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Kamelot: retorno a SP trouxe novo vocal, graça e venustidade

Resenha - Kamelot (Carioca Club, São Paulo, 09/02/2014)

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Por Durr Campos
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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O KAMELOT possui uma história peculiar com o nosso país, pois em cada uma de suas três investidas por aqui veio com um vocalista diferente. Primeiro foi com o mais famoso dentre eles, o norueguês Roy Khan, figura responsável por segurar o microfone entre os anos de 1997 e 2011. Naquele mesmo ano a banda retornou ao Brasil tendo Fabio Lione (Angra/Rhapsody of Fire/Vision Divine) na mesma função do agora temente ao divino. Sabíamos que seria temporária a passagem do italiano, mas muitos ficaram surpresos quando o atual e por hora definitivo Tommy Karevik (Seventh Wonder) fora efetivado pelo patrão e guitarrista Thomas Youngblood, sendo que o sueco cobriu Khan na parte europeia da “Pandemonium Over... Tour”. Este que vos escreve comemorou efusivamente, afinal Karevik não só canta mais que seu antecessor como foi responsável por gravar com seu grupo original o melhor álbum de prog metal de 2010: “The Great Escape”. Se nunca o ouviu não imagina o que está a perder, pois trata-se de uma obra definitiva do estilo. Mas o papo aqui é outro e vamos a seguir, eu pelas palavras e o Diego pelas imagens, tentar relembrar a você, caro leitor, o ótimo momento que presenciamos no último domingo em São Paulo capital no velho e bom Carioca Club, apesar da fornalha que é quando lotado.

Texto: Durr Campos
Fotos: Diego Cabral da Camara

“Silverthorn” (2012), décimo álbum de estúdio do Kamelot e mais recente empreitada dos rapazes de Tampa, veio cheio de expectativas por trazer um novo frontman. A primeira mudança foi até necessária, porque Mark Vanderbilt era bem fraquinho e os discos com ele “Eternity” (1995) e “Dominion” (1997) igualmente minguados. Mas ocupar o lugar do ex-Conception não deve ter sido algo que fez Tommy dormir profundamente nas primeiras noites após a banda o confirmar. Pelo menos deduzo. Enfim, os fãs que o viram pelo Velho Mundo já sabiam o que esperar, então por ali já havia uma zona de conforto, em especial na Alemanha, país onde o álbum saiu primeiro. De cara podia-se notar a manutenção do padrão de qualidade, tanto musical quanto gráfico e lírico. O conceito gira em torno de uma garota do século XIX chamada Jolee (daí a balada "Song for Jolee", entoada lindamente naquela noite) que morreu em um acidente assistido por seus irmãos gêmeos. A família da menina possuía todo um histórico de tragédias, segredos e traições. A dita pode ser vista na capa da bolacha, inclusive, mas já na fase adulta. Viagem legal dos caras, mas poderia ter soado enfadonho se não fossem craques na coisa.

Pouco passava das vinte horas quando o quinteto mais a canadense Alissa White-Gluz (The Agonist), ‘chegaram chegando’ ao palco do Carioca com “Torn” engatilhada. A escolha é ótima para abertura, bem como “Ghost Opera” para sucedê-la. Esta é um pavor de boa, das muitas que a banda possui para ser cantada junto. O álbum cujoesta canção batiza é um dos mais variados do Kamelot, o que confirma a empolgação e comentários de Youngblood ali por volta de 2007, ano em que a bolachinha viu a luz do dia. Houve a lembrança de mais dois itens dele, a saber, “Rule the World” e já mais para o meio do set a ótima “The Human Stain”. Teve quem pedisse “Up Through the Ashes” ali perto de onde eu assistia e até mesmo, vejam só, “The Pendulous Fall”, faixa bônus da edição limitada do CD. Coisas de fãs mais ávidos, o que só prova o carinho do nosso público ao conjunto.

Infelizmente do meu favorito com Roy, o injustiçadíssimo e subestimado “Poetry for the Poisoned” (2010), só tocaram “The Great Pandemonium”. Falem o que quiserem, mas este álbum exacerba a criatividade de Thomas e mostra como uma banda que outrora era caracterizada por elementos essencialmente de metal melódico pode se reinventar majestosamente e manter sua 'alma'. Eu ouviria ele na íntegra sem pensar duas vezes, mas como não seria justo com a maioria, que pelo menos “If Tomorrow Came”, a fabulosa “Hunter's Season” e a belíssima “House on a Hill” fossem mantidas no repertório.

