Adrenaline Mob, Noturnall e Republica: Noite diferenciada em Ctba

Resenha - Adrenaline Mob, Noturnall e Republica (Music Hall, Curitiba, 15/05/2015)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Haggen Kennedy
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
A noite do dia 15 de maio de 2015 foi uma noite diferenciada. Em um extremo, uma banda se apresentando sem vocalista; no outro extremo, uma banda com um vocalista que arrebentou, superando todas as expectativas. O Music Hall com certeza não verá outro conjunto de circunstâncias como esse tão cedo.

Era pouco mais de 19:00 quando as portas da casa abriram e o público curitibano começou a entrar no Music Hall para ver três bandas aquela noite. Entretanto, havia outros dois shows acontecendo na cidade, o que dividiu os pagantes. Assim, mesmo próximo das 21:00, poucas pessoas haviam comparecido, demonstrando que os momentos prestes a acontecerem seriam vistos – ou melhor, testemunhados – por poucos. E esses poucos teriam muita estória pra contar.

Foi assim que Redemption Day, de Johnny Cash, soou no PA, trazendo ao fim a “sessão Iron Maiden” que vinha rolando no som mecânico, e anunciando o que seria o início de uma noite singular e divertidíssima. Redemption... era a música de introdução da rapaziada do REPUBLICA, que entrou no palco com uma explosão sonora do batera Mike Maeda para chamar a pesadíssima Time to Pay. A pegada meio sludge, meio groove, meio stoner da primeira da noite – que também abre o novo disco do conjunto, “Point of No Return” – logo deu lugar a Why?, também pesada, mas mais “pra frente”, contagiando até quem ouvia o quinteto pela primeira vez. O vocal Leo Belling aproveitou para agradecer o público presente pelo apoio à cena nacional, geralmente tão preterida em favor da internacional. Lá pelo meio da música fez a galera gritar, bater palmas e acompanhar o som do conjunto, ouvido em primeira mão por grande parte dos presentes. Esse, à propósito, foi um dos fatores decisivos na qualidade do som: malgrado a quantidade tímida de pagantes no local, o Republica fez sua parte de forma competentíssima no palco, sempre com bom humor e interagindo bastante com o público. E quando o vocal gritou Goodbye Asshole no microfone, na verdade, era hora de Life Goes On. O deslize (que teimou em se repetir em outras músicas depois) funcionou a favor do grupo, já que proporcionaram momentos divertidíssimos para quem via as marcas da confusão no rosto de Belling, que logo deixava claro ao microfone: “errei!”. Emendaram ainda a enigmática No Mercy; a empolgante Fuck Liars; a invocada Dark Road, com sua levada meio hardcore e refrão com um quê de skate punk; e a encorpadíssima The Land of the King, com uma entrada de guitarra que tem o que há de melhor no industrial (pense numa distorção à lá Fear Factory).

Nesse momento o guitarrista Luiz Fernando Vieira improvisa e, assumindo os microfones, agradece a Curitiba pela presença, afirmando que desejava também fazer uma dedicação: “hoje, vindo pra cá, pensei que tínhamos que fazer o show dessa noite para homenagear uma pessoa [que foi] muito importante pra estarmos aqui hoje, precursor de muito do que ouvimos. É o nosso mestre B.B. King, que nos deixou. Ele se foi, mas a obra dele é eterna, o cara é um gênio e eu queria dedicar o show de hoje a Curitiba e ao mestre B.B. King”. Em meio a muitíssimos aplausos por parte de um público totalmente de acordo, o vocal Leo Belling soltou, em tom de piada: “será que alguém conhece essa?”, antes de puxar Highway to Hell, do AC/DC. A surpresa rendeu, a plateia cantou junto e logo “El Diablo”, última da noite, deu lugar à despedida do REPUBLICA, que deixou o palco sob aplausos do público Curitibano após uma apresentação competente e que conseguiu entreter a galera do local com êxito.

Em seguida, foi a vez do NOTURNALL subir ao palco. Só que ao invés da música de introdução, o que rolou foi algo totalmente inesperado e único. O guitarra Léo Mancini, o baixista Fernando Quesada, o tecladista Júnior Carelli e o batera-polvo Aquiles Priester apareceram juntos no tablado... e a sensação era de que faltava alguma coisa. Peraí. Cadê o Thiago Bianchi? Quem explicou a ausência do ex-Karma e ex-Shaman foi Aquiles que, de posse do microfone, foi à frente do palco e bateu um papo reto com o público: “pessoal, temos um problema: não temos vocalista hoje. O Thiago está com uma hemorragia na garganta, está fazendo um tratamento muito intenso e não pôde estar conosco aqui hoje. Portanto, temos duas opções: cancelamos o show [muitas vaias e gritos de “não, pelamordiDeus!”] ou então fazemos... bem, fazemos um show que vocês nunca viram [risos gerais do público]. Nunca viram e nem terão a chance de experiementar novamente. Querem tentar?”. O público curitibano reagiu de forma super positiva e a banda puxou Fake Healers, faixa do álbum debute homônimo. Sem frontman algum!

