Ritchie Blackmore's Rainbow: O retorno no Monsters da Alemanha

Resenha - Rainbow (Monsters of Rock, Loreley, Alemanha,17/05/2016)

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Por Matheus Palmieri
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Enfim após quase vinte anos de espera, pôde-se vivenciar Ritchie Blackmore voltar aos palcos celebrando o Rock and Roll mais uma vez. Foi emocionante presenciar uma das personagens mais influentes da história do Rock and Roll dedilhar os riffs que, sem sombra de dúvidas, moldaram o Heavy, o Hard e o próprio Rock and Roll.

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Loreley por si só já é um show a parte. Às margens do Rio Reno, num lugar feito especialmente para shows, a acústica é impecável, nem mesmo a chuva intermitente ao longo do dia conseguiu por abaixo a atmosfera nostálgica da volta do monstro Blackmore ao rock.

Em termos gerais os músicos do renovado Rainbow foram bem. David Keith, o baterista, faz o básico sem chamar a atenção, não se impôs atras do kit e não trouxe muita energia às musicas, deixando o clima em alguns momentos mais morno. O tecladista, Jens Johansson, faz muito bem o seu papel, encaixando-se perfeitamente na banda tanto sonora quanto presencialmente. A excelente surpresa veio com o baixista Bob Nouveau. Ótima presença de palco e de espírito, com uma pegada forte, elevou a cozinha do Railnbow a patamares que nem Bob Daisley nem Jimmy Bain chegaram, nitidamente o braço direito de Blackmore nessa nova empreitada, carregou a banda nas costas. Ronnie Romero executou com maestria os vocais, tanto das composições do Deep Purple quanto do Rainbow, mesmo tendo a árdua missão de cantar músicas de Ian Gillan, John Linn Turner, David Coverdale, Glen Hughes e o maior de todos os tempos Ronnie James Dio, que, em especial, apresentou um timbre impressionantemente semelhante.

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Quanto ao Blackmore, o que dizer? Se escrever por aqui que não apresentou nada de novo não seria mentira e isso nos deixa extremamente felizes. Depois de quase vinte anos longe do Rock and Roll mostrou porquê é um dos mais influentes guitarristas da história. Orquestrou a banda do início ao fim, das músicas ao comportamento dos musicos no palco (principalmente de Ronnie Romero, que o chamou de chefe em determinado momento do show).

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O prometido por Blackmore foi cumprido com perfeição. Os maiores clássicos do Deep Purple e Rainbow foram tocados naquela noite. Claro que todos têm seu set list preferido, mas ninguém pode negar de que os treze petardos apresentados fizeram muitas pessoas felizes. Abrindo informalmente com Highway Star, passando por Dificult to Cure, Child in Time, Stargazer, Catch the Rainbow, Perfect Strangers, solos de bateria, teclado e baixo, uma emocionante homenagem à Ronnie James Dio, duas saídas de palco e finalizando a noite com fogos de artifício em Smoke on the Water, o Ritchie Blackmore's Rainbow ressurgiu com maestria e ao mesmo tempo que apresentou fôlego para dar continuidade a essa história, se acabasse agora seria no cume, no cume de uma montanha de prata.

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