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Roça'n'Roll: como foi a "mueção medieval em honra ao bode"

Resenha - Roça 'n' Roll: 16ª Expedição (Fazenda Estrela, Varginha, 17/05/2014)

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Por Willba Dissidente
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Um grande festival realizado na área rural de uma cidade do interior. Distante de áreas metropolitanas, esse evento dispões de dois palcos grandes, com som, luz e iluminação profissionais e um menor, além de telões, segurança, camping, ampla oferta de alimentação e bebidas (dentro e fora da área do show), guarda volumes, banheiros químicos em quantidade suficiente a evitar filas soviéticas, venda de Lp's, cd's, dvd's e camisetas. Desnecessário dizer, que o espaço on stage é dividido entre nomes clássicos, proeminentes e que estão calcando terreno dentro do Metal. Você pode estar achando que estamos falando de um Wacken, Keep it True ou Hell Fest, mas essa é descrição do Roça 'n' Roll. Nessa décima sexta expedição, o evento realizado na Fazenda Estrela em Varginha, Sul de Minas Gerais, afastou o frio glacial com muito calor humano nas rodas e bateções de cabeça.

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Tido como o maior festival de metal do interior do Brasil, o Roça 'n' Roll acontece ininterruptamente há 16 anos. A edição de 2014 foi realizada em maio, um pouco antes que de costume, junho/junho. Tal mudança de calendário nada influenciou na presença maciça de cerca de 5 mil pessoas (headbangers, punks, black metals etc), que lotaram a Fazenda Estrela. É necessário destacar que o público é formado, predominantemente, por pessoas oriundas não só de Minas Gerais, mas como também por paulistas, cariocas e representantes de outros estados. Muitas dessa lotação vêm de excursão fechadas de suas cidades, porém a área do Roça'n'Roll possui estacionamento para quem prefere vir dirigindo, além de disponibilizar eficiente linha de transporte (parceria com a empresa Coutinho) para quem está em Varginha (com ônibus para ir às 14 às 23 e na volta das 01 às 06 da manhã).

Vista do Festival no ápice. Foto: Alodio Tovar Six
Diferente de muitos festivais, em que os rockers amargam esperando a passagem de som para a próxima banda entrar, o Roça 'n' Roll possui dois palcos principais enormes (sendo que um é um pouco maior). Quando acaba um show, outro começa imediatamente no palco ao lado, enquanto ocorre a passagem de som da próxima banda no espaço onde acabou de ocorrer a última apresentação. Além disso, o evento possui a Tenda Combate, em que rolam bandas menores, normalmente em começo de carreira; criada como "um espaço alternativo" ao mainstream do festival. Ainda que em dado momento haja som rolando nos palcos simultaneamente, e que pareça cacofônico do lado de fora, a passagem de som não atrapalha o show ao lado (e vice e versa); assim como na Tenda Combate não chega o som do palco principal. Lembramos ainda que os dois palcos principais são estrategicamente posicionados para que o público possa visualizá-los de qualquer parte da Fazenda Estrela; seja nos quiosques, em frente, ao fundo ou onde for.

Galera Zumbi na Terminal Interativo. Foto: Facebook

Como o cast do festival é variado do alternativo ao extremo, o Roça 'n' Roll de 2014 buscou atrações diversas 'off stage' para entreter o público quando o estilo de uma das bandas não o agradasse. A mais popular delas ter sido uma máquina que tirava uma foto instantânea de quem se posicionasse em frente a ela e a enviava (caso a pessoa consentisse), automaticamente, ao facebook. Outra bem popular foi o quiosque que fazia maquiagem de zumbis nos presentes. Imagine o show do ROTTING CHRIST com parte do público zumbificado...

Encenação de combate medieval. foto: Leandro Teixeira

Uma outra atração chegou a roubar até público das bandas. Estamos falando do ORDO DRACONIS BELLI, grupo de Combates Históricos Medievais. "Ainda que tal gênero cênico seja popular na Europa é quase desconhecido no Brasil", explicou TyrFang, um dos fundadores do grupo. Juntos há 03 anos, os Draconis, se vestem à moda medieval e encenam combates singulares (um a um) e grupais de cavaleiros. Ainda que as espadas, lanças etc possam machucar, tudo é feito com extremo cuidado à segurança dos artistas e do público. O grupo já exibiu sua arte em diversos shows relacionados ao metal, inclusive do AMON AMARTH.

