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Flagelador: Como foi a apresentação no G.R.A.B. de Fortaleza

Resenha - Flagelador (GRAB, Fortaleza, 09/02/2014)

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Por Leonardo M. Brauna
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O FLAGELADOR está em turnê nacional e, em Fortaleza (CE), levou a “Sob o Machado do Algoz Tour 2014” para o G.R.A.B., celebrando na tarde do dia 09 de fevereiro, uma festa que contou com Headbangers daquela capital e cidades vizinhas. Os niteroienses fecharam a data que foi aberta por três dos principais nomes cearenses: TOXIC TRASH, FLAGELO e CARCARÁ. Às 15:00h o local já estava aglomerado de fãs e entusiastas do Metal. os cem primeiros que adentraram ao espaço ganharam um presente da Gino Production, que foi um CD das bandas, FIST BANGER, GOREWAR e SCREAM OF DEATH (à escolha do contemplado). Quem marcou presença, também pôde conferir e adquirir materiais dispostos nos estandes de vendas, e para aqueles que gostam de “encharcar o fígado”, o bar (como é tradição nos eventos da Gino Production) estava oferecendo preços consoladores para o bolso.

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Fotos: Arquivo Underground

Por volta das 16:00h a sessão ‘Open Act’ começa com os inflamáveis do TOXIC TRASH. A banda que tem à frente o vocalista GALO BLACKFIRE sobe com moral executando a nova composição que leva o nome da banda. A entrada de Anderson Nunes (GOREWAR) e FRAN MUSTAINE (FLAGELO) deixou o som do grupo ao vivo mais pesado e agressivo com as bases e solos da dupla. Tal arremesso não foi segurado pelo baixista Leandro Oliveira que, motivado pela adrenalina, quebrou uma de suas cordas logo na segunda canção. Mas o show continuou com Galo aproveitando bem aquela ocasião para divertir o público com suas piadas e “arengas”. Perfeita espécie de ‘frontman’ existente apenas no Ceará, o que diverte com Metal Pesado e números cômicos (improvisados, diga-se). Problema da corda resolvido, o quinteto novamente parte para o ataque mantendo o seu Speed/Thrash com receitas do Hardcore e Grindcore para apimentar. “Vingança de Satã”, Mundo Doente e “Marcas da Guerra” fizeram parte do repertório que finalizou com “Evil Dead”, Clássico da tropa de CHUCK SCHULDINER.

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FLAGELO, que integra o time das bandas mais respeitadas do Metal cearense, surge no palco para mais uma apresentação que os fãs de TANKARD, DESTRUCTION e vários nomes nacionais, já puderam testemunhar. Com repertório completo, o grupo tocou todas as músicas que compõe seus dois trabalhos, “Pesadelo” (1999) e “Necrofilia” (2012). A galera participativa (mesmo com o som, por vezes pecando pela equalização) empolgava embrenhando-se no ‘mosh’ de maneira selvagem. A banda é notável por conseguir colocar na cabeça do público maioria de suas canções – provam as pessoas que cantam junto com o vocalista ELINEUDO MORAIS temas como, “Pesadelo, “Tortura”, “Necrofilia”, “Guerreiros da Morte” e outras. Fran, que não precisou descer do palco, comandou os riffs que justificava a tempestividade do público. Destaque para execução de “Velha Maria” com participação de fãs cantando em baixo e em cima do palco.

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Quando o CARCARÁ “baixou vôo” no palco, a coisa começou a se intensificar novamente. A banda hoje é uma das mais atuantes na cena local e consegue atrair um público numeroso por onde toca. A ligação de riffs velozes passando por bases mortas – feita com extrema técnica – revela frente aos olhos dos fãs tudo aquilo que eles fizeram sem seus lançamentos, “Ressurreição dos Seres Ocultos” (2003), “Executores do Grande Massacre” (2007) e “Nova Ordem dos Séculos” (2010). Um ponto a adicionar é que, ao vivo, a violência se torna mais “apreciativa”. Com muitas rodas e ‘stage divings’ rolando, a “ave predadora” enchia os ouvidos da bangarada com os temas: “Tribunal da Morte”, “Enforcado com Arame Farpado”, “Novo Conclave” e outras que “ensangüentava” os ouvidos da maioria. Influenciados por diversas “feras” do Metal mundial, fizeram um cover para “Sodomy and Lust” de SODOM. A parte polêmica ficava nos discursos do vocalista/guitarrista, RAFAEL DILACERADOR, que fazia questão de mencionar a postura “anti” da banda, ao se tratar de religião, falsos Headbangers (referido pelo próprio como, cordeiros) e até eventos beneficentes – tópicos “seculares” do Metal, mas que ainda causa algum efeito e reação em algumas pessoas – principalmente da nova geração.