Em sua versão de estúdio, "Veritas" traz Elize Ryd, cantora sueca famosa pelo seu trabalho ao lado do Amaranthe, mais recentemente no Timo Tolkki's Avalon [com quem gravou o debut "The Land of New Hope" (2013) e o vindouro "Angels of the Apocalypse" (2014)], além do próprio Kamelot. Se há alguém que chegou até aqui desconhecendo o trabalho dela resta-me deixar mais ali abaixo o vídeo de "Sacrimony (Angel of Afterlife)" para deslindar o talento da menina. Preste atenção ali aos 02:25 do clipe que pode ser visto ao final da matéria. Escolhi este por Alissa White-Gluz também figurar na película. "Center of the Universe" abriu a porteira para os clássicos e mesmo sendo a única de "Epica" (2003) oferecida representou com exatidão o que aquele momento representou ao seu contexto. Lembra que este álbum foi o primeiro conceitual feito pelo Kamelot? Para tal empreitada, Thomas escreveu a maioria das letras antes das canções. Basicamente o trabalho é baseado em Fausto, obra de Goethe e pouco tempo depois acabou inspirando o nome da banda holandesa Epica. Enfim, devo ter contado nada de novo aqui. Só para finalizar minha apoteose, deixa eu registrar na resenha o nome das personagens desta primorosa obra: Ariel, Helena e Mephisto. O primeiro e último foram interpretados pelo próprio vocalista Roy Khan, enquanto a dama pela flautista e vocalista Mari Youngblood, esposa de vocês sabem quem, e cuja beleza e engenho podem ser apreciados no DVD "One Cold Winter's Night"

Àquela altura eu sentia falta do "The Black Halo" (2005), mas ele fora bem representado com nada menos que quatro temas, a começar por "Soul Society" e seu refrão pegajoso, "When the Lights are Down", a soberba "The Haunting (Somewhere in Time)" e, logicamente, "March of Mephisto", responsável por encerrar o concerto. Citei aí na ordem com que apareceram espalhadas pelo set. Nesta derradeira pudemos contemplar a ativista do PETA, Straight-Edge e vegana Alissa encarnado Shagrath (Dimmu Borgir/Fimbulwinter,/Starkness /Chrome Division) e mandando muito, apesar do seu microfone em volume tão pouco privilegiado. "Don't You Cry" arrancou lágrimas de alguns marmanjos e com razão tamanha belezura. Pouco antes eles tocaram a do vídeo acima, "Sacrimony (Angel of Afterlife)" com um peso extra, aliás, bem como um curto solo de bateria do ótimo Casey Grillo. Poderiam ter mesclado todos esses momentos individuais em um só, até porque tivemos solo de baixo e de teclado também, mizifio.

Ainda bem que há sempre "Forever" ali quando precisamos dela. De longe a mais conhecida do Kamelot, o refrão deste diamante denota aquele momento de inspiração beirando o nirvana em se tratando de uma melodia que será lembrada para sempre. Já que me utilizei desta expressão eternizadora, não lembro exatamente em que momento mas Thomas brincou com Tommy tocando direto do seu aparelho celular um trecho de "The Final Countdown", do Europe, tirando um sarro do calouro. E já que baguncei um tanto a ordem do almanaque de canções por culta do "The Black Halo", preciso pelo menos aduzir a presença de "Karma", do homônimo disco de 2001, sendo esta uma das coisas mais garbosas, venustas, airosas, atraentes e catitas já compostas na face da Terra.

Line-up
Tommy Karevik (vocal)
Thomas Youngblood (guitarra)
Sean Tibbets (baixo)
Casey Grillo (bateria)
Oliver Palotai (teclado)
Alissa White-Gluz (vocalista convidada)

Set-list
Torn
Ghost Opera
The Great Pandemonium
Veritas
Center of the Universe
Soul Society
Song for Jolee
Rule the World
Drum Solo
When the Lights are Down
Sacrimony (Angel of Afterlife)
The Human Stain
Don't You Cry
My Confession
Keyboard Solo
Forever
Encore:
Bass Solo (trecho de Stray Cat Strut da banda Stray Cats)
The Haunting (Somewhere in Time)
Karma
March of Mephisto

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Alemanha, país onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar um Scum do Napalm Death, seguido de Substance do New Order ou Black Celebration do Depeche Mode, daí viajar no tempo com Stormbringer do Deep Purple, se acabar ao som do Bounded By Blood do Exodus e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo. Simples assim.

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