Exodus: O thrash metal dos anos 80 continua mais que vivo

Resenha - Exodus (Carioca Club, São Paulo, 04/10/2014)

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Por Diego Camara
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Pelo visto o final de semana foi reservado para o thrash metal. Depois de uma sexta-feira regada pelas lendas do EXCITER em sua formação original, foi a vez do EXODUS voltar aos palcos brasileiros para mais uma apresentação. Um show cheio dos grandes sucessos da banda e que não faltou animação por um instante sequer. Confiram abaixo os principais detalhes do show, com as fotos de Kennedy Silva.

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Desde a entrada já dava para se notar que o Exodus realmente tinha esgotado os ingressos para a apresentação, como havia sido informado anteriormente pela produtora. Uma fila quilométrica e um amontoado de gente se reuniam na frente do Carioca Club no final da tarde, aguardando pela abertura dos portões da casa. O clima era bem amistoso, como também foi durante a entrada para o show.

A apresentação de abertura desta vez foi da banda MX, velhíssima conhecida do público brasileiro. A banda fez um show de abertur longo, de quase uma hora, e realmente conseguiu dar aquele gás no público presente. Tocaram clássicos das antigas, como “Fighting for the Bastards” e ainda apresentaram uma nova música, que deverá ser lançada no próximo disco da banda. Realmente uma boa promessa para os fãs, que podem esperar uma pela pancada old school se o disco seguir a música tocada. Valeu muito para o público que conseguiu chegar mais cedo, já que muitos acabaram ficando de fora no show do MX.

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A entrada demorada, porém, não prejudicou em nada o público para o show do Exodus. A banda subiu ao palco em exatas 19h20m para iniciar o show. Não demorou muito para que tudo virasse uma grande insanidade: a plateia se viu brutalizada pelo som de “Bonded By Blood”, que abriu o show. O som estava em ótima qualidade: alto, forte, intenso como o thrash metal tem que ser.

Comandados pela estrela do guitarrista Gary Holt e das baquetas infalíveis de Tom Hunting, a banda mostrou uma performance irretocável durante a maior parte do show. O comando das guitarras por Holt, sem dúvidas a grande estrela da banda, dão um ar ainda mais brutal para a apresentação do Exodus: os solos de guitarra faziam o público correr insanamente no mosh pit que se formava no centro do Carioca Club.

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Grande destaque do show foi a sequência “Metal Command” do “Bonded By Blood”, seguida pela icônica “Fabulous Disaster”, que dispensa maiores apresentações. Ali ficou claro especialmente a diferença na troca de vocalista: a vontade de Zetro é uma das coisas mais interessantes dessa formação do Exodus. Ele comanda o público, levanta a plateia e não para um instante sequer: pareceu ligado nos 220v durante todo o show.

O show ainda ficou mais impressionante com a pegada meio tribal de “Pleasures of the Flesh”, para mim uma das maiores pancadas do show. Impressionante como a música, apesar de antiga, tem alguns traços bastante modernos em sua composição, puxando mais para a técnica dos músicos, além da excelência de Zetro, que mostrou mesmo durante o show do motivo pelo qual seu retorno é mais que bem-vindo para a linha de frente do Exodus.

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O show só ficaria melhor na sequência, com músicas como “A Lesson in Violence” e “War is my Shepherd”, que fez o público incessantemente gritar pela guerra. E o que foi travado durante o show na pista do Carioca Club não foi diferente disso, já que a roda esteve sempre aberta e diversos fãs foram lançados ao ar e navegaram pela pista nas mãos do público.

Zetro agradeceu bastante ao público, disse que era mais uma vez um grande prazer que os fãs sempre estão com o Exodus. Disse então que vão lançar um novo disco – “Blood In, Blood Out”, que estará nas lojas no próximo dia 14 de outubro – e trouxe a informação de que voltarão ao Brasil no próximo ano para divulgar o novo trabalho. A banda parece bastante motivada, e podemos esperar que sairá um belo disco do Exodus. Eu particularmente espero que ele pavimente o caminho para um outro lançamento, com participação efetiva de Zetro Souza.

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Na volta para o bis, Holt subiu ao palco antes de todos para dar sua parte no discurso. Além de tecer uma dúzia de elogios aos fãs brasileiros, agradeceu ao público por sempre fazer com que a banda se sentisse em casa desde o primeiro show do Exodus no Brasil, em 1997. “Vocês são nossa família!”, disse o músico.
Para finalizar, a banda tocou “The Last Act of Defiance”, novidade da apresentação que não contava nas setlists anteriores da turnê, e “Good Riddance”, que fechou o espetáculo da mesma forma como ele começou.

Exodus é:
Steve “Zetro” Souza – Vocal
Gary Holt – Guitarra
Lee Altus – Guitarra
Jack Gibson – Baixo
Tom Hunting – Bateria

Setlist:
1. Bonded by Blood
2. Scar Spangled Banner
3. And Then There Were None
4. Iconoclasm
5. Metal Command
6. Fabulous Disaster
7. Children of a Worthless God
8. Piranha
9. Pleasures of the Flesh
10. A Lesson in Violence
11. Blacklist
12. War Is My Shepherd
13. The Toxic Waltz
14. Strike of the Beast
Bis:
15. The Last Act of Defiance
16. Good Riddance

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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