Pitty/Mafalda Morfina: porta-vozes dos meninos e meninas do rock

Resenha - Pitty (Praça Verde do Dragão do Mar, Fortaleza, 15/08/2015)

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O sábado, 15 de agosto, estava reservado em Fortaleza para duas grandes vozes femininas do rock nacional, PITTY, à frente da banda que leva o seu nome e LUCIANA LÍVIA, capitã da MAFALDA MORFINA. Em show produzido pela Stallo's e pela Arte Produções, as duas bandas se apresentaram para um público que lotou a Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Acompanhe abaixo como foram os dois shows.

Imagem

MAFALDA MORFINA

No telão ao fundo do palco, um carrosselzinho (que não é estático) anuncia que o show da MAFALDA MORFINA está para começar. O quarteto encabeçado por Luciana Lívia (de cartola, voz poderosa e grande presença de palco desde o primeiro segundo), com Thiago Arena na guitarra, Carla Keyse nos graves e Renato Manteiga nas baquetas, vai direto ao ponto com "A Velha a Tricotar Desilusões", para depois declarar "Que bom estar onde tudo começou". "Supra Desejo" (faixa que também faz parte de "Carrossel Estático", segundo disco da banda), faixa em que o baixo de Carla Keyse aparece ainda mais poderoso, vem seguida do bordão "Toca Raul!!!". É a senha para a versão mafaldônica de "Tente Outra Vez", de RAUL SEIXAS, atualizada num arranjo que vale a pena ser visto.

Foto: Marcelo Sousa

Foto: Marcelo Sousa

Como não poderia deixar de ser, além das músicas de "Carrossel...", Luciana avisou que também tocariam algumas faixas do primeiro disco, começando pela "da Lua", ou seja, "Mesma Veia", em que a vocalista também faz um solo de gaita. A música seguinte, "Poderosa Imperfeição" ganharia uma participação especial, mas apenas no telão de fundo. "Quando compus esta música, pensei num dueto de ELBA RAMALHO e Bruno Golveia", revelou Luciana, lembrando que tocara com o vocalista do BIKINI CAVADÃO em Rio Preto no final de semana anterior. "Ele não pôde estar aqui, mas sua energia tá". E o vocalista, que participa da gravação original, apareceu em imagens e sons gravados previamente.

Foto: Marcelo Sousa

Foto: Marcelo Sousa

Carla, bem emocionada, também fez uso do microfone para declarar "São onze anos de estrada, cinco anos fora de casa. A gente saiu do Ceará, mas o Ceará nunca saiu da gente. A gente tá aí pelo Brasil afora, levando o Ceará, porque o Ceará tem garra, o Ceará é rock. E vamos de Ceará". O que se segue é uma linda versão de "Alucinação", com Luciana também empunhando uma guitarra. Na verdade, apenas empunhando, porque é em "Smells Like Teen Spirit", cover do NIRVANA, que a menina manda mesmo ver junto com Thiago Arena e bota o Dragão para pular. A dupla de guitarristas chega a encenar uma boa briga (não uma briga de foice feito Murray, Smith e Gers, mas deram-se umas boas facadas - mais que Cobain e Smear).

Foto: Marcelo Sousa

Foto: Marcelo Sousa

Num momento mais emocional e inicialmente sozinha no violão, Luciana dedicou "Olhos Loucos" à irmã (que dizia ser a dona da canção) que já partira. "Que a gente sempre ame os nossos irmãos", desejou. Ainda no violão, a vocalista iniciou "Café com Leite" com um trecho de "Yesterday", clássico dos BEATLES.

