seus corpos ardentes brilhantes.
Por uma porta, um grande banquete
É iluminado por luz de vela
É o fundo de uma escada
Que espirala até onde não se enxerga mais.
Os rastejantes do tapete atendem seus invocadores:
“Nós temos que entrar para sair
Nós temos que entrar para sair".

O manequim de porcelana
De pele rachada teme o ataque
O bando ávido levanta os seus cântaros
Levam tudo que necessitam.

O líquido congelou
O qual vazou pela rachadura
E o gozador fisga seu esgana-gata (1)
Os rastejantes do tapete atendem seus invocadores:
"Nós temos que entrar para sair
Nós temos que entrar para sair".

(1) Stickleback = (Gasterosteus aculeatus). Espécie de peixe, em português denominado “esgana-gata”.

THE CHAMBER OF 32 DOORS

At the top of the stairs
There's hundreds of people
Running around to all the doors
They try to find themselves an audience
Their deductions need applause
The rich man stands in front of me
The poor man behind my back
They believe they can control the game
But the juggler holds another pack.

I need someone to believe in
Someone to trust
I need someone to believe in
Someone to trust
I'd rather trust a countryman
Than a townsman
You can judge by his eyes
Take a look if you can
He'll smile through his guard
Survival trains hard
I'd rather trust a man
Who works with his hands
He looks at you once
You know he understands
Don't need any shield
When you're out in the field.
But down here
I'm so alone with my fear
With everything that I hear
And every single door
That I've walked through
Brings me back here again
I've got to find my own way
The priest and the magician
Singing all the chants that they have ever heard
They're all calling out my name
Even academics, searching printed word
My father to the left of me
My mother to the right
Like everyone else they're pointing
But nowhere feels quite right

And I need someone to believe in
Someone to trust
I need someone to believe in
Someone to trust
I'd rather trust a man
Who doesn't shout what he's found
There's no need to sell
If you're homeward bound
If I chose a side
He won't take me for a ride
Back inside
This chamber of so many doors
I've nowhere to hide
I'd give you all of my dreams
If you'd help me
Find a door
That doesn't lead me back again
-Take me away

A CÂMARA DE 32 PORTAS

No topo das escadas
Há centenas de pessoas
Correndo por todas as portas.
Eles tentam achar para eles uma audiência
Suas deduções precisam de aplauso
O homem rico se mantém à minha frente
O homem pobre atrás de mim
Eles acreditam que podem controlar o jogo
Mas o malabarista domina outro bando

Eu preciso de alguém em quem acreditar
Alguém para confiar
Eu preciso de alguém em quem acreditar
Alguém para confia.
Eu confiaria mais em um caipira
Do que em um homem da cidade
Você pode julgar pelos olhos dele
Dê uma olhada se você puder
Ele rirá através da guarda dele
Árduo treino de sobrevivência
Eu confiaria mais em um homem
Que trabalha com suas mãos
Ele te olha uma vez
Você sabe que ele entende
Não precisa de qualquer proteção
Quando você sai pelo campo
Mas aqui embaixo
Eu estou tão só com meu medo
Com tudo o que eu ouço
E cada uma das portas
Pelas quais eu atravesso
Traz-me aqui novamente
Eu tenho que achar o meu próprio caminho
O padre e o mágico
Cantando todos os cantos que eles jamais ouviram
Todos estão chamando meu nome
Até mesmo acadêmicos, procurando palavra publicada
Meu pai à minha esquerda
Minha mãe à direita
Como se todos os outros estivessem apontando
Mas nenhuma parte parece bem certa

E eu preciso de alguém em quem acreditar
Alguém para confiar
Eu preciso de alguém em quem acreditar
Alguém para confiar
Eu confiaria mais em um homem
Que não conta o que ele encontrou
Não há necessidade de vender
Se você está rumo à sua terra
Se eu escolhesse um lado
Ele não me lograria
Voltando aqui dentro
Esta câmara de tantas portas
Eu não tenho onde me esconder
Eu lhe daria todos os meus sonhos
Se você me ajudasse
Achar uma porta
Que não me conduzisse de volta novamente
-Leve me embora.

LILYWHITE LILITH

The chamber was in confusion
All the voices shouting loud
I could only just hear
A voice quite near say
"Please help me through the crowd"
'Said if I helped her thru'
She could help me too
But I could see that she was wholly blind.
But from her pale face and her pale skin
A moonlight shined

Lilywhite Lilith
She gonna take you thru' the tunnel of night
Lilywhite Lilith
She gonna lead you right

When I'd led her through the people
The angry noise began to grow
She said "Let me feel the way the breezes blow
And I'll show you where to go."
So I followed her into a big round cave
She said "They're coming for you
Now don't be afraid."
Then she sat me down on a cold stone throne
Carved in jade

Lilywhite Lilith
She gonna take you thru' the tunnel of night
Lilywhite Lilith
She gonna lead you right

She leaves me in my darkness
I have to face my fear
And the darkness closes in on me
I can hear a whirring sound growling near
I can see the corner of the tunnel
Lit up by whatever's coming here
Two golden globes float into the room
And a blaze of white light fills the air

LILITH BRANCA COMO LÍRIO*

A câmara estava uma confusão
Todas as vozes gritando alto
Eu apenas pude ouvir
Uma voz bem próxima dizer
“Por favor, me ajude atravessar a multidão”
'Disse que se eu a ajudasse a atravessar
Ela poderia me ajudar também
Mas pude notar que ela era completamente cega.
Mas de sua face pálida e sua pele pálida
Um brilho lunar reluzia.

Lilith branca como lírio
Ela vai levá-lo pelo túnel da noite
Lilith branca como lírio
Ela o conduzirá diretamente

Quando eu a conduzi através das pessoas
O ruído furioso começou a aumentar
Ela disse “Deixe-me sentir o caminho em que as brisas sopram, e eu mostrarei a você aonde ir”.
Assim eu a segui em uma grande caverna circular
Ela disse “Eles estão vindo para você
Agora não tenha medo”.
Então ela me sentou em um trono frio de pedra
Esculpido em jade

Lilith branca como lírio
Ela vai levá-lo pelo túnel da noite
Lilith branca como lírio
Ela o conduzirá diretamente

Ela me deixa em minhas trevas
Eu tenho que enfrentar meu medo
E as trevas se fecham em mim
Eu posso ouvir um zumbido rosnando por perto
Eu posso ver o canto do túnel
Iluminado por seja lá o que for vindo pra cá
Dois globos dourados flutuam na sala
E uma labareda de luz branca toma o ar

* Segundo a lenda, Lilith foi a primeira mulher criada por Deus. Por não aceitar submeter-se a Adão, foi expulsa do Paraíso tendo, segundo alguns, se transformado em serpente, a fim de representar o papel de demônio tentador (posteriormente Deus criou Eva como a mulher submissa ao homem). Lilith acabou sendo considerada uma deusa demoníaca, assim como muitas das crenças pagãs das antigas religiões. Não se sabe com certeza de que forma a lenda de Lilith foi banida da versão bíblica da Igreja. A origem dessa lenda é muito antiga, antes de ser incorporada às lendas judaicas, outros povos já cultuavam Lilith conhecida como a deusa da lua, da fertilidade, da sexualidade e da não-submissão da mulher.

THE WAITING ROOM

(Instrumental)

A SALA DE ESPERA

(Instrumental)

ANYWAY

All the pumping's nearly over
For my sweet heart
This is the one for me
Time to meet the chef
O boy! Running man is out of death
Feel cold and old
It's getting hard to catch my breath
Back to ash
Now, you've had your flash boy
The rocks, in time, compress
Your blood to oil
Your flesh to coal
Enrich the soil
Not everybody's goal

Anyway
They say she comes on a pale horse
But I'm sure I hear a train.
O boy! I don't even feel no pain
I guess I must be driving myself insane.
Damn it all!
Does earth plug a hole in heaven
Or heaven plug a hole in the earth
'How wonderful to be so profound
when everything you are is dying underground'.
I feel the pull on the rope
Let me off at the rainbow
I could have been exploding in space
Different orbits for my bones
Not me, just quietly buried in stones
Keep the deadline open with my maker!
See me stretch; for God's elastic acre
The doorbell rings and it’s
"Good morning Rael
So sorry you had to wait.
It won't be long, yeh!
She's very rarely late."

