Exodus: A apresentação de uma das maiores bandas de thrash no RJ

Resenha - Exodus (Circo Voador, Rio de Janeiro, 28/01/2016)

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Por Guilherme Guerra
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Na última quinta feira dia 28, aqui no Rio de Janeiro, fui ao Circo Voador assistir uma das maiores bandas de Thrash Metal da história, o EXODUS. Com o show marcado para as 21h cheguei com antecedência à casa localizada no centro do Rio. Faltando menos de 1h para a atração principal não me surpreendi ao encontrar o local vazio, beirando o ridículo.

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Afinal, Gary Holt não se apresentaria junto com a banda, já que havia ficado nos EUA, para completar chovia muito e a cidade estava um caos. A curiosidade da hora foi Tom Hunting(baterista) que circulava pelo Circo, quase como um fã, tirando fotos, distribuindo autógrafos e simpatia.

A abertura ficou com TEST, banda de Metalcore paulista com apenas dois integrantes, um guitarrista/vocal e um batera. Nada a declarar, tocaram poucas músicas para menos gente ainda. O som pareceu ser bom, porém quase não se ouvia a voz do vocalista, prejudicando muito o resultado final.

Chegando a hora do show, Zetro e cia entram no palco pouco depois das 21h15 e começaram sua sessão de violência em forma de música para um Circo Voador “copo meio cheio copo meio vazio”. A banda parecia não ligar muito e tocou “Black 13” e “Blood in, Blood Out” com muita energia. Fiquei na grade, literalmente, o show começava a ficar mais cheio, porém nada que apertasse. Tudo muito tranquilo, o pau comendo no mosh pit e o Exodus literalmente colocando o Circo Voador abaixo.

Destaque negativo desse começo de show foi o baixo de Jack Gibson que iniciou quase inaudível, mas o erro foi reparado ao longo da primeira música. Zetro, animava e pedia barulho do público a todo momento, que respondia à altura. Visivelmente a banda gostava de estar ali e era o melhor ambiente possível para um show de metal.

Seguiram tocando o novo álbum “Blood In Blood Out” até mais ou menos metade do Set, após isso foi “velharia” atrás de “velharia”, um show para os fãs novos tanto quanto para os old school. A execução da banda toda era ótima, o som da casa perfeito. E lá se foram os clássicos: “Metal command”, “Piranha”, “War is my shepherd” (no refrão perdi totalmente a voz) e desenterram “Impaler” da época em que Kirk Hammett ainda era da banda.

Finalizaram com uma trinca perfeita. “Bonded by Blood”, “Toxic Waltz”(Nessa segunda aconteceu a já tradicional Wall of Death) e Strike of the Beast” fazendo todos esquecerem que na manhã seguinte levantariam para trabalhar e pedirem por mais. Um show de 1h30 que poderia ter tranquilamente 3h.

Vimos uma banda tocando muito, sem titubear, em forma. Steve Zetro demonstrando que apesar da idade continua com uma voz invejável, Gary Holt fez falta, mas foi substituído à altura por Kragen Lum. Com certeza aquela quinta feira foi uma noite intensa de muita porradaria, metal e sorrisos na Lapa. Uma noite, que eu e todos os presentes guardaram na memória.

Setlist Completo:

1-Black 13
2-Blood In, Blood Out
3-And Then There Were None
4-Children of a Worthless God
5-Deranged
6-Salt the Wound
7-Body Harvest
8-Metal Command
9-Piranha
10-War Is My Shepherd
11-A Lesson in Violence
12-Blacklist
13-Impaler
14-Bonded by Blood
15-The Toxic Waltz
16-Strike of the Beast

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