Foto: Marcelo Sousa

Foto: Marcelo Sousa

Apagam-se as luzes e parte do público, ansiosa pela atração principal, grita o nome da cantora baiana. Mas o quarteto cearense ainda tem muito pra mostrar e volta para um bis que é praticamente um novo show. Nesta segunda parte, ainda marcaram presença "Carrossel Estático", como falamos, a faixa título do segundo disco (confira resenha na página abaixo), "A Vaca de Um Sapato Só" e "Melhor Falar com Estrelas", sempre com o baixo de Carla Keyse muito presente.
Mafalda Morfina: Canções cerebrais com entusiasmo do rock'n'roll

Luciana alterna vocais, mostra grande talento, se entrega completamente ao palco, o possui e é possuída por ele (e ainda é ela quem escreve as músicas). Ela é a alma da MAFALDA, canta num tom altíssimo como se fosse fácil, baixa o tom como se fosse simples, se joga no chão, pula. E em "Estátua Viva", é Manteiga que também dá seu show particular na bateria. A noite da MAFALDA ainda traria uma versão mais, digamos, pulante de "Come Together", outro clássico dos Fab Four, com mais um solo, dessa vez nas seis cordas de Thiago Arena. Sob a batida inconfundível de "We Will Rock You", do QUEEN, Luciana ainda puxou o coro com o nome da banda, alternando várias vozes e pedindo a resposta do público. O conselho "Acreditem nos seus sonhos, mesmo que eles pareçam contrários" antecede a faixa que dá nome ao debut da banda.

Foto: Marcelo Sousa

Foto: Marcelo Sousa

Foto: Marcelo Sousa

Finalmente, o show da MAFALDA MORFINA foi longo, não como uma simples banda de abertura (até o texto saiu longo, maior que o normal para bandas de abertura, exceto, talvez para quando o JUDAS PRIEST abriu para o OZZY e para o KISS, mas o JUDAS é o JUDAS né?). O quarteto não se intimidou com o nome mais conhecido no cartaz e fez show de co-headliner, variando bem o setlist com canções dos dois discos e covers aqui e ali muito bem encaixadas, reverenciando as gravações originais, mas se negando a apenas repeti-las (o que seria uma perda de tempo deles e nosso). Ao fim, todos batendo palmas, apesar de querer ver a atração principal, pareciam querer mais. E teriam ainda um pouco mais. "Eu amo a minha terra", declarou novamente Carla Keyse (claramente fora do script, o que torna sua declaração muito verdadeira). A MAFALDA MORFINA, integra mais uma geração do "pessoal do Ceará" como ARTUR MENEZES, CIDADÃO INSTIGADO, JONNATA DOLL e os SELVAGENS A PROCURA DE LEI (presentes no show), que migrou para São Paulo em busca do sucesso, colhem os frutos da empreitada e levam a música e cultura cearense a mais lugares, mas, como todo migrante, pagam o preço imposto pela distância (mesmo esta tendo diminuído dos três dias "de distância" da primeira geração para algumas horas hoje). "Xícara Azul" e "Adeus" puseram o ponto final no show. "Rock é a veia do nordestino, da mulher, do Ceará" foram suas últimas mensagens. Concordamos.

PITTY

Não demorou muito tempo para que o vídeo de introdução da turnê Setevidas começasse a ser exibido no telão de fundo de palco e Paulo Kishimoto (teclados), Duda Machado (bateria), Guilherme Almeida (baixo), Martim Mendonça (guitarra) e, claro, Priscilla Leone (voz), que todos conhecem como PITTY, subissem ao palco para o show mais aguardado da noite. A gritaria era geral quando a baiana começou a cantar a canção que abre o show e dá nome ao disco mais recente e à turnê. E PITTY foi acompanhada durante toda a canção pelo público, que tinha a letra na ponta da língua como se fosse uma canção mais antiga (como "Anacrônico", que veio em seguida e foi acompanhada da mesma forma). "Admirável Chip Novo", um dos primeiros sucessos da cantora, também foi repleto de muita energia no palco e na plateia. E em "Semana Que Vem", é mesmo o público que não só acompanha, mas fica à cargo de cantar um bom trecho da canção. E, como já se vê como quase obrigatório hoje, a quantidade enorme de câmeras de smartphones ávidos por registrar cada detalhe do show quase rivalizava com o número de presentes.

