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Roça'n'Roll: produtores já encontraram a fórmula correta

Resenha - Roça 'n' Roll: 16ª Expedição (Fazenda Estrela, Varginha, 17/05/2014)

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Por Pedro Henrique Ruas
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

A cada ano que passa, a certeza é cada vez maior de que o Roça n Roll é sem dúvida o maior festival de música pesada do interior do Brasil, o festival que acontece em Varginha e já está na sua 16° edição e esse ano não foi diferente dos anteriores, sempre muito bem organizado, muito bem estruturado, ações essas que já são características dos organizadores.

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Esse ano além das atrações musicais como ANGRA, KORZUS, ROTTING CHRIST, TUATHA DE DANANN, PROJECT 46, CENTÚRIAS, OLHO SECO ... ainda teve espaço para recreações como a exposição de poemas, apresentação do grupo Ordo Draconis Belli com suas performances medievais e ainda a Feira de Vinil expondo e vendendo Lp's. Além dos quiosques já tradicionais no festival, todos muito bem alocados e estruturados, dando-nos um bom e rápido atendimento e preços aceitáveis.

A organização do festival esse ano teve alguns problemas como o cancelamento de uma das bandas principais o DEATH ANGEL e problemas com ingressos roubados em um dos pontos de venda, porém esses problemas só serviram de animo e mais vontade de fazer mais um ano entrar para a história.

O primeiro dia do evento (16/05) como já de costume, feito para aquecer a galera para o dia seguinte, contou com os shows de IN'ROCK: DEEP PURPLE COVER, O CARTEL, O TAL DO JETHRO: JETHRO TRULL COVER e THE DOGZ. A festa de abertura desse ano foi realizado na casa de shows Laynkaza Universitário. Logo na abertura dos shows era possível ver que o público para esse primeiro dia era maior que o mesmo público do ano anterior, talvez um fato que tenha ajudado é o maior número de bandas e o frio (característica marcante de Varginha e do festival) que esse ano estava mais ameno. Se pudermos resumir esse primeiro dia podemos chegar a conclusão que realmente ele serve de estopim para o dia seguinte, é momento de beber um pouco, curtir uma música e se preparar para o que vem no dia seguinte.

Estamos no dia principal do evento, a ansiedade e a euforia é grande, logo na chegada do ônibus (linha exclusiva que leva à Fazenda Estrela) é possível ver de longe a grande estrutura montada para o festival, estrutura essa que não perde nem um pouco de grandes festivais gringos. Não muito diferente da estrutura do ano anterior, a Tenda Combate mais próxima da entrada no lado esquerdo e mais a frente do mesmo lado os dois grandes palcos principais, já do lado direito os quiosques já mencionados anteriormente, uma diferença bem aceita por todos é que esse ano todo o espaço de realização do festival estava gramado evitando lama como no ano anterior.

O dia já começava bem movimentado e destrutivos com os show da Tenda Combate, pela tenda passaram KILLER KLOWS e SLIPPERY com seus Hard Rock bem calcado e o resto foi só porrada na cara com a banda Mineira KRUELTY com um Death Metal destruidor,SOULS INSIDE mostrando que veio pra destruir com seu Death/Thrash,NEW DEMOCRACY com um Thrash/Groove Metal arregaçador e o SILENCE CORPORATION com seu Thrash /Death e uma pegada meio Novaiorquina lembrando e muito bandas mais novas do cenário extremo americano.

Já a destruição nos palcos principais não demoraram muito a começar, uma marca já registrada do festival é o apoio às bandas nacionais, esse ano foi diferente grandes nomes do metal nacional estavam no casting, além da atração internacional ROTTING CHRIST, diferente de outros festivais aqui as bandas gringas não são diferentes das nacionais e o tratamento tanto de uma quanto das outras é o mesmo e esse tratamento talvez é o que nos leva a entender o bom entendimento dentro do backstage, diferente de outros festivais em que todos devem sair do backstage quando a banda X vai tocar, no Roça a regra é clara: seja bem vindo, somos todos um só em razão da música. Seguranças, músicos, roadies, imprensa, fãs todos afim de curtir e fazer o festival acontecer.

Voltando para os shows tivemos grandes nomes e futuros grandes nomes em ação, caso eu fosse resenhar show por show teria que redigir um texto, por isso vou me atentar para os shows mais relevantes, mesmo assim vale um salve para todas as bandas que fizeram desse mais um grande evento da música pesada: SILENT HALL, MADE OF STONE, FOXTROTT, KAPPA CRUCIS, SILENT CRY. O primeiro grande momento do festival veio com o show destruidor do DESCEREBRATION veteranos do Sul de Minas que fizeram todos enlouquecerem na pista logo no inicio dos trabalhos nos palcos principais, aproveitaram o animo de todos na pista e botaram pra quebrar.

