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1º Mega Metal Fest: como foi o evento em Vila Velha

Resenha - 1º Mega Metal Fest (Mega Troops, Vila Velha, 08/11/2014)

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Por Léo Pinto
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

As grandes bandas de música pesada estão de volta à Grande Vitória, no formato de festival. No início de novembro, tivemos a 1ª edição do Mega Metal Fest no município de Vila Velha, num local amplo e bastante acessível à tribo dos camisas pretas. Trata-se do Mega Troops, localizado ao lado do Terminal de ônibus de Itaparica, com espaço próprio para estacionamento e uma área de shows coberta e de dois andares.

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Esta 1ª edição foi um evento teste para a 2ª edição do dia 06 de dezembro, que contará com grandes bandas de renome nacional, além de 3 bandas internacionais, como, nada mais, nada menos, do que DESTRUCTION e VICIOUS RUMORS. Para esse Mega Metal Fest de dezembro, será utilizada também uma área externa mais ampla, onde ficará o palco principal e uma praça de alimentação.

Mas a presente resenha é para falar sobre a 1ª edição que aconteceu no início de novembro e que contou com 11 bandas, sendo 8 nacionais e 3 capixabas. A área coberta do 1º piso, onde também estava o palco, comportou bem o público presente, sem a necessidade de uso do 2º piso, em estilo mezanino e com visão do palco. O saguão de acesso contava com uma área própria para as bandas posarem para fotos oficiais e para atender os fãs. Quanto à organização do evento, merece um comentário a parte. Ela foi muito prestativa, fez o meu credenciamento sem problemas e de maneira ágil, esteve sempre à disposição para o que eu precisasse para cobrir o festival.

O festival pesado começou por volta de 4 horas da tarde de um sábado e terminou às 4 horas da manhã do domingo. Foram 12 horas de pura porrada nos tímpanos, começando com a banda ASS FLAVOUR. Como era a abertura do evento, ainda tinha pouca gente presente, mas esses poucos não se arrependeram de terem chegado cedo, a tempo de verem essa excelente banda capixaba, de Vila Velha, centrada num death/splatter com fortes influências de medalhões como CARCASS, PUNGENT STENCH, CANNIBAL CORPSE e, mais atualmente, IMPALED. O que chamou mais a atenção foi a variação de timbres de voz do vocalista Fylipe “BodyStench” Bezerra durante as músicas, além da bateria ultrarrápida e matadora.

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Já conhecida pelos quatro cantos do Espírito Santo, ou Espírito InSano, como apresentou o vocalista Igor D'Ávila, DELICTA CARNIS, de Vitória, fez jorrar o seu death/black metal de alta qualidade, levando a horda de fãs ao delírio, principalmente na pedrada mais esperada: “Elimination Of The Human Race” que é daquelas que não deixam pedra sobre pedra.

A primeira banda de fora do Estado que subiu ao palco, foi a paulista, de Osasco, PENTACROSTIC, formada em 1989 e que esteve presente na gênese do death/doom brasileiro. Batidas rápidas e guitarras aceleradas marcaram essa apresentação avassaladora, com momentos onde o som era mais arrastado, característico do doom, e mais acelerados com vocais guturais, característicos do death.

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Outra banda paulista que esteve presente no festival foi a SKINLEPSY com um brutal thrash metal de tirar o fôlego. Este poderoso quarteto, que já foi um trio, possui bastante experiência no metal e apresentou um show bastante agressivo e pesado, com uma grande presença de palco que fez o público delirar e pular. Sua passagem por terras capixabas foi registrada em sua fanpage no facebook:

“O Mega Metal Fest em Vila Velha neste sábado foi brutal!! Nosso agradecimento a toda a produção, em especial ao nosso brother das antigas Adilson Siecrist, ao publico presente e a todas as bandas fantásticas que subiram ao palco e detonaram!! Valeu Vila Velha!!”

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Em seguida veio o BEYOND THE GRAVE, de Itaquaquecetuba/SP, destilando o seu thrash metal estilo anos 80 e 90, porém a banda é de 2000. Não é um thrash puro das antigas, mas flerta com muita coisa do death metal em seu som, principalmente o vocal e a rapidez do som. Os solos de guitarra, o ritmo da bateria e do baixo, lembravam mais as bandas thrash oitentistas, no que resultou numa mistura bem interessante. A própria banda se sentiu muito à vontade no palco e no festival, como relataram em sua fanpage no facebook:

“Gostariamos de agradecer a todos pelo rolezão de sabado em Vila Velha-ES. Sem palavras. Profissionalismo total na organização, galera colou em peso, agitou em todas as bandas. Foi uma honra participar desse fudido fest. Esperamos voltar mais e mais ao estado do Espirito Insano. Obrigado a todos.”