DE QUALQUER MANEIRA

Todos os batimentos estão quase parando
Em meu doce coração
Este é o único para mim
Hora de conhecer o chefe
Oh garoto! O homem ágil está à beira da morte
Sinto-me velho e com frio
Está ficando difícil de respirar
De volta às cinzas
Agora, você teve seu instante, garoto
As rochas, no tempo, comprimem
Seu sangue em óleo
Sua carne em carvão
Enriquecem a terra
Não é o objetivo de todo mundo

De qualquer maneira
Dizem que ela vem em um cavalo branco
Mas eu tenho certeza que ouvi um trem.
Oh garoto! Eu nem mesmo sinto alguma dor
Eu acho que devo estar ficando louco
Maldição!
A Terra tampa um buraco no céu
Ou o céu tampa um buraco na Terra?
‘Que maravilhoso ser tão profundo
Quando tudo de você está morrendo ocultamente’.
Eu sinto a corda puxar
Soltando-me no arco-íris
Eu poderia ter explodido no espaço
Órbitas diferentes para meus ossos
Mas não, serei silenciosamente enterrado em pedras
Que mantêm o prazo final aberto com meu criador!
Veja-me se estirar; pelo elástico cemitério de Deus
A campainha da porta soa e é
“Bom dia, Rael
Sinto muito por tê-lo feito esperar.
Não levará muito tempo, yeah!
Ela está muito, raras vezes, atrasada".

THE SUPERNATURAL ANAESTHETIST

Here comes the supernatural anaesthetist
If he wants you to snuff it
All he has to do is puff it
-He's such a fine dancer

O ANESTESISTA SOBRENATURAL

Aí vem o anestesista sobrenatural
Se ele quiser que você inale aquilo
Tudo que ele tem que fazer é expeli-lo
-Ele é um dançarino tão excelente

THE LAMIA

The scent grows richer
He knows he must be near
He finds a long passageway lit by chandelier
Each step he takes, the perfumes change
From familiar fragrance to flavours strange
A magnificent chamber meets his eye
Inside, a long rose-water pool
Is shrouded by fine mist
Stepping in the moist silence
With a warm breeze he's gently kissed
Thinking he is quite alone
He enters the room, as if it were his own
But ripples on the sweet pink water
Reveal some company unthought-of
Rael stands astonished doubting his sight
Struck by beauty, gripped in fright
Three vermilion snakes of female face
The smallest motion, filled with grace.
Muted melodies fill the echoing hall
But there is no sign of warning
In the siren's call:
“Rael welcome, we are the Lamia of the pool.
We have been waiting for our waters
To bring you cool."
Putting fear beside him
He trusts in beauty blind
He slips into the nectar
Leaving his shredded clothes behind.
"With their tongues, they test
Taste and judge all that is mine.

They move in a series of caresses
That glide up and down my spine
As they nibble the fruit of my flesh
I feel no pain
Only a magic that a name would stain.
With the first drop of my blood in their veins
Their faces are convulsed in mortal pains.
The fairest cries, 'We all have loved you Rael'."

Each empty snakelike body floats
Silent sorrow in empty boats
A sickly sourness fills the room
The bitter harvest of a dying bloom
Looking for motion
I know I will not find
I stroke the curls now turning pale
In which I'd lain entwined

"O Lamia, your flesh that remains
I will take as my food"
It is the scent of garlic that lingers
On my chocolate fingers
Looking behind me
The water turns icy blue
The lights are dimmed and once again
The stage is set for you

AS LÂMIAS*

O perfume cresce progressivamente
Ele sabe que deve estar perto
Ele acha uma longa passagem iluminada pelo lustre
A cada passo que ele dá, o perfume muda
De uma fragrância familiar a um gosto estranho
Uma câmara magnífica encontra seus olhos
Lá dentro, um longo lago de água-rosa
É coberto por uma fina névoa
Pisando no silêncio umedecido
Ele é suavemente beijado por uma brisa morna.
Achando que está realmente só
Ele entra na sala, como se fosse de sua propriedade
Mas as ondas na doce água rosa
Revelam alguma companhia inesperada
Rael está surpreso, duvidando de sua visão
Atônito pela beleza, agarrado no susto
Três serpentes escarlates de face feminina
Aos mínimos movimentos, cheias de encanto.
Melodias silenciosas preenchem o corredor ecoante
Mas não há nenhum sinal de advertência
No chamado da sereia:
“Rael, bem-vindo, nós somos as Lâmias do lago.
Esperamos que nossas águas
Te tragam refrescância".
Com o medo ao seu lado
Ele confia cegamente na beleza
Ele desliza até o néctar
Deixando para trás suas roupas rasgadas
“Com suas línguas, elas provam
Experimentam e avaliam tudo que é meu.

Elas se movem em uma série de carícias
Que deslizam de cima abaixo em minha espinha.
Enquanto elas mordem o fruto de minha carne
Eu não sinto dor
Apenas uma magia que um nome desonraria.
Com a primeira gota de meu sangue em suas veias
Suas faces são convulsionadas em dores mortais.
E as belas gritam, 'Nós todas amamos você, Rael'."

E os corpos vazios em forma de cobra bóiam
Dor silenciosa em barcos vazios
Uma acidez doentia preenche a sala
A colheita amarga de uma flor murcha
Procurando algum movimento (que)
Eu sei que não vou encontrar
Eu acaricio os cachos que agora se tornam pálidos
Onde eu jazia enlaçado

“Oh Lâmia, sua carne que restou
Eu tomarei como meu alimento"
É o cheiro de alho que fica
Em meus dedos de chocolate.
Olhando para trás
A água se torna azul glacial
As luzes escurecem e mais uma vez
O palco é preparado para você

* Lâmia = Monstro imaginário que os antigos gregos acreditavam que fosse uma vampira que roubava o sangue das crianças para se alimentar. Era retratada como sendo uma criatura em forma de serpente com cabeça e busto de mulher.

SILENT SORROW IN EMPTY BOATS

(Instrumental)

DOR SILENCIOSA EM BARCOS VAZIOS

(Instrumental)

THE COLONY OF SLIPPERMEN

THE ARRIVAL
Rael:
I wandered lonely as a cloud
Till I came upon this dirty street
I've never seen a stranger crowd;
Slubberdegullions on a squeaky feet
Continually pacing
With nonchalant embracing
Each orifice disgracing
And one facing me moves to say "hellay".
His skin's all covered in slimy lumps
With lips that slide across each chin
His twisted limbs like rubber stamps
Are waved in welcome say
'Please join in.'
My grip must be flipping
’cos his handshake keeps slipping
My hopes keep on dipping
And his lips keep on smiling all the time
Slipperman:
"We like you, have tasted love.
Don't be alarmed at what you see
You yourself are just the same
As what you see in me."
Rael:
Me, like you? Like that!
Slipperman:
"You better watch it son
Your sentence has only just begun
You better run and join your brother John".

A VISIT TO THE DOKTOR
Slipperman:
"You're in the colony of slippermen.
There's no who? why? what? or when?
You get out if you've got the gripe
To see, Doktor Dyper, reformed sniper
He'll whip off your windscreen wiper
Rael:
John and I are able
To face the Doktor and his marble table.
The Doktor:
Understand Rael, it's the end of your tail.
Rael:
"Don't delay, dock the dick!"
I watch his countdown timer tick......

THE RAVEN
He places the number into a tube
A yellow plastic "shoobedoobe"
It says: "Though your fingers may tickle
You'll be safe in our pickle."
Suddenly, black cloud comes down from the sky
It's a supersize black bird
That sure can fly
The raven brings on darkness and night
He flies right down, gives me one hell of a fright
He takes the tube right out of my hands
Man, I've got to find out
Where that black bird lands.
"Look here John, I've got to run
I need you now, you going to come?"
He says to me.
John:
"Now can't you see
Where the raven flies there's jeopardy
We've been cured on the couch
Now you're sick with your grouch
I'll not risk my honey pouch
Which my slouch
Will wear slung very low".
Rael:
He walks away and leaves me once again
Even though I never learn
I'd hoped he'd show
Just some concern
I'm in agony of Slipperpain
I pray my undercarriage will sustain.
The chase is on, the pace is hot
But I'm running so very hard
With everything I've got.
He leads me down an underpass
Though it narrows, he still flies very fast
When the tunnel stops
I catch sight of the tube, just as it drops
I'm on top of a bank
Too steep to climb
I see it hit the water, just in time
To watch it float away

A COLÔNIA DOS SLIPPERMEN

A CHEGADA
Rael:
Eu vaguei solitário como uma nuvem
Até chegar a descobrir esta rua suja
Eu nunca vi um povo tão estranho;
Infelizes sujos de mau aspecto com pés gosmentos
Continuamente caminhando
Com abrangente despreocupação
Cada orifício desagradável
E um me encarando se aproxima para dizer “hellay”.
Sua pele toda coberta de caroços viscosos
Com beiços que deslizam por cada queixo
Seus membros distorcidos como se fossem de borracha
São acenados para saudar dizendo
‘Por favor, junte-se a nós’.
Meu cumprimento deve ser insolente
Porque o aperto de mão dele continua deslizando
Minhas esperanças continuam desaparecendo
E os lábios dele continuam sorrindo todo o tempo
Slipperman:
“Nós gostamos de você, provamos amor.
Não fique assustado com o que você vê
Você e o seu “eu” são exatamente o mesmo
Como o que você vê em mim".
Rael:
Eu, como você? Desse jeito!
Slipperman:
“É melhor você observar isto, filho
Sua sentença apenas começou
É melhor você correr e se juntar ao seu irmão John".