Assim como ano passado o GLITTER MAGIC fez um ótimo show, fazem com muita facilidade um Hard Rock energético com melodias bem trabalhadas porém sem muita firula, sendo bem direto.

Antes de citar o show de dois grandes do metal nacional acho melhor falar desse show que sem dúvida botou fogo em todos na pista e que sem dúvida foi um dos que tiveram os maiores moshs, circles pits e walls, estou falando de PROJECT46 puta banda que vem conquistando cada vez mais fãs desde sua apresentação no Monsters of Rock, show realmente bem movimento.

Agora é hora de falar de duas grandes bandas que podemos chamar de precursoras cada uma em seu segmento: CENTÚRIAS e OLHO SECO. Não é todo dia que se vê num festival duas grandes bandas da história da música pesada do país fazerem grandes shows. A começar pelo CENTÚRIAS os pioneiros do do Heavy Metal no país, nem preciso citar que todos fãs do Heavy Metal sem exceção aguardavam ansiosos pelo show, e logo nos primeiros acordes foi possível ver um banda centrada e certa no que faz, Heavy Metal de qualidade. Já do outro lado OLHO SECO uma lenda vida do Punk Rock nacional destruiu com letras que todos nós brasileiros devemos escutar, analisar e seguir, grandes clássicos cantados com todo pulmão pelos mais fãs mais antigos, pelos mais novos e pelos que nunca viram a banda.

Uma coisa é certa, se tem Roça n Roll tem TUATHA DE DANANN, esse é o show em todos sem exceções se tornam verdadeiros duendes, não é preciso muito esforço para perceber que mesmo ha algum tempo sem lançar algo novo a banda é uma das mas reverenciadas do festival. É realmente sempre uma grande festa os shows do TUATHA DE DANANN, festa embaixo do palco e em cima também, pois além da banda havia uma horda imensa de fãs atrás do palco, todos focados em transformar tudo numa grande festa.

Uma das bandas tidas como principais esse ano foi o ANGRA que vem fazendo uma turnê incrível de comemoração aos 20 anos de "Angels Cry", turnê essa que conta com participação especial de FABIO LIONE (RHAPSODY OF FIRE, VISION DIVINE) , o vocalista se encaixou tão bem no posto de vocalista do ANGRA que a turnê gerou um número imenso de elogios além do DVD "Angels Cry 20th Anniversary Tour" tido como um dos melhores do ano passado. Voltando ao show o público já esperava ansioso pelo inicio e de longe já se ouvia os gritos de "Angra, Angra, Angra" mesmo o pequeno atraso não desanimou os fãs que cantaram e curtiram o show do inicio ao fim, é sábio que em um festival é difícil apresentar um show de duração maior, por isso alguns clássicos esperados pelos fãs ficaram de fora, mas o falta de alguns clássicos não diminui a qualidade do grande show que a banda fez, creio que todos que a esperavam ficaram satisfeitos com a performance da banda.

A única atração internacional do festival esse ano foi o ROTTING CHRIST que vinha com tarefa de honrar e "abençoar" o festival com seu grandioso Black Metal e banda não fez feio, veio e mostrou todo seu potencia que para uma banda de Black Metal é fora dos padrões, músicas muito bem trabalhadas em todos os aspectos, letras, melodias, solos enfim tudo. Uma grande interação com o público que respondia prontamente à banda. Sem dúvida que quem não conhecia a banda começou a vê-la com outros olhos afinal de contas foi um dos melhores show da noite, ma verdadeira amostra grátis de técnica, qualidade, interação e brutalidade. Ao final do show a única expressão na rosto dos fãs era aquela de "quero mais".

Mas após um grande show como o do ROTTING CHRIST ainda sobrou espaço e muitos bocados vivos para o show do KORZUS. o problema é que os que ainda firmes e fortes faleceram após o show do KORZUS, nem preciso citar a monstruosidade que é o show desses caras. Se o ANGRA comemorava os 20 anos do primeiro album o KORZUS comemorava os 30 anos de banda, no repertório clássicos é o que não faltava, assim como mosh e circles pit no público. O fechamento do festival com o KORZUS não podia ser melhor, reviveram até os já mortos.

Aí fim dessa maratona de shows a sensação é de que nada precisa mudar pois encontraram a fórmula correta para fazer um festival FODÁSTICO. Que venha os próximos ROÇA n ROLL.

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Sobre Pedro Henrique Ruas

Mineiro, 21 anos, Maiden maníaco, contador, gamer, preguiçoso, chato (sempre), passou a ser fã da música pesada, quando aos 10 anos ouviu pela primeira Iron Maiden, fazendo-o a roubar um CD do Seventh Son de um primo.

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