Foto: Marcelo Sousa

Foto: Marcelo Sousa

"Olá Fortaleza. Que alegria poder estar aqui hoje. Sejam bem-vindos à turnê Setevidas", acolheu PITTY o público que a acolhera tão calorosamente. "Eu te amo", uma moça gritou.

Dando continuidade ao show, "Deixa Ela Entrar", mais uma do disco novo, até que não teve a mesma recepção que "Setevidas", mas também esteve em muitas bocas, mais do que o esperado em shows de outros artistas quando cantando suas canções mais novas. Há um certo fenômeno aqui a ser notado, não explicado. Alternando canções principalmente de "Setevidas" e "Admirável Chip Novo", o quinteto tocou "Teto de Vidro", com Martin mostrando os dotes de solista (o que não acontece muito nos discos) e com Pitty, também na guitarra, com um bom fraseado. Pela empolgação do público, "Não é questão de opinião", haviam algumas outras milhares de pessoas que poderiam dar o mesmo grito que aquela moça que citei lá em cima.

Foto: Marcelo Sousa

Foto: Marcelo Sousa

Um grande plus do show era o telão de fundo, projetando imagens cuidadosamente escolhidas de acordo com cada música. Em "Memórias", relâmpagos de sinapses construíam e desconstruíam uma mente cheia de memórias. Os RAMONES e os MUTANTES foram algumas das memórias transformadas em música através de trechos de "Ando Meio Desligado" e "I Wanna Be Sedated". Durante a canção (ou as canções, melhor dizendo), Kishimoto mostra versatilidade dividindo-se entre teclas e instrumentos de percussão. Quase como um cordel, PITTY declamou a primeira estrofe de "Um Leão", que teve toda a banda tocando percussão em uma seção. PITTY e seus colegas não recorrem a malabarismos nos solos, mas usa a criatividade para dar a cada música sua identidade tanto nos discos quanto nos shows. Outro ponto que merece nota é a disposição dos músicos no palco (tanto no show da PITTY quanto no da MAFALDA MORFINA), com o kit de bateria posicionado à esquerda e de lado para o público, de forma que ficava perfeitamente possível ver todos os detalhes da violência e raiva que Duda despejava sobre o instrumento. Não sei a quem se deve dar crédito, mas foi uma excelente ideia.

Foto: Marcelo Sousa

Foto: Marcelo Sousa

Depois de "Pulsos", o público gritava por "Déjà Vu", mas quem começou foi "Olho Calmo", a mais densa e uma das top3 do novo disco. O baixo de Guilherme Almeida está excelente aqui, fazendo uma boa cama para a guitarra de Martin se desesperar e esbravejar. Foi um dos momentos mais cheios de tensão do show (e, por isso mesmo, um dos pontos altos), uma canção pra conquistar até quem não está (nem um pouco) disposto a ser fã. E a "petite mort" da cantora com tatuagem de jarreteira e seu público não chega no final, mas no meio do show. É a comunhão de vozes cantando "Boca Aberta" e "Pequena Morte".

Foto: Marcelo Sousa

Foto: Marcelo Sousa

"Nessa turnê tocamos as novas, mas também muitas das antigas. Esta é meio tempo. Não é tão velha. E dá início ao bloco da sofrência", avisa a cantora antes de "Me Adora". Durante a canção, o público que a adora e a acha foda não espera ela ir embora para jogar uma grande quantidade de balões vermelhos no palco. Se a visão de dentro da plateia era bonita, imagino como terá sido do ponto de vista da própria banda. "Que lindo, brigada", ela retribuiu.

Foto: Marcelo Sousa

Foto: Marcelo Sousa

Mas PITTY errou. E errou feio. Se aquele era o bloco da "sofrência", em "Equalize", os inúmeros casais, rapazes e moças, rapazes e rapazes, moças e moças, não pareciam estar sofrendo nem um pouco. Havia um beijo e um "eu acho que gosto mesmo de você bem do jeito que você é" onde quer que se olhasse. Mas sorte com as palavras da próxima vez, PITTY... OK. A bela "Na Sua Estante" provou que ela tinha razão. Não há termo mais adequado para a canção de "Anacrônico" que aquele cunhado, tempos depois, pelos sertanejos.