Vila Medieval. Foto: Laiane Caetano

A atração cultural do evento ainda criou uma Vila Medieval em área afastada dos palcos. Nessa, o grupo de 13 amigos que curtem a Idade Média e Rock, oriundos da Grande São Paulo, vendiam ornamentos, licores, vinhos, hidromel, brincos, colares e tocas de frio em formato de elmos de cavaleiros e vikings e outros artigos medievais. TyrFang, ressalta que 07 membros do grupo não puderam vir e que o trabalho artesanal é feito para ressaltar a arte e a cultura de outrora, não um comércio no sentido lato. O ORDO DRACONIS BELLI também disponibilizou um instrutor de Arco e Flecha para os bangers que quisessem tentar acertar o alvo, inusitadamente, no formato do famoso Et de Varginha. Eis uma verdadeira viagem no tempo em meio ao mais tecnológico e contemporâneo do rock.

New Democracy na Tenda combate. Foto: Reprodução

Após a abertura oficial dos portões às 13:00, uma hora depois começa a atividade na Tenda Combate (que é coberta). Esses shows tem duração (e público) menor, mas isso não quer dizer que "os malucos" que param para prestigiar as apresentações as curtam com menos empolgação. A 16ª expedição contou com as bandas NEW DEMOCRACY (Groove / Thrash Metal), SILENCE CORPORATION (HxCx Novaiorquino), SOUL INSIDE (Thrash / Death Metal) e KRUELTY (Death Metal). Todos os grupos são oriundos de Minas Gerais. Ao se reparar pelos estilos das bandas, não difícil se supor que os "sopapos na oréia", comeram soltos, com muitas rodas e energia.

Ivanei Salgado, o mestre de cerimonias do Roça. Foto: Daniel Jorge

Os shows no palco principal começaram pontualmente às 15. Antes de entrarmos nos detalhes dos shows se faz necessário relatar uma das marcas registradas do festival, o cerimonalista Ivanei Salgado. Jornalista profissional, produtor cultural e radialista do programa Combate Rock, Salgado tem há muitos anos o encargo de apresentar as bandas e fazer a comunicação com o público. Com seus distintivos óculos escuros e característica barba, o cerimonialista tem grande desenvoltura de palco e consegue ser carismático até naquelas "mensagens chatas, porém necessárias" como as dos patrocinadores, achados e perdidos etc. Sempre bem humorado, Salgado usa e abusa de piadas com algum cunho sexual em suas performances brincalhonas (que incluiam jogar cd's, camisetas e fazer a galera cantar "Long Live Roça In Roll"). Não há quem vá a um Roça 'n' Roll e fique imune aos trejeitos do apresentador.

SILENCE HALL e Júnior Gorilão. Foto: Reprodução

Retornando, as 15:00 sobem ao palco principal os varginhenses do SILENT HALL. Tendo acabado de lançar seu primeiro EP "Gates of Conscience", três das seis músicas do set foram do Cd e uma estará no próximo disco. Para animar, o grupo de Power Metal emendou "The Hellion / Eletric Eye" do JUDAS PRIEST e "Symphony of Destruction" do MEGADETH. Esse último cover contou com a participação do clássico headbanger "das antigas de Varginha", Júnior Gorilão. Dono de potente vocal gutural, Gorilão ainda cantou "Prisioners of Fear", que gravou com a banda no seu primeiro registro fonográfico. Como os presentes estavam curtindo muito, a banda foi autorizada pela produção a tocar mais um som, que foi "Brave Heart".