UMA VISITA AO DOUTOR
Slipperman:
“Você está na colônia dos slippermen.
Não existe quem, por que, o quê ou quando
Você sai, se você deu o aperto de mão
Para ver, Doutor Dyper, franco-atirador recém-formado
Ele abaterá seu limpador de pára-brisa
Rael:
John e eu somos capazes
De enfrentar o Doutor e sua mesa de mármore.
O Doutor:
Entenda, Rael, este é o seu fim.
Rael:
“Não demore, decepe-me o pênis!”
Eu observo seu cronômetro de contagem regressiva...

O CORVO
Ele coloca o membro em um tubo
Um “shoobedoobe” de plástico amarelo
Nele diz: "Embora seus dedos possam coçar
Você estará seguro em nossa solução em conserva".
De repente, uma nuvem preta desce do céu
É um pássaro preto super gigante
Que certamente pode voar
O corvo traz escuridão e noite
Ele voa direto pra baixo, me dá um baita susto
Ele tira o tubo bem das minhas mãos
Cara, eu tenho que descobrir
Onde aquele pássaro negro aterrissa.
"Olhe aqui, John, eu tenho que correr
Eu preciso de você agora, você vai vir?"
Ele me diz.
John:
“Você não consegue ver (que)
Onde o corvo voa há perigo?
Nós fomos curados no divã
Agora você está doente com seu mau-humor
Eu não arriscarei minha bolsa de mel
Que usarei em meu repouso
Quando estiver muito abatido".
Rael:
Ele cai fora e me deixa uma vez mais
Embora eu nunca aprenda
Esperava que ele mostrasse
Ao menos alguma preocupação.
Eu estou na agonia da Slipper-dor
Eu rezo pra que meus ossos agüentem.
A perseguição começa, o passo é veloz
Mas eu estou correndo demais
Dando tudo de mim.
Ele me conduz abaixo a uma passagem inferior
Embora seja estreita, ele ainda voa muito rápido
Quando o túnel acaba
Eu pego uma visão do túnel, assim que ele declina.
Eu estou em cima de uma ribanceira
Inclinada demais para escalar
Eu o vejo atingir a água, bem a tempo
De assisti-lo indo embora boiando

RAVINE

(Instrumental)

RAVINA

(Instrumental)

THE LIGHT DIES DOWN ON BROADWAY

As he walks along the gorge's edge
He meets a sense of yesteryear
A window in the bank above his head
Reveals his home amidst the streets
Subway sounds, the sounds of complaint
The smell of acid on his gun of paint
As it carves out anger in a blood-red band
Destroyed tomorrow by an unknown hand
-My home.
Is this the way out from this endless scene?
Or just an entrance to another dream?
And the light dies down on Broadway
But as the skylight beckons him to leave
He hears a scream from far below
Within the raging water, writhes the form
Of brother John, he cries for help
The gate is fading now, but open wide
But John is drowning, I must decide
Between the freedom I had in the rat-race
Or to stay forever in this forsaken place
Hey John!
He makes for the river and the gate is gone
Back to the void where it came from
And the light dies down on Broadway

AS LUZES SE APAGAM NA BROADWAY

Enquanto ele caminha pela beira do desfiladeiro
Ele tem uma sensação de estar no ano passado
Uma janela na ribanceira sobre a cabeça dele
Revela sua casa entre as ruas.
Os sons do metrô, os sons de reclamações
O cheiro de ácido em sua arma de tinta.
Esculpindo a raiva em uma faixa vermelho-sangue
O amanhã foi destruído por uma mão desconhecida
-Meu lar
É esta a saída desta cena infinita?
Ou apenas uma entrada para outro sonho?
E as luzes se apagam na Broadway.
Mas enquanto a luz do céu o acena a partir
Ele ouve um grito distante lá embaixo.
Dentro da furiosa água, se contorce algo parecido
Com seu irmão John, ele grita por socorro
O portal está se apagando agora, mas escancarado
Mas John está se afogando, eu tenho que decidir
Entre a liberdade que eu tinha na corrida de ratos*
Ou ficar para sempre neste lugar abandonado
Ei, John!
Ele escolhe o rio e o portal se vai
De volta para o vazio de onde veio
E as luzes se apagam na Broadway.

* Rat race (corrida de ratos) = Forma pejorativa de se referir a competição insana entre os indivíduos ou o corre-corre do dia a dia.

RIDING THE SCREE

Struggling down the slope
There's not much hope
I begin to try to ride the scree
but the rocks are tumbling all around me
If I want John alive
I've got to ditch my fear-take a dive
While I've still got
My drive to survive
Evil Knievel, you got nothing on me
Here I go!

DESCENDO OS CALHAUS

Lutando para descer a rampa
Não há muita esperança
Eu começo a tentar descer os calhaus
Mas as pedras estão todas caindo ao meu redor
Se eu quero John vivo
Eu tenho que me livrar de meu medo - mergulhando
Enquanto ainda tenho que conseguir
Meu ímpeto para sobreviver
Evil Knievel*, você não conseguirá nada em mim
Aí vou eu!

* Evil Knievel = Robert Craig “Evel” Knievel, Jr. (17/10/1938 em Butte, Montana) é um dublê americano, mais conhecido por suas exibições públicas de saltos de motocicleta a longa distância/altitude que muitas vezes resultaram em sérios danos, particularmente durante os anos sessenta. Como em toda consolidação de vendas, ele pôde transformar sua popularidade em um fanatismo de marketing com produtos que variam de rádios a miniaturas de brinquedo. Seus sucessos e fracassos entraram no Livro dos Recordes Mundiais várias vezes, incluindo seu recorde de quarenta ossos quebrados.

IN THE RAPIDS

Moving down the water
John is drifting out of sight
It's only at the turning point
That you find out how to fight
In the cold, feel the cold
All around
And the rush of crashing water
Surround me with its sound
Striking out to reach you
I can't get through to the other side
When you're racing in the rapids
There's only one way, that's to ride
Taken down, taken down
By the undertow
And I'm spiraled down the river bed
My fire is burning low
Catching hold of a rock that's firm
I'm waiting for John to be carried past
We hold together
And shoot the rapids fast
And when the waters slow down
The dark and the deep
Have no-one left to keep
Hang on John! We're out of this at last
Something's changed, that's not your face
It's mine!

NAS CORRENTEZAS

Movendo-se debaixo d’água
John está sendo carregado pra longe de vista
É apenas no ponto decisivo
Que você descobre como lutar
No frio, sinto o frio
Por todos os lados
E a agitação do choque das águas
Cercam-me com seu som
Golpeando até atingi-lo
Eu não posso atravessar até o outro lado
Quando você está correndo nas correntezas
Só há um modo, que é suportar
Levado abaixo, levado abaixo
Pela contracorrente
E eu sou espiralado pelo leito do rio abaixo
Meu fogo está queimando baixo
Agarrando-se a uma pedra que é firme
Estou esperando John ser trazido para perto
Nós nos mantemos unidos
E abatemos a correnteza firmemente
E quando as águas se acalmarem
A escuridão e o fundo
Não terão ninguém mais para manter.
Agüente firme, John! Estamos fora disto finalmente
Algo mudou, este não é seu rosto
É o meu!

IT

When it's cold, it comes slow
It is warm, just watch it grow
-All around me
It is here. it is now
Just a little bit of it
Can bring you up or down
Like the supper
It is cooking in your hometown
It is chicken, it is eggs
It is in between your legs
It is walking on the moon
Leaving your cocoon
It is the jigsaw. It is purple haze
It never stays in one place
But it's not a passing phase
It is in the single's bar
In the distance of the face
It is in between the cages
It is always in a space
It is here. it is now
Any rock can be made to roll
If you've enough of it to pay the toll
It has no home in words or goal
Not even in your favourite hole
It is the hope for the dope
When you ride the horse without a hoof
It is shaken, not stirred
Cocktails on the roof
When you eat right through it
You see everything alive
It is inside spirit
With enough grit to survive
If you think it's pretentious
You've been taken for a ride
Look across the mirror
Before you chose decide
It is here. It is now
It is real. It is Rael
'cos it's only knock and know all
But I like it.

