Made In Brazil: Uma noite histórica para o rock nacional

Resenha - Made In Brazil (Centro Cultural São Paulo, São Paulo, 08/11/2015)

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Por Nelson de Souza Lima, Tradução
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Foi uma noite histórica para o rock nacional. Quem foi ao Centro Cultural São Paulo, no último domingo, para conferir o legendário Made In Brazil viu uma constelação de astros do rock brasuca, sobretudo o paulistano. Comemorando 48 anos de carreira a banda criada e liderada pelos irmãos Oswaldo e Celso Vecchione não economizou nos convidados. Em 90 minutos de show a banda recebeu um timaço formado por grandes nomes que fazem o rock brasileiro ser respeitado com um séquito enorme de fãs. Aliás, reitero meu comentário feito em outras oportunidades que em eventos de rock and roll várias gerações se reúnem. E nesse não foi diferente. Pais e filhos juntos curtindo a zonzeira do grupo que além de Celso na guitarra e Oswaldo no baixo e voz, traz na atual formação Rick Ricardo “Monstrinho” Vecchione (bateria), Otávio Lopez Garcia “Bangla”, (saxofone), Guilherme “Ziggy” Mendonça (guitarra), Ivani “Janis” Venâncio (backing vocal) e Roberta “Rock N’ Roll” Abreu (backing vocal). Este é o Made In Brazil no momento. Para a próxima apresentação não se sabe, uma vez que a banda muda muito de integrantes O grupo teve mais de 200 formações diferentes nestes quase cinquenta anos. Fato que levou os caras a ingressar no Guinnes Book, o livro dos recordes. Outro momento emblemático na carreira envolveu o álbum “Massacre”, de 1977. Censurado pelos militares o disco só foi lançado em 2005.

Antes do show fiquei circulando pelo backstage e pude travar contato com inúmeros roqueiros, entre eles, Paulão das Velhas Virgens, Théo Werneck, Paulo Thomas do Kamboja e a lenda viva, Serguei. O icônico roqueiro carioca, que raramente faz show, veio especialmente de Saquarema para participar da festa do Made e aproveitou para celebrar os 82 anos de idade. Não perdi a chance de tietar o velho Serguei e parabenizá-lo pelo aniversário. Paulão, vocalista das Velhas resumiu num só palavra a noite: “Fantástica”.

Troquei várias ideias com os amigos da imprensa que, muito camaradas, me ajudaram a descobrir o repertório do show.

Quem conhece o Centro Cultural São Paulo sabe que as apresentações acontecem na Sala Adoniran Barbosa em formato de arena. Os músicos tocam, literalmente, no meio da galera. Isso permite uma aproximação entre artista e fã. Tudo ajudou para um grande espetáculo. O show estava marcado para às 18 horas e as portas abriram vinte minutos antes. Um público bastante razoável, em torno de 550 pessoas, começou a se acomodar enquanto banda e convidados se concentravam nos camarins. As 18 horas Márcio Baraldi, cartunista mais roqueiro da história, sobe ao palco e no melhor estilo mestre de cerimônias conta um pouco da trajetória do Made.

Anunciou que o show seria gravado para o primeiro DVDocumentário da banda e que a noite marcava também o lançamento da revista Made In Brazil em formato HQ.

Até jogou alguns exemplares para a plateia. Quem pegou, pegou.

Em seguida entram Celso, Oswaldo e a banda. Reverenciados saúdam o público e iniciam o que seria uma aula de rock. Abriram com “Uma banda Made In Brazil”, do primeiro disco. Na sequência entra o guitarrista Caio Durazzo, do Crazy Legs, e seu visual rockabilly para detonar “Gasolina”, uma inspiração e homenagem a Chuck Berry.

Para cada música Oswaldo anunciava um convidado e eles se sucediam para deleite do público. Clemente Nascimento, líder dos Inocentes chegou no meio do show esbarrando em mim. Coisas do rock.

E os convidados foram vários entre amigos e ex-integrantes do Made, como Tony Babalu, João Bosco Ferreira, Caio Flavio Gugliometo, Rubens “Rubão” Nardo, Kim Kehl e Ivan Busic.

Outro que não deixou pedra sobre pedra foi Simbas. Mais um ex-integrante do Made mostrou que ainda tem muito rock na veia, com a voz em perfeitas condições detonou "Meu Anjo da Guarda".

Cada convidado que deixava o palco era cercado para tirar fotos com os fãs e registrar a noite.

Quando Serguei foi anunciado mais reverencias e aplausos para o velho roqueiro.

Foi homenageado e cantou a emblemática “Minha vida é rock and roll” que fechou a apresentação.

Um show e tanto mostrando o quanto o Made In Brazil é referência para o segmento roqueiro no nosso país merecendo todas as reverências.

SET LIST
Uma banda Made In Brazil
Gasolina
Pauliceia Desvairada
Rock de verdade
Vou te virar de ponta cabeça
Rock de São Paulo
Todo dia rola um blues
Os bons tempos voltaram
Tô à toa
Menina pare de gritar
Tudo bem. Tudo bom
Aquarela do Brasil
Anjo da Guarda
Jack O Estripador
Minha vida é rock and roll

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Sobre Nelson de Souza Lima

Jornalista, repórter, resenhista, colunista musical. Assim é Nelson de Souza Lima. Mas acima de tudo um amante do rock, classic, hard e metal. Entre minhas entrevistas estão as feitas com Angra, André Mattos, Royal Hunt, Blind Guardian, entre muitas outras. Além disso sou baixista da banda de Classic Rock e metal The Green Pigs.

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