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Dream Theater: Mais um grande show em solo gaúcho

Resenha - Dream Theater (Pepsi On Stage, Porto Alegre, 30/09/2014)

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Por Guilherme Dias
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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O Dream Theater retornou para o Brasil com a turnê de divulgação do seu último disco, que leva o próprio nome da banda. A turnê “Along For The Ride” passou por quase o mundo inteiro antes de chegar no Brasil. Começou em Porto Alegre a longa passagem em território nacional.

Fotos por: Liny Oliveira

Uma noite chuvosa de uma terça-feira não foi problema algum para tirar de casa, do trabalho ou de qualquer outra situação os fãs da principal banda de metal progressivo. Sem muita divulgação prévia, alguns espectadores foram pegos de surpresa pelo show de abertura. O guitarrista gaúcho Guga Munhoz foi o responsável pela difícil tarefa de entreter o público que já estava ansioso no Pepsi On Stage esperando pelos virtuosos músicos do Dream Theater. O guitarrista iniciou o seu show com uma música própria chamada “New Dreams” e se destacou tocando versões instrumentais de “Is This Love” do Whitesnake e “Pretender” do Foo Fighters. Guga divulgou suas páginas das redes sociais e em seguida agradeceu aos fãs de Dream Theater por terem aturado o guitarrista, que fez uma grande apresentação.

Antes de começar o show, nada dos clássicos de rock and roll e heavy metal no som mecânico, apenas uma trilha misteriosa e imagens do universo no telão em frente ao palco. Antes das 22 horas as luzes do local foram apagadas e a intro do último disco da banda foi tocada na trilha. “False Awakening Suite” foi acompanhada de belas imagens retratando todos os discos de estúdio da banda no telão. O pano do telão foi derrubado e lá estava John Petrucci (guitarra), John Myung (baixo), Jordan Rudess (teclados), Mike Mangini (bateria) e James LaBrie (vocal). Divulgando o novo trabalho, começaram o show com “The Enemy Inside” e seu vídeo clipe no telão, que estava posicionado no fundo do palco mesclando com imagens do show. Sem perder tempo, logo em seguida foi a vez de “The Shattered Fortress” do disco “Black Clouds & Silver Linings” . LaBrie disse “boa noite” para Porto Alegre e comentou que se lembrava do local do show, sendo a segunda ou terceira passagem por ali. O público respondeu imediatamente sinalizando três dedos das mãos no alto.

Antes de apresentar “On The Backs Of Angels” (faixa de abertura do álbum “A Dramatic Turn of Events”), LaBrie disse que teriam três horas de show e perguntou se o público estava junto com a banda para isso acontecer. Muitos gritos e sorrisos foram distribuídos por todos os presentes. Luzes vermelhas e em seguida luzes azuis iluminavam completamente o palco para uma das músicas mais curtas do setlist na noite - “The Looking Glass” – que segue um estilo mais tradicional do rock progressivo.

Conforme as cenas do telão a iluminação do palco se adequava a elas. Junto a isso a qualidade sonora era impecável, todos os detalhes de cada instrumento foram nítidos para todos os ouvidos, desde os mais sensíveis até os acostumados com o alto som de um show de heavy metal. A presença de Petrucci na guitarra era feroz, já a de Myung no baixo era mansa, sempre muito tranquilo, esbanjando uma grande qualidade, como toda a banda.

“Trail of Tears” representou o disco “Falling Into Infinitty”, nela foi o primeiro momento em que Jordan Rudess largou o seu teclado superarticulado, que virava para a direita, para a esquerda e inclinava para o público ver as teclas e foi comandar o palco com seu Keytar. Dessa vez era ele que andava de um lado para outro como se fosse um guitarrista, tomando conta do palco e interagindo com os fãs, sempre mantendo o seu carisma. Em seguida Jordan voltou para seu teclado que ainda incluía uma câmera com visão superior, enriquecendo ainda mais as imagens do telão.

A qualidade técnica de todos na banda é monstruosa e isso foi evidenciado ainda mais na instrumental “Enigma Inside”. No telão uma animação da banda em formato de aventura em busca do enigma foi um atrativo a mais e um momento que é desnecessário na maioria dos shows, menos em um show do Dream Theater, o solo de bateria, que Mangini tocou como se fosse fácil, sem se estender por muito tempo. Logo em seguida a banda retornou para finalizar a música. “Along For The Ride” e “Breaking All Illusions” foram as responsáveis por encerrar a primeira parte do show. Após mais de uma hora de show, o intervalo de 15 minutos serviu para preparar o grupo e o público para o restante do show. Teve quem reclamasse, mas nada mais justo do que esse descanso para um show com tanta produção e perfeccionismo. Vídeos no telão como propagandas fictícias de bonecos de integrantes da banda, band-aid do Jordan e fãs tocando versões do Dream Theater no telão geraram muitas gargalhadas na pista.

A pausa recuperou muito o público, pois quando a banda retornou para “The Mirror” os fãs estavam em um clima muito mais animado. Claro que os clássicos de “Awake” ajudaram muito para o clima melhorar, afinal fazem 20 anos do lançamento desse disco, que recebeu uma atenção especial nessa noite. Na segunda parte do show estava presente ainda “Lie”, “Lifting Shadows Off a Dream”, “Scarred” e “Space-Dye Vest”, além de “Illumination Theory” do álbum “Dream Theater”, que fechou a segunda parte do show.

No telão foi dado início a uma contagem regressiva de 2014 até 1928, era a hora do bloco “Metropolis pt. 2” com “Overture 1928”, “Strange Déjà-Vu” , “The Dance of Eternity” e “Finally Free” que encerrou um espetacular e longo show. A banda se despediu em grande estilo com Petrucci distribuindo palhetas e os demais integrantes abanando e sorrindo para os fãs, que já sentem saudade de mais um grande show feito pelos norte-americanos em solo gaúcho.

Set-list:
The Enemy Inside
The Shattered Fortress
On the Backs of Angels
The Looking Glass
Trial of Tears
Enigma Machine
Along for the Ride
Breaking All Illusions

The Mirror
Lie
Lifting Shadows Off a Dream
Scarred
Space-Dye Vest
Illumination Theory

Overture 1928
Strange Déjà-Vu
The Dance of Eternity
Finally Free

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Sobre Guilherme Dias

Sou Guilherme Figueiró Dias, de Porto Alegre, estudante de educação física, tenho 23 anos e sou fanático por música e futebol, especialmente hard rock e heavy metal. Preferências entre Helloween, Gamma Ray, Pink Cream 69, Bon Jovi, Hellacopters, Michael Kiske, entre outros. O que gosto realmente de fazer (além de torcer, cantar e pular pelo Grêmio na Geral) é curtir um bom show das bandas que eu adoro e tomar umas cervejas pra celebrar a vida.¨

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