ISTO

Quando isto está frio, isto vem lento
Isto está morno, apenas veja isto crescer
-Tudo ao meu redor
Isto é aqui. Isto é agora
Apenas um pouquinho disto
Pode colocá-lo pra cima ou pra baixo
Como a ceia
Isto está cozinhando em sua cidade natal
Isto é galinha, Isto são ovos
Isto está entre suas pernas
Isto está caminhando na lua
Deixando seu casulo
Isto é o quebra-cabeça. Isto é névoa purpúrea.
Isto nunca para em um lugar
Mas isto não é uma fase passageira
Isto está na única barra
À distância da face
Isto está entre as jaulas
Isto sempre está em um espaço
Isto está aqui. Isto é agora
Qualquer pedra pode ser feita rolar
Se você tem bastante disto para pagar a taxa
Isto não tem nenhum lar em palavras ou meta
Nem mesmo em seu buraco favorito
Isto é a esperança para o narcótico
Quando você monta o cavalo sem um casco
Isto é agitado, não estimulado
Coquetéis no telhado
Quando você come bem através disto
Você vê todas as coisas vivas
Isto está dentro do espírito
Com bastante caráter para sobreviver
Se você acha que isto é pretensioso
Você foi passado pra trás
Olhe no espelho
Antes de você escolher decidir
Isto é aqui. Isto é agora
Isto é real. Isto é Rael
Porque isto é apenas batido e conhecido
Mas eu gosto disto.




TRADUÇÃO DA HISTÓRIA:

Mantenha seus dedos longe da minha vista. Enquanto escrevo, gosto de olhar para as borboletas nos vidros que estão pelas paredes. As pessoas que me lembro estão presas a eventos que não consigo me recordar muito bem, mas eu estou anotando um para vê-lo se libertar, decompor e alimentar outro tipo de vida. Esta pessoa em questão é de material totalmente biodegradável e é categorizado como “Rael”. Rael me odeia, eu gosto de Rael, sim, até avestruzes têm sentimentos, mas nossa relação é algo que ambos nós estamos aprendendo a conviver. Rael gosta de vida sossegada, eu gosto de uma boa rimada, mas você não mais me verá diretamente – ele odeia a minha presença. Então se a história dele não se sustentar, uma mão eu tenho que dar, você consegue captar?

(i.e. a rima foi intencional, estúpidos).

O ponteiro salta ao vermelho agora. Nova York rasteja para fora de sua cama. Os convidados entediados são solicitados a deixar a cordialidade do teatro noturno, tendo dormido à frente de figuras que outros apenas sonham em ver. Os extra-voluntários perturbam o sono da Broadway. CAMINHE pela esquerda, NÃO CAMINHE pela direita: na Broadway, a direção não parece tão perfeita. Automóveis fantasmas mantêm a rotina, para a corrida de táxi matutina. Chega disto – nosso herói está subindo as escadas do metrô à luz do dia. Debaixo de sua jaqueta de couro ele segura um spray que deixou a mensagem R-A-E-L em grandes letras no muro que conduz ao subterrâneo. Isto pode não significar muito para você, mas para Rael é parte do processo “fazer um nome por si próprio”. Quando você não é um Porto-Riquenho puro-criado, as coisas ficam difíceis, e o difícil só se desenvolve.

Com olhares casuais pelos cantos da rua molhada, ele checa o movimento na neblina procurando por potencial obstrução. Não vendo nada, ele caminha pela calçada, passando pela farmácia com a porta de ferro sendo removida para revelar o sorriso da garota da pasta de dentes, passa pelas damas da noite e passa pelo policial Frank Leonowich (48, casado, dois filhos) que está no caminho da porta na loja de perucas. O policial Leonowich olha para Rael da mesma forma que outros policiais o olham, e Rael apenas esconde que está escondendo algo. E enquanto isso de fora da neblina um cordeiro descansa. Este cordeiro não tem nada, seja lá o que for, a tratar com Rael, ou qualquer outro cordeiro – ele apenas jaz na Broadway.

O céu está nublado e quando Rael olha para trás, uma nuvem negra está descendo como um balão até Times Square. Ela pousa no chão e se transforma em uma superfície rígida cortante, que solidifica e se estende pelo caminho de leste a oeste pela Rua 47 e erguendo-se até o céu escuro. Assim que a parede adquire sua tensão, ela se transforma em uma tela mostrando o que existiu em três dimensões no outro lado apenas um momento antes. A imagem pisca e então estoura como uma tela pintada, e a parede silenciosamente move-se para frente, absorvendo tudo em seu caminho. Os inocentes Nova-Iorquinos estão aparentemente cegos para o que está acontecendo.

Rael começa a correr para o Columbus Circle (1). Cada vez que ele ousa olhar, a parede é movida por mais um bloco. No momento em que ele pensa que está mantendo distância da parede, o vento sopra forte e gelado, baixando sua velocidade. O vento aumenta, seca a rua molhada e levanta a poeira da superfície, jogando-a na face de Rael. Mais e mais sujeira é jogada e começa a grudar na pele e roupa de Rael, fazendo uma crosta de camada sólida que o leva aos poucos a entrar em uma terrível imobilidade. Um pato chocando.

O momento do impacto explode pelo silêncio em um ruído de sons, o segundo final é prolongado em um mundo de ecos como se o concreto e a tinta da Broadway por si próprios estivessem revivendo suas memórias.

A última grande marcha passou. O jornalista está mole como um chorão enquanto a audiência e o evento estão trancados como um só. Bing Crosby (2) arrulha “You don’t have to feel a thing in your dollar collar”. Martin Luther King (3) canta “Everybody Sing!” e soa o velho grande sino da liberdade. Leary (4), cansado de sua cela de prisão, caminha no céu, fala no inferno. J.F.K. (5) dá o OK para atingir-nos, tomando Laranja Júlio e Limão Brutus (6), o caubói malvado encarado dá um duplo-deck no tri-campeão. Quem precisa de plano de saúde e do precioso flat 35c, quando Fred Astaire (7) e Ginger Rogers (8) estão dançando pelo ar? Dos estereótipos da Melodia da Broadway, a banda retorna à “As Estrelas e as Listras”(9) trazendo lágrimas ao moonshiner (10) que estava lavando seu espírito do alambique ilegal. O penhorista limpa a barulhenta gaveta e agarra sua fortuna em notas de dólar. Então vem a escuridão. Rael recupera a consciência em uma cortina de meia-luz. Ele está calorosamente envolto em um tipo de casulo. O único som que ele escuta é o de uma goteira que parece ser fonte de uma luz fraca piscante. Ele deduz que deve estar em uma espécie de caverna – ou uma estranha tumba, ou catacumba, ou uma casca de ovo esperando cair do centro do útero. O que seja, ele se sente calmo, bem limpo e contente como um burro calado, com água quente na barriga e bem guardado, então por que se preocupar com o que isto significa? Conformado com o desconhecido, ele cai no sono.

Ele acorda suando frio com uma grande vontade de vomitar. Não há sinal do casulo e ele pode ver mais a caverna em sua volta. Há muito mais que a água brilhante pingando do teto e estalactites e estalagmites estão se formando e se decompondo em uma incrível velocidade em sua volta. Enquanto o medo e o choque se registram, ele assegura a si mesmo que o autocontrole trará alguma segurança, mas seu pensamento é esquecido quando ambas as estalactites e estalagmites se fecham em uma posição fixa, formando uma jaula com barras se movendo à sua direção. Em um momento, há um flash de luz e ele vê uma rede infinita de jaulas todas ligadas juntas por um material como uma corda. Quando as barras de rocha pressionam o corpo de Rael, ele vê seu irmão John lá fora, olhando para dentro. O rosto de John é imóvel e malicioso, grita por socorro, mas em sua vaga expressão, uma lágrima de sangue se forma e escorre por sua bochecha. Então ele calmamente parte, deixando Rael enfrentar as dores que estão começando a se alastrar em seu corpo. Contudo, assim que John caminha para longe de vista, a jaula dissolve e Rael é deixado rodando como um pião.