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ARMANDO EXEKÜTOR (guitarra, vocal), TURKO BASURA (baixo) e ÉRICK MADDÖG (bateria) subiram ao palco, como diz a velha máxima: “com faca nos dentes”. A introdução “Ultimatum” do seu primeiro álbum, “A Noite do Ceifador” (2006) deu continuidade à saga do machado. A canção que dá nome à banda ecoou pelos PAs e botou todo mundo para correr em círculos. Mais uma aula do Metal nacional acontecia no G.R.A.B. com “educadores” formados na escola de DORSAL ATLÂNTICA, TAURUS e METALMORPHOSE. No palco, as influências de FLAGELADOR são ainda mais numerosas, Turko, por exemplo, torce as cordas de seu baixo como LEMMY KILMISTER faz em seu Rickenbacker 4001, o estilo MOTÖRHEAD é seguido também por Armando em alguns solos e na posição de seu microfone acima da cabeça. O efeito de eco usado pelo vocalista deixa as canções mais “ríspidas”, porém, melhor seria se o mesmo recurso fosse desligado em seus pronunciamentos. A riferama dos fluminenses leva velocidade às alturas, e os bangers da platéia não perdem tempo em fazer o seu próprio show, seja em vôos de cima do palco, seja em “cirle pit”. As bases de Armando puxadas para cima entregam a brutalidade de temas como, “Possessão Diabólica”, “Render-se Jamais” e “Obcecado por Sangue”. Na hora dos solos fica difícil dividir a atenção entre o frontman e o baixista, pois esse é o momento em que Turco arrasta consigo todo o peso da banda. Para completar a noite – que já vencera a tarde – o trio executa o clássico “Evil Has no Boundaries” do SLAYER com devidas homenagens a um de seus compositores, JEFF HANNEMAN. O Set foi longo (com quatorze canções), mas não o bastante para satisfazer os presentes que tiveram que se contentar com o final, e dessa vez os homenageados foram os próprios fãs com a música, “Unidos Pelo Metal”. Este foi o primeiro show histórico do ano que promete manter hasteada a bandeira do Metal, e que Fortaleza possa receber mais visitantes do cenário nacional, e que a união esteja sempre fortalecida!

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Repertórios (não necessariamente na mesma ordem)

TOXIC TRASH

Toxic Trash (instrumental);
Vingança de Satã;
Mundo Doente;
Reino da Corrupção;
Thrashers do Inferno;
Marcas da Guerra;
Evil Dead (cover do Death).

FLAGELO

Pesadelo;
Tortura;
Flagelo;
Ódio;
Aniquilar;
Conflitos;
Necrofilia;
Supremo Poder;
Guerreiros da Morte;
Vale de Horrores;
Velha Maria.

CARCARÁ

Tribunal da Morte;
Novo Conclave;
Invasão do Metal Destrutivo;
Batizado com Sangue;
Comandante do Caos;
Enforcado com Arame Farpado;
Sodomy and Lust (cover do Sodom);
Ressurreição dos Seres Ocultos;
Armamento Biológico;
Cachaça Terror;
Rasga Mortalha.

FLAGELADOR

Ultimatum (intro);
Flagelador Ao Vivo no Inferno;
Possessão Diabólica;
Anjo Exterminador;
Evil Has no Boundaries (cover do Slayer);
Cruzada ao Lado de Satã;
Render-se jamais;
Expresso para o Inferno;
Total Danação;
Obcecado por Sangue;
Perseguir e Exterminar;
Massacre Bestial;
Unidos pelo Metal.

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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde 1989 vive à cultura e ideologia do Metal Pesado sendo fã ardoroso do Classic Rock ao Death Metal. A sua dedicação se define na constante busca por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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