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Rain Song: Led Zeppelin cover lota o Vila
Dando sequência a uma série de shows (iniciado em Julho, pela comemoração do mês do Rock) o Vila Dionísio continua abrindo suas portas para bandas cover de grandes nomes do rock mundial. Nesta quinta foi a vez do Led Zeppelin Cover, nas mãos da banda Rain Song, fazer a alegria de centenas de presentes na casa. O Led é uma das mais importantes bandas da história, isso não é novidade. Agora, numa quinta, meio de semana, o Vila ter uma das maiores lotações já vistas me surpreendeu. Tinha gente literalmente “saindo pelo ladrão”.
Nesse ponto me questiono: seria o Led o responsável por uma febre rock and roll entre boa fatia da juventude de Rio Preto? Nada disso. Um pouco diferente do Sabbath cover, desta vez 80% das pessoas que ali estiveram não pareciam conhecer a fundo a carreira musical de Page/Plant. Estavam ali claro para ver e ouvir a banda, mas seu interesse maior parecia ser mesmo a caça a “companias amorosas”. O que me vem à mente é que o nome “Led Zeppelin” carrega um status que para muitos é sinal de boa música e para outros é símbolo de uma pretensa cultura, a ser exibida para os demais. Nada disso importa. Cada um faz o que quer e curte e consome música da maneira que mais lhe agrada. Ninguém é obrigado ser um catedrático de música para consumí-la. Agora também me reservo no direito (na pele de quem está nessa cultura há mais de 25 anos) de me decepcionar ao ver um público que vibra “apenas” a sons conhecidos como “Rock and Roll” ou “Stairway to Heavy” e nem sabe quando a banda leva momentos fantásticos como “The Song Remains the Same” ou “Kashimir”. Numa auto-análise, acho que estou ficando mesmo um velho chato no que tange à cultura musical em geral.
Mas vamos ao show. A banda Rain Song é captineada por João Luiz, figura conhecida do cenário rock independente brasileiro. Vocalista do King Bird e do Eletric Funeral – Sabbtah cover (que conta agora com Andreass Kisser como membro permanente, conforme me confidenciou o próprio João Luiz), ele empresta sua voz à banda que homenageia a carreira da Jimmi Page e cia. E não decepciona. Seu carisma de palco é impressionante, superior até mesmo à sua técnica vocal. Outro destaque da banda é o baterista, experiente e preciso, que já prestou serviços à nomes como Rita Lee. Sua pegada foi realmente marcante, lembrando “levemente” algumas grandes performances do monstro Bonham. O show começa próximo das 23 horas. Diferente também do Sabbath cover, o show é aberto com a óbvia “Whole Lotta Love”. Na segunda faixa uma bela referência à Hocus Pocus, do holandês Focus, surpreende quem conhece a música desta outra lenda do rock. Mas a levada das músicas do Led foi realmente fiel às execuções originais da banda. O som estava novamente alto demais, o que pra mim é ótimo. E os clássicos iam sendo despejados sucessivamente no público que se aglomerava em todo canto da casa. “Since I've Been Loving You“. “The Rain Song”, “Misty Mountain Hop”, “Good Times Bad Times” e outras até que encerrarem com “Stairway to Heaven”. Uma pausa, até longa demais, no meio do show fez que o mesmo se estendesse até as 2:00 da manhã. Uma situação apavorante para quem teria que trabalhar logo pela manhã. Mas qualquer sacrifício é válido quanto se trata de relembrar a força que a música do Led têm ao vivo, é até mesmo uma íntima homenagem a esta banda, que talvez tenha sido a mais influente nas gerações atuais de músicos de rock. Que as lembranças desta noite perdurem ainda por muito tempo na mente de apreciadores da melhor música do mundo, mas que a expectativa cresça ainda mais, pois dia 24 de Agosto tem Scorpions Cover, a homenagem a outro monstro sagrado do rock.
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