FOA: Não foi só ausência do Exodus; Bandas brasileiras detonaram

Resenha - Fortaleza Open Air (Praça Verde do Dragão do Mar, Fortaleza, 22/01/2016)

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Demoramos a escrever essa resenha (já demoramos normalmente, com essa usamos ainda mais tempo). Queríamos ser justos. Precisamos aguardar um pouco até entender melhor o que realmente aconteceu na Praça Verde do Dragão do Mar em 22 de janeiro de 2015. Até hoje ainda não temos todas as respostas, mas, as notas divulgadas já dão uma ideia melhor de que, em meio a outros problemas, falhas de comunicação, falta de comprometimento de uma banda, falta de jogo de cintura de ambas as partes podem ter causado o que se tornou assunto durante toda a semana, não só entre apreciadores de Heavy Metal. Apesar de tudo isso, quatro bandas puseram a competência a prova e fizeram quatro shows poderosos. É em respeito a essas bandas, principalmente, que uma resenha do Fortaleza Open Air tinha que ser feita. E você confere tudo logo a seguir.

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SOH

O atraso para a entrada das bandas no palco foi o primeiro dos problemas do festival. De certa forma, num primeiro momento isso foi até benéfico por nem todos, incluindo este que vos fala, conseguirem chegar a tempo numa sexta-feira. A banda encarregada de abrir o festival foi a cearense SIEGE OF HATE, também conhecida como S.O.H. Os cearenses mandaram ver num set que cobriu os três discos e o EP mais recente, "Brave Civil War", lançado em vinil de 7". Bruno Gabai (guitarra/vocal), George Frizzo (baixo) e Saulo Oliveira (bateria) também receberam Ricarte Neto, ex-membro, na guitarra e backing vocais. Paulistas e brasilienses terão a oportunidade de conferir o poder de fogo do grind/death cearense em março, quando a SOH toca junto com o EXTREME NOISE TERROR em turnê sul-americana.

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Setlist
1. Grinding Ages
2. Brave New Civil War
3. Steamroll Democracy
4. Catharsis
5. The World I Never Knew
6. Forthcoming Holocaust
7. Hypochrist
8. Subversive by Nature
9. The Walls Built Inside Us
10. Say Your Prayers
11. Hardening The Truth Behind
12. Burn Them Down
13. Siege of Hate

METACROSE

Os paraibanos foram os primeiros convidados de fora do estado a se apresentar no Fortaleza Open Air. No setlist, principalmente canções do primeiro full-length da banda de João Pessoa, "InTerrorGate". Após a intro, os caras mandaram "Just Enough Rope", "What's Wrong With Killing" e "Is This Democracy?". Nesta o público demonstrou ter sido cativado e cantou junto com a banda o refrão "Tierra Y Libertad". "How Can I Know Who I Am?", que originalmente teve a participação de Marcus Siepen, guitarrista do BLIND GUARDIAN, também fez parte do set. "Zé do Caixão", faixa em português em homenagem ao grande personagem de José Mujica Marins, fecharia o set mas foi interrompida por causa do cronograma, cujo atraso inicial se propagava ao longo do festival.

KRISIUN

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Os três irmãos do KRISIUN fizeram exatamente o que se esperava deles: um show avassalador. O trio gaúcho sabe unir como ninguém técnica e brutalidade e, naquela ocasião, tinham um motivo a mais para levar o público ao delírio, o recém-lançado álbum "Forged in Fury" que, embora tenha tido pouco espaço no show (claro, o KRISIUN tem muitas canções que os fãs sempre estão ávidos para ouvir), foi muito bem representado por "Scars of Hatred". Alex Camargo ainda lembrou da primeira vez que tocaram em Fortaleza (no agora distante 1996) e pontou: "Pra tu ser do metal, tem que ter moral". Apesar dos problemas no som já registrados anteriormente no palco do F.O.A, canções como "Blood of Lions" e "Descending Abominations" foram apresentados com som extremamente limpo. Enquanto isso, nos bastidores, o boato de que o EXODUS, atração principal da noite, não tocaria começou a tomar forma. E como se isso não bastasse, veio a chuva.