Quando toda esta revolução acaba, ele senta em um chão bem lustrado enquanto sua vertigem vai embora. É um salão moderno vazio e a vendedora de bonecas senta-se à mesa da recepção. Sem ler ela anuncia: “Esta é a grande parada de pacotes inanimados, os que vocês irão ver, estão todos em serviço, exceto por uma pequena quantidade de nosso novo produto, na segunda galeria. Este é todo o estoque necessário para cobrir a disposição existente da empresa. Lotes diferentes são distribuídos aos operadores de cada área, e existem muitas oportunidades para o grande investidor. Eles desenvolvem do mais caro cuidado-condicionado até o mais razoável mal nutricionado. Nós vemos aqui que a aparência de todos os transforma. Exceto pelo mercado baixo mal nutricionado, que é provido com uma garantia de um nascimento sucessivo e infância livre de problemas. Há de qualquer forma, apenas uma pequena quantia de escolha de potencial variável – não vá longe no sentido de diferencial. Veja, o salão predetermina os limites de ação de qualquer grupo de pacotes, mas as pessoas podem sair do caminho, se suas diversões são contra-balanceadas por outras”. Enquanto vaga pela linha de pacotes, Rael nota uma familiaridade em uma de suas faces. Ele finalmente chega sob um dos membros de sua velha gangue e se preocupa sobre sua própria segurança. Correndo pelo salão da fábrica, ele vê seu irmão John com um n° 9 estampado em sua testa.

Ninguém parece notar a caça, e com os rostos familiares recentes em sua mente, ele monta uma reconstrução de sua antiga vida, sob a terra. Muito tempo era uma coisa que ele não precisava, então costumava passar por isto com uma pequena velocidade. Ele era melhor à beira da morte, que devagar na sorte. Seu pai e sua mãe pegaram carona em seu banco traseiro, e ele logo fugiu para se juntar ao bando desordeiro. Apenas após uma conversa na oficina de Pontiacs, ele ganhou algum respeito na gangue. Agora, caminhando de volta pra casa após um ataque, ele estava abraçando um ouriço dormente.

Aquela noite ele desenhou a retirada de seu coração cabeludo e, ao acompanhamento de muita música romântica, ele o observou ser raspado por uma lâmina de aço sem nome. O palpitante órgão vermelho-cereja retornou ao seu lugar certo e começou a bater mais rápido quando ele possuiu nosso herói, contando as horas, em seu primeiro encontro romântico. Ele retorna de suas memórias misturadas para a passagem que ele estava enfiado antes. Desta vez ele descobre um longo corredor encarpetado. As paredes são pintadas em vermelho ocre e marcadas por uma estranha insígnia, algo parecendo um olho de boi, outros de pássaros e barcos. Descendo mais adiante o corredor, ele pode ver algumas pessoas; todas ajoelhadas. Sem lembranças e murmurando eles lutam, em seus lentos movimentos, para passar por uma porta de madeira no fim. Tendo visto apenas os corpos inanimados na Grande Parada dos Pacotes Inanimados, Rael corre para falar com eles. “O que está acontecendo?” ele grita para um monge murmurando, que esconde um bocejo e responde, “Há um longo tempo ainda antes do amanhecer”. Um rastejante em forma de esfinge chama seu nome dizendo “Não pergunte a ele, o monge está bêbado. Cada um de nós está tentando chegar ao topo das escadas, uma saída espera por nós lá”. Sem perguntar como ele pode passar livremente, nosso herói passa corajosamente pela porta. Atrás, uma mesa cheia de comida, é uma escada espiral que leva ao teto.

No topo das escadas, ele encontra uma câmara. É quase um hemisfério com muitas portas pelo caminho em sua circunferência. Há uma grande multidão, dividida em vários grupos. Da gritaria, Rael descobre que são 32 portas, mas apenas uma leva à saída. Suas vozes aumentam cada vez mais, até Rael gritar “Calem-se!” Há um silêncio momentâneo e então Rael encontra-se focado enquanto eles seguem os conselhos e comandos de seu novo recruta. No lixo criado, das cinzas alimentado, o mestre da peça tem que se mover depressa. Rael vê um canto silencioso e corre para ele. Ele se depara com uma mulher de meia idade com uma pele muito pálida que fala consigo mesma, baixinho. “Qual a necessidade de um guia se você não tem pra onde ir?”, pergunta Rael. “Eu tenho pra onde ir”, ela responde, “se você me levar pelo ruído, eu lhe mostrarei. Sou uma criatura das cavernas e sigo o caminho por onde os ventos sopram”.

Ele a conduz pela sala e eles deixam a multidão, que julga sua partida a escolha errada. Passando pela porta, a mulher conduz Rael túnel abaixo. A luz da câmara logo fica distante e esconde os confiantes passos dela. Rael muitas vezes tropeça na escuridão. Após uma longa caminhada, eles chegam onde Rael julga ser uma grande caverna redonda, e ela fala por um segundo solicitando que ele se sente. Ele sente um trono de pedra gelado.

“Rael, sente-se aqui. Eles virão para você logo. Não tenha medo”, e sem explicar mais nada, ela vai embora. Ele encara seu medo mais uma vez. Um túnel é aceso em sua esquerda, e ele começa a tremer. Enquanto a luz se torna mais brilhante, ele escuta um zunido metálico. A luz vai ficando dolorosamente brilhante, refletindo o branco pelas paredes até sua visão ser perdida em uma cegueira branca. Ele entra em pânico e procura, até sentir uma pedra, arremessando no ponto mais brilhante. O som de um vidro quebrando ecoa pela caverna.

Quando sua visão é restaurada, ele tem a visão de dois globos dourados com cerca de um pé de diâmetro retrocedendo pelo túnel. Quando eles desaparecem, uma explosão ressoa pelo pavimento, e desmorona tudo em sua volta. Nosso herói está preso novamente. “É isto”, ele pensa, falhando em mover qualquer das rochas caídas. Não há manifestação para um crioulo quando ele caminha pelos portais de Seol (11). “Eu preferiria ser lançado em mil pedaços no espaço, ou sido enchido de hélio e ficado flutuando sobre um mausoléu. Isto não é jeito de acertar minhas últimas contas subterrâneas longe de casa. De qualquer jeito, estou nas mãos de algum embalsamador depravado fazendo sua interpretação de como eu deveria me parecer, enchendo minha face de algodão”.

Exausto por todas as suas presunções, nosso herói tem uma chance na vida de conhecer o seu herói: A Morte. Morte está vestindo uma fantasia clara, ele mesmo fez a vestimenta. Ele a chama de “Anestesista Sobrenatural”. Morte gosta de conhecer pessoas e adora viajar. Morte se aproxima de Rael com sua bomba especial, expelindo uma fumaça, e parece ir embora contente pela parede. Rael toca seu rosto para confirmar que ainda está vivo. Ele tenta esquecer a Morte como uma ilusão, mas nota uma pesada fragrância almiscarada no ar. Ele move para o canto onde a fragrância é mais forte, descobrindo uma abertura nas pedras por onde está entrando. Ele tenta remover as pedras e finalmente abre um buraco largo o bastante para rastejar para fora. O perfume é ainda mais forte do outro lado e ele vai procurar a sua fonte, recuperando uma nova energia. Ele finalmente chega a um lago bem ornado de água rosada. Ele é abundantemente decorado com peças de ouro. As paredes em volta do lago são cobertas com um veludo refinado, onde trepadeiras estão crescendo. De fora da neblina na água chegam séries de ondas. Três criaturas em forma de cobra estão nadando em direção a Rael. Cada criatura réptil tem a cabeça menor e seios de uma linda mulher. O horror dá lugar a uma paixão cega quando seus suaves olhos verdes mostram suas boas-vindas. As Lâmias convidam-no a provar a água doce e ele se apressa para entrar no lago. Assim que ele engole um pouco de água, uma luminescência azul fluorescente pinga de sua pele. As Lâmias lambem o líquido; de tão suavemente que elas começam, com cada toque que ele sente, ele rende-se mais e mais. Elas massageiam sua carne até seus ossos parecerem dissolvidos, e a um ponto em que ele sente que não pode ir adiante, elas mordem seu corpo.Tirando as primeiras gotas de seu sangue, os olhos delas escurecem e seus corpos começam a tremer. Distraído com a paixão atada, ele assiste a morte de suas amantes. Em uma tentativa desesperada de trazer o que restou delas para a sua existência, ele pega e come seus corpos, e luta para deixar o ninho de suas amantes.

Partindo pela mesma passagem por onde ele entrou, ele encontra um tipo de bairro de monstros do outro lado. Quando eles notam a presença dele, a rua cheia de figuras destorcidas cai na risada. Um membro da colônia se aproxima. Ele é grotesco em todos os aspectos, uma mistura de inchaços horríveis e carne viva. Seus lábios decaem pelo seu queixo quando ele sorri em boas-vindas e oferece seu aperto de mão melequento. Rael fica um tanto desiludido, quando o Slipperman revela que a colônia inteira passou, um por um, pela mesma gloriosa tragédia romântica com as mesmas três Lâmias, que se regeneraram todas as vezes, e que agora Rael compartilha com suas aparências físicas e seus tenebrosos destinos. No meio das faces contorcidas dos Slippermen, Rael reconhece o que restou de seu irmão John. Eles se abraçam um ao outro, John amargamente explica que a vida inteira do Slipperman é devota a satisfazer a fome infinita dos sentidos, que foi herdada das Lâmias. Existe apenas um caminho de saída; uma temida visita ao famoso Doutor Dyper que irá remover a fonte dos problemas ou, sendo menos cortês, castrando-os.