MADE OF STONE. Foto: Reprodução

Logo no palco ao lado (um pouco menor), subiu os também varginheses MADE OF STONE. Mandando ver em sua música que mescla Heavy Metal com timbers e passagens típicas do Rock alternativo e vocais em inglês, o resultado agradou o público que ainda se formava. Quase todas as músicas do set de oito canções era do debut do grupo "Day After Day", 2013, não contando duas inéditas e um cover de "Whole Lotta Roise, do AC/DC; que teve participação do talentoso guitarrista Raphael Wagner, do MOTOSSERRA TRUCK CLUB.

DESCEREBRATION. Foto: Thiago Bode

"Galera, o negócio é honrar o Bode", bradou o baixista vocalista Edson Guerra, do power trio DESCEREBRATION. Oriundos de Três Pontas, Minas Gerais, e na ativa desde 1994, o grupo fez o que pode com brutal Death Metal para colocar o público para agitar. Infelizmente, muitas das excursões haviam chego há pouco tempo, e não obstante a agilidade na revista e retirada de ingressos, ainda havia muita gente entrando. Não tem problema, pois "é coturno na cabeça", berra o vocalista ao final da apresentação.

SLIPPERY. Foto: Reprodução

Originalmente cotados para se apresentar na Tenda do Combate Rock, os campineiros do SLIPPERY puderam apresentar todo o peso e a melodia cativante de seu Hard Metal no palco principal do evento. Acontece que a banda FOXTROTT teve um problema na estrada e se atrasou para o show. Na impossibilidade dos pouso alegrenses setentistas se apresentarem, os paulistas oitentistas atacaram as composições de seus discos "First Blow" e "Follow Your Dreams". Os covers de "Metal Health", QUIET RIOT, e "Hellion", W.A.S.P., criaram os primeiros problemas para os seguranças, com Headbangers se jogando na grade ao som do Hard'n'Heavy. Além disso, o SLIPPERY teve outras duas jogada de sorte: ao final de seu show escureceu, possibilitando iluminar todo o palco, e a maior parte do público entrou. A banda que já havia se apresentado no "Triumph Of Metal", outro festival grande da região, pode então estender as fronteiras de seu som.

OLHO SECO. Fonte: Facebook

Ainda que não fossem, oficialmente, um dos headliners do evento, parecia óbvio que boa parte do público estava lá para prestigiar o OLHO SECO, "a lenda" do Punk Rock paulistano. Num show marcado pelo anúncio do nome da música e pancadaria, não faltaram rodas enormes se formando em frente ao palco principal. Ainda que seja um tanto quando durão, o vocalista original Fábio, e sua nova trupe, agradaram bastante o público com muitos sopapos sonoros, críticas sociais e postura de anti-violência. A penúltima música apresentada foi em homenagem ao saudoso Redson, do CÓLERA, que é coautor da mesma. Após o clássico "Olho Seco", os punks ainda levaram uma música a mais que não contava no set-list original. Como a média de duração de um som deles não passa dos dois minutos, isso não atrasou o festival, mas muito agradou a platéia.

CENTURIAS. Foto: Daniel Jorge

Após a lenda do Punk, eis que surge uma das mais antigas bandas de Heavy Metal do Brasil. Diferente dos demais grupos, o CENTURIAS foi apresentado por Willba Dissidente, dos festivais "Triumph Of Metal" (Minas Gerais) e "Guaru Metal Fest" (São Paulo). Com repertório centrado no disco "Ninja", 1988, o grupo ainda levou dois sons do novo single "Rompendo o Silêncio", que está sendo bem recebido pelos headbangers, além dos clássicos "Duas Rodas" e "Portas Negras" levando o público ao delírio. O único detalhe que não fez a apresentação ser 100% é que os graves estavam estourando, o que não atrapalha tanto em se tratando de um dos baixistas que mais preenchem o som do Brasil, Ricardo Ravache (ex- HARPPIA). O carismático Cachorrão relatou ao público estar muito gripado, mas ainda assim teve ótima performance. Após o fechamento com "Metal Comando", o CENTURIAS exibiu sua famosa placa de "Proibido Posers", indo recepcionar o público, dar autógrafos e tirar fotos, junto com a galera do OLHO SECO.