Parte do público, obviamente, se escondeu como pode. Outra parte continuou fazendo mosh no meio da chuva (um espetáculo bonito de se ver). Alex declarou que era sempre uma emoção cantar músicas do MOTORHEAD (nós inclusive já os tínhamos visto mandar "No Class" em Recife, no Abril Pro Rock) e puxou o coro: "Lemmy, Lemmy, Lemmy", acompanhado pelo público sob a chuva que se tornava cada vez mais forte. "Não é porque ele morreu. A gente sempre celebrou o MOTORHEAD", complementou o vocalista antes de iniciar "Ace of Spades", o maior clássico dos agora saudosos Lemmy e Phil Taylor.

Nós, que estávamos ali para escrever este texto, não aguentamos. Largamos o ofício e fomos para a roda sob o aguaceiro. A quantidade de pessoas se abrigando da chuva na tenda montada para proteger a mesa de som, no entanto, pode ter sido o fator que fez com que parte da lona deixasse cair uma grande quantidade de água próximo a mesa, causando pânico nos técnicos e uma falha no som que poria prematuramente fim ao show. Mesmo com a falha, a banda não se importou e continuou tocando "No Class" com a mesma brutalidade, mas estava claro que não iria muito além disso.

VULCANO

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Com a chuva dando um pouco de trégua, o VULCANO rapidamente passou o som e já iniciaram com uma bela instrumental, seguida de "Witches Sabbath". Os boatos, no entanto, não davam trégua e parte do público se mantinha temerosa, enquanto outra parte se entregou ao mosh ao som de "Death Metal", "The Signals", "Dominions of Death" e "The Evil Always Returns", todas canções que ao vivo, pelas mãos de Luiz Carlos Louzada (vocalista), Zhema Rodero (guitarra), Arthur Von Barbarian (bateria), Ivan Pellicciotti (baixo) e o novato Gerson Fajardo (guitarrista), tornam-se ainda mais especiais.

Louzada lembrou: "A gente tenta resgatar as raizes do Heavy Metal". E avisou que mandou o novo trabalho pra fábrica, além de mencionar que um novo membro, o guitarrista Gerson estava estreando. "Essa música faz parte de uma trilogia que está nesse álbum", ele completou antes de "The Beast/The Hermit".

Louzada dominava o público (ou pelo menos a parte que não estava tão ávida perguntando a um e outro se havia informações sobre o show do EXODUS) com seu vocal cavernoso. Zhema tocava de óculos escuros, nem dando pra ver os olhos fechados (o que conferiria ao show uma emoção ainda maior). Já o aparentemente doce Artur Von Barbarian se transforma numa fera quando vai pra traz da bateria.

Do álbum "Bloody Vengeance", os paulistas tocaram "Ready To Explode". E do "Tales from Black Book", "Gates of Fire", seguida da própria "Bloody Vengeance", com seu solo matador. O público gritava "Vulcano, Vulcano". Para muitos, era o primeiro show da banda. E estes, com certeza, já tinham se tornado fãs, diante da excelente apresentação dos veteranos.

Zhema tomou o microfone para agradecer a Fortaleza, à cena de Fortaleza. Disse que há 32 anos foi em Fortaleza que o "Live" (álbum, falemos a verdade, bem tosco) mais vendeu. O microfone de Louzada, no entanto, estava falhando muito no final do show, tanto que no discurso que abre "Total Destruição" chegamos a pensar que havia ali algum tipo de efeito, ficando claro mais adiante que estávamos enganados.

Além da boa presença de palco de Louzada, do feeling de Zhema e da participação apenas correta de Ivan, o que mais ajudou a conquistar mais almas para o séquito de seguidores do VULCANO era a performance de Artur Von Barbarian. O baterista era o próprio coisa ruim. As canções que fecharam o show bem que poderiam ser renomeadas para "Guerreiros Von Barbarian" e "Legiões Von Barbarian". O capiroto, se encontrasse o velhinho espancando seu instrumento numa madrugada, certamente sairia correndo com medo.