Eles discutem o chamado à fuga ludibriante por um longo tempo e decidem irem juntos visitar o doutor. Eles sobrevivem à operação e são presenteados com suas “armas ofensivas” em tubos plásticos amarelos esterilizados, com correntes de ouro. “As pessoas freqüentemente as usam no pescoço;’disse o doutor segurando-as”. A operação não necessariamente priva o uso do instrumento novamente, por curtos períodos, mas é claro que quando vocês o quiserem vocês terão que avisar-nos com um adiantamento considerável”. Enquanto os irmãos conversavam entre si de sua nova desagradável situação, uma ave rapina gigante voa para a caverna, voa para baixo, rapta o tubo de Rael bem de suas mãos e o carrega para cima no ar em seu bico. Rael chama John para ir com ele. E ele responde, “Eu não vou seguir um corvo negro. Aqui em baixo você tem que ler e obedecer as regras. Há desastre onde o Corvo voa”. Então mais uma vez, John abandona seu irmão.

A ave conduz Rael a um túnel estreito, ela parece permitir que Rael mantenha uma distância constante. Mas quando Rael pensa que ele pode quase agarrar o pássaro, o túnel abre e termina em uma enorme escavação subterrânea. Despreocupadamente, o Corvo solta sua preciosa carga nas agitadas águas do fundo. É o bastante para deixar um pobre garoto à beira da loucura. Vendo os perigos do enorme penhasco, nosso corajoso herói se encontra furioso e sem ação. Ele segue um pequeno caminho correndo até o topo, e assiste o tubo sacudindo pra cima e pra baixo nas águas, enquanto a forte corrente o leva embora. De alguma forma, quando ele caminha por um canto, Rael vê uma luz no céu acima de si, aparentemente edificada na margem. Por ela, ele pode ver a grama verde de casa, bem, não exatamente; ele pode ver a Broadway. Seu coração, agora um pouco barbudo, é agitado por um aumento de prazer e ele começa a correr, de braços abertos, para o caminho de saída. Bem neste preciso ponto do tempo, sua audição eleva uma voz gritando por socorro. Alguém está lutando nas correntes lá embaixo. É John. Ele para por um momento relembrando como seu irmão tinha o abandonado. Então o portal começa a enfraquecer - é hora de ação. Ele corre para o penhasco e arrasta-se pelas rochas abaixo. Isto toma certo tempo até ele descer na água, tentando seguir a corrente ao mesmo tempo. Quanto ele se aproxima da beira da água ele vê John perdendo as forças. Ele mergulha na água gelada. Primeiramente ele é jogado contra as rochas, e é puxado para o fundo por um canal muito agitado, que o faz passar de John, rio abaixo. Rael planeja agarrar uma rocha, colocar-se à superfície e tomar fôlego. Quando John passa, Rael se joga novamente e segura firme em seu braço. Ele acerta John (deixando-o) inconsciente e então o agarrando firmemente, ele desce a correnteza até as águas calmas, onde ele pode nadar com segurança.

Mas quando ele arrasta o corpo sem energia de seu irmão para a margem, ele o deita e procura esperançosamente em seus olhos por um sinal de vida. Ele se volta espantado para olhar para ele, com olhos abertos, não é o rosto de John – mas o seu próprio. Rael não consegue tirar o olhar daqueles olhos, hipnotizado por sua própria imagem. Em um rápido movimento, sua consciência lança-se de uma face para a outra, e então novamente, até sua presença não estar mais estavelmente contida em um ou outro. Neste estado flexível, ele observa ambos os corpos contornados em amarelo e o cenário ao redor se desmanchando em uma neblina púrpura. Com uma repentina precipitação de energia em ambas as colunas vertebrais, seus corpos, também, finalmente se dissolvem na neblina. Tudo isto acontece sem um único pôr-do-sol, sem um único soar de sino e sem uma única pétala cair do céu. Apesar disto, preenche todas as coisas com sua misteriosa e intoxicante presença. É o bastante para você.

NOTAS:

(1) Columbus Circle: é o maior ponto de referência e de atrações de Nova York em Manhattam. Fica localizado na intersecção da Broadway, Oeste do Central Park, Sul do Central Park e Oitava Avenida.

(2) Bing Crosby (3/5/1903, Tacoma, Washington/EUA - 14/10/1977, Madri/Espanha) foi um cantor e ator norte-americano, vítima de um ataque cardíaco quando jogava golfe. É considerado um dos maiores cantores populares do século 20.

(3) Martin Luther King Junior (15/01/1929, Atlanta, Geórgia – 4/4/1968, Memphis, Tennessee) foi um pastor e ativista político estadunidense. Pertencente à Igreja Batista, tornou-se um dos mais importantes líderes do ativismo pelos direitos civis (para negros e mulheres, principalmente) nos Estados Unidos e no mundo, através de uma campanha de não-violência e de amor para com o próximo. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964, pouco antes de seu assassinato. Seu discurso mais famoso e lembrado é "I Have A Dream (Eu Tenho Um Sonho)".

(4) Timothy Francis Leary (22/10/1920 - 31/5/1996), escritor americano, psicólogo e militante das drogas. Ficou famoso como um proponente dos benefícios terapêuticos e espirituais do LSD. Nos anos 80, fascinado pelos computadores, Leary criou softwares de design, continuou escrevendo livros e fazendo conferências. Embora o seu tópico principal agora fosse tecnologia, ele ainda era reconhecido como o guru do LSD dos anos 60.

(5) John Fitzgerald Kennedy (Brookline, Massachusetts, 29/5/1917, - Dallas, 22/10/1963) foi um político estadunidense e o 35° presidente de seu país (1961–1963). Sua família era de ascendência irlandesa e tradicionalmente católica. Kennedy era filho de Joseph P. Kennedy, embaixador dos Estados Unidos no Reino Unido no fim dos anos 30. Formou-se em Direito na Universidade de Harvard em 1940. Serviu na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, sendo ferido em Guadalcanal em 1943. Condecorado por bravura, afastou-se do serviço militar por problemas na coluna vertebral.

(6) Orange Julius and Lemon Brutus = Traduzido livremente para o português, “Laranja Júlio” e “Limão Brutus”. Trata-se de uma sátira que o autor faz com o nome da marca de suco “Orange Julius”. Ela nasceu em Los Angeles em 1926 como uma pequena loja, onde se vendia suco de laranja. Com o tempo a “Orange Julius” virou nome do próprio produto (suco de laranja) e se tornou uma rede de lojas de alimentação com suas franquias, frequentemente localizadas em locais públicos como shoppings, aeroportos, estacionamentos e parque de diversões. A fórmula do seu suco é composta por suco de laranja misturado com cubos de gelos, açúcar e creme de leite. Mais tarde, os fabricantes começaram a incrementar a fórmula original e a fazer sucos de outras frutas. Porém, curiosamente, limão não existe no menu deles, daí a sátira do autor com o “Limão Brutus”. Neste caso, Julius e Brutus é uma referência ao imperador romano Júlio César e seu general, Brutus, que após conquistar a confiança de César, foi um dos conspiradores para o seu assassinato (séc. I DC).

(7) Fred Astaire (Omaha, Nebraska, 10/5/1899 – Los Angeles, Califórnia, 22/6/1987) foi um ator e dançarino estado-unidense. Antes de Fred Astaire estrear no cinema, os dançarinos apareciam nos filmes apenas "em partes": os pés, as cabeças e os torsos eram compostos na sala de edição. Astaire, por sua vez, exigia ser filmado de corpo inteiro. Para isso eram necessários longos ensaios - certa vez chegou a três meses com dez horas diárias de trabalho, com repetições feitas passo a passo e movimentos de câmara acompanhando a coreografia. Em seus filmes, Astaire conseguiu dar nova emoção a dança, fosse ela banal ou repleta de tragicidade.Sua interpretação enriquecia-se pelo que James Chagney chamava de "o toque do vagabundo". Sempre trajado a rigor, seu charme tornou-se lendário.

