Anathema e Paradise Lost: Alegria e satisfação em Porto Alegre

Resenha - Anathema e Paradise Lost (Bar Opinião, Porto Alegre, 07/09/2015)

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Por Guilherme Dias
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Fotos: Liny Oliveira
facebook.com/photoslinyoliveira

Os ingleses do Paradise Lost e Anathema estiveram pela primeira vez em Porto Alegre no dia 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil. As bandas surgiram na mesma cena musical, a do “doom metal”, porém passearam por diversas experimentações durante a carreira, até ficarem carimbadas como bandas precursoras do “gothic metal”, embora sejam inrotuláveis.

O Paradise Lost divulga o seu recém-lançado disco “The Plague Within”, porém aproveitou a ocasião para realizar um apanhado de toda a sua carreira. Músicas de diversas fases da banda estiveram presentes no repertório. Liderada por Nick Holmes (vocal), a banda possui Greg Mackintosh (guitarra), Aaron Aedy (guitarra) e Steve Edmondson (baixo) juntos desde o início da carreira, o único membro que não fez parte da formação original é Adrian Erlandsson (bateria), que entrou na banda em 2009.

O show teve início com “The Enemy” (“In Requiem”, 2007), seguida de “No Hope In Sight” (“The Plague Within”, 2015). Após esse primeiro momento, o vocalista Nick Holmes agradeceu a participação do público, perguntou como todos estavam e anunciou a música que dá nome ao segundo álbum do grupo, chamado “Gothic” (2007).

Algumas canções do bem elaborado “Draconian Times” (1995) não poderiam faltar. As selecionadas foram “Enchantment” e “Hallowed Lands”, justamente as faixas que abrem uma das obras-primas da banda.

Após Nick anunciar “Faith Divides Us - Death Unites Us” (2009), a plateia acendeu isqueiros e cantou em voz alta toda a canção. “Isolate” e “Erased”(“Symbol of Life”, 2002) são músicas que soam como clássicos do Gothic Rock e mesmo sem o peso das demais músicas, foram muito bem recebidas pelo público. O mesmo ocorreu quando tocaram “One Second”, do disco homônimo lançado em 1997, que é o primeiro trabalho extremamente comercial da banda. Essa fase aconteceu entre os anos de 1997 e 2002, após esse período a banda voltou a direcionar a sua musicalidade para o público headbanger.

O bis iniciou com “An Eternity of Lies” do novo álbum, em seguida o grande clássico da fase pós death metal, “As I Die” (“Shades of God”, 1992) e “Say Just Words” (One Second) também da fase menos pesada, encerraram muito bem a apresentação dos ingleses.

Um show direto e sem frescura, sem solos individuais, sem muita conversa e com seriedade de sobra. A relação banda-público foi muito positiva, muitos fãs bateram palmas, bateram cabeça e cantaram até ficar sem voz, sempre com retorno da banda que agradecia pela atenção recebida. As principais fases da banda foram lembradas, embora o foco maior tenha sido no recente lançamento. Um show que não teve como não agradar todos os fãs presentes.

A banda de Liverpool esteve no Brasil pela segunda vez esse ano, dessa vez Porto Alegre não ficou de fora da breve turnê nacional. O conjunto atualmente formado pelos irmãos Cavanagh: Vincent (vocal e guitarra), Daniel (guitarra, teclados e vocal) e Jamie (baixo), os irmãos Douglas: John (bateria e percussão) e Lee (vocal) e o português Daniel Cardoso (teclados, percussão e bateria) realizaram uma apresentação de encher os olhos dos seus fãs. Diferentemente do Paradise Lost que buscou hits de toda a sua carreira para o set-list, o Anathema optou por passear menos em sua discografia, optando por selecionar músicas de lançamentos recentes.

O show teve início com a faixa que leva o nome da banda, presente em “Distant Satellites” (2014). “Untouchable, Part 1” (do penúltimo álbum, “Weather Systems” de 2012) teve o público como destaque (deixando a própria banda emocionada) e a presença da vocalista Lee Douglas que entrava e saía do palco com frequência, conforme a música do set-list.

Os quase 20 minutos das três partes de “The Last Song” acalmaram o público, que apreciou o momento, sempre cantando muito, é claro.

O guitarrista Daniel Cavanagh esteve sempre presente à frente do palco, interagindo com o público e alternando entre sua guitarra e o teclado que era compartilhado com o seu xará Daniel Cardoso, que iníciou o show na bateria, passando também pela percussão na sequência. Apenas Jamie (baixo) e Lee não saíram dos seus respectivos locais.

“A Simple Mistake” (“We’re Here Because We’re Here”, 2010) foi a mais pesada da noite, como anunciado por Daniel antes de sua execução.

O frontman do grupo, Vincent Cavanagh também marcou presença no teclado para “Closer”, contando com efeitos de voz robótica, mantendo grande fidelidade à versão de estúdio do álbum “A Natural Disaster” (2003).

A banda sai de cena, e retorna após a introdução “Firelight”, dando o início do bis com a faixa-título do último álbum, “Distant Satellites”. Nesse momento diversas luzes piscavam no palco, sempre no ritmo atmosférico da música. Em “A Natural Disaster” as atenções foram todas voltadas para a vocalista Lee Douglas, que cantou muito bem, acompanhada dos backing vocals de Vincent. A última do repertório foi a progressiva “Fragile Dreams” (“Alternative 4”, 1998), encerrando o show com chave de ouro. Na despedida, os músicos distribuíram palhetas, set-lists e baquetas na pista ao som de “Twist and Shout” (The Beatles), que deixou o guitarrista Daniel Cavanagh extremamente empolgado, sendo o último a deixar o palco, apenas ao término da música.

Embora o Anathema tenha deixado de ser uma banda de metal, ela mantêm fãs do estilo e agrega adoradores que possuem outras preferências musicais. No show foram evidentes as influências de gothic rock, rock progressivo e alternativo, que foram capazes de agradar até mesmo quem estava no bar Opinião apenas para curtir a fase mais pesada do Paradise Lost. O clima depressivo e desesperador das músicas ficaram apenas nelas mesmo, pois alegria e satisfação foi o que mais se viu no rosto dos integrantes das bandas e do público presente na fria noite de segunda-feira.

Set-List Paradise Lost:

1. The Enemy
2. No Hope in Sight
3. Gothic
4. Tragic Idol
5. Erased
6. Enchantment
7. Victim of the Past
8. Hallowed Land
9. Faith Divides Us - Death Unites Us
10. Pity the Sadness
11. Isolate
12. Terminal
13. One Second

14. An Eternity of Lies
15. As I Die
16. Say Just Words

Set-list Anathema:

1. Anathema
2. Untouchable, Part 1
3. Thin Air
4. The Lost Song, Part 1
5. The Lost Song, Part 2
6. The Lost Song, Part 3
7. The Beginning and the End
8. A Simple Mistake
9. Universal
10. Closer

11. Distant Satellites
12. A Natural Disaster
13. Fragile Dreams

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Sobre Guilherme Dias

Sou Guilherme Figueiró Dias, de Porto Alegre, estudante de educação física, tenho 23 anos e sou fanático por música e futebol, especialmente hard rock e heavy metal. Preferências entre Helloween, Gamma Ray, Pink Cream 69, Bon Jovi, Hellacopters, Michael Kiske, entre outros. O que gosto realmente de fazer (além de torcer, cantar e pular pelo Grêmio na Geral) é curtir um bom show das bandas que eu adoro e tomar umas cervejas pra celebrar a vida.¨

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