GBH: O verdadeiro punk rock desembarcou em São Paulo

Resenha - GBH (Hangar 110, São Paulo, 26/10/2013)

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Por Diego Camara
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Os grandes saudosistas dizem que a música hoje não tem mais aquele “feeling” que tinha nas décadas de 70 e 80. E isso é em todos os gêneros, do rock mais clássico até as pegadas mais extremas do metal. E é difícil não concordar quando se tem contato com um show tão impressionante quanto o dos britânicos do GBH, que tocaram para uma pequena, porém explosiva plateia no último sábado. Em torno de 1h30m de show, a banda entregou quase 30 músicas do mais puro punk rock.

DESERDADOS

A primeira banda de abertura da noite foi o DESERDADOS. A banda punk que já está aí há quase 10 anos na estrada, tocou um repertório curto de 35 minutos e funcionou bem para agitar o pequeno público que chegou cedo para o show. As músicas simples e os riffs diretos e efetivos marcaram a apresentação da banda, puxada pela velocidade das baquetas.

Com letras cantadas em português, cheias de crítica política já comum no gênero, a banda arrancou aplausos e animou bastante alguns dos fãs presentes, esquentando a plateia para o show principal. A banda ainda deixou seu recado pedindo apoio ao público para “quem tá sempre por aí”, ou seja, as bandas da cena nacional.

SEEKTERROR

Com um som mais cru que sua antecessora, a banda já teve a chance de tocar para um público muito superior, que já marcava sua presença para a atração principal. A banda abriu com uma grande pancada no som e uma presença de palco impressionante, que porém demorou um pouco para atingir a plateia. Guerreiros, porém, não se resguardaram nem um pouco, e venceram a plateia pelo animo de suas músicas e a voz rasgada de seu vocalista. Com o estilo já conhecido na cena e o dedo na cara de políticos fascistas como Bolsonaro e Feliciano, a banda fez por merecer tanto a abertura do show quanto o ânimo da plateia, que não guardou energias e fizeram seu bate cabeça.

GBH

Depois de pouco mais de 1 hora de show das bandas de abertura, um Hangar 110 lotado aguardou calmamente a apresentação dos ingleses. Se a espera não parecia de um show de punk, quando as cortinas se abriram faltando 10 minutos para as 22 horas, a brincadeira ficou séria. Já nos primeiros riffs de “Unique” e a pegada única de Colin Abrahall, a explosão dos fãs ficou mais que notória, com grande bagunça na frente do palco.

O som, porém, esteve baixo, o que não ocorreu no resto do show quando Colin pediu para que ele fosse aumentado. A música extremamente rápida de “Race Against Time” refletiu o melhor do som do Hangar, causando furor em todos os presentes. Com “Knife Edge”, uma das melhores do show, nem a banda se salvou do cuspe de cerveja lançado para o alto da pista e como dizem quem está na roda há de sofrer as consequências.

De música a música, a plateia continuou com o mesmo nível de disposição. Subindo ao palco, um a um (às vezes até mais de um) os fãs foram abraçando o vocalista, cantando as músicas nos microfones dispostos no palco e até algumas fãs corajosas puderam dar um beijinho em Colin Abrahall. “Vocês estão todos bem?”, perguntou Colin, bastante animado, recebendo um sonoro SIM dos fãs presentes.

Mas a banda não estava nem um pouco pra conversa, e de música a música, somente com o espaço de alguns segundos para encaixar os próximos riffs, a banda seguiu o show com músicas ótimas como “Generals”, com uma super pegada de Colin Blyth e Ross Lomas. Aqui o som, que já estava muito bom, parecia ter alcançado o seu melhor, com cada instrumento sendo muito bem ouvido em qualquer lugar da casa. “Alcohol”, outro destaque, foi cantada em uníssono por todos os presentes.

De risco em risco o show prosseguiu. De gente lançada pelo segurança novamente para a plateia – que eram felizmente seguros pelos colegas lá embaixo – um microfone que quase voou junto com seu pedestal de volta para a plateia e um microfone que foi “roubado” das mãos do vocalista depois de um puxão involuntário, o show continuou sem que ninguém acabasse tendo problemas maiores. Isso foi muito bem visto em músicas como “Big Women” e “Sick Boy”, onde um monte de fãs aproveitou o tempo para abraçar o vocalista no meio da música.

Os microfones no palco pareciam que era mais para o público cantar do que exatamente os integrantes da banda, e isso ficou bem claro com “Catch 23”. O público também aproveitou o momento entre músicas para adiantar o meet and greet.

A pegada bem de raiz da banda, porém, não evitou alguns momentos de ótima virtuosidade, especialmente na guitarra de Colin Blyth. A música “Kids Get Down” teve um ótimo solo de guitarra que dominou o centro da música, confluindo com a ótima condição do vocalista, que puxava a canção ainda para movimentos mais rápidos.

E todo o vigor do guitarrista levou a quebra do amplificador. “Estamos tão fodas que quebramos o amplificador da guitarra!”, disse Abrahall, aos gritos da plateia. Um momento de apreensão cercou aquele instante, mas não demorou muito para que tudo fosse resolvido por uma equipe técnica extremamente eficiente. “O show tem que continuar!”, gritou Colin, anunciando já a próxima música.

O show continuou com “City Baby Attacked by Rats” e “City Baby’s Revenge”, que tocadas em sequencia fizeram um show finalizando o espetáculo. O público mostrou que a pequena espera pela continuação do show não diminuiu sua animação, quando quatro pessoas foram arremessadas do palco ao mesmo tempo – o recorde da noite. O show terminou com “I Feel Alright”, para delírio de todos os presentes.

A volta para o bis foi bem rápida, e mostrou grande animação da plateia quando Colin voltou ao palco para perguntar, com seu sotaque britânico carregado, se os fãs queriam mais. A banda tinha mais duas músicas, “Time Bomb” e o grande sucesso “Maniac”, que fechou o show com chave de ouro e arrancou aplausos e gritos da plateia. Um belíssimo solo no final coroou a música, sendo acompanhado por um louco que aproveitou o momento para bater cabeça sobre o palco.

Aos gritos da plateia a banda saiu do palco, ovacionada. É raro ver tanta animação em um show, mas os punks que estiveram no Hangar 110 sem dúvidas fizeram a passagem do GBH em terras brasileiras valer mais que a pena. Esperamos que voltem em breve, pois com um ânimo desses os fãs não poderão esperar muito tempo para um retorno.

GBH é:
Colin Abrahall – Vocal
Colin “Jock” Blyth – Guitarra
Ross Lomas – Baixo
Scott Preece – Bateria

Setlist:
1. Unique
2. Race Against Time
3. Knife Edge
4. Lycanthropy
5. Necrophilia
6. State Executioner
7. Dead on Arrival
8. Generals
9. Freak
10. Alcohol
11. No Survivors
12. Self Destruct
13. Big Women
14. Sick Boy
15. Slit Your Own Throat
16. Am I Dead Yet?
17. Give Me Fire
18. Man-Trap
19. Catch 23
20. Hellhole
21. Kids Get Down
22. Drugs Party in 526
23. Diplomatic Immunity
24. City Baby Attacked by Rats
25. City Baby's Revenge
26. I Feel Alright (cover do The Stooges)
Bis:
27. Time Bomb
28. Maniac

Fotos: Fernando Yokota

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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