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Na sequência, talvez a banda de metal mais antiga em atividade na cena “underground” do Espírito Santo. Formada em 1986, SIECRIST é uma banda de thrash/death metal que eu vi nascer e crescer. Seu baterista, Adilson Schwartz, é também o organizador do Mega Metal Fest e conduziu a banda para um verdadeiro ataque sonoro brutal. Grande parte dos que estavam presentes, cantaram e “banguearam” em todas músicas, como nos velhos tempos.

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A única banda carioca da noite, é uma das mais antigas em atividade do Rio de Janeiro. Com mais de 20 anos de experiência, o COLDBLOOD veio para destruir tudo com seu death metal ultra pesado, com letras sombrias e satânicas. “Kristophobia” era a mais aguardada da banda, que agitou os fãs ensandecidos. Mas o curioso foi que a banda se apresentou como um trio, com uma bateria, duas guitarras e nenhum baixo!

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Daqui até o final, foram somente bandas paulistas que subiram ao palco. SLASHER é uma banda relativamente nova, com 6 anos de atuação, mas aparece como uma grande promessa do thrash metal brasileiro, com seu som agressivo, poderoso e atual. As letras abordam política, religião, conflitos psicológicos, além de fazerem duras críticas à sociedade, como informa em seu site oficial. O show contou com “Desperate Cry”, cover do SEPULTURA, onde os vocais foram divididos com Silvano Aguilera, do WOSLOM, que tocaria a seguir.

O SLASHER também aproveitou para elogiar e agradecer ao público em sua fanpage no facebook:

“Sábado tivemos o prazer de dividir o palco com bandas incríveis em Vila Velha, ES depois de 2.000KMs rodados. Obrigado a cada headbanger presente por esta noite foda!”

WOSLOM veio a seguir com seu thrash metal de excelente qualidade, porém fizeram um set curto de apenas 4 músicas, mas que caiu no gosto dos headbangers presentes. Depois de uma turnê europeia encerrada no mês passado, esta foi a primeira vez que tocaram em solo capixaba e parece que gostaram:

“Final de Semana impecável. Poder trocar experiências com outras bandas da nossa cena não tem preço.”

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As duas grandes atrações nacionais da noite, encerraram o festival em grande estilo. Tive o prazer de acompanhar GENOCÍDIO e MX nos anos 80 e confesso que foi muito gratificante rever essas bandas oitentistas ao vivo em minha terra e mais ainda em saber que estão em atividade até hoje.

Já passava de uma e meia da manhã quando o GENOCÍDIO começou a açoitar os ouvidos da horda presente, com seu death metal veterano de letras obscuras e instrumental pesado, mas com algumas nuances de doom metal. Destaque para o ótimo arranjo que fizeram para “Come To The Sabbath”, da banda dinamarquesa MERCYFUL FATE, que vem sendo tocada em todos os shows do GENOCÍDIO.

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E para encerrar a madrugada por volta das 3 horas da manhã, eis que surge a banda MX, velha de guerra e uma das mais queridas do underground nacional. O MX surgiu em 1985, tinha encerrado as atividades em 1998 e voltou à cena em 2012 com a formação original. O pessoal “das antigas”, como eu, pôde relembrar os velhos clássicos da banda numa nova roupagem mais técnica e amadurecida e que está registrada no álbum lançado este ano, intitulado “Re-Lapse”.

Não foi a primeira vez que a banda tocou por aqui. Eu já tinha ido a um show do MX no final dos anos 80 em Vitória, mais precisamente no campus da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Boas lembranças e bons tempos que foram recordados esta noite.

E que venha a 2ª edição do Mega Metal Fest em dezembro, que contará com um time de peso, pra lá de especial: DESTRUCTION (Alemanha), VICOUS RUMORS (EUA), BLOOD RED THRONE (Noruega), CHAKAL (MG), CLAUSTROFOBIA (SP), VULCANO (SP), NERVOSA (SP), ZUMBIS DO ESPAÇO (SP), GANGRENA GASOSA (RJ), SILENT CRY (MG), SIECRIST (ES), THORN STORM (ES), MERDA (ES), NERVO CHAOS (SP) e DEATHRAISER (MG).

Mas esta, já vai ser uma outra resenha...

Quem viver, verá!

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Sobre Léo Pinto

Capixaba de Vitória, historiador, guia de turismo, fanático por metal, hardcore, punk, rock e todas as suas vertentes, desde 1981 (sim, tenho cabelos e cavanhaque grisalhos, e daí? hehe). Sempre às ordens para resenhar sobre shows, acompanhar bandas em visita à minha cidade e prestar assessoria à imprensa.

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