É isso mesmo. A voz de Thiago entrou no playback enquanto a banda simplesmente descascava os instrumentos no palco. Quesada batia cabeça, dava porradas no braço do baixo e fazia milhares de tappings nas partes instrumentais. Já Mancini era a cara do guitar hero: seja na pose ou na pegada, tudo fazia parte de uma performance repleta de lampejos que só conseguem propagar aqueles que são verdadeiros ídolos das cordas do heavy metal – sem contar com a claridade com que mostrava que a guitarra era a extensão do próprio braço. É fato: o cidadão toca pra caralho, mesmo.

Sem dar tempo de respirar, levaram ainda outras duas do primeiro disco: Hate e No Turn at All, essa última com direito ao jogo de distorções no teclado feitas com o iPad de Carelli – mais ou menos na linha de loucuras que Jordan Rudess cria no Dream Theater. Aliás, é fácil perceber que a primeira impressão de quem ouve um disco do Noturnal é a porradaria sonora que sai das caixas de som. Entretanto, a banda é muito mais. E é num show ao vivo que você vê, bem na sua frente, quanta técnica e elegância esses caras simplesmente transbordam ao tocar. Se você olha para o Mancini, fica embasbacado com a pegada; se vê o Quesada, fica de queixo caído com aquelas linhas de baixo nervosas, recheadas de tappings; se prefere focar no Juninho, impossível não se impressionar com os sons inusitados que ele tira daquele teclado – e à propósito, nunca se viu no heavy metal um tecladista (tecladista!) agitar tanto ao vivo. Já o Aquiles... o que é que se vai dizer do Aquiles? Melhor nem falar.

Ou melhor falar, sim. Porque logo depois o batera pegou o microfone para agradecer efusivamente Curitiba pela presença e dizer que a próxima da noite era do disco novo e que representava “um protesto aos governantes do nosso país – porque a gente ama o Brasil, mas só achamos que o poder está nas mãos erradas. Do nosso país em si a gente não vai falar mal, porque a gente vive aqui e acredita nessa porra!”. Era a deixa para puxarem Fight the System, provavelmente a música mais furiosa do disco novo, “Back to Fuck You Up!”, de 2015. Se não no vocal, pelo menos na linha de bateria, que é uma insanidade. Os presentes sentiram o poder da composição nova, porque agitaram junto com a música do começo ao fim.

Logo depois, Aquiles perguntava se alguém conhecia uma banda de fundo de quintal chamada MEGADETH. Era a primeira das surpresas da noite: levaram Symphony of Destruction, e o Quesada cantou a primeira parte. Mas só a primeira parte, porque no meio da música Mike Orlando, guitarrista do ADRENALINE MOB, no maior improviso, simplesmente surgiu no palco, completamente envolvido no calor do momento. Não só palhetou parte do solo de Mancini (frise-se: Orlando palhetando com a mão esquerda o solo que Mancini fazia com a mão direita na guitarra – e foi o próprio Mancini que ofereceu!), mas foi para o meio do palco, pegou o microfone e cantou o resto da música em seu inglês nova-iorquino. Sucesso absoluto. E não parou por aí: Carelli puxou Wait for Sleep do DREAM THEATER e tocou, só voz e teclado, mas devidamente acompanhado por todos os presentes (inclusive por Mike Orlando, que estava de fora do palco cantando a letra inteira).

Depois puxaram Silent Lucidity (QUEENSRYCHE), com Léo Mancini nos vocais e canada também por todos os presentes; e Aquiles completou com seu solo PsychOctopus, antes de levarem Sugar Pill, fechando pouco depois com Nocturnal Human Side, com participação do vocal do REPUBLICA, Leo Belling, e do poderoso Russel Allen, que estraçalhou na performance. Era o fim do show do Noturnall, que saiu do palco muitíssimo aplaudido, depois de um set feito com muita garra e vontade – mesmo sem a figura central da banda.