SILENT CRY. Foto: Benedito Júnior

A face mais soturna e taciturna do Metal apareceu com a galera Doom de Governador Valadares, MG. Apresentando um som após o outro, sem pausas ou demais delongas, só no meio do show que o baixista falou em português com o público, o que causou espantou em parte da galera que achava se tratar de uma banda "gringa". Com sonoridade arrastada, teclados, vocais líricos femininos divididos com masculinos rasgados, o SILENT CRY se despediu três vezes do público indicando que aquela seria a última música. Na derradeira vez, o som do grupo foi cortado após a introdução de teclado. Assim foi a única banda com uma mulher na formação do festival.

KAPPA KRUCIS. Foto: Benedito Júnior

Chegava a vez do KAPPA KRUCIS ganhar o palco com sua sonoridade Hardão setentista marcada pelo embates de guitarra e teclado pesado, na melhor tradição do DEEP PURPLE e TEN YEARS AFTER, com sólida cozinha e vocais em inglês. Ainda que os sons próprios sejam coesos, o público se mostrou mais empolgado no cover de "Easy Livin'" do URIAH HEEP.

PROJECT 46. Foto: Paula Costa

"O chicote vai estalar, vocês que vão ter que tacar o foda-se", bradou ao público Caio MacBeserra, que comandava a trupe paulista do Metal Core. Com muitos palavrões entre e durante as músicas, o som do grupo por vezes flerta com estilos extremos, como o Death Metal, e se vale de afinações baixas nos instrumentos de cordas, como no New Metal. Ainda que tal experimentos tenham sido abusados pelo SEPULTURA na fase "Roots" e não tenham o distanciamento necessário para ser tido como "clássico", esse gênero pode ser chamado de datado. Ainda assim, o resultado final é bem pesado e os vocais em português aumentam a identificação com as músicas. A penúltima música do show tinha riffs pesados com andamento de maracatu, e foi anunciada como "haverá uma revolução musical contra essa roubalheira de Brasília", que deixou parte da platéia confusa. Para encerrar com cruzado de direita, além das muitas rodas durante o show, o grupo organizou um Wall Of Death.

TUATHA DE DANANN. Foto: Daniel Peixoto

Era chegada a vez do Celtic Folk Metal do TUATHA DE DANANN encantar o palco e o público do Roça 'n' Roll. Bruno Maia, membro fundador da banda, é um dos responsáveis pelo festival em que o grupo se apresenta quase que anualmente. Entretanto, nem por isso, é recebido de forma menos calorosa pelo público. Instrumentistas muito competentes e variados, o conjunto aproveitou o tempo para apresentar uma longa sequência de músicas, que era representativa de sua carreira, sem se comunicar muito com a platéia. Um dos momentos mais curiosos foi quando subiu ao palco um moço todo vestido de verde com uma boina, ao estilo Chaves. A música que mais empolgou foi a "Finganforn", que parte da platéia já cantava antes mesmo da banda começar a tocar!

Fabio Lione. Foto: Lee Dias

Após um incomum atraso para festival, às 23:30 sobre ao palco principal a atração. O grupo mais esperado da noite era o ANGRA, com participação especial do vocalista italiano Fabio Lione. Além da presença ilustre, o show era comemorativo dos 20 anos do clássico "Angels Cry", o debut do grupo. Com som perfeitamente equalizado, o grupo não tocou o disco em sua ordem e também emendou clássicos da "fase André Matos", como "Make Believe", "Nothing to Say" e outros que não fizeram feio; já que quem é fã de ANGRA não gosta só do primeiro disco.

ANGRA. Foto: Lee Dias

Muito comunicativo, Lione foi o destaque da apresentação. Talvez por já ter se apresentado no Brasil com o RHAPSODY e o VISION DIVINE, o cantor arriscava falar um pouco em português, ao invés do tradicional inglês. O guitarrista Rafael Bittencourt usou um típico chapéu mágico de São Thomé das Letras em dado momento, o que também agradou. Ponto para os fãs de Metal Melódico que ganharam um show grande e repletos de hits.