Foto: Marcelo Sousa

Foto: Marcelo Sousa

Na vacância deixada por Renato Russo, surgira a artista baiana, que havia sido vocalista do INKOMA, pra falar para a juventude dos anos 2K como Renato falava a dos anos 90. "Ninguém merece ser só mais um bonitinho. O importante é ser você mesmo que seja bizarro", dizia ela em "Máscara". E talvez tenha sido por posturas assim que tenha se tornado o ídolo de tantos jovens de seus 20 e 30 anos pelo Brasil inteiro. E, voltando aos nossos dias, mais especificamente àquela noite, é em "Mascara" também que Paulo Kishimoto tem seu melhor momento enquanto PITTY insere trechos de "Glory Box" no interlúdio em inglês. Mais um solo de Martin termina em explosão que traz de volta "Máscara" e a deliciosa "Serpente". O "ô ô ô ô" permaneceria nos corações e mentes dos fãs até que estes trocassem de pele.

Foto: Marcelo Sousa

Foto: Marcelo Sousa

Confira mais fotos no endereço abaixo:
https://www.flickr.com/photos/marcelo_sousa_photography

Pontos a melhorar

Embora ambos os espetáculos tenham sido excelentes, com produção impecável por parte da Arte, da Stallos e de ambas as bandas, o Governo do Estado, responsável pelo local, precisa urgentemente estudar formas de melhorar o estacionamento nas proximidades do Dragão. E, pelo horário, nem se pode argumentar que o transporte público ou meios mais ecologicamente corretos (como bicicletas, algo que a cidade vêm investindo fortemente e, por isso, está de parabéns) poderiam ser utilizados. Nada funciona adequadamente, confortavelmente ou é seguro às 2 da manhã em nenhum lugar do mundo. E quando há coincidência de eventos, como a feira que acontece bem perto dali, estacionamentos privados lotam bem antes do horário de início do show e até mesmo as ruas do entorno ficam intransitáveis. Como exemplo, para poder sair de onde conseguimos (por pura sorte) estacionar, tivemos que andar uma quadra em marcha a ré. Como solucionar isso, não sabemos (nem é nosso papel apontar), mas, notamos que no próximo show na Praça Verde teremos que chegar muitas, muitas horas antes da hora marcada ou ter milhares de pessoas optando por táxis. Haja tanto táxi. E haja local pra botar tanto táxi. E voltamos ao começo.

Agradecimentos:

Bruna Santos, Mano Chayb, Thamy Heros, Arte Produções e Stallo's pela atenção e credenciamento.
Marcelo Sousa, pelas fotos que ilustram esta matéria.
Dayse Anne Meneses, pelo apoio na edição.

Setlists

MAFALDA MORFINA

A Velha a Tricotar Desilusões
Espelho
Supra Desejo
Tente Outra Vez (RAUL SEIXAS)
Se Você Quiser
Mesma Veia
Poderosa Imperfeição
Alucinação (BELCHIOR)
Smells Like Teen Spirit (NIRVANA)
Olhos Loucos
Yesterday (BEATLES)
Café com Leite
Carrossel Estático
A Vaca de Um Sapato Só
Melhor Falar com Estrelas
Estátua Viva
Come Together (BEATLES)
Sonhos Contrários
Xícara Azul
Adeus

PITTY

Setevidas
Anacrônico
Admirável Chip Novo
Semana que Vem
Deixa Ela Entrar
Teto De Vidro
Memórias
Ando Meio Desligado (trecho) - OS MUTANTES
I Wanna Be Sedated (trecho) - RAMONES
Um Leão
Pulsos
Olho Calmo
Boca Aberta
Pequena Morte
Me Adora
Equalize
Na sua estante
Máscara
Glory Box (trecho) - PORTISHEAD
Serpente

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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