Quando o ADRENALINE MOB, banda principal da noite, entrou em cena, impressionou. A casa inteira devia ser íntima da banda, pois todo mundo cantava todas as músicas do começo ao fim na maior empolgação. A começar pela primeira do show, Mob is Back, que já garantiu a presença de gente se descabelando na frente do palco. Sem interrupção, colaram Let It Go e ainda Dearly Departed para um público que pulava, batia cabeça e ainda abriu uma roda de mosh no meio do pequeno espaço da pista.

Só após a terceira música – até então, todas do segundo full length, “Men of Honor”, de 2014 – Russel Allen pergunta como todos estão e se estão se divertindo. Anuncia então [Whatever] Gets You Through the Night, que é levada com a mesma empolgação, tanto pela banda quanto pela plateia, que assistia a tudo com uma energia inacabável. Até uma lata de repente saiu voando, cuspindo cerveja nos presentes, que não deram a mínima. Ao final, Allen chegou a falar diretamente com um dos presentes, postado ali bem na frente do palco que não parava de pedir Undaunted. “Vamos chegar lá, eu prometo”, dizia Russel com bom humor. O vocalista agradeceu à plateia, falou da companhia incrível das duas bandas que lhe precederam e disse ainda que adorava estar aqui “nesse país maravilhoso e nessa linda cidade, curtindo esse show com vocês”, sob muitos aplausos.

O público fazia tanto barulho e estava tão empolgado que não podia faltar um sem-noção ali na frente, que não parava de gritar pro Russel juras de amor, rasgação de elogios, pedidos de música e outras coisas mais. Depois de 4 músicas nessa vibe, o vocalista teve que se render e lidar com o sujeito, que simplesmente não parava: “olha, cara eu gosto de você. Não de forma sexual, é claro” (e Erik Leonhardt se encarregava de acertar aquele conhecido som de cimbal na batera indicando a piada). “Mas eu não entendo bulhufas quando você grita sem parar todas as essas coisas em português!”. O público riu, a batera soou novamente, e o cidadão continuava impermeável aos comentários, gritando feito louco. Russel olhou e disse, em direção ao bar: “Rapaz, não sei que diabos esse cara tomou, mas eu quero dois”. O público riu e dali a pouco começou a cantar “Psychosane”, mas a música não estava no set, e Allen teve que brincar, dizendo que ainda era cedo demais para enlouquecer. Perguntou se a galera queria enlouquecer mesmo e puxou The Devil Went Down to Georgia, originalmente uma música country da The Charlie Daniels Band, tocada com bilhões de notas pelo guitarra Mike Orlando, que parecia estar ligado numa tomada de 330v. Que continuou, após o cover, com um solo de guitarra (apresentado por Russel como “Miguel Orlando”).

Puxaram o segundo cover da noite, Snortin' Whiskey, da Pat Travers Band, antes de levarem uma do primeiro full length, “Omertá”, de 2012: All on the Line. A música foi apresentada com um longo e inesperado discurso de Russel, que explicou muito do que está por trás da canção:

“Nessa banda, Adrenaline Mob, a gente já passou por muita coisa, já vivemos muita coisa com o condão de mudar nossas vidas. Quando você começa a fazer da música a sua vida, você dá a ela tudo o que tem, porque ela comanda você, sabe? Ela toma conta do seu coração e da sua alma, e você dá tudo o que tem, cada gota de suor, seu sangue, e tudo o mais por esse sonho de fazer sua música uma realidade para que pessoas como vocês... para que o mundo possa ouvir. Mas a vida continua, e a jornada continua, e suas prioridades mudam. Em 2008 foram as minhas prioridades que mudaram, porque me tornei pai. Meu primeiro bebê foi uma garota – uma linda menininha –, que chamamos “Ava”. Quando ela ainda era pequenina e tão levinha, a gente percebeu que tinha algo errado. Nós então a levamos ao médico, que nos disse que ela era autista. Vocês sabem o que é autismo? É um problema sério nos EUA, nossas crianças estão nascendo com isso cada vez mais, a cada ano que passa, e ninguém sabe o motivo. Alguns dizem que são as vacinas, alguns dizem que é a comida, porque a merda do nosso governo deixa que alterem a porra da comida inteira, ela virou um produto completamente fake, odeio o gosto que tem. Mas vocês tem uma comida muito foda aqui no Brasil, isso eu digo a vocês. Mas enfim, acho que é isso, é toda a questão do ambiente, mas o que quero dizer é o seguinte: a gente decidiu, quando começamos essa banda, que faríamos tudo o que pudéssemos para fazer com que vocês soubessem que nós jogamos duro nessas músicas, que realmente queríamos fazer uma banda de verdade. Nós já tivemos tantos problemas, tanta coisa dá errado. Eu costumava cantar essa música toda noite para que conseguíssemos tornar as pessoas mais concientes sobre esse problema, para que pessoas de todo o mundo soubessem mais sobre autismo, entendem? Essa música é meio que meu hino, para mostrar que eu jurei a Deus, pela minha filha, que é um anjo em minha vida, que eu faria tudo o que pudesse para que essa música se concretizasse, para que as pessoas pudessem entender o que está acontecendo com ela. Ela… através da terapia, depois de 3 anos, 25 horas por semana com profissionais na minha casa fazendo um tratamento com ela, agora ela já frequenta aulas em escolas normais com todos os outros alunos. Isso tem um puta valor. Ela sempre terá [essa doença], mas ela hoje ela está muito bem, então se você conhecer um amigo, ou parente ou alguma outra pessoa nessa situação, o nome disso é ‘early intervention’ em inglês. Você tem que fazer uma intervenção desde cedo, porque é isso o que esse termo significa: ‘não fique só olhando. Aceite que isso está acontecendo e trate a doença’, porque isso traz uma puta mudança, e você vai conseguir ver isso com o tempo, sacou? Enfim, esse ano essa música adquiriu um valor maior para nós porque nosso querido amigo e baterista velho de guerra, A. J. Pero, faleceu [mostra camisa dedicada a A. J., com muitas palmas e gritos do público]. Então agora essa música que vou cantar é para Ava e todas as crianças mundo afora que sofrem de autismo, mas também vou dedicar essa a meu querido amigo – nosso irmão – A. J., que toda noite nesse palco, até a última noite de sua vida, compartilhou conosco e com vocês todos, toda a energia, e sangue, e suor, e lágrimas que tinha. Ele deu tudo de si.”

