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Dave Lombardo: o Workshop no Metal Drummer Fest de Porto Alegre

Resenha - Dave Lombardo (Opinião, Porto Alegre, 30/08/2014)

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Por Guilherme Dias
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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O primeiro Metal Drummer Festival de Porto Alegre teve a grande participação de DAVE LOMBARDO (Philm, ex-Slayer). O evento foi uma reunião entre bateristas do Rio Grande do sul, entre fãs de Slayer e entre músicos do cenário gaúcho.

Fotos por: Liny Oliveira
facebook/photoslinyoliveira

O workshop de bateria aconteceu no último sábado, dia 30 de agosto de 2014. Normalmente, os eventos internacionais de metal que ocorrem em Porto Alegre são de segunda à quinta-feira e em horários terríveis. Dessa vez não havia desculpa para os fãs do estilo não comparecerem ao bar Opinião. O evento programado para ter início às 19 horas não atrasou nem um pouco, para a tristeza dos que chegaram atrasados e satisfação de quem já estava no local desde cedo.

Logo que o público entrava na casa de shows e olhava para o palco, se deparava com quatro mega baterias típicas de bateristas de metal, quase inexistindo lugar para se mexer em cima do palco. Eduardo Baldo (Hibria) subiu na sua batera e apresentou seus colegas Francis Cassol (Scelerata) e Renato Siqueira (It’s All Red) para começarem a “bagunça” (como dizia Eduardo a todo o momento como seria o evento). Cada baterista tocou três músicas. Francis Cassol tocou entre elas “Rising Sun” e “Breaking The Chains” do Scelerata. Eduardo Baldo apresentou “Deadly Vengeance” e “The Shelters On Fire” do Hibria. Renato Siqueira tocou ¨Birth with a líquid desires¨ e ¨Poisonous¨ do It´s All Red, e a versão de Only do Anthrax que é bônus track do álbum ¨The Natural Processo Of...¨ do It´s All Red, re-lançado recentemente na Europa pela Secret Service Records UK. No final da primeira parte do workshop, os três realizaram uma Jam tocando alguns clássicos do Heavy Metal, inclusive tocando em pé, que é uma posição muito desfavorável para os bateristas.

Antes das 20 horas e 30 minutos da noite, DAVE LOMBARDO humildemente subiu ao palco e sem frescura foi direto para a sua bateria, que possuía o kit mais “simples” entre todas as quatro baterias. Na bateria tocou trechos de alguns clássicos do Slayer como “South Of Heaven”, “Chemical Warfare”, “Season In The Abyss”, “Raining Blood”, “Hell Awaits”, entre outras.

Após essa primeira parte, Dave foi para frente de sua bateria, se apresentou mesclando o inglês e o espanhol. Disse que toca bateria desde pequeno e que escuta tudo o que é tipo de música. Jazz, música brasileira, africana e cubana fazem parte de sua coleção de discos. Disse também que desde sempre comprou discos, sendo muito influenciado por discos do Led Zeppelin, Cream e Jimi Hendrix. O primeiro disco que comprou foi o “Alive!” do Kiss, como lembrou um fã que estava na frente do palco.

Após a sua apresentação, sentou no bumbo e disse que gostaria de receber perguntas, e por ali ficou durante a maior parte de sua apresentação. Os fãs mais eufóricos ficaram o tempo todo próximos ao palco, e o restante do público sentado em suas cadeiras, em pé, tirando fotos e tomando cerveja.

De origem cubana, além de dominar o idioma inglês, domina também o espanhol e perguntou para os presentes qual o idioma preferido para a conversação. O português e o espanhol se assemelham um pouco, podendo ser transformado naquele bom e velho “portunhol”, porém a plateia preferiu o idioma inglês, realizando todas as perguntas nesse idioma. Dave respondia mesclando o inglês e o espanhol.

O batera estava tão a vontade que o ambiente se assemelhava a uma roda de bar, e foi inclusive questionado se bebia alguma bebida alcoólica antes dos shows e ele disse que não, pois a bebida faz com que ele fique lento e perca o ritmo. Então ele tocou como se estivesse bêbado, tocando fora do tempo e derrubando baquetas para todos os lados, gerando gargalhadas de todo mundo que estava no local.

Perguntado sobre os seus treinos com bumbo duplo, Dave respondeu que só treinava com a banda, nunca estudando em sua casa, ou estúdio. Naquele ritmo de papo de bar, ele disse que criou o logo do Slayer apenas realizando movimentos retos com a mão esquerda e que tentou dar o nome de “Wings of Fire” para a banda, porém nenhum colega havia gostado dessa sua ideia.

Para o baterista, tocar Slayer é como se estivesse realizando uma caminhada ou uma corrida na rua, devido ao costume em tocar no estilo da banda. Dave disse que não pretende formar ou entrar em uma nova banda para rivalizar com o Slayer, e que todos os seus novos projetos serão com o intuito de criar algo novo, sem copiar nada do que já foi feito antes.

Quanto ao tamanho do seu kit, o batera respondeu para um fã que gosta de tudo muito perto, como os pratos baixos, próximos aos tons. Entre os anos de 1986 e 1992 tinha no seu kit diversos tons e surdos, mas atualmente prefere um kit mais compacto, com 2 tons (como usou na apresentação), pois ali está o fundamental para tocar bateria. Não descartando outros dois tons eventualmente. Nesse mesmo momento disse que gosta do som natural da bateria, sem efeitos, e que não utiliza triggers, tendo preferência por microfones apenas.

O workshop estava próximo do fim, então Dave aproximou para perto do palco praticamente todos que estavam no local e mostrou como pisa no pedal do bumbo, firmando a ponta dos pés no meio do pedal e que seu banco fica ajustado de uma forma que a sua articulação do joelho fique em um ângulo de aproximadamente 90º.

Dave voltou para a bateria, tocou mais um “medley” e finalizou a apresentação. Todos os bateras que se apresentaram na noite retornaram ao palco e tiraram a famosa foto com ângulo do palco para a pista, aparecendo todo o público. Após o término do evento, Dave ficou no backstage recebendo todos os fãs que queriam fotos e assinaturas.

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Sobre Guilherme Dias

Sou Guilherme Figueiró Dias, de Porto Alegre, estudante de educação física, tenho 23 anos e sou fanático por música e futebol, especialmente hard rock e heavy metal. Preferências entre Helloween, Gamma Ray, Pink Cream 69, Bon Jovi, Hellacopters, Michael Kiske, entre outros. O que gosto realmente de fazer (além de torcer, cantar e pular pelo Grêmio na Geral) é curtir um bom show das bandas que eu adoro e tomar umas cervejas pra celebrar a vida.¨

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