EXODUS

O que acontecia nos bastidores, no hotel, no aeroporto não sabíamos. Pouco nos chegava através das redes sociais e aplicativos de comunicação instantânea. E menos ainda vinha da produção do show que cometia ali, nos quarenta minutos que se seguiram, o maior de seus pecados.

Ficava cada vez mais claro que o show da VULCANO teria sido o último da noite. No entanto, por quarenta minutos, ninguém da produtora foi ao palco para fazer algum pronunciamento. O que se via era o palco sendo desmontado. O público, no imenso espaço que se tornou a Praça Verde diante do relativamente pequeno número de presentes, podia ser dividido entre aqueles que estavam acompanhando, dando vida aos boatos, agora confirmados como fatos, e aqueles que tinham passado a noite inteira bangueando e eram agora pegos de surpresa pela péssima notícia não dada. O EXODUS não tocaria. A expressão "como assim?" podia ser nitidamente lida em alguns olhares ainda atônitos. E por parte da produção, ninguém aparecia nem para dizer "estamos tendo um problema e estamos tentando resolver", ou qualquer outra coisa no sentido para acalmar os ânimos. Faltou comunicação com o público (uma fração do qual tinha viajado algumas horas para estar ali).

Se em outros ambientes o headbanguer pode ter fama de violento, principalmente pelo, digamos, vigor expresso no metal, entre os bangers a fama é de que somos um povo pacífico. Experimente tropeçar e cair no meio de uma roda. Três ou quatro desconhecidos imediatamente aparecerão para lhe ajudar a levantar ou evitar que você seja pisoteado. Agora, experimente olhar um pouco mais na direção de alguma namorada de alguém em um forró. É morte certa. No entanto, a situação ali era um pouco mais complicada.

A perplexidade do público se tornou indignação. E a indignação se transformou em ameaças. E as ameaças se transformaram em ações. Conforme afirmei em matéria anterior, parte do público passou a jogar latas e pedras nos equipamentos de som e iluminação, além de arrancar as grades de proteção e arremessá-las em direção ao palco. Outra parte, que mais uma vez, fique claro, apenas assistia, apesar de compartilhar da mesma indignação. O produtor do show ainda chegou a aparecer no palco, pedir que aquela primeira parte do público não continuasse a destruição, mas passou a ser ele próprio alvo dos objetos. Já era tarde para isso e sua integridade física e até sua vida correram risco diante da turba enlouquecida, antes cidadãos indignados, agora vândalos criminosos.

Minutos mais tarde, não satisfeitos com a destruição do palco, os vândalos agiram como moleques e atacaram um dos bares, roubando o que puderam alcançar.

Semanas antes, no último sábado de 2015, nós tínhamos encontrado o mesmo produtor na mesma Praça Verde. Conhecíamos os seus planos. Sabíamos dos muitos nomes que ele pretendia trazer a Fortaleza. Não podíamos acreditar que o que acontecia ali era motivado por falta de pagamento ou qualquer outro tipo de desonestidade. Em 2015, atrações antes inimagináveis como SONATA ARCTICA e CANNIBAL CORPSE (cada qual com seu público fiel e seleto) pousaram em Fortaleza através das mãos do franzino rapaz. Por que duvidar que ele pretendia continuar no mesmo ritmo em 2016, 2017 e até entrar na corrida por algo maior como uma segunda visita do IRON MAIDEN, ou um METALLICA, um AC/DC no futuro? Muitos erros aconteceram ali (a falha na comunicação era o mais grave), mas não acreditávamos (e não acreditamos) que ele fosse jogar todos esses planos pro alto por causa de um show que não teve o público esperado.