Muitíssimo (muitíssimo!) aplaudido pela plateia, Russel fez uma apresentação só voz e violão com Mike Orlando. E que apresentação! Sem toda a informação extra dos outros instrumentos, sem o peso da guitarra nem do baixo para mascarar a linha vocal, o som simplista do violão só fez realçar cada nota que saía da boca de Allen. E para você, leitor, que está lendo isso nesse momento, deixe-me informar: foi uma puta, mas uma PUTA apresentação! O cara cantou com um feeling, uma força, um poder, um comando da voz, uma dedicação, um suor (literalmente) e um sangue que só entende quem estava presente em ao menos um show ao vivo do Adrenaline. Quem foi não se arrependeu, pois o que rolou naquela noite foi algo de divino. Como me disse o Léo Mancini durante a música: “acredita que esse cara canta assim em TODO show? Ele não tem cordas vocais, ele tem toras vocais.” Porque realmente é de lascar. É muita competência para uma pessoa só.

Ao final, Russel perguntou se teria problema tocarem outra acústica antes de retomarem o peso habitual com a banda toda. O público deu gritos de afirmação, e o vocalista explicou que essa era sobre “ir atrás daquela pessoa que é especial pra você na sua vida. É sobre reatar aquele vínculo. Nunca se sabe quando algo vai acontecer, tipo seu amigo morrer numa turnê com você. A vida é incerta. Enão se tem alguém na sua vida com quem você tem algum tipo de problema, tome a iniciativa e faça você gostaria que essa pessoa fizesse com você: ofereça sua mão. Ofereça um abraço. Porque nunca se sabe. E antes que seja tarde demais, faça as pazes, conserte o que deu errado, com essas pessoas e com seu Deus. E você finalmente estará limpo, transparente como um cristal”. Foi a deixa para puxar Crystal Clear, também voz e violão, cantada do começo ao fim pelos presentes, e com a mesma pegada inacreditável do acústico anterior – para sanar todas as dúvidas de quem achava que a performance anterior tinha sido sorte ou que não poderia acontecer duas vezes seguidas.

Depois foi a vez de Hit the Wall, que tirou todo mundo do chão e contou com um urro imenso de Russel no fim do solo. Emendaram com Judgment Day e, logo depois, Undaunted, que trouxe o lugar abaixo, com cerveja voando das mãos de Russel em direção ao público, que simplesmente não parava de agitar na pista. Ao fim, Russel agradeceu a todos, e a banda saiu do palco, voltando poucos minutos para o bis. Puxaram uma do recém-lançado EP “Dearly Departed” (2015): a música Black Sabbath Medley, que inclui clássicos como Into the Void, Sabbath Bloody Sabbath e Killing Yourself to Live. Já a última da noite foi The Mob Rules, última faixa também do EP de estreia da banda, “Adrenaline Mob”, de 2011. Foi o fechamento de uma longa noite, com três bandas deram tudo de si para quem compareceu ao evento.