(8) Ginger Rogers (16/7/1911 – 25/4/1995), cujo verdadeiro nome era Virginia Kathe rine McMath, foi uma premiada atriz/dançarina/cantora do cinema e teatro dos Estados Unidos da América. Em sua carreira de trinta e cinco anos, ela fez um total de setenta e três filmes. Ginger Ro gers é provavelmente mais lembrada pelo público pelos dez filmes musicais em que atuou ao lado do parceiro Fred Astaire. Em 1941, Rogers recebeu um prêmio Oscar de melhor atriz principal por seu papel em Kitty Foyle.

(9) The Stars and Stripes (As Estrelas e as Listras) é como costuma ser chamada a bandeira dos Estados Unidos. Também é o nome de umas das mais famosas marchas do mundo (The Stars and Stripes Forever!), reconhecida pelo governo norte-americano como a marcha oficial dos Estados Unidos (U.S. Code, Title 36, Section 304 ).

(10) Moonshiner = Distribuidor de bebidas alcoólicas fora da lei.

(11) Seol = Na Bíblia em sua versão Almeida, revista e corrigida, a palavra she'óhl é traduzida 28 vezes por "inferno", 27 vezes por "sepultura", 5 vezes por "sepulcro", 2 vezes é deixada "Seol" e uma vez cada é vertida "terra", "mundo invisível" e "enterrado". A versão católica de Matos Soares verte a palavra 34 vezes por "inferno(s)", 11 vezes por "habitação dos mortos", 11 vezes por "sepulcro", 4 vezes por "sepultura", 2 vezes por "cheol" e uma vez cada por "abismo", "morte" e "perigos exiciais". Versões mais recentes transliteram a palavra como "Xeol" (Bíblia de Jerusalém), "Cheol" (Bíblia Mensagem de Deus) ou "Seol" (Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas).

TEXTO ORIGINAL:

Keep your fingers out of my eye. While I write I like to glance at the butterflies in glass that are all around the walls. The people in memory are pinned to events I can't recall too well, but I'm putting one down to watch him break up, decompose and feed another sort of life. The one in question is all fully biodegradable material and categorized as "Rael". Rael hates me, I like Rael, yes, even ostriches have feelings, but our relationship is something both of us are learning to live with. Rael likes a good time, I like a good rhyme, but you won't see me directly anymore - he hates my being around. So if his story doesn't stand I might lend a hand, you understand? (i.e. the rhyme is planned, dummies.)

The flickering needle jumps into red. New York crawls out of its bed. The weary guests are asked to leave the warmth of the allnight theater, having slept on pictures that others only dream on. The un-paid extras disturb the Sleeping Broadway. WALK to the left, DONT WALK to the right: on Broadway, directions don't look so bright. Autoghosts keep the pace for the cabman's early mobile race. Enough of this - our hero is moving up the subway stairs into daylight. Beneath his leather jacket he holds a spray gun which has left the message R-A-E-L in big letters on the wall leading underground. It may not mean much to you but to Rael it is part of the process going towards "making a name for yourself." When you're not even a pure-bred Puerto-Rican the going gets tough, and the tough gets going.

With casual sideways glances along the wet street, he checks the motion in the steam to look for potential obstruction. Seeing none, he strides along the sidewalk, past the drugstore with iron guard being removed to reveal the smile of the toothpaste girl, past the nightladies and past Patrolman Frank Leonowich (48, married, two kids) who stands in the doorway of the wig-store. Patrolman Leonowich looks at Rael in much the same way that other Patrolmen look at him, and Rael only just hides that he is hiding something. Meanwhile from out of the steam a lamb lies down. This lamb has nothing whatsoever to do with Rael, or any other lamb - it just lies down on Broadway.

The sky is overcast and as Rael looks back a dark cloud is descending like a balloon into Times Square. It rests on the ground and shapes itself into a hard edged flat surface, which solidifies and extends itself all the way East and West along 47th Street and reaching up to the dark sky. As the wall takes up its tension it becomes a screen showing what had existed in three dimensions, on the other side just a moment before. The image flickers and then cracks like painted clay and the wall silently moves forward, absorbing everything in its path. The unsuspecting New Yorkers are apparently blind to what is going on.

Rael starts to run away towards Columbus Circle. Each time he dares to take a look, the wall has moved another block. At the moment when he thinks he's maintaining his distance from the wall, the wind blows hard and cold slowing down his speed. The wind increases, dries the wet street and picks up the dust off the surface, throwing it into Rael's face. More and more dirt is blown up and it begins to settle on Rael's skin and clothes, making a solid layered coat that brings him gradually to a terrified stillness. A sitting duck. The moment of impact bursts through the silence and in a roar of sound, the final second is prolonged in a world of echoes as if the concrete and clay of Broadway itself was reliving its memories. The last great march past. Newsman stands limp as a whimper as audience and event are locked as one. Bing Crosby coos "You don't have to feel pain to sing the blues, you don't have to holla -you don't feel a thing in your dollar collar." Martin Luther King cries "Everybody Sing!" and rings the grand old liberty bell. Leary, weary of his prison cell, walks on heaven, talks on hell. J.F.K. gives the O.K. to shoot us, sipping Orange Julius and Lemon Brutus, Bare breasted cowboy double decks the triple champion. Who needs Medicare and the 35c flat rate fare, when Fred Astaire and Ginger Rogers are dancing through the air? From Broadway Melody stereotypes the band returns to "Stars and Stripes" bringing a tear to the moonshiner, who's been pouring out his spirit from the illegal still. The pawnbroker clears the noisy till and clutches his lucky dollar bill. Then the blackout. Rael regains consciousness in some musky half-light. He is warmly wrapped in some sort of cocoon. The only sound he can hear is dripping water which appears to be the source of a pale flickering light. He guesses he must be in some sort of cave - or kooky tomb, or catacomb, or eggshell waiting to drop from the bone of the womb. Whatever it is, he feels serene, very clean and content as a well kept dummy with hot water in his tummy, so why worry what it means? Resigning himself to the unknown he drifts off into sleep.

He wakes in a cold sweat with a strong urge to vomit. There's no sign of the cocoon and he can see more of the cave about him. There is much more of the glowing water dripping from the roof and stalactites and stalagmites are forming and decomposing at an incredible rate all around him. As fear and shock register, he assures himself that self-control will provide some security, but this thought is abandoned as the stalactites and stalagmites lock into a fixed position, forming a cage whose bars are moving in towards him. At one moment there is a flash of light and he sees an infinite network of cages all strung together by a ropelike material. As the rocky bars press in on Rael's body, he sees his brother John outside, looking in. John's face is motionless despite screams for help, but in his vacant expression a tear of blood forms and trickles down his cheek. Then he calmly walks away leaving Rael to face the pains which are beginning to sweep through his body. However, just as John walks out of sight the cage dissolves and Rael is left spinning like a top.

When all this revolution is over, he sits down on a highly polished floor while his dizziness fades away. It is an empty modern hallway and the dreamdoll saleslady sits at the reception desk. Without prompting she goes into her rap: "This is the Grand Parade of Lifeless Packaging, those you are about to see are all in for servicing, except for a small quantity of our new product, in the second gallery. It is all the stock required to cover the existing arrangements of the enterprise. Different batches are distributed to area operators, and there are plenty of opportunities for the large investor. They stretch from the costly care-conditioned to the most reasonable mal-nutritioned. We find here that everyone's looks become them. Except for the low market mal-nutritioned, each is provided with a guarantee for a successful birth and trouble-free infancy. There is however only a small amount of variable choice potential - not too far from the mean differential. You see, the roof has predetermined the limits of action of any group of packages, but individuals may move off the path if their diversions are counter-balanced by others." As he wanders along the line of packages, Rael notices a familiarity in some of their faces. He finally comes upon some of the members of his old gang and worries about his own safety. Running out through the factory floor, he catches sight of his brother John with a number 9 stamped on his forehead.

No-one seems to take up the chase, and with the familiar faces fresh in his mind he moves into a reconstruction of his old life, above ground Too much time was one thing he didn't need, so he used to cut through it with a little speed. He was better off dead, than slow in the head. His momma and poppa had taken a ride on his back, so he left very quickly to join The Pack. Only after a spell in Pontiac reformatory was he given any respect in the gang. Now, walking back home after a raid, he was cuddling a sleeping porcupine.

