Kiss: O maior espetáculo da Terra em Brasília

Resenha - Kiss (Estacionamento do Estádio Mané Garrincha, Brasília, 24/04/2015)

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Por Lincoln Melo
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O que explosões, fogo, tirolesa, “sangue”, papel picado, caras pintadas, fogos de artifício, palco suspenso, músicos voando e Rock and Roll tem em comum? Resposta: KISS. Pela primeira vez em Brasília, a banda desembarcou na capital federal com a sua turnê “40th Anniversary World Tour”, que foi divulgada como o maior espetáculo da Terra.

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Show do KISS é diferente de qualquer show de rock, mescla um setlist clássico, o caráter performático do grupo, os efeitos pirotécnicos, uma estrutura grandiosa para proporcionar um show inesquecível e uma atmosfera diferenciada do público, repleto de caras pintadas seja crianças, adolescentes, adultos ou idosos.

Após a execução, nos altos falantes, de “Rock And Roll”, LED ZEPPELIN, surgem os primeiros acordes e explosões, para “despencar” a cortina com o nome da banda que protegia o palco e “aniquilar” todo mundo com a clássica “Detroit Rock City” do disco “Destroyer”, um dos álbuns que ajudou a banda a vender mais de 100 milhões de discos em toda a carreira.

Depois da canção de abertura, o êxtase continuava com “Creatures Of The Night”, “Psycho Circus” e “I Love It Loud” logo após STANLEY fazer uma brincadeira, a primeira de muitas da noite, com o público. O último álbum da banda, “Monster”, lançado em 2012, também foi lembrado com “Hell or Hallelujah”.

Uma das sequências fantásticas da noite foi “Lick It Up” cantado a pleno pulmões pela plateia com um medley da parte instrumental de “Won’t Get Fooled Again” do THE WHO. Em seguida, o show particular de GENE SIMMONS com o seu solo e o famoso sangue cenográfico escorrendo pela sua boca, para depois ser puxado para um palco de aproximadamente 10 metros de altura para cantar “God Of Thunder”. Só essa parte do show já valeria o ingresso.

PAUL STANLEY foi o responsável por interagir com a plateia, que respondeu muito bem ao “frontman”. Além de mastigar palhetas para cuspir de volta nas câmeras, “voar” para um mini palco montado no meio da plateia para executar a aclamada “Love Gun”, esbanjou simpatia e energia. TOMMY THAYER provou ser um excelente guitarrista ao vivo, interação muito boa, parece que está na banda a muito mais tempo. ERIC SINGER soberbo na bateria, como sempre, fechou a primeira parte do show com “Black Diamond”.

O público ainda estava sedento e o Bis foi para todo mundo ir para casa extasiado. Para complementar o cenário e o clima do show, que já estava espetacular, uma leve chuva trouxe na sequência “Shout It Out Loud”, a dançante “I Was Made For Lovin’ You” e a mais esperada da noite, pela reação dos presentes, “Rock And Roll All Nite”, debaixo de muito papel picado e com um final digno de um show de rock com THAYER e SIMMONS sobre o público, SINGER na sua bateria suspensa e STANLEY quebrando sua guitarra.

Alguns dizem que não são mais os mesmos, que um está com a voz desgastada, o outro anda desafinando o seu instrumento, os integrantes mais recentes não têm a competência dos originais, dentre outras críticas. Porém, os brasilienses que estavam presentes foram ver o KISS e presenciaram a banda fazer um show empolgante, surpreendente, com muito barulho, muitos hits e com uma performance ao vivo de dar inveja a muitos jovens por ai. Realmente, a sensação do público ao final do show foi de ter visto o maior espetáculo da Terra.

A turnê de 50 anos é logo ali.

Setlist:
01 – Detroit Rock City
02 – Creatures Of The Night
03 – Psycho Circus
04 – I Love It Loud
05 – War Machine
06 – Do You Love Me
07 – Deuce
08 – Hell Or Hallelujah
09 – Calling Dr. Love
10 – Lick It Up
11 – Gene Simmons Solo
12 – God Of Thunder
13 – Hide Your Heart
14 – Love Gun
15 – Black Diamond
BIS:
16 – Shout It Out Loud
17 – I Was Made For Lovin’ You
18 – Rock And Roll All Nite

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Sobre Lincoln Melo

Paulistano de nascença, entretanto não é de nenhum lugar, é de lugar nenhum. Acha que o rock mudou o mundo, porém teve o seu mundo mudado por uma pedra preciosa chamada Jade. É eclético dentro do rock, mas cultua o rock britânico (Led, Beatles, Stones, Who, Purple, Clapton...) sem esquecer as origens (Presley, Holly, Lewis, Berry...). Tem uma filha de 4 patas rock and roll, que faz jus ao seu nome: Led (de Led Zeppelin). E tem a certeza de que a vida, como o rock, não acaba aqui.

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