* Falha na comunicação

Como dissemos, a presença de um locutor/apresentador pode ter feito uma baita diferença no resultado do festival. Não havia essa figura nem mesmo para incentivar o público a aderir ao Club 4U, programa de fidelização da produtora que, embora tenha se mostrado uma boa ideia, foi relegado a quarto, quinto plano durante o festival.

* Segurança

A segurança estava claramente subdimensionada (vimos até um sujeito pulando o muro da Praça durante o show do KRISIUN para assistir o show de graça - será que este vai pedir reembolso do ingresso?). Se não havia segurança, tampouco avistamos brigadas de socorristas, bombeiros, etc, o que deveria haver em um show para o público que foi esperado.

* Staff reduzido

O staff também parecia reduzido (seria por causa do SANA, evento de cultura japonesa que aconteceria no mesmo final de semana no Centro de Eventos e que poderia roubar parte da mão de obra em que a produtora confiava?).

* Super-dimensionamento do local

Teria sido o local super dimensionado? Teria sido a expectativa de público super dimensionada? Manaus, para onde a banda se dirigiu, parece ter tido um público ainda menor, mas num local bem menor. Talvez o Armazém, onde recentemente CANNIBAL CORPSE, TESTAMENT e TARJA já haviam se apresentado fosse uma melhor opção. O próprio Carioca, em São Paulo, é bem menor que a Praça Verde.

* Chuva

A chuva torrencial que castigou a capital cearense desde a quinta-feira também teria sido um fator que teria contribuído tão negativamente para o resultado do festival? Outras produtoras rapidamente trataram de cancelar ou alterar o local dos shows que realizariam na sexta. A apresentação dos DEMÔNIOS DA GAROA foi adiada. OS PARALAMAS DO SUCESSO, SKANK e SELVAGENS A PROCURA DE LEI apresentariam-se no Colosso Lounge e foram remanejados para o Siará Hall. Algo poderia ter sido feito nesse sentido?

* Discordâncias banda/produção

Discordâncias em relação aos horários teriam sido o estopim da crise? A própria ausência de Gary Holt já poderia ser considerada um estelionato, uma vez que nenhum motivo foi claramente apresentado para a ausência do maior nome do EXODUS na turnê. Se eu falto ao trabalho e não dou uma boa explicação, forneço aos meus empregadores motivos para me demitir. Dar atenção à minha família pode até ser visto como motivo nobre, mas se eu assumir compromissos terei que cumpri-los. Ou você acha que não? Quem exatamente foi o primeiro a quebrar o contrato? O que você pensaria de ir a um show do U2 sem o The Edge? Ou, para ficar nas bandas que tocaram, um show do KRISIUN sem o vocal cavernoso do Alex Camargo ou do VULCANO sem o Artur Von Barbarian mergulhando na bateria enquanto Zhema sola de olhos fechados? Ou mesmo um show da TARJA...sem a TARJA?

Hoje, produtora e banda trocam acusações através de notas nas redes sociais. Aguardamos novos capítulos dessa novela, sendo o mais justo, em nosso entendimento, a devolução ao público do dinheiro pago pelos ingressos, a devolução à produtora do cachê do show não tocado e a identificação e responsabilização criminal de quem destruiu equipamentos e saqueou o bar.

Fortaleza já está na rota dos grandes shows. E esperamos que continue assim. Problemas aconteceram, erros foram cometidos. Que a produtora, assim como toda a cena de Fortaleza seja capaz de enfrentar esse triste episódio e que saia dele fortalecida. Que o que possa ser corrigido seja corrigido. Que o que mereça punição, receba esta punição. Mas, que não tenhamos que voltar ao tempo em que só víamos as grandes bandas quando seus aviões passavam, a dez mil pés, sobre a cidade. Um desses aviões vai pousar em março. E vai trazer o IRON MAIDEN. Que muitos venham no seu rastro enquanto refletimos, aceitamos que erramos e nos mantenhamos persistentes na vontade de ser melhores a cada dia.

Agradecimentos:
André Rocha, pelas fotos que ilustram esta matéria.
Produções 4U, pela atenção e credenciamento.

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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