That night he pictured the removal of his hairy heart and to the accompaniment of very romantic music he watched it being shaved smooth by an anonymous stainless steel razor. The palpitating cherry-red organ was returned to its rightful place and began to beat faster as it led our hero, counting out time, through his first romantic encounter. He returns from his mixed-up memories to the passage he was previously stuck in. This time he discovers a long carpeted corridor. The walls are painted in red ochre and are marked by strange insignia, some looking like a bulls-eye, others of birds and boats. Further down the corridor, he can see some people; all kneeling. With broken sighs and murmurs they struggle, in their slow motion to move towards a wooden door at the end. Having seen only the inanimate bodies in the Grand Parade of Lifeless Packaging, Rael rushes to talk to them. "What's going on?" he cries to a muttering monk, who conceals a yawn and replies, "It's a long time yet before the dawn." A sphinx-like crawler calls his name saying "Don't ask him, the monk is drunk. Each one of us is trying to reach the top of the stairs, a way out will await us there." Not asking how he can move freely, our hero goes boldly through the door. Behind a table loaded with food, is a spiral staircase going up into the ceiling.

At the top of the stairs he finds a chamber. It is almost a hemisphere with a great many doors all the way round its circumference. There is a large crowd, huddled in various groups. From the shouting, Rael learns there are 32 doors, but only one that leads out. Their voices get louder and louder until Rael screams "Shut up!" There is a momentary silence and then Rael finds himself the focus as they direct their advice and commands to their new-found recruit. Bred on trash, fed on ash the jigsaw master has got to move faster. Rael sees a quiet corner and rushes to it. He stands by a middle-aged woman with a very pale skin who is quietly talking to herself. He discovers she is blind and asking for a guide. "What's the use of a guide if you got nowhere to go," asks Rael. "I've got somewhere to go," she replies, "if you take me through the noise, I'll show you. I'm a creature of the caves and I follow the way the breezes blow."

He leads her across the room and they leave the crowd, who dismiss their departure as certain to fail. When through the door, the woman leads Rael down the tunnel. The light of the chamber soon fades and despite her confident step Rael often stumbles in the darkness. After a long walk they arrive in what Rael judges to be a big round cave, and she speaks a second time asking him to sit down. It feels like a cold stone throne. "Rael, sit here. They will come for you soon. Don't be afraid," and failing to explain any more she walks off. He faces his fear once again. A tunnel is lit up to the left of him, and he begins to shake. As it grows brighter, he hears a non-metallic whirring sound. The light is getting painfully bright, reflecting as white off the walls until his vision is lost in a sort of snow blindness. He panics, feels around for a stone and hurls it at the brightest point. The sound of breaking glass echoes around the cave.

As his vision is restored he catches sight of two golden globes about one foot in diameter hovering away down the tunnel. When they disappear a resounding crack sears across the roof, and it collapses all round him. Our hero is trapped once again. "This is it," he thinks, failing to move any of the fallen rocks. There's not much spectacle for an underground creole as he walks through the gates of Sheol. "I would have preferred to have been jettisoned into a thousand pieces in space, or filled with helium and floated above a mausoleum. This is no way to pay my last subterranean homesick dues. Anyway I'm out of the hands of any pervert embalmer doing his interpretation of what I should look like, stuffing his cotton wool in my cheeks."

Exhausted by all his conjecture, our hero gets the chance in a lifetime to meet his hero: Death. Death is wearing a light disguise, he made the outfit himself. He calls it the "Supernatural Anaesthetist". Death likes meeting people and likes to travel. Death approaches Rael with his special canister, releases a puff, and appears to walk away content into the wall. Rael touches his face to confirm he is still alive. He writes Death off as an illusion, but notices a thick musky scent hanging in the air. He moves to the corner where the scent is strongest, discovering a crack in the rubble through which it is entering. He tries to shift the stones and eventually clears a hole large enough to crawl out of. The perfume is even stronger on the other side and he sets off to find its source, with a new-found energy. He finally reaches a very ornate pink-water pool. It is lavishly decorated with gold fittings. The walls around the pool are covered with a maroon velvet up which honeysuckle is growing. From out of the mist on the water comes a series of ripples. Three snakelike creatures are swimming towards Rael. Each reptilian creature has the diminutive head and breasts of a beautiful woman. His horror gives way to infatuation as their soft green eyes show their welcome. The Lamia invite him to taste the sweet water and he is quick to enter the pool. As soon as he swallows some liquid, a pale blue luminescence drips off from his skin. The Lamia lick the liquid; very gently as they begin, with each new touch he feels the need to give more and more. They knead his flesh until his bones appear to melt, and at a point at which he feels he cannot go beyond, they nibble at his body. Taking in the first drops of his blood, their eyes blacken and their bodies are shaken. Distraught with helpless passion he watches as his lovers die. In a desperate attempt to bring what is left of them into his being, he takes and eats their bodies, and struggles to leave his lovers' nest.

Leaving by the same door from which he had come in, he finds some sort of freaks' ghetto on the other side. When they catch sight of him the entire street of distorted figures burst into laughter. One of the colony approaches him. He is grotesque in every feature, a mixture of ugly lumps and stumps. His lips slip across his chin as he smiles in welcome and offers his slippery handshake. Rael is a little disillusioned, when the Slipperman reveals that the entire colony have one-by-one been through the same glorious romantic tragedy with the same three Lamia, who regenerate themselves every time, and that now Rael shares their physical appearance and shadowy fate.

Amongst the contorted faces of the Slippermen, Rael recognizes what is left of his brother John. They hug each other, John bitterly explains that the entire life of the Slipperman is devoted to satisfying the never-ending hunger of the senses, which has been inherited from the Lamia. There is only one escape route; a dreaded visit to the notorious Doktor Dyper who will remove the source of the problems or, to put it less politely, castrate.

They discuss the deceptively-named escape for a long time and decide to go together to visit the Doktor. They survive the ordeal and are presented with the offensive weapons in sterile yellow plastic tubes, with gold chains. "People usually wear them around their necks;' said the Doktor handing them over.”The operation does not necessarily exclude use of the facility again, for short periods, but of course when you want it you must provide us with considerable advance warning." As the brothers talk themselves through their new predicament, a big black raven flies into the cave, swoops down, grabs Rael's tube right out of his hands and carries it up into the air in his beak. Rael calls for John to go with him. And he replies, "I will not chase a black raven. Down here you must read and obey the omens. There's disaster where the raven flies." So once more John deserts his brother.

The bird leads Rael down a narrow tunnel, he seems to be allowing him to keep at a closed distance. But as Rael thinks he might almost catch hold of the bird, the tunnel opens and finishes at an enormous subterranean ravine. Casually, the raven drops his precious load into the rushing waters at the bottom. Its enough to drive a poor boy ravin' mad. Seeing the dangers of the steep cliff, our courageous hero stands impotent and glowers. He follows a small path running along the top, and watches the tube bobbing up and down in the water as the fast current carries it away. However, as he walks around a corner Rael sees a sky-light above him, apparently built into the bank. Through it he can see the green grass of home, well not exactly; he can see Broadway. His heart, now a little bristly, is shaken by a surge of joy and he starts to run, arms wide open, to the way out. At this precise point in time his ears pick up a voice screaming for help. Someone is struggling in the rapids below. It's John. He pauses for a moment remembering how his brother had abandoned him. Then the window begins to fade - its time for action.

He rushes to the cliff and scrambles down the rocks. It takes him a long time to get down to the water, trying to keep up with the current at the same time. As he nears the water's edge he sees John losing strength. He dives down into the cold water. At first he is thrown onto the rocks, and pulled under the water by a fast moving channel, which takes him right past John, down river. Rael manages to grab a rock, pull himself to the surface and catch his breath. As John is carried past, Rael throws himself in again and catches hold of his arm. He knocks John unconscious and then locking themselves together he rides the rapids into the slow running water, where he can swim to safety.

But as he hauls his brother's limp body onto the bank he lies him out and looks hopefully into his eyes for a sign of life. He staggers back in recoil for staring at him, with eyes wide open, is not John's face - but his own.

Rael cannot look away from those eyes, mesmerized by his own image. In a quick movement, his consciousness darts from one face to the other, then back again, until his presence is no longer solidly contained in one or other.

In this fluid state he observes both bodies outlined in yellow and the surrounding scenery melting into a purple haze. With a sudden rush of energy up both spinal columns, their bodies, as well, finally dissolve into the haze. All this takes place without a single sunset, without a single bell ringing and without a single blossom falling from the sky. Yet it fills everything with its mysterious intoxicating presence. It's over to you.

Tradução e Adaptação: Wilson de Jesus Pereira Junior

Contato: [email protected]

REFERÊNCIAS:

Wikipédia, a enciclopédia livre
Ummagumma, o seu fórum de discussão sobre progressivo
Dicionário de Mitos Literários de Pierre Brunel
E muitas outras informações de sítios encontrados no Google.

GENESIS:

Peter Gabriel – Vocais/Flauta
Steve Hackett – Guitarra
Tony Banks – Teclados
Mike Rutherford – Baixo/Guitarra 12 cordas
Phil Collins – Bateria/Percussão/Vocais



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