GLITTER MAGIC. Foto: Gustavo Henrique

Mudando totalmente de praia e década, vamos para a terceira banda influenciada pelo Hard Rock no cast. "Varginha é a cidade mais metal do mundo", bradou o grupo de Juiz de Fora, MG, agradando os rockers locais. As músicas do conjunto são influenciadas pelos anos 1980, porém não dispensam timbres mais modernos para acompanhar as letras em inglês. Como o som próprio deles não eram conhecidos da platéia, os ápices da apresentação vieram com os covers de "War Pigs", BLACK SABBATH, e "Sad But True", METALLICA, que encerrou o show.

ROTTING CHRIST. Foto: Luís Octavio

O segundo headliner da noite, os gregos do ROTTING CHRIST dividiram a opinião dos presentes. Motivo? Muitos não sabiam que o grupo, outrora de Brutal Death Metal, estava há algum tempo investindo em um som mais sinfônico. Quem já conhecia a "nova" pegada da banda, com sons mais arrastados e atmosféricos, adorou o show. Quem esperava um resgate à tradição antiga teve três sons dessa fase, incluindo os dois últimos. Na maioria das músicas o quarteto usou um sintetizador pré-gravado. Ainda assim os irmãos Tolis, Sakis (guitarra e vocal) e Themis (bateria), membros fundadores da banda, foram muito comunicativos com a platéia, arriscando algumas palavras em português. Para encerrar, juntaram a bandeira do Brasil com a da Grécia.

KORZUS. Foto: Lee Dias

Quem reclamou que faltou pancadaria no ROTTING CHRIST, pode se deliciar com o show do KORZUS, quinteto paulista que encerrou o Roça 'n' Roll de 2014. Com set-list focado nos álbuns "Discipline Of Hate" e "Ties Of Blood", o Thrash Metal visceral, embora moderno, fez a cobra (e até o ET) fumar. O grupo só entrou no palco principal às 04:30 da manhã, pois houve outra demora fora comum já que os palcos não se revesaram dessa vez. Nesse meio tempo, rolou nos PA's da Fazenda Estrela, gravações ao vivo de bandas que se apresentaram em edições passadas do Roça, como o GRAVE DIGGER e SAMAEL.

Ainda que o horário fosse desfavorável, havia muitos esperando essa apresentação. Antes da música "Who is Going to be the Next", o simpático vocalista Pompeu organizou um Wall Of Death. Tal procedimento consiste em dividir o público em dois grupos e deixar um espaço enorme no meio para que haja um embate entre os dois lados assim que a pauleira recomeçar. Eis que "Fabrício Black Metal", clássico headbanger de Varginha, se manteve no meio do espaço do divido para a "pancadaria". O cantor então emendou "tudo de ruim nesse país está nesse cara, quero ver vocês ir do seu lado para o outro dar porrada". Fabrício não se intimidou e continuava, sem camisa em meio ao frio, fazendo os clássicos chifres do DIO com as mãos para alto. Quando a música recomeçou, ele escolheu atacar o lado direito da roda. Sim, passava das cinco da manhã e tivemos a maior roda de todo festival! Uma rápida incursão pela clássica "Guerreiros do Metal", 1985, encerrou o set e o festival.

Foto: Paula Costa

Pouco faltando para aurora era encerrada a 16º Expedição do Roça 'n' Roll. Os expressões "mueção" e "aqui o bicho pega" empregados no material de divulgação do evento se mostram acertados, pois não obstante o frio glacial que tomava conta da Fazenda Estrela (em 2010 chegou a fazer -04°C), era nítida a satisfação do público ao ir embora. O saldo que tiramos disso é: se mantendo a excelência de produção e escolha de cast, "ainda haverá muito mueção em honra ao Bode" a ser feita. Ou sabe-se lá qual será o chavão que as próximas bandas irão inventar.

Willba Dissidente agradece a todas as pessoas que emprestaram seu talento nas fotografias para ilustrar essa matéria e a Rodrigo Barbieri pelo credenciamento. Ele pede desculpas à banda OLHO SECO por não conseguir uma foto do grupo no palco até o fechamento do texto.

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