ReVamp: Em meio ao caos na cidade, Floor toca sua carreira solo

Resenha - ReVamp (Clash Club, São Paulo, 20/05/2014)

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Por Diego Camara
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Um caos! Uma bagunça! Um terrível acontecimento! Foi no dia de uma grande greve dos ônibus – que estragou a vida da maioria dos cidadãos da conturbada e bagunçada cidade de São Paulo – que a banda REVAMP subiu ao palco da Clash Club para se apresentar para o público paulista. Em show com lotação inferior a metade da Clash, a Floor Jansen’s Band trouxe um setlist grande e recheado com as músicas de sua carreira solo.

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Era pouco mais das 19h00 quando uma fila razoável aguardava a apresentação de Floor Jansen nos palcos brasileiros. Após um infeliz cancelamento da última vez – que deixou os fãs da eximia e grandiosa vocalista chupando os dedos – finalmente faltava pouco para que pudessem ter o prazer de vê-la finalmente por estas bandas. Nem o pavor de ficar sem transporte ou o caos para chegarem até o lugar foi o bastante para que deixassem de demonstrar a alegria e a ansiosidade.

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A casa abriu com um pequeno atraso, mas a entrada foi tranquila porque não havia um grande número de pessoas aguardando do lado de fora. Francamente espero que as pessoas não acabaram perdendo o show pelos problemas de transporte na cidade, pois seria bastante ingrato com um público que logo neste dia ocorresse tal tragédia.

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Apesar disto, o show começou sem atrasos, e as 20h30m o som da casa silenciou e a banda foi entrando, integrante por integrante, para a sua apresentação. Foi só Floor entrar no palco que o público foi da alegria ao alvoroço, especialmente com o início de “On The Sideline”, que abriu o show com bastante qualidade.

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A banda não estava para brincadeira e sacou de música atrás de música, ora tocando o debut “ReVamp”, ora sacando das músicas do “Wild Card”, lançado em 2013 e que ainda está sendo massivamente divulgado por Floor e cia. O público não regulava aplausos, e ovacionavam a banda a cada música que era tocada. Com pouca interação, o show em diversos momentos pareceu meio seco ou bastante, diria eu, automático.

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Porém, Floor mesmo assim guardou tempo para rasgar grandes elogios ao público brasileiro e não deixou de mostrar a alegria que sentia por estar tocando pela primeira vez no Brasil com sua banda solo. O público, extremamente educado, teve seu momento para dar diversos presentes à vocalista.

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Os principais sucessos da banda resultaram em grande animação do público. Músicas como “Wild Card”, “Sweet Curse”, “Here’s my Hell” e “Wolf and Dog” foram alguns dos grandes destaques do espetáculo. Porém a animação da plateia notoriamente caia quando alguns dos “fillers” dos discos eram tocados – e pelo tamanho do show, o número de “fillers” foi extremamente grande para que o espetáculo ganhasse corpo.

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A banda ainda retornou para o bis, uma grande surpresa já que eles haviam tocado no show todas as músicas da setlist divulgado para o espetáculo, a banda apresentou o mesmo Bis que havia tocado no show anterior no Teatro Rival Petrobras, Rio de Janeiro. A sequência “Sins”, “Nothing” e “Disgraced” foi recebida aos gritos por uma plateia ávida, que gritou na saída da banda por mais músicas.

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No final do show era difícil não ter um gostinho de quero mais, apesar da banda ter ficado por quase duas horas em cima do palco e ter tocado quase todas as músicas de seu curto repertório. A plateia pareceu contente no geral com a apresentação, e sequer pareceu sentir falta das músicas do AFTER FOREVER, clássicos do gênero eternizados pela voz de Floor – não houve pedidos por músicas da banda durante o show que conseguiram ecoar e atingir uma parte significativa do público presente. Mesmo assim, creio que tais músicas poderiam ter sido bem-vindas, apesar que penso que Floor deva ter bons motivos para resolver deixar de lado esta parte de sua carreira.

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O que importa, afinal, é que o público que gastou seu precioso tempo naquela terça-feira saiu contente com a apresentação, que viu uma das melhores iluminações e qualidades sonoras que já vi em shows da Clash Club, casa extremamente criticada pelos bangers na maioria dos shows que pisam por lá realmente desta vez fez valer sua posição.

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Revamp é:
Floor Jansen – Vocal
Arjan Rijnen – Guitarra
Jord Otto – Guitarra
Henk Vonk – Baixo
Ruben Wijga – Teclado
Matthias Landes – Bateria

Setlist:
1. The Anatomy of a Nervous Breakdown: On the Sideline
2. The Anatomy of a Nervous Breakdown: The Limbic System
3. In Sickness 'Till Death Do Us Part: All Goodbyes Are Said
4. Wild Card
5. Kill Me with Silence
6. Precibus
7. Sweet Curse
8. Amendatory
9. Million
10. Distorted Lullabies
11. I Lost Myself

Intermission

12. Here's My Hell
13. Head Up High
14. The Anatomy of a Nervous Breakdown: Neurasthenia
15. Misery's No Crime
16. In Sickness 'Till Death Do Us Part: Disdain
17. Wolf and Dog

Bis:

18. Sins
19. Nothing
20. In Sickness 'Till Death Do Us Part: Disgraced

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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