Epica: Celebrando 10 anos de existência

Resenha - Epica (Eindhoven, The Netherlands, 23/10/2013)

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Por Gustavo Maiato
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O sexteto holandês de metal sinfônico Epica prometeu que faria uma grande festa de aniversário para comemorar os 10 anos de vida desde o primeiro álbum The Phantom Agony (2003). O lançamento do Blu-ray/DVD/CD Retrospect cumpriu as expectativas e apresentou um show muito bem produzido com a participação de ex-integrantes, da orquestra Extended Reményi Ede Chamber, do coral Miskolc National Theater e de Floor Jansen (ex-After Forever, Revamp, Nightwish). Tudo isso protagonizado pela bela vocalista Simone Simons. A apresentação de três horas foi gravada na cidade holandesa de Eindhoven.

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O show passeou pelos cinco trabalhos de estúdio lançados pela banda e trouxe surpresas como a belíssima versão da música sacra Stabat Mater Dolorosa (Giovanni Battista Pergolesi) interpretada por Simone e Floor. A apresentação ainda contou com uma música feita especialmente para a noite chamada Retrospect, que não foi lançada em álbum algum e dá destaque ao baixista Rob van der Loo (Ex-Delain). Como é comum nos shows do Epica, alternaram-se momentos mais pesados beirando o death metal com os guturais do guitarrista Mark Jansen e músicas mais lentas onde a voz de Simone soava cristalina.

Depois de uma introdução com a orquestra e o coral, a banda entrou tocando a longa Monopoly on Truth do último álbum Requiem for the Indifferent (2012). Mas foi na música seguinte, Sensorium, que a banda ganharia o público de vez. A presença da orquestra de setenta músicos e do coral engrandeceu a música que é um verdadeiro clássico e a plateia vibrou. Unleashed viria a seguir depois de uma pequena introdução da orquestra. Nessa música fica claro que o baterista Ariën Van Weesenbeek (ex-God Dethroned) vem incorporando cada vez mais elementos de death metal na sonoridade do Epica desde que se juntou a banda em 2006.

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O show seguiu com a pesadíssima Martyr of the free world do álbum Design your universe (2009) que mostrou uma banda com muita energia e que sabe muito bem transitar entre o pesado e o mais leve. Isso porque a música seguinte foi a balada Chasing the dragon do álbum The Divine Conspirancy (2007). Simone cantou de forma segura quando foi exigida e a banda soube obedecer ao ritmo da música, trocando guitarras por violões. Uma das muitas surpresas prometidas para a noite viria a seguir: uma versão da música Presto do compositor italiano Antonio Vivaldi com direito a duelo de violino com o guitarrista Isaac Delahaye, que foi responsável por todos os solos do show.

Um ponto baixo na produção foi o excesso de luzes no palco que muitas vezes impediam a visão da performance dos músicos. O palco era muito escuro também e muitas vezes só era possível ver silhuetas dos holandeses. Em seguida a conhecida Never Enough foi tocada e em seguida a primeira convidada da noite apareceu sob muitos aplausos: Floor Jansen. As duas maiores vocalistas de metal da Holanda protagonizaram um momento inesquecível ao cantarem uma versão de Stabat Mater Dolorosa, que é toda em latim. As duas vozes entravam em harmonia com Simone responsável pelos tons mais agudos e Floor pelos mais graves.

Outra surpresa veio com a escolha da música Twin flames do Requiem for the indiferente. A grandiosa Serenade of self-destruction veio depois, mostrando mais uma vez a grande variedade de atmosferas que as músicas do Epica têm e como essas atmosferas funcionam muito bem ao vivo, proporcionando ao público momentos intensos e dramáticos em uma mesma música. Outra surpresa começou a soar quando a banda deixou o palco e a orquestra comandada por Zsolt Regos entoava um medley de músicas composto por Feint, Fools of damnation , Mother of light, Kingdom of heaven , Run for a fall e Deep water horizon. A banda voltou para tocar The Divine Conspirancy, outra música que soa ainda mais grandiosa ao vivo. É importante destacar que o tecladista Coen Janssen não ficou apagado pela orquestra já que todos os pianos ficaram por conta dele e em algumas músicas ele ganhou mobilidade com um teclado em curva.

A próxima música foi a balada Delirium seguida por outros clássicos: Blank infinity e The Obsessive devotion. A música feita especialmente para a noite Retrospect surpreendeu o público com uma levada de strings interessante e um marcante riff de baixo. A banda fez em seguida um medley que já virou tradição com clássicos do Star Wars e logo depois os ex-integrantes Yves Huts, Jeroen Simons e Ad Sluijter relembraram suas passagens pela banda entoando Quietus.

The Phantom Agony foi outro clássico que agradou, com direito a uma levada eletrônica no meio que transformou o show em uma pista de dança. O bis ficou com a mais aguardada da noite, o super clássico Cry for the moon, A banda mostrou muita interação com o público e encerrou a música com um solo de bateria. Sancta Terra (com Floor de novo ao lado de Simone) e Design your universe vieram a seguir. O segundo bis ficou com Storm the universe e o show foi encerrado com a longa Consign to oblivion.

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Sobre Gustavo Maiato

Jornalista, músico e fã. O heavy metal entrou na sua vida há 10 anos e nunca mais saiu. Gosta de estudar o tema e compreender o metal como manifestação cultural.

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