Resumo da noite: apesar da presença tímida do público curitibano no Music Hall, quem esteve presente fez a diferença. O REPUBLICA fez um show de responsa, aquecendo o público direitinho para a banda principal da noite. O vocal Leo Belling conseguiu arrancar a plateia daquela inércia que rola em início de show, além de mandar muito bem na voz. O wah-wah do guitarra Luiz Fernando gritou e a sensação de ver os caras em cima do palco foi como ver uma banda de peso das antigas fazer o que ama. Em seguida, o Noturnall entrou da mesma forma que saiu do palco: com uma mega energia, do começo ao fim, agitando pra cacete, mesmo com todas as impossibilidades que acompanham a ausência de uma figura tão central quanto a do vocalista! Muita profissionalidade em não cancelar o show, mesmo com a sorte contra eles. Claro que a energia brincalhona de Thiago Bianchi faz muita falta, mas ver que o pessoal não arregou é sinal de muito respeito ao público, e estão de parabéns. Já o ADRENALINE MOB foi, mesmo, a estrela da noite. O público inteiro conhecia demais as músicas, agitou do começo ao fim, sir Russel Allen deu uma puta performance e a única dúvida é saber como as paredes do Music hall ainda estavam de pé no final daquele verdadeiro espetáculo, repleto de amor à música. O batera-polvo Aquiles Priester estava certo: foi uma noite única. Só não se divertiu mesmo quem não foi nesse show.

SET LISTS

REPUBLICA
Intro - Redemption Day (Johnny Cash)
1. Time to Pay
2. Why
3. Change my Way
4. Life Goes On
5. Goodbye Asshole
6. No Mercy
7. Fuck Liars
8. Dark Road
9. The Land of the King
10. Highway to Hell (cover AC/DC)
11. El Diablo

NOTURNALL
1. Fake Healers (vocais em playback)
2. Hate (vocais em playback)
3. No Turn at All (vocais em playback)
4. Fight the System (vocais em playback)
5. Symphony of Destruction (cover Megadeth)
6. Wait for Sleep (cover Dream Theater)
7. Silent Lucidity (cover Queensryche)
8. PsychOctopus (solo de bateria)
9. Sugar Pill (cantada por Leo Mancini)
10. Nocturnal Human Side (c/ Leo Belling e Russel Allen)

ADRENALINE MOB
1. Mob Is Back
2. Let It Go
3. Dearly Departed
4. Gets You Through the Night
5. The Devil Went Down to Georgia (cover The Charlie Daniels Band)
Solo de guitarra (Mike Orlando)
6. Snortin' Whiskey (cover Pat Travers Band)
7. All on the Line (voz e violão)
8. Crystal Clear (voz e violão)
9. Hit the Wall
10. Judgment Day
11. Undaunted
Bis:
12. Black Sabbath Medley
13. The Mob Rules

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Adrenaline Mob
Banda está com novo baterista

Todas as matérias e notícias sobre "Adrenaline Mob"

Heart
"Barracuda" surgiu a partir de insinuação incestuosa

Wikimetal
Os melhores álbuns da última década

Mike Portnoy
Assista imagens de câmera em sua bateria

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 21 de maio de 2015

Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Adrenaline Mob"Todas as matérias sobre "Noturnall"Todas as matérias sobre "Republica"

Heavy Metal
Os dez vocalistas que cantam mais agudo

Listas
As 10 melhores bandas da era pós-Nirvana

Metallica
Ultimate Classic Rock elege as 10 piores músicas

Donald Trump: os roqueiros que apoiam o presidente eleitoTradução - Heaven And Hell - Black SabbathAlestorm e Rhapsody of Fire: introdução de "Dawn Of Victory" foi plagiada?As muitas bandas da cultura popOzzy: no topo da lista das músicas mais difíceis de entender

Sobre Haggen Kennedy

Nascido ao fim dos anos 70 e adolescido em meio ao universo metálico, Haggen Heydrich Kennedy já trabalhou e atuou numa vultosa gama de atividades, como o jornalismo, o desenho, a informática, o design e o ensino, além de outros quefazeres. Atualmente vive em Atenas, Grécia, onde estuda História, Arqueologia e Grego Antigo na Universidade de Atenas. A constante nesse turbilhão de ofícios, todavia, sempre constituiu-se de dois fatores: as línguas (ainda hoje trabalha com tradução e interpretação) e a música - esse último elemento, definitivo alimento espiritual.

Mais matérias de Haggen Kennedy no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em agosto: 1.237.477 visitantes, 2.825.604 visitas, 7.034.755 pageviews.

Usuários online