Amorphis: Outra grande performance no Hangar 110

Resenha - Amorphis (São Paulo, Hangar 110, 27/05/2016)

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Por Diego Camara
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Após quatro anos longe de nosso país, os finlandeses do Amorphis retornaram mais uma vez para as terras brasileiras para uma turnê. Divulgando seu excelente último álbum “Under the Red Cloud”, lançado em 2015, o show prometia muito. Tanto para o público quanto para a crítica, já acostumados pelas performances irretocáveis da banda, não seria nenhuma surpresa que teríamos outra grande performance no Hangar 110.

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É de se ressaltar que o público da banda deu uma boa encolhida neste ano, que explica a mudança de local para o show antecessor, que foi no Carioca Club. O Hangar 110, porém, estava bem cheio, com uma lotação muito boa para o seu tamanho. A entrada na casa foi bastante tranquila, sem nenhum atraso ou problema. O início do show, marcado para as 21h, também ocorreu no horário.

Quando se iniciou a intro de “Under the Red Cloud”, o público já se empolgou. O som do Hangar110 estava muito bom, e melhoraria ainda bastante durante o show. A bateria soava perfeita, e o vocal de Joutsen sobressaia em medida exata por sobre o som potente da banda. O público cantou com vontade, aprovando o novo som dos caras. A animação continuou no alto com as também do novo disco “Sacrifice” e “Bad Blood”, que se destacou pela excelente abertura das guitarras de Holopainen.

Mas não só de novas músicas viveu o show do Amorphis, que trouxe alguns clássicos muito bons para sua apresentação em São Paulo. O primeiro deles foi “Sky is Mine”, do álbum “Skyforger”, muito bem quisto pelos fãs, que curtiram muito e cantaram junto durante toda a música, com direito a fazer sozinho o coro no final da apresentação. Outra música que foi extremamente bem recebida pelo público foi “On Rich and Poor”, do “Elegy”, com destaque para o ritmo alucinante da música e os vocais guturais de Joutsen.

Na segunda metade do show, a banda foi ovacionada por “Silent Waters”, com a performance arrepiante de teclado em sua abertura, pela clássica “My Kantele”, uma das melhores da noite e munida das excelentes guitarras de Holopainen e Koivusaari em seu final, além de um público afiado que cantou junto a música inteira. Fechando o show, Joutsen pediu para o público cantar junto com ele “House of Sleep”, e foi muito bem atendido pelos fãs.

A banda retornou rapidamente ao palco para tocar o bis. Ele foi aberto por “Death of a King”, música excelente do novo disco e maior candidata a permanecer nos setlists da banda por muitos anos pela sua potência nas guitarras e uma base forte. Na sequência, o grande sucesso “Silver Bride” encheu o pulmão do público, da sua abertura deliciosa nas guitarras de Holopainen e de uma sinergia impressionante da banda com o público, que sem dúvidas coroou o final de um excelente show. “Black Winter Day”, clássico de “Tales From the Thousand Lakes”, o primeiro álbum da banda, veio no fim, não com o mesmo ânimo de sua antecessora, mas ainda assim muito bem.

O show como um todo foi excelente, tanto na produção da Overload como na qualidade das instalações do Hangar110. O único problema técnico, o problema no microfone do vocalista em “Hopeless Days”, foi rapidamente contornado e não prejudicou a performance da banda, o que ressalta ainda mais o excelente trabalho de toda a equipe, que esteve de parabéns.

Amorphis é:
Tomi Joutsen – Vocal
Esa Holopainen – Guitarra
Tomi Koivusaari – Guitarra
Niclas Etelävuori – Baixo
Santeri Kallio – Teclado
Jan Rechberger – Bateria

Setlist:
1. Under the Red Cloud
2. Sacrifice
3. Bad Blood
4. Sky Is Mine
5. The Wanderer
6. On Rich and Poor
7. Drowned Maid
8. Dark Path
9. The Four Wise Ones
10. Silent Waters
11. Relief
12. My Kantele
13. Hopeless Days
14. House of Sleep
Bis:
15. Death of a King
16. Silver Bride
17. Black Winter Day

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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