Arkona: Folk matador hipnotiza público paulistano

Resenha - Arkona (Clash Club, São Paulo, 30/11/2013)

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Por Aloysio França
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No dia 30 de novembro de 2013 o povo paulistano recebeu calorosamente em seu território os russos do ARKONA, com seu Folk Metal eslavo e peculiar. A banda divulga atualmente seu sexto álbum de inéditas, o poderoso “Slovo”.

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O show, que também podemos chamar de festa, devido ao clima efusivo comum em eventos Folk, aconteceu na Clash Club em SP, e quando digo que a banda foi recebida calorosamente, afirmo no sentido literal pois nem passou pela cabeça de alguém do staff do evento ligar o ar condicionado. No final das contas, tamanho calor serviu apenas para tornar o ambiente ainda mais rústico e tribal. Não sei se a vocalista Masha “Scream”, com seu corpo envolto em pele, e sua origem moscovita concordam, mas viajar mundo afora e tocar em países tropicais faz parte do preço do sucesso.

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A festa começou com a empolgante introdução “Az’”, quando a vocalista Masha aparece tocando seu instrumento de percussão típico, junto com Sergei, Ruslan, Vlad e Vladimir, que já tinha dado as caras antes para testar seus instrumentos étnicos. A apresentação foi procedida pela matadora “Arkaim”, que logo de cara gerou uma clássica roda Metal, onde o público pôde deixar fluir seu lado mais selvagem, conforme a música do ARKONA sugere. A terceira música executada foi a multi-rítmica “Ot Serdtsa K Nebu”. Um dos pontos mais altos da noite chega com “Goi, Rode, Goi!” deixando todos extasiados com seu alto teor emotivo logo na introdução. De repente todos eram bárbaros e a porradaria comia solta na roda.

Um dos momentos mais fortes do show, quando criou-se uma atmosfera verdadeiramente pagã, foi com a execução de “Zakliatie”. Seu tom introspectivo de oração maligna transformou a platéia em pessoas devotas, e todos seguiram o coro “Heja, haja heja heja” com Masha. Realmente emocionante.

Em meio ao repertório, muita coisa boa apareceu, como ” Slav’sja, Rus’!” e a própria “Arkona”, além de um divertido solo de gaita de fole feito por Vladimir “Volk” Reshetnikov. Confesso que senti falta da “V Tsepyakh Drevney Tayny” que é a minha favorita do “Goi, Rode, Goi!”, e como ela aparece no CD ao vivo “Decade of Glory” acabei criando expectativas. Também adoraria ver “Nikogda”, mas esta eu sabia que não ia rolar, pois a própria Masha já declarou em uma antiga entrevista que sua reprodução ao vivo é inviável. Porém, mesmo com essas minhas pequenas frustrações, o saldo no final foi pra lá de positivo.

Uma cena memorável ocorreu na música “Stenka na Stenku” quando Masha promoveu um duelo entre todos na pista, metade contra metade, exatamente como acontece no clipe da música, só que com mais pessoas. Realmente devastador! Achei que alguém ia acabar caindo em cima da mesa de som que ficava bem na região onde o duelo aconteceu. Felizmente a peleja não foi tão longe.

Embora a derradeira não tenha sido a “Yarilo”, pra mim soou como se fosse, pois de longe foi a que mais alegrou o povo, o que não é surpresa nenhuma considerando seu ritmo festeiro e empolgante. O fechamento foi marcado pela “Kupala i Kostroma”.

Ainda que o show tenha sido satisfatório para fãs do gênero, eu diria que o ARKONA ainda tem uma difícil barreira para superar, que é a da equalização. Mesmo bandas médias e algumas grandes sofrem com esse problema sempre que a execução de suas músicas demandam alguma complexidade. Bandas com teclado por exemplo, requerem mais profissionalismo para conseguir uma boa distribuição de áudio. No caso do ARKONA que é uma banda pequena, os violinos e acordeões são reproduzidos por um sintetizador, e os demais instrumentos étnicos como a flauta e a gaita de fole são captados por um microfone que pode não ser o apropriado, então a coisa pode ficar um pouco embolada e as vezes distorcida. Isso será um desafio para a banda, mas nem de longe compromete o show, pois há uma característica que eles têm de sobra: o poder para hipnotizar o seu público!

E aguenta o calor Masha!!

Fonte: MEGALOMANIA
http://megalomania-metal.com.br/arkona-sao-paulo-30112013/...

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Sobre Aloysio França

Nascido em 1980, ex-guitarrista e vocalista de Thrash Metal, atual artista gráfico e podcaster no site Megalomania-Metal. É também um leitor orgulhoso de Tolkien e Cornwell. Não discrimina gêneros, mas sim música boa de música ruim.

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