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Papa Roach: Banda norte-americana fez show irretocável

Resenha - Papa Roach (Tropical Butantã, São Paulo, 15/12/2016)

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Por Nelson de Souza Lima, Tradução
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Se passaram 15 anos até que o Papa Roach voltasse ao Brasil. Desde o show no Rock in Rio 3, em 2001, que o grupo liderado pelo vocalista Jacoby Shaddix não dava as caras por aqui. Mas valeu a pena esperar. A apresentação do quarteto que, além de Shaddix, traz Jerry Horton (guitarra), Tobin Esperance (baixo) e Tony Palermo (bateria) foi irretocável. Literalmente, fizeram o Tropical Butantã tremer. E isso não é figura de linguagem ou exagero. Falo disso depois.

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Cheguei cedo ao Tropical para acompanhar toda a movimentação do público. Logo na entrada uma fila enorme demonstrava que a casa ia lotar. O que chama atenção entre os fãs do Papa Roach é que não há uma homogeneidade entre eles. Aliás notei que são bastante diferentes no quesito indumentária. Claro que o preto era cor dominante, contudo havia de todos os tipos: os caras de boné e bermuda, os cabeludos de calça camuflada, outros com dread locks, muitos tatuados e até alguns com cara de bancário que acabaram de encerrar o expediente.

Essa variedade se deve ao fato da banda misturar uma porrada de gêneros como, metal, Hard Rock, Nu Metal, Rapcore, rapmetal e alternativo.
Bom, antes de entrar uma passada na lanchonete da esquina pra comer um sanduba e forrar o estômago.

Após o rango, peguei minha credencial e entrei trocando ideia com algumas pessoas que estavam curiosas pra saber qual era a banda de abertura.

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Eu falei que era o Sioux 66. A mesma que abriu pro Aerosmith algumas semanas atrás. Fiquei circulando entre pista e camarote vendo a movimentação do público que ia aumentando e fazendo muitas selfies. Dei uma passadinha na lojinha das bandas, contudo desta vez não comprei nada. Logo depois trombei com o camarada Fernando Yokota, trocamos uma ideia e em seguida, de câmera em punho, ele seguiu pra frente do palco, pois a apresentação do Sioux 66 estava pra começar. Como sempre o cara fez ótimos cliques, olhem as imagens.

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Demorou um pouco pro quinteto paulistano liderado pelo vocalista Igor Godói entrar. Alguns detalhes de ajuste técnico para deixar o som redondo, contudo isso não comprometeu o show da banda.

Godói é um grande vocalista se movimentando por todo o palco, agitando a galera, sempre chamando o público para interagir. Pena que o mesmo não correspondeu na mesma proporção que o grupo merecia. Atrás de mim um sujeito pedia a saída da banda, mas era uma voz isolada.
As letras do Sioux são todas em português, ponto pra eles, pois estamos carentes de bandas com atitude e que cantem na língua pátria.

No set dos caras constaram “O Rei”, “Diante do Inferno” e “Outro Lado”. Gostei também da versão pesada de “O Calibre”, clássico do Paralamas do Sucesso e a palhinha que fizeram de “Fight For Your Right”, dos Beastie Boys.

Fizeram uma apresentação competente que valeu como aquecimento. Terminado o show do Sioux resolvi dar mais uma circulada pela casa que a esta altura já estava praticamente lotada. Uma água pra refrescar, pois apesar da temperatura baixa lá fora, a casa estava quente. Como não sou um cara muito alto achei melhor acompanhar tudo dos camarotes, pois assim dá pra ter uma ideia legal da reação do público.

Por volta da 22h10 as luzes apagam e a banda entra com os primeiros acordes de “Face Everything and Rise”, música de “F.E.A.R”, mais recente álbum do Papa Roach, lançado em 2015.

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Jacoby Shaddix é uma usina de energia, não para indo de um lado a outro do palco agitando a galera, que ensandecida, acompanhava o vocalista, gritando, cantando todas as músicas loucamente.

Fiquei no camarote no qual dois caras gritavam, cantavam, se abraçavam, tiravam fotos e gravavam o show. Detalhe que um deles estava com o pé direito machucado e usava muleta. Mas quem disse que isso foi problema? O cara pulava num pé só de modo que daria inveja em qualquer Saci-Pererê.

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No camarote ao lado umas garotas também enlouquecidas pela música subiram nos bancos pra poder ver melhor e copos de cerveja na mão. Resolvi sair de perto pra não tomar um banho de cevada, pois isso aconteceu no show do Zakk Wylde, ano passado.

Shaddix e companhia mandaram uma porrada atrás da outra, entre elas, “Crooked Teeth”, “Between Angels and Insects”, “Hollywood Whore” e “Blood Brothers”.

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Shaddix conversou muito com o público, falava de forma como se estivesse tocando em casa para os amigos. Muito à vontade pedia para o público gritar e era sempre correspondido.

Como sempre em shows de rock alguma coisa inusitada acontece. De repente no meio da pista alguém abriu um guarda-chuva e começou a correr de lá pra cá. Pensei: “Será que o cara vai dançar um frevo?”. Mas logo ele fechou o guarda-chuva pra não machucar ninguém.

Ah sim, voltando a falar do fato da casa tremer literalmente. O cara que pulava numa perna só estava tão animado que o chão do camarote tremia sob meus pés. Para onde eu olhasse o público pulava e cantava a plenos pulmões. Na pista uma enorme roda se formou. Um caos. Mas um caos organizado. Todos se divertiam numa boa.

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Depois de tantas porradas na cachola. Shaddix e o guitarrista Jerry Horton, que de violão em punho, mandaram um acústico da bela “Scars”. Foi um momento bem legal. A balada empolgou o público que cantou junto num coral bacana. Só faltaram os isqueiros.

Na sequência mais algumas porradas entre elas “Gravity”, também do álbum novo. Após “Still Swingin' o grupo deixou o palco aos brados da galera. Alguns segundos de espera e os caras voltam pra encerrar com “Last Resort”, a minha favorita”, e “To Be Loved”.

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Shaddix reverenciou o público prometendo voltar logo.

Uma noite para os devotos do Papa Roach não esquecer.

SET LIST

Face Everything and Rise
Crooked Teeth
Between Angels and Insects
Getting Away With Murder
Warriors
Kick in The Teeth
Hollywood Whore
Forever
Blood Brothers
Scars
Gravity
Where Did the Angels Go?
Still Swingin'

Last Resort
… To Be Loved

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Sobre Nelson de Souza Lima

Jornalista, repórter, resenhista, colunista musical. Assim é Nelson de Souza Lima. Mas acima de tudo um amante do rock, classic, hard e metal. Entre minhas entrevistas estão as feitas com Angra, André Mattos, Royal Hunt, Blind Guardian, entre muitas outras. Além disso sou baixista da banda de Classic Rock e metal The Green Pigs.

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